<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348</id><updated>2012-02-03T11:05:19.277-02:00</updated><title type='text'>Instituto Durmstrang</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Instituto Durmstrang</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12967486422996508835</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UmdI2156IK8/TFb2DGHNfVI/AAAAAAAAAA4/nFKRtA8bpa8/S220/Crest.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>324</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-3274250919258171135</id><published>2012-02-03T11:03:00.001-02:00</published><updated>2012-02-03T11:03:51.926-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Depois das aulas de sexta era normal que os alunos fossem para suas casas, aproveitar o fim de semana com a família. Eu costumava fazer isso e ia para Sofia quase toda sexta-feira, mas desde que as aulas do nosso último ano começaram, aquela era a primeira vez que ficava no castelo por obrigação. Atolada com o material do curso de auror que tinha para estudar, achei sensato ficar pra trás. Nem quando Leo convidou Robbie e eu para acompanhá-la até a Itália pude ceder. Ela acabou tendo que ir sozinha, pois Robbie também estava às voltas com um trabalho para o jornal que andava tirando seu sono. Seriamos só nós dois no fim de semana todo, cada um ocupado com os seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você precisa se desafiar mais, Sr. von Hoult – Robbie imitou a voz da professora Mira e revirei os olhos – Sei que é perfeitamente capaz de escrever algo além de uma coluna de fofocas.&lt;br /&gt;- Você vai passar o fim de semana inteiro reclamando? – perguntei impaciente – Se for me avise agora, que chuto o balde e vou atrás da Leo, ainda dá tempo de alcançá-la.&lt;br /&gt;- Não estou reclamando, apenas desabafando. Você é minha amiga, cale a boca e me apóie.&lt;br /&gt;- Por que você aceitou esse trabalho, afinal de contas?&lt;br /&gt;- Porque achei que seria um desafio legal e que podia provar a ela que sou perfeitamente capaz de escrever algo sério, mas estou começando a me arrepender.&lt;br /&gt;- Você é sim capaz de escrever outras coisas além de uma coluna de fofocas. Conte o que está tentando fazer, quem sabe não posso ajudar.&lt;br /&gt;- Certo... – ele puxou uma folha de papel da bagunça que tinha no chão e me entregou – Ela sugeriu que eu tentasse escrever algo sério, mas não disse o que, então fiquei maluco tentando ter idéias, até que estava com Alec no vestiário dos Ducks e uma luz surgiu no meu caminho.&lt;br /&gt;- O que vocês estavam fazendo no vestiário dos Ducks? – perguntei rindo e ele abanou a mão num gesto que dizia para não interrompê-lo.&lt;br /&gt;- Estávamos saindo quando ouvimos um barulho de soco. Corremos pra ver quem era e a porta do armário de Lucian estava aberta e toda amassada, mas não tinha ninguém no corredor. Alec ainda correu para ver se encontrava o autor do vandalismo, mas não viu ninguém. A porta amassada do armário estava suja de sangue, provavelmente do agressor que se machucou, então pensei: e se eu tentasse bancar o repórter investigativo e descobrisse quem invadiu o vestiário?&lt;br /&gt;- É uma boa idéia, mas você não está conseguindo descobrir quem foi, não é?&lt;br /&gt;- Não, é mais difícil do que pensei! Minha primeira idéia foi coletar amostras do sangue da porta, porque se ele é do autor, então poderia descobrir através dele, mas não sei como fazer isso.&lt;br /&gt;- Você precisa comparar com outra amostra de sangue ou não vai conseguir descobrir de quem é, a menos que tenha acesso a um computador do FBI e a pessoa tenha ficha – ele me olhou espantado e ri – Muito seriado policial nas férias e um professor que trabalha pro FBI.&lt;br /&gt;- Bom, não tenho um computador do FBI, alguma outra brilhante sugestão? – ele perguntou debochado.&lt;br /&gt;- Primeiro, melhore sua atitude ou não ajudo – ele me atirou uma bolinha de papel e desviei dela – Segundo, já tem um suspeito?&lt;br /&gt;- Mais ou menos... &lt;br /&gt;- Com licença... – ouvimos uma batida na porta e virei. Ozzy estava parado do lado de fora do quarto – Está muito ocupada?&lt;br /&gt;- Sim, ela está em um raro momento de paciência com meus projetos, não interrompa! – Robbie respondeu irritado, mas não dei importância.&lt;br /&gt;- Não, não estou.&lt;br /&gt;- Ótimo, podemos conversar um instante? – ele olhou pro quarto, onde Jude e Penny ocupavam suas camas alheias à conversa – A sós?&lt;br /&gt;- Parvati Karev, não desapareça! Preciso da sua ajuda nisso!&lt;br /&gt;- Eu já vou voltar, pare de ser dramático!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai do quarto com ele e como a república estava uma bagunça e cheia de gente, fomos até varanda. Ele indicou o banco para eu sentar, mas não sentou de imediato. Parecia que estava se preparando para começar a falar. Finalmente ele sentou ao meu lado e por um instante achei que ele ia me contar que estava morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dr. Pace disse que preciso contar algumas coisas a você e disse que poderíamos fazer isso na próxima sessão, mas acho que precisamos aprender a conversar sem supervisão, então vim até aqui hoje pra isso.&lt;br /&gt;- Também tenho que lhe dizer algumas coisas – admiti, um pouco aliviada por ele ter tomado a iniciativa – Você primeiro.&lt;br /&gt;- Ok... Quando você foi até minha casa no Natal, se desculpar pela história da entrevista, eu menti quando disse que estava tudo bem, que já tinha esquecido aquilo – ele abaixou a cabeça para não me encarar – A verdade é que ainda não consigo perdoá-la pelo que fez. Não estou com raiva de você, não é isso. Acho que é mais mágoa, aquele era o meu sonho e por sua causa ele foi jogado fora.&lt;br /&gt;- Eu sabia que você não tinha me perdoado, sabia que não estava nada bem. O que eu posso fazer pra consertar isso? Eu faço qualquer coisa, é sério.&lt;br /&gt;- Não precisa fazer nada, de verdade. Tudo que preciso é de tempo pra digerir isso e então vai chegar um dia em que não vou mais estar magoado com isso e vou perdoá-la. Só preciso de tempo.&lt;br /&gt;- Eu sinto muito, nunca me arrependi tanto de algo que fiz – ele assentiu, mas continuou de cabeça baixa – Minha vez. Quando você foi a minha casa depois de descobrir o que eu fiz, estava com raiva e nervoso e por isso me disse alguns insultos. Sei que estava no seu direito de estar me odiando, mas o que você disse me magoou.&lt;br /&gt;- Eu me arrependi do que disse no instante em que as palavras saíram da minha boca, mas estava alterado demais pra pedir desculpas. Eu realmente sinto muito. Jack tinha razão, nada me dava o direito de falar daquela forma com você.&lt;br /&gt;- Eu sei que as pessoas falam as mesmas coisas de mim pelas costas, já ouvi algumas falando na minha cara e nunca dei importância, mas quando você disse foi a primeira vez que me magoou. Acho que foi jeito como você falou, eu senti a verdade na forma como me ofendeu, você acreditava naquelas palavras.&lt;br /&gt;- Não, não é verdade – ele puxou minha mão e a acariciou – Eu nunca pensei aquelas coisas de você, nem quando estava no auge da minha irritação com as nossas brigas. Eu tinha sim a intenção de magoá-la, foi por isso que repeti o que ouvia na escola, mas eu nunca pensei nada daquilo.&lt;br /&gt;- Não precisa tentar abafar o que sempre soube. Algumas ofensas às vezes tinham fundamento, não é como se fosse uma novidade. &lt;br /&gt;- Nunca repita isso, Parvati. Você não é nada daquilo, não acredite se alguém disser o contrário. Tivemos nossos problemas, mas hoje somos amigos e sei que você é durona, mas também tem um lado doce que as pessoas não conhecem. Você não merece aceitar desaforo das pessoas aqui e deixar pra lá, essa não é a Parvati que passou dois anos batendo de frente comigo.&lt;br /&gt;- Estou cansada de brigar com as pessoas por causa disso, com o tempo aprendi que o melhor a se fazer é ignorar.&lt;br /&gt;- Bom, então nesse caso vou ter que começar a defender você. Não posso permitir que ofendam minha parceira e deixar isso barato.&lt;br /&gt;- Então agora eu ganhei um defensor dos fracos e oprimidos? – perguntei rindo.&lt;br /&gt;- Se você não faz nada a respeito, tenho a obrigação de fazer. Eu tenho que tomar as suas dores, não foi isso que o professor Wade falou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto tempo ficamos sentados naquele banco, um de frente pro outro sem dizer nada, apenas sorrindo. Quando me dei conta de que não estávamos mais conversando e ele ainda acariciava as costas da minha mão com o polegar, puxei-a de volta depressa. Isso deve tê-lo feito acordar, pois saltou do banco feito uma mola e parou quase no meio da varanda. Robbie apareceu na porta naquele exato instante, o sorriso mais debochado do mundo estampado no rosto, mas tendo noção do perigo, não ousou soltar nenhum tipo de piada enquanto não estivéssemos sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se não estiver interrompendo nada, gostaria de ter a atenção dos dois de volta ao quarto.&lt;br /&gt;- Eu também? – Ozzy perguntou surpreso – Já estava indo embora.&lt;br /&gt;- Estava nada, suba um instante, não vai demorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me olhou curioso, mas dei de ombros e acompanhamos Robbie escada acima. As meninas que estavam na república agora desciam apressadas com mochilas nas costas, querendo o mais rápido possível chegar em casa e subimos esbarrando nelas pelo caminho. Jude e Penny também estavam de saída do quarto quando entramos e se despediram animadas, se juntando a confusão nas escadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, o que quer nos mostrar? Já descobriu quem arrombou o armário?&lt;br /&gt;- Não, porque como você disse, preciso de provas, mas tenho um suspeito.&lt;br /&gt;- Que armário? O do vestiário? – Ozzy perguntou perdido na conversa e assentimos – Alec comentou que você estava querendo descobrir quem tinha feito aquilo, mas não falou mais nada, achei que tinha desistido.&lt;br /&gt;- Não posso desistir, isso virou um projeto para o jornal e a professora está de olho.&lt;br /&gt;- E quem é o suspeito? Pare de enrolar – disse impaciente.&lt;br /&gt;- Patrick Boris – ele disse satisfeito e quando não respondemos nada, fez cara feia – O que foi?&lt;br /&gt;- Com base em quê você chegou a conclusão de que Patrick invadiu o vestiário dos Ducks e arrombou o armário do Lucian?&lt;br /&gt;- Ele era namorado da Lenneth e obcecado por ela, levou uma surra do Lucian na frente da escola inteira e agora o mesmo está namorando a ex dele. Isso não é motivo?&lt;br /&gt;- Isso é tudo circunstancial. Por que ele iria arrombar o armário? &lt;br /&gt;- É, nada foi roubado – Ozzy completou e Robbie soltou um suspiro de frustração.&lt;br /&gt;- Tenho reunião do jornal às 17h, não posso aparecer lá sem uma evolução no trabalho. Vocês não estão colaborando!&lt;br /&gt;- Se você pudesse provar que o sangue na porta é dele, não precisa de um motivo. Já o colocou na cena do “crime” – e fiz aspas com as mãos – Isso já é uma prova concreta, que não tem margem pra contestação.&lt;br /&gt;- Certo, mas onde vou conseguir uma amostra de sangue dele? Não acho que ele e Lenneth tenham feito algum pacto de sangue e ela tenha guardado um pouco em um frasco.&lt;br /&gt;- Ele joga pelos Wild Penguins, não é? – perguntei para Ozzy e ele assentiu – Acha que pode arrancar um pouco de sangue dele no próximo jogo? &lt;br /&gt;- Está vendo? Durona! – ele sorriu animado com a ideia – Moleza, sempre tem um pouco de sangue em um jogo de Hóquei. E desde aquela história com a Lenneth estou procurando por um bom motivo para dar uns socos naquele idiota. Podem contar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robbie voltou a se animar e passamos alguns minutos discutindo como faríamos para coletar o sangue que Ozzy tirasse de Patrick sem ter que invadir o rinque, então Ozzy foi embora e fiquei sozinha com Robbie. Passei horas naquele quarto ouvindo os comentários debochados dele. E o pior era que eu não tinha moral pra contestar nenhum deles. Ia ser um longo fim de semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-3274250919258171135?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/3274250919258171135/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=3274250919258171135' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/3274250919258171135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/3274250919258171135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2012/02/depois-das-aulas-de-sexta-era-normal.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-892413563177851323</id><published>2012-02-02T14:52:00.001-02:00</published><updated>2012-02-02T14:54:16.500-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Anotações de Leonora Carrara - Ultima semana de janeiro 2015&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Mitchell e eu voltamos para a escola, pensei que teríamos a rotina de namorados que eu via entre Parv e Lukas e mesmo entre Robbie e Alec, mas nao foi o que aconteceu. Mitchell tinha que se dividir entre os treinos de quadribol, as aulas para auror, e eu além de estar no jornal, estava muito ocupada com o concurso de culinária que acabou movimentando até mesmo os alunos da escola, vários vinham comentar que seus pais haviam se inscrito no site, que mandei montar para o concurso, o que facilitava que eu acompanhasse tudo, de um laptop que comecei a usar e o carregava comigo para todo lugar. Acabei acertando um anúncio com Lucian e além de continuar a coluna de fofocas, também divulgavamos as receitas mais   votadas, que ao final da votação on-line, eram avaliadas pela banca julgadora que se reunia duas vezes ao mês. E sempre que tínhamos uma folga nas aulas, Mitchell e eu nos encontravamos para namorar e tudo ia muito bem entre nós.  Meu namoro com Finn foi breve, e sem querer acabava comparando-o ao de agora. E embora, Mitchell e eu não ficassemos grudados o tempo todo, nosso tempo juntos era de qualidade. Ok, a quem eu quero enganar com esta frase de workaholic de consciência pesada? Bastava ter um canto vazio que nos agarrávamos como se não houvesse amanhã, mas também conversávamos e fazíamos planos como um casal normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o-o-o-o-o-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sexta-feira, após o almoço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês têm certeza de que não podem vir?- perguntei mais uma vez para Robbie e Parv, enquanto arrumava uma mochila com algumas roupas.&lt;br /&gt;- Não posso, amada. Tenho que terminar o trabalho que a professora Mira passou, olha que vergonha, até você fez o seu antes do meu.Tem algo errado no mundo.- rimos e olhei para Parv, que se mostrava chateada. &lt;br /&gt;- Você acha que eu iria recusar comida boa, de graça e a oportunidade de boas risadas, se não tivesse aula? O doutor Pace já está na minha cola, e se eu faltar amanhã, posso dar adeus à carreira de auror. Porque Mitchell não vai com você?- e eu bufei:&lt;br /&gt;- Porque ele já foi para Sofia, para encontrar a família, nem quis almoçar.Mas devemos voltar juntos para cá, domingo á noite.&lt;br /&gt;- Há algum problema entre vocês? – ela quis saber e respondi:&lt;br /&gt;- A mãe dele não gosta de mim.Acho que é questão de tempo...&lt;br /&gt;- Como assim não gosta de você? Estavam todos bem, no casamento da irmã do Ozzy.Você até dançou com o pai dele.- disse Robbie e eu olhei para Parv e ela entendeu o que eu queria saber:&lt;br /&gt;- Desculpe, estava com o filtro no máximo e não captei nada, mas pela aparência achei que tudo estivesse normal. Meus pais gostaram deles, e que história é esta de ‘questão de tempo’, vai terminar? Ele falou alguma coisa? - ela perguntou e eu neguei com a cabeça e Robbie se agitou:&lt;br /&gt;- Vocês não podem terminar só porque a mãe dele não gosta de você, pirou? Ele é o melhor namorado que uma garota pode ter, e amiga, vocês se amam, todo mundo vê isso. E o mais importante: EU gosto do Mitch, e ele é muito amigo do Alec. Viu? Boas razões apra você não terminar com ele.&lt;br /&gt;- Será que um namoro pode sobreviver quando a mãe do cara que você ama não te considera boa o bastante, ou nas palavras dela: ‘ainda se fosse a outra, Ivashkov’.- resmunguei.&lt;br /&gt;- Ela falou isso na sua cara? Quem ela pensa que é? Não conhece aquela vaca da Camille.  – disse Robbie nervoso e eu respondi:&lt;br /&gt;- Claro que ela não falou comigo, ela é uma ‘Forbes’, e tem o mínimo de educação, então ela finge. Acabei ouvindo sem querer um comentário dela com o marido, depois da festa, na casa da tia dele. Eu havia voltado para pegar minha bolsa, que deixei na entrada, eles nem me viram. &lt;br /&gt;- Não faça nada precipitado, Léo. Você contou ao Mitchell? – quis saber Parv.&lt;br /&gt;- Não, e não vou contar, ele adora os pais e não quero que briguem por minha causa. Por favor, não comentem nada ok?Tudo vai se resolver.- eles concordaram e os deixei na república, e fui pegar o  trem. Tinha muitos pensamentos conflitantes a respeito de Mitchell na cabeça, que sumiram quando abri o bolso da frente da minha mochila para pegar a minha passagem, e encontrei um bilhete com a caligrafia dele.&lt;br /&gt;‘Estou contando os minutos para domingo. M.” &lt;br /&gt; Remexi mais um pouco na bolsa e encontrei uma saquinho de veludo e dentro havia uma pulseira de prata, cheia de pequenos berloques, do tipo que as pessoas usam para ter sorte, como trevo de quatro folhas, ferradura, um coração onde havia nossas iniciais.Sorri feito boba.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;‘Problema da mãe dele se não gosta de mim, ele gosta...E muito!’&lt;/span&gt;.- disse a mim mesma enquanto admirava a pulseira em meu pulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei na Itália,  foi uma correria só, pois eram muitos participantes, e o senhor Vincenzo, já havia organizado boa parte das eliminatórias, e no sábado quando teriamos a prova final com a presença de juizes, escolheriamos as  3 finalistas desta etapa. Por ser uma causa beneficente, convidamos algumas celebridades, entre eles um chef americano de origem italiana chamado, Rocco Di Spirito, que estava fazendo um programa para seu canal de televisão e era amigo do avô do Damon, e como ele ofereceu a estrutura do estúdio, fomos todos para lá. Eu entrava na estúdio destinado ao programa quando ouvi alguém me chamar, me virei e era a mãe do Finn. Sorri quando nos abraçamos:&lt;br /&gt;- Minha querida que saudades de você. Está linda! – ela disse amorosa e eu a abracei novamente:&lt;br /&gt;- Você está muito bem, tia Moira.O que faz aqui?&lt;br /&gt;- Finn está dando entrevista junto com o time, no estúdio do lado, para um programa de esportes e você sabe que a única coisa que entendo deste jogo é que quando ele defende o...o...&lt;br /&gt;- Puck.- completei e ela riu concordando:&lt;br /&gt;- Isso! Quando ele defende o puck, é bom para ele e para o time.- rimos e eu disse:&lt;br /&gt;- Só aprendi, porque tive que ver muitos dos jogos dele na escola. Quer ficar um pouco aqui, enquanto ele termina as entrevistas? Estou esperando a ultima jurada do concurso de culinária. Rocco Di Spirito, vai apresentar o programa.&lt;br /&gt;- Ah que maravilha, adoro o programa dele. Sabe que sempre uso o azeite da sua empresa e pedi a todas as minhas amigas que o usassem, Finn me contou da sua luta em salvar a fábrica, conte comigo, querida. &lt;br /&gt;-Obrigada, tia, isso me ajuda e muito. Quer ser minha convidada para ver o programa e depois vamos comer em algum lugar e matar as saudades?- ficamos conversando por um tempo e logo Finn se juntava a nós, junto com alguns colegas do time, que ele apresentou a nós duas. No começo ele estava um pouco seco comigo, mas depois começou a conversar normal e logo estávamos rindo, dos comentários deles sobre a entrevista, e seus novos amigos eram muito engraçados, além de bonitos, e algumas vezes não entendiam algumas palavras que diziamos,  e um deles veio colocando a mão sobre meu ombro, me convidando para sair e eu sem disfarçar, retirava sua mão e seus colegas o zoaram. O tempo foi passando e o diretor do programa veio me avisar que a convidada de  Rocco teve um imprevisto e não iria comparecer, e isso poderia invalidar esta etapa do concurso. &lt;br /&gt;- Por Odin, o que faço agora? Não posso dizer ao Rocco que não vai ter mais concurso e a gravação dele ser prejudicada. E se tiver, a prova pode ser invalidada porque não temos todos os juízes imparciais do regulamento. – comentei aflita, peguei o celular para ligar para o avô de Damon, quem sabe ele poderia conhecer alguém quando tia Moira, disse:&lt;br /&gt;- Se você precisa de gente famosa para dar audiência ao  programa, poderia convidar Finn e os amigos, o time deles é famoso ou não dariam entrevista para televisão daqui não é? – ela disse e olhei suplicante para Finn e ele quis saber:&lt;br /&gt;- É importante para você? Só me apresento na próxima temporada, mas os caras aqui, já estão na ativa...&lt;br /&gt;- Sim,  e eu ficaria muito agradecida se você e seus amigos me ajudassem. &lt;br /&gt;Ele conversou com os amigos e após ligarem para o técnico, que ainda estava no estúdio ao lado, concordaram. Corri até o diretor e conversei com ele, e ele só faltou pular de alegria, quando os rapazes entraram no estúdio. E Rocco, como já conhecia e era fã do Bolzano na Itália, adorou os novos convidados, e os apresentou á platéia, que ficou eufórica, pois em sua maioria eram mulheres. Quando o programa acabou e as três vencedoras da etapa tiravam fotos com os convidados, eu respirei aliviada, abraçando tia Moira e sua ótima idéia.O diretor do programa veio contente dizer que o show havia sido lider de audiência, e que se numa próxima oportunidade quisesse trabalhar com eles novamente, era só ligar para ele.  &lt;br /&gt;Depois de tudo resolvido, agradeci a todos os amigos do time do Finn, e prometi me tornar a sua mais nova torcedora, ganhei pares de ingressos, e um deles, o engraçadinho do Enrico, disse que se um dia eu precisasse de um guia na cidade, era só ligar para ele, claro que ele recuou quando Finn rosnou para ele, dizendo que estava brincando, mas piscou para mim quando Finn não estava olhando. Embora eu tivesse muita coisa para fazer, optei por ficar com Finn e sua mãe, e fomos passear por alguns pontos turisticos que ficavam lindos à noite e ela adorou. Como ficamos paseando até tarde, no dia seguinte optamos por voltar todos juntos para Sofia, acompanhei Finn até a casa de sua mãe e depois fomos para a minha casa, onde eu ficaria para esperar por Mitchell. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era começo da tarde de domngo, e Finn estava sentado na sala, e fui buscar alguma coisa para comermos, e quando voltei acabei tropeçando e ele agilmente me segurou, e começamos a rir, pois eu sempre fui estabanada.Mitchell nos encontrou assim e disse:&lt;br /&gt;- O que está acontecendo aqui? – e antes que eu abrisse a boca, vi que sua mãe, que estava com ele me olhava sarcástica. Finn, notando o clima tenso disse:&lt;br /&gt;- Léo, é melhor eu ir embora...&lt;br /&gt;- Não, você não vai, porque a casa é minha e recebo quem eu quiser aqui, especialmente meus amigos.- respondi olhando Mitchell, que havia me olhado de cima a baixo e se demorou nos meus pés descalços, quando me encarou novamente, havia julgamento em seus olhos:&lt;br /&gt;- Passaram o fim de semana juntos?- perguntou frio e antes que eu respondesse, sua mãe disse: &lt;br /&gt;- Eu disse que era perda de tempo tentar ter alguma amizade com esta garota Mitchell, nota-se que ela não é para você. &lt;br /&gt;- Sim, passamos.- respondi o mais fria possível, mas por dentro eu fervia de irritação com o comentário da mãe dele, e ela o puxou pelo braço:&lt;br /&gt;- Vamos embora, querido. Já vimos o bastante.- e ele começou a se virar com ela, quando eu explodi:&lt;br /&gt;- Isso, esconda-se atrás da mamãe, sem saber realmente o que está acontecendo.- provoquei. &lt;br /&gt;- Não ouse falar assim com meu filho...- ela se virou defensiva e sua voz se elevou um pouco, e eu respondi mais alto:&lt;br /&gt;- Abaixe o tom, pois está na minha casa e aqui quem grita sou eu. Eu não a convidei para vir.-  ela ofegou, talvez porque ninguém nunca tenha falado assim com ela e Mitchell disse nervoso:&lt;br /&gt;- Não fale assim com   a minha mãe.&lt;br /&gt;- Ela que não fale comigo deste jeito, ela nunca ouviu dizer que em briga de...de casal ninguém mete a colher?- respondi e ele novamente me olhou e encarou novamente Finn, dizendo:&lt;br /&gt;- Busco as minhas coisas assim, que possível...- não deixaria ele ter a última palavra:&lt;br /&gt;- Não se dê ao trabalho, eu as mando para você. – ele saiu e a porta ficou entreaberta, fui até lá e a bati com força. &lt;br /&gt;- Léo, sinto muito...Você está bem? - ouvi Finn perguntando enquanto meus olhos começaram a arder, mas respirei fundo e disse:&lt;br /&gt;- Vou buscar minha mochila, preciso voltar para a escola agora, você vem comigo?&lt;br /&gt;-Sim, claro.&lt;br /&gt;Eu sabia que iria chorar e muito, mas o inferno congelaria se eu chorasse na frente de um ex-namorado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-892413563177851323?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/892413563177851323/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=892413563177851323' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/892413563177851323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/892413563177851323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2012/02/anotacoes-de-leonora-carrara-ultima.html' title=''/><author><name>Leonora Ivashkov</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11362357318760157176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-5248647852819770887</id><published>2012-02-01T12:38:00.001-02:00</published><updated>2012-02-01T12:38:34.678-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Memórias de Lucian P. Valesti e Lenneth V. Aesir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janeiro de 2015 – Primeira semana após os feriados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lucian&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar a escola depois de tudo que tinha acontecido antes dos feriados foi estranho.&lt;br /&gt;Primeiro, Liseria não voltaria... Sua mãe me procurou na véspera do Natal e me falou que sua filha desejava ficar em Beauxbatons e já estavam preparando todas as papeladas para a sua transferência. Ela me contou que Liseria estava arrasada e irritada comigo e que não queria me ver. Conversei com a mãe dela longamente e expliquei tudo que tinha acontecido. Ela não ficou feliz, mas preferiu que eu tivesse terminado agora do que ficar enganando sua filha por mais tempo.&lt;br /&gt;E agora havia a questão da Lenneth... E era uma questão muito complexa.&lt;br /&gt;Eu não tinha dúvidas do que sentia por ela, já tivera provas suficientes de que estava gostando dela, amando-a para ser mais exato. Mas no que isso implicaria? Éramos amigos desde criança, eu cresci com ela ao meu lado, a tratei como minha irmã por longos anos... E agora?&lt;br /&gt;No casamento da irmã do Ozzy dançamos juntos, apesar de eu ter tentado passar a festa inteira fugindo dela. Mas quando dançamos foi especial de um modo como jamais senti.&lt;br /&gt;E parecia que ela sentia o mesmo... Mas eu poderia estar errado... Poderia estragar uma amizade para sempre...&lt;br /&gt;Como eu odeio “se”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lenneth&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liseria não voltara a Durmstrang. Recebi essa notícia chocada, pois significava que a briga entre ela e Lucian havia sido feia.&lt;br /&gt;Não tinha conversado muito com ele desde o acontecido, pois ele parecia querer fugir de mim o tempo todo. Eu decidi dar a ele o espaço que queria, pois também não gostava da sensação de estar me aproveitando da distância de Liseria.&lt;br /&gt;Agora, não sei o que fazer! Se ela não vai voltar, é porque eles se separaram realmente... Mas vou parecer uma aproveitadora caso vá atrás dele agora. E tudo que ele não precisa é de mais mentiras e acusações contra ele naquele maldito jornal clandestino.&lt;br /&gt;Conversei isso tudo com Julie e ela me ouviu pacientemente, mas depois quase me deu uma bronca.&lt;br /&gt;- Quem é você e o que fez com minha amiga? – Ela perguntou e eu a olhei sem entender. – Lenneth, desde quando você se importa com o que os outros pensam ou deixam de pensar? Você tem que correr atrás daquilo que acha certo. E nós duas sabemos que você tem chances com o Lucian, altíssimas!&lt;br /&gt;- Você acha? – Eu perguntei.&lt;br /&gt;- Está estampado na cara dele, e também na sua. Vocês se gostam, Lenneth, não deveriam ter medo de assumir isso.&lt;br /&gt;Eu pensei por muito tempo no que ela disse, mas finalmente decidi tomar uma atitude. Eu gostava do Lucian, sempre gostei e sempre que tentei ignorar isso ou esquecê-lo, o que eu sentia ficou apenas mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado de manhã eu tive que ir às pressas para a escola de música que eu tinha sido admitida e perdi toda a manhã finalizando minha matrícula.&lt;br /&gt;Assim que voltei para Durmstrang, no meio da tarde procurei o Lucian pela escolha inteira e logo depois fui para o vilarejo, esperando encontrá-lo na livraria da Ferania, mas ele não estava lá. Então me lembrei sobre algo que Lucian falou uma vez.&lt;br /&gt;Tinha um lugar que ele gostava de ir quando estava triste e queria ficar sozinho. Era um depósito da livraria, mas eu não fazia idéia de onde ficava. &lt;br /&gt;- Ferania, preciso da sua ajuda! Onde o Lucian está? – Perguntei, quando entrei correndo na livraria. Ferania terminava de fazer anotações em um bloco, pronta para fechar a loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aconteceu alguma coisa? – Ferania perguntou, ao me ver tão exaltada.&lt;br /&gt;- Eu estou procurando o Lucian, mas não o encontro! – Falei.&lt;br /&gt;- Eu não faço idéia de onde ele possa estar. – Ela falou, mas eu sabia que não era verdade.&lt;br /&gt;- Fer, nós conhecemos desde pequenas, eu tenho certeza que você sabe onde ele está! É no armazém da loja, mas não sei onde fica.&lt;br /&gt;- Lenneth, queria poder te ajudar, mas não sei onde o Lucian está. – Ela falou e eu senti meu ânimo desaparecer e me sentei em uma das poltronas. &lt;br /&gt;- Eu preciso falar com ele... Se não for hoje não sei se terei coragem depois!&lt;br /&gt;- Eu não deveria fazer isso, tanto como professora, como amiga de vocês. – Ela suspirou e sentou do meu lado. – Ele quer ficar sozinho, Lenneth, por isso me pediu o dia de hoje de folga e prometi não contar a ninguém onde ele estava... – Eu comecei a falar algo, mas ela levantou a mão. – Mas acho que ele precisa é de você, e você dele. Ele está no armazém, vou fazer um mapa para você.&lt;br /&gt;Eu então gritei de alegria e beijei seu rosto e assim que ela me entregou o mapa, sai correndo.&lt;br /&gt;O armazém ficava afastado da vila, em uma região remota e cheia de árvores. Era um lugar muito calmo que combinava com Lucian. Não havia som algum além do farfalhar das árvores e dos meus passos apressados, abafados um pouco pela neve fina.&lt;br /&gt;Estava chegando perto do local indicado pelo mapa de Ferania e vi fumaça, proveniente de uma chaminé. Eu joguei o mapa fora e comecei a correr, pois sabia que estava perto.&lt;br /&gt;O armazém era uma cabana mediana e antiga, provavelmente alguma casa de campo da família de Ferania. Ele era todo de madeira, com exceção da chaminé de pedra, provavelmente conectada a uma lareira. Havia luz dentro da cabana e corri até a porta.&lt;br /&gt;Bati na porta com pressa e ouvi quando alguém se levantou de uma cadeira. Ouvi os passos se aproximando da porta, enquanto meu coração saltava acelerado.&lt;br /&gt;- Algum problema Ferania? – Lucian perguntou ao abrir a porta, mas ficou calado ao me ver.&lt;br /&gt;Ele segurava um livro em uma das mãos e ficou paralisado ao me ver. Seus olhos ficaram fixos nos meus e eu abri um sorriso enorme e saltei para ele abraçando-o com força.&lt;br /&gt;- Lenneth? O que houve? Como chegou aqui? – Ele perguntou, mas eu só queria abraçá-lo e, mais devido às emoções do que a corrida, fiquei um tempo sem conseguir falar.&lt;br /&gt;Então pensei que melhor do que palavras seriam atitudes.&lt;br /&gt;Eu o beijei, um beijo longo e quente. De início ele pareceu surpreso, mas então soltou o livro e segurou minha cintura, beijando-me com vontade e carinho.&lt;br /&gt;Não sei quanto tempo esse beijo durou, mas depois de um tempo nos soltamos e eu sorri, enquanto lágrimas desciam pelos meus olhos.&lt;br /&gt;- Lenneth... Você é a garota daquela festa?! – Ele perguntou, a surpresa em seus olhos.&lt;br /&gt;- Eu sou. – Eu consegui dizer e antes que ele pudesse falar algo, voltei a falar rapidamente. – Eu... Me perdoe pelo que fiz, mas daquela vez queria... Eu queria tê-lo para mim pelo menos uma vez. – Eu falei e ele ficou calado um tempo. – Você está irritado comigo?&lt;br /&gt;- Não... Estou feliz. Lenneth, eu te amo. – Ele falou sorrindo para mim e me puxou para outro beijo, um pouco mais rápido que o anterior, mas ainda com muita vontade. Enquanto nos beijávamos, eu fechei a porta com o pé e senti quando ele me puxou para dentro da cabana, ainda abraçados e nos beijando.&lt;br /&gt;- Eu te amo, Lucian. – Eu falei, entre beijos e o sentei na poltrona, sentando em seu colo, ainda nos beijando.&lt;br /&gt;Sentia suas mãos nas minhas costas e não pude mais resistir.&lt;br /&gt;Tirei a blusa que ele usava e depois deixei que ele tirasse a minha. Nos beijamos novamente, enquanto eu me deitava sobre ele no sofá.&lt;br /&gt;A nossa primeira vez foi diante da lareira, com a neve caindo lá fora, enquanto nos entregávamos a um amor que levou anos para acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-5248647852819770887?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/5248647852819770887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=5248647852819770887' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/5248647852819770887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/5248647852819770887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2012/02/memorias-de-lucian-p.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-442784032745615334</id><published>2012-01-27T18:44:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T18:44:48.479-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Que horas são? – Parvati puxou o braço de Robbie e consultou seu relógio – Droga.&lt;br /&gt;- O que foi? – ele puxou o braço de volta – O que tem de errado com 17h?&lt;br /&gt;- Nada. Vejo vocês depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parvati levantou da mesa sem dizer mais nada e saiu do salão principal sem sequer ter tocado no jantar. Por mais que tentasse disfarçar, estava ansiosa com a sessão de terapia sem a companhia de Ozzy. Não que ela pretendesse contar alguma coisa mais relevante ao psicólogo, mas a perspectiva de ficar uma hora sozinha com ele, sem um apoio, era preocupante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ozzy a alcançou antes que chegasse aos degraus da escada. Ele também estava preocupado. “Não vá contar nada que se arrependa depois”, ele lhe advertiu. Ela riu, nervosa, “Quem sabe ler mentes sou eu, me dê um pouco de crédito”. No entanto, nenhum dos dois estava convencido de que aquele dia ia terminar de maneira positiva. A caminhada até o escritório no quarto andar foi longa e silenciosa. Quando bateu a porta, ouviu a já familiar voz do Dr. Pace a mandando entrar. Recebeu-a com um sorriso alegre no rosto. “Claro, não é ele quem vai ser encurralado aqui dentro”, ela pensou ao sentar-se no sofá em sua frente, forçando um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, Parvati? Como está sendo a semana?&lt;br /&gt;- As aulas estão um pouco puxadas, mas é o último ano, nada que não esperássemos.&lt;br /&gt;- Ótimo. Antes de começarmos a sessão, preciso pedir que parasse de tentar penetrar minha mente – Martin Pace fitou Parvati, mas sua expressão não era zangada. Parecia estar se divertindo – Embora fique feliz em saber que é uma boa oclumente, devo alertá-la que sou um excelente legilimente. Não conseguirá ler nada.&lt;br /&gt;- Desculpe. – ela disse sem graça.&lt;br /&gt;- Sem problemas. Assunto esclarecido, vamos começar a sessão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o observou pegar uma pasta roxa da mesa e abrir, folheando suas páginas com atenção. Aquela pasta roxa não era um bom sinal. Além de conter anotações detalhadas sobre a vida acadêmica dos alunos, trazia péssimas recordações à Parvati. Fora por causa dela que uma cadeia de eventos catastróficos se sucedeu, terminando no acidente no último verão. Quando ele pareceu encontrar o que queria, voltou a encará-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou com a sua ficha acadêmica nas mãos e devo dizer, estou impressionado. Já havia lido algumas coisas quando comecei a trabalhar com a turma do curso, mas dessa vez pedi a ficha completa e você tem um histórico e tanto.&lt;br /&gt;- Obrigada? – ela deu de ombros e ele riu.&lt;br /&gt;- Um extenso histórico de detenções, frequentemente causadas por implicar com outros alunos, mas muitas por insubordinação e desrespeito às regras, inúmeros relatos de brigas envolvendo você e Oscar... Devo acrescentar que fico até aliviado em ler que as brigas nunca chegaram ao nível físico, estava esperando pelo pior enquanto lia esse material.&lt;br /&gt;- Nós não nos dávamos muito bem.&lt;br /&gt;- E então tudo parou. O último relato de mau comportamento foi em junho do ano passado, pouco antes das férias. Nada depois disso, nem mesmo uma reclamação simples vinda de qualquer professor. O que mudou?&lt;br /&gt;- Eu só... Sei lá, acho que percebi que era imatura e decidi mudar.&lt;br /&gt;- Aqui também diz que você sofreu um acidente de carro no final de julho, onde as duas pessoas que estavam com você no carro faleceram. &lt;br /&gt;- Não quero falar sobre isso, desculpe – disse na defensiva, recuando.&lt;br /&gt;- Precisamos falar sobre isso, Parvati. Sabe por quê? Porque eu acho que foi isso que fez você mudar, e eu quero entender o motivo.&lt;br /&gt;- Minha irmã e meu primo morreram. Isso não é motivo o suficiente pra você querer deixar de ser uma imbecil com as pessoas?&lt;br /&gt;- Não, não é. Isso normalmente revolta ainda mais as pessoas, não as faz recuar. Gostaria que você me contasse o que aconteceu no dia do acidente. O que estava fazendo antes dele? Para onde estava indo quando o carro bateu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parvati abaixou a cabeça por um momento, incapaz de impedir que uma lágrima escorresse por seu rosto. Nunca havia conversado com ninguém sobre aquele dia, mas sabia que um dia teria que fazer isso e talvez aquela fosse a hora certa. Dr. Pace era um pessoa em quem ela sabia que podia confiar, mas se era para contar a história, precisaria começar com a confissão do roubo da pasta roxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ouviu pacientemente ela contar tudo. Desde o dia em que roubou a pasta com a ajuda de Leonora, destruiu os documentos e foi quase expulsa, levando-a a conclusão de que Ozzy, o único a tê-las visto com a pasta, havia contado ao diretor. Contou também o que fez para vingar-se dele, mesmo sem provas de que havia sido ele o autor da denuncia, e o que aconteceu quando ele descobriu. Falar do dia do acidente, da discussão que a levou a sair de casa atordoada, foi mais difícil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leve o tempo que precisar – disse lhe estendendo um copo com água – A discussão entre vocês ficou séria? – e ela assentiu, bebendo a água.&lt;br /&gt;- Insultos foram ditos de ambos os lados. Ele estava fora de si, eu acabei me exaltando também e dissemos coisas que não devíamos. &lt;br /&gt;- Como você se sentiu ouvindo as coisas que Oscar disse?&lt;br /&gt;- Magoada. Ele estava com razão em ficar furioso e me ofender pra liberar a raiva, mas as palavras que ele disse me machucaram.&lt;br /&gt;- Você se sentiria melhor se ele pedisse desculpas? – e ela assentiu novamente.&lt;br /&gt;- Se nada disso tivesse acontecido, eu não teria saído de casa naquele estado e não teria batido com o carro. Se eu nunca tivesse interferido na entrevista dele com o time de Hóquei, minha irmã e meu primo ainda estariam aqui.&lt;br /&gt;- Você se culpa pelo acidente? – mais uma vez ela assentiu, outra lágrima escorrendo antes que ela pudesse impedir – Tenho algo que gostaria que lesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin consultou a pasta roxa mais uma vez, mas demorou um pouco mais de tempo para encontrar o que procurava. Encontrou uma cópia de um relatório policial sobre o acidente e estendeu a ela, mas antes que pudesse ler o que ele dizia, ele se adiantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fique com essa cópia, mas quando a ler vai descobrir que o acidente não poderia ter sido evitado. Não importa quem estivesse ao volante, o carro ia se chocar. &lt;br /&gt;- Como? – perguntou com a voz embargada pelo choro.&lt;br /&gt;- A posição do carro na estrada e a maneira como o caminhão veio ao encontro dele só lhe dava duas opções para tentar desviar. Se jogasse o carro para a esquerda, ia capotar ao subir o barranco. Se jogasse ele pra direita, estaria o arremessando de um penhasco. Nenhuma das opções evitaria o choque, não importa se não estava atenta e não conseguiu evitar a colisão frontal. Não se culpe por algo que não poderia evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela assentiu, ainda chorando, e levantou do sofá com a cópia do relatório na mão. Sua hora já havia acabado, mas a conversa, embora séria, fluiu tão bem que parecia ter passado apenas alguns minutos. Parvati se pegou desejando que tivesse mais um tempo com o psicólogo, mas precisava sair para dar a vez a Ozzy. Ele já estava esperando do lado de fora quando saiu e se assustou quando viu que a garota estava chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu? – perguntou preocupado &lt;br /&gt;- Nada, está tudo bem. Ele está esperando você – ela respondeu sem estender o assunto, apertando o passo para sumir da vista dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ozzy não teve tempo de dizer nada, pois a voz do psicólogo o convidou a entrar. Ele também reparou na pasta roxa em sua mão, mas diferente de Parvati, não se sentia intimidado por ela. Acomodou-se no sofá como de costume, um pouco mais desconfortável do que das outras vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oscar Lusth... – Martin olhou da ficha para ele e sorriu – Seu histórico é muito bom. Salvo uma detenção ou outra por brigas nos jogos de Hóquei ou uma brincadeira de mau gosto, seu saldo é positivo. Aluno exemplar, notas excelentes, atleta dedicado. O único saldo negativo no histórico são os extensivos relatos de brigas entre você e Parvati.&lt;br /&gt;- É, a gente não se dava muito bem até o ano passado.&lt;br /&gt;- Aqui diz que as brigas começaram de uma hora pra outra a dois anos atrás, e da mesma forma acabaram – Ozzy deu de ombros, rindo – Pode me dizer o motivo?&lt;br /&gt;- Nós passamos por muitas coisas nas férias, perdemos pessoas que amávamos e isso faz a gente repensar nossas escolhas.&lt;br /&gt;- Então o acidente foi o motivo? Conte-me o que aconteceu naquele dia. Você e Parvati discutiram, não é?&lt;br /&gt;- Você perguntou isso a ela? Por isso ela saiu chorando?&lt;br /&gt;- Não estamos aqui pra falar dela. Quero ouvir o seu lado da história.&lt;br /&gt;- Não gosto de lembrar daquele dia. Foi minha culpa o que aconteceu.&lt;br /&gt;- Você fala da discussão? Parvati saiu de casa nervosa porque discutiram?&lt;br /&gt;- Não... Olha doutor, é complicado. Não posso falar sobre isso.&lt;br /&gt;- Tente descomplicar então. Não estou aqui para julgar ninguém.&lt;br /&gt;- Não é questão de julgar. Você tem o poder de me colocar em uma camisa de força, não vou lhe dar material pra isso.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo, Oscar? – Martin percebeu que, o que quer que estivesse acontecendo, era mais sério do que ele julgava – Estou aqui para ajudar, mas se você não começar a ser honesto comigo, não vou poder fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ozzy considerou por um momento. Era loucura contar a verdade, gente demais já sabia dela e mais um poderia fazer tudo sair do controle, mas por outro lado ele sabia que podia confiar no Dr. Pace. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo que for dito aqui...&lt;br /&gt;- Não sairá dessa sala. Não posso discutir o que é dito aqui com outras pessoas, é antiético. &lt;br /&gt;- Certo. A história vai parecer maluca, mas não é.&lt;br /&gt;- Estou ouvindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele lhe contou toda a história. Começou com a acusação falsa de Parvati sobre tê-la denunciado ao diretor e de como isso o fez perder a vaga que sempre sonhou no time de Hóquei que é fã. Contou da discussão e de como, minutos depois de Parvati ter saído de casa, encontrou o carro capotado na estrada. E então Ozzy o encarou, e começou a contar a história da sua família. Achava que ele não acreditaria, mas logo percebeu que não estava se passando por louco. Martin ouvia atentamente, assentindo sem dizer nada, como se aquela história não fosse tão surpreendente assim. Ozzy interrompeu a narração quando voltou à parte onde encontraram os corpos no local do acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já havia ouvido falar das famílias de Imortais, mas nunca havia conhecido um.&lt;br /&gt;- Não acha que sou louco?&lt;br /&gt;- Não, claro que não. Não esperava que fosse ouvir isso, mas sei que está dizendo a verdade. &lt;br /&gt;- Que bom, porque a história não acabou. Quando nós chegamos lá, estavam todos mortos. Todos, inclusive a Parvati. O processo de imortalizarão só funciona porque conseguimos trazer a alma de volta, mas se ela já tiver feito a travessia não funciona. Jack e Alexis não estavam mais lá, mas Parvati não foi embora.&lt;br /&gt;- E vocês a trouxeram de volta? – Ozzy assentiu – Isso significa que ela também é como você? – ele assentiu novamente e Martin encostou no sofá – Uau.&lt;br /&gt;- Oleg sabia como fazer, mas eu dei a idéia. Entrei em desespero, estava me sentindo culpado e precisava fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;- Por que você estava se sentindo culpado?&lt;br /&gt;- Porque eu disse a ela pra bater com o carro. Quando Parvati estava saindo, disse a ela que estaria fazendo um favor se batesse com ele. &lt;br /&gt;- Oscar, não é só porque desejou que algo acontecesse que a culpa é sua.&lt;br /&gt;- Você não entende. Todo Imortal tem uma espécie de habilidade. A minha é ler mentes, mas posso fazer muito mais que isso. Eu consigo manipulá-las. Eu não tinha a intenção de manipulá-la, mas estava tão nervoso que posso ter feito sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin entregou a ele outra cópia do relatório policial, o mesmo que havia dado a Parvati. Ozzy leu com atenção, mas ele sabia pela sua expressão que ainda não estava convencido. Não importa o que digam, ele sempre carregará consigo aquela duvida. E infelizmente aquilo era algo que ninguém poderia ajudar. Para se livrar da culpa, ele teria que encontrar o caminho sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos falar sobre o motivo da briga antes do acidente. Você disse que Parvati interferiu em uma entrevista que estava esperando.&lt;br /&gt;- Ela destruiu meu sonho. Jogar pelo Vancouver Cannucks era algo que eu sonhava desde criança e aquela oportunidade era única.&lt;br /&gt;- Vocês já conversaram sobre isso? – ele assentiu, sem encarar o psicólogo – E você a perdoou por isso?&lt;br /&gt;- Sim... Não, na verdade não. Disse a ela que estava tudo bem, que já tinha esquecido, mas era mentira.&lt;br /&gt;- E por que mentiu pra ela?&lt;br /&gt;- Porque não queria falar sobre isso. Foi mais fácil dizer que já estava esquecido.&lt;br /&gt;- Você sabe que vão precisar conversar sobre isso, não sabe?&lt;br /&gt;- Sim, eu sei, mas ainda não estou pronto para perdoá-la. Não estou com raiva nem quero me vingar, estamos nos dando bem agora, só não consigo perdoar ainda. Isso me magoou muito.&lt;br /&gt;- Um passo para você encontrar uma maneira de perdoá-la é ser honesto com ela. Parvati precisa entender as conseqüências de seus atos e saber como você se sente é importante – ele abaixou a cabeça sem responder, mas acabou assentindo – Façamos assim: se você quiser conversar com ela por conta própria sobre isso, faça. Se não quiser, na próxima sessão nós três faremos isso, juntos. Vou ajudá-los se quiserem, mas fica a seu critério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ozzy concordou e prometeu pensar se ia conversar com ela sozinho ou esperar pela próxima sessão, mas no fundo ele sabia que não teria coragem de puxar o assunto. Tudo era mais fácil de ser dito nas sessões, então Dr. Pace teria que fazer isso por ele. Pela primeira vez ele iria para a terapia sabendo exatamente o que esperar, mas a perspectiva era ainda menos animadora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-442784032745615334?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/442784032745615334/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=442784032745615334' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/442784032745615334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/442784032745615334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2012/01/que-horas-sao-parvati-puxou-o-braco-de.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-7190560051774602342</id><published>2012-01-11T13:02:00.001-02:00</published><updated>2012-01-11T13:02:44.889-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma boa noite de sono não foi exatamente o que eu tive depois que minha mãe deixou meu quarto. Estava me sentindo péssima por ter beijado Ozzy e demorei a cair no sono. Quando finalmente adormeci, sonhei com a cena e acordei outra vez. Daí em diante não voltei a dormir. Sempre que fechava os olhos via o beijo em minha mente e começava a chorar. Quando mamãe entrou no meu quarto na manhã seguinte minha aparência devia estar horrível, porque o sorriso sumiu de seu rosto e ela correu até a minha cama, espalmando a mão na minha testa com uma expressão preocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai querida, você está ardendo em febre. Conseguiu dormir essa noite? – ela passou a mão no meu rosto, estava suado. Eu neguei – Bom, você não vai a lugar algum assim, então tente dormir um pouco agora enquanto chamo seu pai e trago um remédio. Vou mandar um recado ao Igor pela Julie. Você vai ficar aqui até melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe saiu do quarto e voltou minutos depois com meu pai e um copo d’água, com um comprimido na mão. Ele confirmou que minha febre era alta e mamãe me empurrou o remédio. Quando eles saíram do quarto, fechei os olhos e apaguei no mesmo instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ºººººº&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A febre não foi embora pelo resto do dia e os planos de voltar a Durmstrang no trem com meus amigos foram por água abaixo. E honestamente, eu estava um pouco aliviada. Não fazia idéia de como seria encarar Ozzy outra vez e teria muito pouco tempo para descobrir se voltasse pra escola com eles. Só acordei outra vez no final do domingo, e como ainda estava com febre, mamãe me deu outro remédio e voltei a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira não foi muito diferente. Ainda com febre alta quando acordei, a perspectiva de sair da cama não era muito animadora. Mason havia voltado pra escola e só estaria de volta em casa depois das 17h, então passei boa parte do dia sozinha. O que foi péssimo, porque me deu muito tempo para pensar. E tudo que eu conseguia pensar era no maldito beijo e aquilo estava me deixando louca. Estava com raiva de mim mesma por ter feito isso com Lukas, logo depois dele ter ido embora. Sei que fiz isso muitas vezes no passado, mas não queria mais ser aquela pessoa. Eu achava que tinha mudado, mas agora não estava mais tão certa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe voltou de seus compromissos no final da tarde e foi direto ver como eu estava. A febre tinha diminuído, mas ainda não tinha ido embora por completo. Ainda sentia meu corpo mole e frio e calor ao mesmo tempo, mas se tinha diminuído, então talvez eu pudesse sair da cama no dia seguinte. Ela me fez beber uma poção que papai tinha deixado preparada e sentou do meu lado na cama, me acolhendo no colo. Era tão bom ficar assim que quase desejei que a febre não fosse mais embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que já vai estar boa pra voltar à escola amanhã – disse enquanto alisava meu cabelo. Se não tivesse passado boa parte do dia dormindo, já teria apagado.&lt;br /&gt;- Espero que sim. Já perdi um monte de aula importante hoje, não posso perder mais um dia inteiro – era verdade, não queria nem ver a quantidade de matéria de Poções e Transfiguração eu tinha perdido – Essa febre sem sentido não veio em boa hora.&lt;br /&gt;- Talvez não tenha sido tão sem sentido assim – olhei pra ela sem entender e ela fez aquela cara que as mães fazem que você se sente um ignorante – Acredito que sua febre tenha sido emocional.&lt;br /&gt;- Como assim emocional?&lt;br /&gt;- Eu reparei em como as coisas estão diferentes entre você e Lukas. Vejo o modo como ele olha pra você, mas não vejo o mesmo olhar em você pra ele. Alguma coisa mudou.&lt;br /&gt;- Não tem nada diferente, mãe. Eu gosto do Lukas.&lt;br /&gt;- Mas você não o ama, essa é a diferença no relacionamento de vocês. Você pode nunca tê-lo amado, mas nunca foi indiferente. Você está mais distante dele e não está conseguindo disfarçar. Seu olhar perdido lhe entrega.&lt;br /&gt;- Aconteceram tantas coisas depois do acidente, minha cabeça não está mais focada no meu namoro com ele.&lt;br /&gt;- Existe outra pessoa?&lt;br /&gt;- O que? Não! – disse na defensiva e ela se assustou um pouco – Não estou traindo o Lukas.&lt;br /&gt;- Não disse que estava o traindo, perguntei apenas se você se interessou por outra pessoa. &lt;br /&gt;- Não tem ninguém.&lt;br /&gt;- Sua febre é culpa. E negue o quanto quiser, mas alguém despertou sua atenção e não está sabendo lidar com isso. Se não ama o Lukas, não pode se sentir culpada por isso, mas precisa terminar com ele antes de se envolver com outra pessoa.&lt;br /&gt;- Minha cabeça está pesada – não era mentira, estava mesmo começando a me sentir tonta.&lt;br /&gt;- Vou deixá-la descansar e refletir um pouco – ela levantou da cama e beijou minha testa – Lembre-se, não tem nada com que se sentir culpada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe saiu do quarto e fechou a porta, me deixando outra vez sozinha. Eram tantos pensamentos passando pela minha cabeça que em um instante ela já estava latejando. Sem vontade alguma de pensar no assunto, peguei o resto da poção do sono que meu pai havia deixado e tomei, adormecendo em seguida. Podia lidar com isso amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ºººººº&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você já está ótima, pode voltar pra escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papai “me deu alta” na manhã de terça-feira. Mamãe queria a todo custo me acompanhar de volta a Durmstrang, mas consegui convencê-la de que eu estava realmente bem e podia pegar a chave de portal sozinha. Cheguei à escola depois das 10h, o que significava que já tinha perdido metade da aula de DCAT e o professor não ia me deixar entrar, então fui direto pra república desfazer a mochila e aproveitar um raro momento de silêncio nela. Quando as aulas terminaram para o intervalo do almoço fui para o castelo procurar Robbie e Leo. Encontrei os dois a caminho do salão principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, quem é vivo sempre aparece! – Robbie me abraçou – Está melhor?&lt;br /&gt;- Sim, a febre já passou. Estou de volta.&lt;br /&gt;- Ótimo, porque estávamos aqui loucos pra saber das novidades! – Leo disse animada e ela e Robbie trocaram um olhar ansioso.&lt;br /&gt;- Que novidades?&lt;br /&gt;- Você não tem nada pra nos contar? – Robbie perguntou e neguei – Não acredito que não pretendia nos contar que beijou o Ozzy!&lt;br /&gt;- Fala baixo! – tapei a boca dele desesperada e eles me arrastaram pra fora do transito de alunos – Como vocês sabem disso?&lt;br /&gt;- Todo mundo sabe – Leo riu – Vocês estavam no meio da pista de dança, as pessoas tem olhos, sabe?&lt;br /&gt;- Nem todos viram, mas isso meio que foi o assunto do resto do casamento depois que você foi embora – Robbie completou e devo ter feito uma cara de pânico, porque ele se apressou em explicar – Ozzy não estava na roda de fofoca, não vimos muito ele depois também.&lt;br /&gt;- O que aconteceu?&lt;br /&gt;- Não sei. Só... Aconteceu.&lt;br /&gt;- Vocês já conversaram?&lt;br /&gt;- Não, mas podem tirar esses sorrisos do rosto, isso não vai acontecer outra vez. &lt;br /&gt;- Claro, porque pelo que lembro, não ia acontecer nunca, não é? – Robbie debochou.&lt;br /&gt;- Estou falando sério, não vou mais fazer isso com o Lukas, ele não merece. E por favor, esse assunto morre aqui. Estou tentando esquecer que isso aconteceu e com vocês me lembrando o tempo todo vai ser difícil.&lt;br /&gt;- Ok, não vamos mais falar disso, mas só uma última pergunta, pode? – Leo fez uma cara de pidona e revirei os olhos, mas concordei – Foi bom?&lt;br /&gt;- Você só pode estar de brincadeira.&lt;br /&gt;- Não, estou falando sério. O que foi? Nunca teve medo de responder essa pergunta. Ficou balançada? – ela perguntou debochada e os dois me encararam me desafiando a negar.&lt;br /&gt;- Não, não fiquei balançada – respondi irritada – E foi bom sim, mas não vai acontecer outra vez.&lt;br /&gt;- Quer aumentar a aposta? – Robbie estendeu a mão a Leo, que apertou na mesma hora.&lt;br /&gt;- Manda ver. 20 galeões que não passa do mês que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei os dois rindo no meio do corredor e voltei pra república, sem a mínima vontade de comer. Minha fome tinha evaporado, assim como a vontade de assistir ao resto das aulas do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ºººººº&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o resto do tempo de aula escondida na república, mas não podia ficar lá pra sempre. Na verdade, precisava sair naquela mesma tarde. O psicólogo havia remarcado a sessão da semana para aquele dia, às 17h, e se eu faltasse seria pior. Então às 16:40 sai do quarto e caminhei lentamente até a sala de duelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ozzy já estava em pé do lado de fora esperando dar a hora de entrar. Quando me viu desencostou da parede e fez menção de ir ao meu encontro, mas desistiu e esperou que eu me aproximasse. Foram longos segundos em silêncio, que pareceram horas, até que ele quebrou o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está melhor? Julie disse que estava doente.&lt;br /&gt;- Sim, obrigada. Foi só uma febre.&lt;br /&gt;- Está usando a pulseira – disse olhando para o meu pulso.&lt;br /&gt;- Disse que ia usar, gostei do presente.&lt;br /&gt;- Achei que não ia mais usar, sabe, depois que a gente... &lt;br /&gt;- Ozzy, será que tem alguma chance de deixarmos isso pra lá? O que aconteceu foi um erro.&lt;br /&gt;- Sim! – ele parecia aliviado – Não sabia como falar isso com você, mas, por favor, vamos esquecer isso. Aquilo não devia ter acontecido.&lt;br /&gt;- Exatamente. Foi só um beijo, nada demais, não vamos fazer tempestade em um copo d’água. Não quero abrir essa porta outra vez.&lt;br /&gt;- Nem eu. Vamos esquecer então?&lt;br /&gt;- Já nem lembro mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta da sala se abriu em seguida e duas meninas do curso saíram. Elas nos cumprimentaram rápido e sumiram no corredor. A voz do Dr. Pace nos mandou entrar e nos acomodamos no sofá de sempre, de frente pra ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpem ter remarcado a sessão, mas preciso estar em outro lugar na quinta-feira.&lt;br /&gt;- Não tem problema, não faz muita diferença o dia da semana – Ozzy respondeu e assenti.&lt;br /&gt;- Então, como foram as festas de fim de ano?&lt;br /&gt;- Foi legal, minha família estava toda na minha casa – ele começou a falar animado – Tenho uma família muito grande, então foram dias tumultuados, mas divertidos.&lt;br /&gt;- E você, Parvati? Como foi a comemoração na sua casa?&lt;br /&gt;- Normal, como todo ano. Nos reunimos na casa da minha avó pro Natal e o ano novo, só a família.&lt;br /&gt;- Vocês se encontraram durante o recesso?&lt;br /&gt;- Sim, ela foi até a minha casa pra trocarmos presentes. Ganhei uma camisa do Vancouver Cannucks autografada por todos os jogadores, o namorado dela é do time.&lt;br /&gt;- Pela sua empolgação, foi um excelente presente – ele riu – E o que deu a ela?&lt;br /&gt;- Isso – mostrei a pulseira a ele. Ele olhou com atenção, mas não fez nenhum comentário sobre o símbolo.&lt;br /&gt;- Muito bonita. Alguma coisa de diferente que tenham feito e queiram compartilhar?&lt;br /&gt;- Minha irmã casou no sábado, todos os nossos amigos foram – ele disse olhando pra mim e confirmei – Foi bem legal, fui padrinho dela.&lt;br /&gt;- Adoro festas de casamento, sempre saio com muitas histórias pra contar. Alguma que queiram dividir?&lt;br /&gt;- Não, nenhuma – só foi preciso um olhar pra concordarmos que ele não ia saber sobre o beijo – Só as coisas de sempre.&lt;br /&gt;- Lenneth pegou o buquê, você já tinha ido embora – Ozzy falou me olhando – Foi um momento embaraçoso na mesa, todo mundo olhando pra ela e pro Lucian, mas depois todo mundo acabou rindo.&lt;br /&gt;- Preciso me lembrar de mexer com ela – disse rindo, imaginando a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa seguiu morna até o fim da sessão. Ele puxava os assuntos e respondíamos apenas o que não ia nos comprometer. Isso acontecia desde o primeiro encontro e desconfiava que ele soubesse que não estávamos sendo sinceros, mas a confirmação só veio no final daquela sessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na semana que vem vamos experimentar algo diferente – ele falou antes de levantarmos, fazendo anotações – Vamos ter dois dias se sessão. Parvati, você virá na terça às 17h e Oscar às 18h. Quero conversar com vocês separados e depois, na quinta, teremos a sessão normal com os dois juntos.&lt;br /&gt;- Por que isso? – perguntei desconfiada.&lt;br /&gt;- Quero ouvi-los separado, quem sabe fazê-los falar algo que não querem estando juntos. Vai ser só dessa vez. Estão liberados, podem sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos da sala preocupados. O que ele pretendia arrancar de nós, nos separando? O que quer que fosse, não ia conseguir. Íamos combinar histórias que ele possivelmente ia perguntar e evitar contradições. Tudo que eu não precisava era dar ao Dr. Pace mais motivos para estender as sessões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-7190560051774602342?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/7190560051774602342/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=7190560051774602342' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/7190560051774602342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/7190560051774602342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2012/01/uma-boa-noite-de-sono-nao-foi.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-7178610572149720129</id><published>2012-01-10T13:25:00.001-02:00</published><updated>2012-01-10T13:28:19.414-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Ivana Karev chamou todos os netos da varanda, carregando Alexis no colo enquanto fazia a contagem dos que iam passando por ela. Parvati, Jack e Julie foram os últimos a entrar, ainda pendurados nos braços do avô Georgi. A mesa da sala, enorme, estava toda ocupada com bolos, pães de todos os tipos, sucos, leite e café, para os netos mais velhos que sempre pediam para experimentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kurt não está aqui – Ivana observou recontando os netos sentados na mesa, atacando os bolos. &lt;br /&gt;- Karl, onde está seu irmão? – Georgi perguntou ao neto mais velho. Karl era o líder dos primos, com seus poucos 13 anos.&lt;br /&gt;- Disse que ia dar comida ao Rambo – Karl respondeu dando de ombros, com um pão doce inteiro na boca.&lt;br /&gt;- Ah, ai está ele – Ivana apontou para a porta aliviada, mas seu semblante logo mudou quando viu que o neto de 7 anos estava chorando – Kurt, querido, o que houve?&lt;br /&gt;- Rambo fugiu! – ele abraçou a avó aos prantos – Fui levar um pedaço de bolo pra ele e a coleira estava arrebentada.&lt;br /&gt;- Fique calmo, baixinho, Rambo deve ter saído para um passeio na floresta, logo ele volta – seu avô tentou acalmá-lo, abaixando ao seu lado para ficarem no mesmo nível.&lt;br /&gt;- Mas já está escurecendo, e se ele não achar o caminho de volta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se tivesse sido planejado, um trovão fez o chão da casa tremer no instante que Kurt terminou de falar. Logo depois um relâmpago iluminou a sala e todos saltaram assustados na mesa. Kurt olhou para a avó com uma expressão que era de puro terror e Georgi ficou de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe, nós vamos encontra-lo. Karl, engula esse pão doce e me ajude a organizar grupos de busca. Vamos trazer seu cachorro de volta antes da chuva cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;°°°°°°°°&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parvati? – a voz de Lukas a trouxe de volta a realidade – Chegamos, não vai descer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parvati abriu os olhos e estava outra vez dentro do carro de seu pai, sentada ao lado de Lukas e Mason no banco de trás. Estavam parados do lado de fora do portão da mansão dos Lusth, o manobrista aguardando para levar o carro. Seus tios, com Julie, saíram do carro de trás. Seu pai lhe entregou as chaves e logo apareceu alguém do cerimonial para acompanha-los até a mesa. O casamento seria na própria casa, que era grande o bastante para a festa. Todo o jardim estava decorado com tulipas brancas, mas foi quando se aproximaram da parte dos fundos que viram a decoração completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um espaço para a cerimonia havia sido montado em uma parte de destaque do jardim, com um altar improvisado e espaço suficiente apenas para os casais de padrinhos, o restante dos convidados deveriam assistir de suas mesas, que estavam montadas próximas à área. Cada mesa comportava dez pessoas e também tinham como arranjo um lindo buquê de tulipas. Parvati se acomodou com seus pais em uma das mesas mais próximas ao altar, junto de seus tios. Julie não sentou com eles, preferiu se juntar à mesa ao lado, que estava sendo ocupada por Lucian, seu irmão e seus pais, Finn e sua mãe e Lenneth e seus pais. Os gêmeos Karpov estavam sentados com a família, do outro lado do jardim. Apenas acenaram de longe ao verem os amigos, mas não podiam ir até eles antes da cerimônia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você viu a Leo? – Parvati perguntou a Lukas, mas sua pergunta foi respondida antes que ele pudesse olhar em volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonora chegou acompanhada de Mitchell e sua família. Eles vinham de braços dados, como um casal, e sentaram na mesa atrás da dela. Leo piscou quando passou por Parvati, mas não podia sentar com eles naquele momento. Parvati  já estava quase ligando para Robbie quando viu o amigo chegar ao lado dos pais, muito elegante em um terno de risca de giz. Sempre muito sério quando estava na presença do pai, Robbie ocupou uma cadeira vaga ao lado de Parvati e seus pais ocuparam as duas últimas duas vagas da mesa ao lado de seus tios, cumprimentando a todos com educação. A família de Leonora também estava presente, mas sentados em uma mesa afastada, um claro sinal de que não estavam junto da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viu isso? - Parvati indicou a mesa de Leo para ele – Acho que era essa a novidade que ela só queria contar pessoalmente.&lt;br /&gt;- Sim, Mitchell me procurou antes do Natal querendo saber o que a Leo tinha com o Damon – Robbie cochichou de modo que só a amiga podia ouvir – Estava se rasgando de ciúmes, mas obvio que não admitiu.&lt;br /&gt;- Então parece que é sério – Parvati abriu um sorriso – Você me deve 5 galeões.&lt;br /&gt;- Pago depois, já vai começar o casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele apontou para o altar, onde o padre havia acabado de aparecer e uma música anunciou que a cerimônia estava prestes a começar. O noivo, Joffrey, entrou primeiro com sua mãe. Usava uma farda da Marinha muito bonita, exibindo com orgulho sua patente de Tenente-Coronel das Forças Armadas Búlgara. Quando eles chegaram ao altar, começou a entrada dos padrinhos. Eram quatro casais para cada e do lado da noiva, todos os seus irmãos estavam presentes. Ozzy foi o primeiro deles a entrar, acompanhado de uma garota morena que aparentava ter a sua idade. Katarina entrou por último, de braços dados com seu pai. Estava linda em um vestido branco tomara que caia, bem simples, mas lindíssimo, com tulipas bordadas em todo o comprimento da saia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerimônia foi curta e bonita. Sem enrolação demais, o padre fez algumas brincadeiras para descontrair, passou pelas partes de praxe e em menos de vinte minutos os padrinhos escolhidos para servirem de testemunhas já estavam assinando o livro. Ozzy foi o escolhido por Katarina, enquanto Joffrey escolheu a madrinha devia ser sua irmã, pela semelhança. Os dois voltaram aos seus lugares e o padre autorizou o beijo, encerrando a cerimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos continuaram em suas mesas enquanto o jantar era servido e os noivos passavam em uma de cada vez para falar com seus convidados. Quando tudo isso acabou, Parvati puxou Lukas e Robbie para fora da mesa, tirou Leo e Mitchell da mesa de seus pais e encontrou uma vazia para ocuparem. Não demorou muito e Lucian, Finn, Lenneth, Julie, Oleg e Alec se juntaram a eles. Seus pais, se vendo seus os filhos, rapidamente se juntaram também e engataram em um animado bate papo. Edgar tirou Lawfer da conversa de adultos e Mason logo encontrou alguns amigos da mesma idade, desaparecendo entre os convidados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima na mesa estava estranho. Leo agora estava namorando Mitchell, oficialmente, e Finn não gostou da novidade. Lançava olhares rancorosos aos dois de tempo em tempo, parando sempre que Oleg lhe dava uma cotovelada. Lucian e Lenneth ainda estavam distantes. Sem se falar desde a apresentação no vilarejo, ele tentava agir como se tudo estivesse normal, mas não estava tendo muito sucesso. Robbie também não estava relaxado. Mesmo Alec lhe pedindo para não dar atenção às pessoas, não parava de olhar na direção da mesa dos pais para saber o que estavam fazendo. Ele nunca ficava a vontade com o pai por perto. As coisas já estavam estranhas na mesa, mas piorou quando Ozzy apareceu. Estava acompanhado da garota que entrou com ele no altar e puxou duas cadeiras da mesa ao lado, sentando com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pessoal, aos que ainda não conhecem, essa é a Jane – disse apontando para a garota, que sorriu simpática e acenou para as pessoas na mesa – Bom, tirando Alec, Oleg, Lenneth e Lucian, que você já conhece, esses são Julie, Robbie,  Parvati, Lukas, Leonora, Mitchell e Finn. Todos estudam comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela cumprimentou a todos e de repente todas as atenções da mesa estavam voltadas para ela. Os que já a conheciam queriam saber como havia sido o ano, os que haviam acabado de conhecer queriam saber mais ao seu respeito. Em questão de minutos Parvati se viu sendo a única a não demonstrar um interesse fora do comum na garota. Ela não estava certa do que estava acontecendo, mas sem dúvida era estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com licença, preciso atender isso – Lukas levantou da mesa quando seu celular tocou e Parvati aproveitou para puxar Robbie para perto dela.&lt;br /&gt;- Quem é essa Jane, que eu nunca ouvi falar? – falou baixo para só o amigo ouvir, mas Leonora já estava atenta do outro lado – O que tem de tão interessante nela, que todo mundo está lhe enchendo de perguntas?&lt;br /&gt;- Merlin mulher, seu namorado está logo ali, controle-se! – ele brincou e Parvati lhe lançou um olhar feio, procurando apoio em Leo.&lt;br /&gt;- É Parv, qual é, está ficando evidente – o apoio não apareceu.&lt;br /&gt;- Ah por Merlin, não comecem! Só perguntei quem ela é, estou curiosa com o interesse geral.&lt;br /&gt;- Aham, sei. Quem não te conhece que te compre, querida – Robbie fez uma de suas caretas habituais e Leo riu.&lt;br /&gt;- Ok, se não dá pra falar sério, deixa pra lá – ela levantou e saiu atrás de Lukas.&lt;br /&gt;- Ela cai tão fácil na pilha ultimamente – Leo comentou ainda rindo quando a amiga se afastou – Mas sério, também não entendi todo mundo interrogando a pobre da garota.&lt;br /&gt;- Nem eu, mas depois pergunto ao Alec quem ela é. Vamos deixar a Parv sofrer mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois riram e voltaram à atenção aos seus namorados, quando uma musica mais lenta começou a tocar na pista de dança. Oleg levantou e convidou uma das damas de honra que estava passando para dançar. Mitchell prontamente ficou de pé, estendendo a mão a Leo. Os dois saíram juntos e foram seguidos por Ozzy e Jane e Alec e Robbie. Finn levantou também, estendendo a mão a Julie, que aceitou. Lucian ficou sem alternativa quando se viu sozinho na mesa com Lenneth e a tirou para dançar. O clima entre eles era o mais romântico possível, mas nenhum dos dois admitia e faziam o possível para não deixar transparecer mais do que já estava claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Algum problema? – Parvati perguntou se aproximando de Lukas.&lt;br /&gt;- Sinto muito, vou ter que ir embora – ele parecia realmente chateado – Era o meu agente, tenho que estar no centro de treinamento em uma hora para um confinamento. Tenho que ir para casa pegar minhas coisas e conseguir uma chave de portal pro Canadá. Você me perdoa por abandona-la no meio do casamento?&lt;br /&gt;- Tudo bem, não tem problema. Nem ao menos esperava que fosse poder vir, já estou satisfeita que pode ao menos assistir a cerimonia. &lt;br /&gt;- Você é a melhor – ele a beijou carinhoso – Vou me despedir dos seus pais antes de ir. Assim que tiver uma folga venho lhe visitar, prometo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lukas a beijou outra vez e se afastou, indo se despedir de seus pais. Parvati decidiu não acompanhá-lo, tampouco voltar para a mesa. Se fosse ficar sozinha, preferia que fosse em um dos bancos espalhados pelo jardim. Dele tinha uma boa visão da pista de dança, onde seus amigos ainda estavam. Viu Lucian e Lenneth dançarem com os rostos colados, ambos de olhos fechados, lutando para resistir à tentação de se entregar ao que sentiam um pelo outro. Viu Leo com um olhar apaixonado nos braços de Mitchell, sem perceber os olhares magoados vindos de Finn, que dançava a poucos passos de distancia com Julie. E Robbie, sempre tão reservado quando estava perto do pai, dançava abraçado a Alec sem se importar com os olhares de censura. Parvati notou que o Sr. von Hoult os observava, mas não exibia uma expressão zangada. Não estava feliz também, mas parecia conformado. Sem duvida o sorriso de sua esposa, que segurava sua mão com firmeza, estava ajudando naquela fase de aceitação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua atenção de repente se voltou para Ozzy, que estava próximo a Oleg e sua dama de honra. Ele dançava com Jane e ambos tinham sorrisos radiantes no rosto. Não estavam de rosto colado, mantinham distancia e conversavam o tempo inteiro, mas sempre exibindo um sorriso. Estavam se divertindo, sem dúvida. Parvati sentiu um pouco de inveja, queria estar dançando também ao invés de estar sentada de fora, apenas assistindo. A dança dos dois foi interrompida pela chegada de um rapaz loiro um pouco mais alto que Ozzy, com um terno azul marinho. Depois de algumas palavras rápidas, mais sorrisos e um caloroso aperto de mão seguido de um abraço, Ozzy se afastou e Jane começou a dançar com o rapaz, agora com mais intimidade. Antes que Parvati pudesse ver para onde Ozzy tinha ido, os dois já estavam se beijando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que está aqui sozinha? – ela se assustou quando viu que Ozzy já estava sentando ao seu lado no banco – Perdeu o Lukas?&lt;br /&gt;- Ele precisou ir embora, algo sobre um confinamento e estar no Canadá em uma hora. Perdeu a namorada para o bonitão?&lt;br /&gt;- Quem, Jane? – ele riu com gosto – Ela não é minha namorada, é minha prima. O “bonitão” é Loki, seu namorado.&lt;br /&gt;- Desculpa, mas vocês estavam tão íntimos, pareciam mais namorados.&lt;br /&gt;- Isso é um pouco nojento. Jane e eu fomos criados juntos, temos a mesma idade. Passamos pelo ritual na mesma época, mas logo depois ela foi para o Japão passar um ano estudando na escola de lá, quase não tivemos oportunidade de conversar sobre as mudanças que aconteceram. &lt;br /&gt;- Está acontecendo alguma coisa entre o Lucian e a Lenneth? - ela perguntou de repente, mudando de assunto.&lt;br /&gt;- Não, mas é complicado – ele ficou de pé e estendeu a mão a ela – Não pode vir a um casamento e não dançar pelo menos uma música. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parvati hesitou por um momento, mas ele tinha razão, não podia passar o casamento inteiro sem ir ao menos uma vez à pista de dança. Se Lukas não estava ali para dançar com ela, não ia se privar por causa disso. Segurou sua mão sorrindo e deixou que a conduzisse até a pista. Ela reconheceu a música assim que se aproximaram dos casais já dançando, era de um dos seus filmes favoritos. Ozzy deslizou a mão pela sua cintura, mas mantiveram uma distancia segura, seguindo o ritmo da melodia. A música era sobre o tempo que a pessoa esperou para estar com quem ela ama, o quanto ela sempre esteve tão perto e ao mesmo tão longe de conseguir o seu final feliz. E sem que percebessem o espaço entre eles foi aos poucos diminuindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada novo verso da música eles sentiam seus corpos mais próximos. Parvati fechou os olhos e deixou que a letra da música a invadisse. Quando os abriu novamente, seu rosto estava tão próximo do rosto de Ozzy que estavam se tocando, mas algo a impediu de se afastar. Alguma força inexplicável fez sua mão subir até seu pescoço e se entrelaçar em seus cabelos e ela sentiu a mão dele deslizar carinhosamente pelas suas costas. Estavam tão próximos que ela estava respirando em seu pescoço, sentindo seu cheiro. A boca dele tocou sua orelha e ela sentiu seu corpo reagir. Seus olhares se encontraram e Ozzy encostou sua testa na dela, acariciando seu rosto. O beijo foi inevitável. Começou tímido, guiado pela incerteza, mas logo se transformou em um beijo intenso. Era como se eles fossem os únicos na pista de dança e a música tivesse parado para dar lugar àquele momento. Tudo ao redor parou por alguns segundos, e então Parvati percebeu o que estava acontecendo. Ela interrompeu o beijo e pôs as mãos no peito dele, o afastando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso ir – disse sem conseguir olhá-lo nos olhos – Desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não esperou para ouvir o que ele tinha a dizer. Atravessou a pista de dança esbarrando nas pessoas sem pedir desculpa e parou diante da mesa dos pais, ainda ofegante por causa do beijo. Sua mãe a olhou preocupada, estava sempre alerta desde o acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podemos ir embora? Não estou me sentindo bem. – era mentira e ela se sentia mal por fazer aquilo com sua mãe, mas sabia que era a única maneira de convencê-los a ir para casa sem questionamentos.&lt;br /&gt;- Claro minha querida, o que você está sentindo? – ela levantou depressa e colocou a mão em sua testa.&lt;br /&gt;- Estou um pouco tonta, preciso deitar um pouco.&lt;br /&gt;- Vamos embora então, Mason já está dormindo na mesa – e apontou para seu primo, deitado em duas cadeiras desmaiado.&lt;br /&gt;- Saia na frente com ela e peça ao manobrista para tirar o carro, Karen – seu pai levantou também – Vou me despedir de Katarina por todos nós e depois pego o Mason, encontro vocês lá fora.&lt;br /&gt;- Tubo bem, vamos querida – Karen se despediu rapidamente dos amigos na mesa, Parvati fez o mesmo e seguiram em direção à saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não olhou para trás enquanto caminhavam. Não queria correr o risco de ver Leo ou Robbie e tê-los correndo até ela para perguntar o que tinha acontecido. Pior, ver Ozzy a olhando. Não sabia qual seria sua reação e não estava preparada para descobrir. Seu pai apareceu cinco minutos depois com Mason dormindo no colo e menos de uma hora depois Parvati já estava de pijama, deitada em sua cama. Sua mãe ficou com ela até se certificar de que não estava passando mal e deixou-a sozinha. Assim que a mãe fechou a porta do quarto, Parvati afundou a cabeça no travesseiro e começou a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;How could I face the faceless days&lt;br /&gt;If I should lose you now?&lt;br /&gt;We’re so close&lt;br /&gt;To reaching that famous happy end&lt;br /&gt;And almost believing this was not pretend&lt;br /&gt;Let’s go on dreaming for we know we are&lt;br /&gt;So close &lt;br /&gt;So close&lt;br /&gt;And still so far&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jon McLaughlin – So Close, Trilha Sonora de Encantada&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-7178610572149720129?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/7178610572149720129/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=7178610572149720129' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/7178610572149720129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/7178610572149720129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2012/01/ivana-karev-chamou-todos-os-netos-da_10.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-4629932779980456302</id><published>2012-01-04T20:07:00.000-02:00</published><updated>2012-01-04T20:09:29.602-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>17 de Dezembro de 2015&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hang a shining star upon the highest bow, oh yeah, oh&lt;br /&gt;And have yourself a merry little Christmas now, oh, oh&lt;br /&gt;Faithful friends who are dear to us&lt;br /&gt;They gather near to us once more, oh, oh&lt;br /&gt;Through the years we all will be together and&lt;br /&gt;If the fates allow, oh yeah&lt;br /&gt;But 'til then we'll have to muddle through somehow, oh yeah, oh, oh&lt;br /&gt;And have yourself a merry little Christmas now, ooh yeah, oh, ooh&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o show maravilhoso, a professor Yelchin brindou conosco e nos deu os parabéns, estavamos conversando na mesa, quando Mitchell se aproximou querendo conversar comigo. Troquei um olhar nervoso com Parv e o segui, e fomos ate uma área que as pessoas estavam usando para dançar, e começamos fazer o mesmo:&lt;br /&gt;- Nossa apresentação foi incrivel não é? – comecei a puxar assunto e ele me olhava de forma intensa, perguntei:&lt;br /&gt;-Tem sujeira no meu rosto?&lt;br /&gt;- Não tem nada errado com seu rosto. Foi uma apresentação maravilhosa,  como você.- sorri descrente:&lt;br /&gt;- Claro, e você vai dizer que meus olhos brilhavam como estrelas ao luar, e eu vou responder que foi devido ao clima natalino.&lt;br /&gt;- Mas seus olhos realmente brilhavam... Espera, eu achei que brilhassem por minha causa, fiquei frustrado agora. – e com isso ele me girou e eu ri.&lt;br /&gt;- Aonde você vai passar o Natal? Robbie me disse que você não vai ficar com ele.- ele quis saber.&lt;br /&gt;- Vou até a Italia, na casa de alguns amigos, tenho coisas a resolver por lá e...&lt;br /&gt;- Meu irmão me contou sobre a aposta. Achei muito corajosos de sua parte. Sabe, eu gostaria que viesse co...&lt;br /&gt;-Mitchell!- paramos de dançar e vimos o pai dele parado junto com uma mulher bonita, que nos encarava:&lt;br /&gt;- Pai, mãe...Que bom que chegaram...- dizia Mitchell enquanto os abraçava, depois ele se virou para mim:&lt;br /&gt;- Pai, mãe, esta é Leonora Carrara Ivashkov, minha parceira e amiga, nós fizemos um dueto no show. – o pai dele me estendeu a mão e sorriu, mas a mãe após me olhar criticamente de cima a baixo, estendeu a mão e mal nos tocamos ela se soltou e se virou para o filho:&lt;br /&gt;- Sinto não termos conseguido chegar mais cedo, querido, tenho certeza de que você estava maravilhoso.Está pronto?  Sua tia está nos esperando. Adeus, foi um prazer conhece-la.- e foi embora junto com o marido que trocou olhares significativos com o filho.&lt;br /&gt;- Sua mãe é uma mulher muito bonita.- comentei e Mitchell me olhou um pouco sem graça:&lt;br /&gt;- Sim, ela é, e normalmente é mais amável do que isso. Desculpa, não sei o que está havendo com a minha mãe...Então gostaria que você viesse...- não consegui ouvir o restante da sua frase, pois duas mãos calosas tamparam meus olhos e uma voz macia disse perto do meu ouvido:&lt;br /&gt;- Sentiu saudades minhas, Leonora Marie?- acabei sorrindo depois de tirar as mãos do meu rosto:&lt;br /&gt;- Damon, o que faz aqui?- e ele me abraçou apertado.&lt;br /&gt;- Vim te buscar para irmos para a Itália, você ainda não fez o teste de aparatação e precisa de uma carona.Opa, acho que interrompi a sua conversa. Sou Damon Salvatori.- estendeu uma das mãos para Mitchell e pousou a outra em meu ombro. Mitchell o cumprimentou e eu quis saber esperançosa:&lt;br /&gt;- O que você ia me dizer, Mitchell?- e ele respondeu:&lt;br /&gt;- Quero que você tenha um ótimo feriado de fim de ano, Leonora, te desejo tudo de bom.- e foi embora para se encontrar com seus pais que o aguardavam perto da saída.&lt;br /&gt;- Atrapalhei alguma coisa Leonora Marie? – quis saber Damon e eu respondi:&lt;br /&gt;- Não havia nada para atrapalhar Damon. – nos despedimos de meus amigos e fomos para a Itália. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Início da noite de 25 de Dezembro de 2015&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei da Itália exausta, pois não havia descansado direito nem mesmo durante as festas na casa de Damon. O  avô dele, Vincenzo quandou soube da aposta com meu pai, se ofereceu para me ajudar e ele cumpriu a palavra. Foi comigo à casa de vários operários antigos da fábrica, que me deram  idéias para melhorar a produção, e Damon não saía de meu lado, porém foi seu irmão, Stefan, quem deu a idéia mais maluca de todas, mas que poderia fazer a fábrica ganhar notoriedade e as pessoas lembrarem de nossa qualidade: criar um concurso de culinária, com o nosso azeite e o dinheiro das inscrições ser revertido para alguma instituição de caridade, e ele mesmo passou a ajudar, criando um novo layout para o rótulo das embalagens, que ficaram lindos.Liguei para Robbie e Parv e eles também me davam ótimas idéias para divulgação. Trabalhamos muito, ainda tive a idéia de fazer uma lista de todos os grandes chefs que conhecia e encaminhei a cada um deles uma cesta com os nossos produtos, convidando-os a serem juizes do concurso, e um que Damon, sugeriu entusiasticamente, foi um chef brasileiro famoso, que era aparentado com uma de suas ex- namoradas, e pela carta que recebi com sua resposta positiva e os livros autografados, achei o chef Foutley muito simpático.&lt;br /&gt;Subi para meu quarto e tomei um banho demorado, e até pensei em ir até a casa de Parv ou de Robbie, porém acabei caindo no sono. Algumas horas depois, acordei com alguém batendo na porta da frente. Estranhei pois o segurança não deixaria nenhum estranho passar sem me avisar antes. Desci de pijama, e rosto amassado e com os cabelos desalinhados e quando abri a porta quase cai de costas, era Mitchell.&lt;br /&gt;-Oi! – foi só o que consegui dizer enquanto ele me olhava de cima a baixo e abria um sorriso.&lt;br /&gt;- Espero que tenha deixado leite e biscoitos para o bom velhinho, afinal ainda é dia de Natal.- ele disse quando abri a porta um pouco mais e ele entrou.&lt;br /&gt;- Como soube que eu estava de volta?- quis saber e ele respondeu:&lt;br /&gt;- Estou na casa da minha tia, saí para caminhar e vi as luzes acesas, e como o segurança me conhece, ele me deixou entrar. Achei que você deveria estar com fome.- e me esticou uma sacola de papel de onde saía um aroma incrivel.&lt;br /&gt;- Obrigada, estou mesmo com fome.- ajeitei o cabelo e comecei a me virar para colocar a sacola na cozinha, quando ele segurou a minha mão, me impedindo de sair.Nossos dedos se entrelaçaram, e começamos a nos virar um para o outro, mal ouvi o barulho quando a sacola caiu no chão, enquanto era envolvida por seus braços e sua boca procurava a minha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o-o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava dormindo quando senti que era observada. Abri os olhos devagar e deparei com Mitchell me encarando, olhei-o de forma aparvalhada por alguns segundos, mas abaixei os olhos, sentindo que ficava vermelha, comecei a me levantar mas ele me segurou:&lt;br /&gt;- Você está bem?? Está arrependida? perguntou e notei que ele estava realmente preocupado, sorri e disse:&lt;br /&gt;- Estou bem e não estou arrependida. E você está bem?- e ele após se esticar na cama, assentiu. Fu tomar banho e quando saí, o quarto estava vazio. Fiquei decepcionada, mas o que eu poderia fazer? Não haviamos conversado e nem dito nada.  Desci para a cozinha e para minha surpresa, encontrei Mitchell com os cabelos molhados, abrindo uma caixa de suco de laranja e havia posto a mesa para um jantar.&lt;br /&gt;- Tomei banho no quarto de hóspedes, e como estou faminto e não sou capaz de jogar fora a comida que meu primo faz, optei por esquenta-la para o café da manhã. Tudo bem para você?&lt;br /&gt;Assenti e depois que me sentei, ele serviu duas porções generosas de uma comida muito saborosa e após umas boas garfadas, eu disse:&lt;br /&gt;- O que vamos fazer agora?- Mitchell me olhou e respondeu após tomar um bom gole de suco de laranja.&lt;br /&gt;- Vamos sair para comprar uma cama maior, me recuso a dormir na casa da minha namorada em uma cama de solteiro. Quase cai no chão, durante a noite umas duas vezes. Olhei-o divertida:&lt;br /&gt;- Ah é? E depois de comprar a tal cama, vai fazer o quê? Esvaziar um lado do guarda roupa e ditar aos empregados as suas preferências? Ainda não ouvi nenhuma pergunta importante aqui...-  e ele riu, se levantando da mesa e virou a minha cadeira de frente pra ele e me olhou sério:&lt;br /&gt;- Estou totalmente apaixonado por você, e quero que seja a minha namorada, você quer, Leonora?- levantei de um pulo derrubando a cadeira, e o abracei rindo:&lt;br /&gt;- Sim, é claro que sim.- começamos a nos beijar, e as coisas foram ficando animadas, até que parei de beijá-lo e sussurrei em seu ouvido:&lt;br /&gt;- Mitchell...Somos bruxos, não precisamos sair para comprar uma cama maior...- e ele gargalhou, enquanto subíamos as escadas para o quarto correndo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-4629932779980456302?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/4629932779980456302/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=4629932779980456302' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4629932779980456302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4629932779980456302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2012/01/17-de-dezembro-de-2015-hang-shining.html' title=''/><author><name>Leonora Ivashkov</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11362357318760157176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-8911432990195215526</id><published>2012-01-04T12:55:00.000-02:00</published><updated>2012-01-04T12:56:17.440-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Estão prontos? – Georgia se aproximou de Ozzy e Parvati nos bastidores – Robbie está terminando seu solo, vocês entram em seguida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos assentiram e ela sorriu animada, os deixando sozinhos outra vez. Quando Robbie encerrou sua apresentação e agradeceu ao público, caminhou para trás do piano e deu a introdução da música que eles iam cantar. Os dois entraram no palco e enquanto interpretavam a canção, era inegável a química que existia entre eles. Embora eles não conseguissem enxergar ou admitir, ela estava lá. Deixaram o palco sob muitos aplausos e deram a vez a Finn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as apresentações foram um sucesso. Apesar do nervosismo de se apresentar pela primeira vez para um público daquele tamanho, todos se saíram bem e houveram ainda alguns pedidos de bis. Depois de brindar o sucesso nos bastidores com seus alunos, Georgia os liberou para aproveitarem o resto da festa e depois irem para suas casas para as festas de fim de ano. O clima entre Lucian e Lenneth durante o dueto era o mais romântico possível, mas depois as coisas ficaram estranhas, então assim que foram liberados Alec puxou Lucian para longe da multidão, enquanto Julie levava Lenneth para o lado oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho que confessar que não achei que fosse ser tão divertido – Ozzy admitiu encostando-se em uma mesa com Oleg, Leo e Parvati.&lt;br /&gt;- Eu também não estava botando muita fé nisso, mas gostei bastante – Oleg concordou se servindo de um whisky de fogo que o garçom carregava.&lt;br /&gt;- Desculpa interromper o papo - Mitchell parou ao lado deles e pegou a mão de Leo – Podemos conversar um instante? – e ela assentiu, lançando um olhar rápido na direção de Parvati antes de se afastar com o garoto. Oleg inventou uma desculpa qualquer e saiu na direção oposta logo depois.&lt;br /&gt;- Você se saiu muito bem, parecia bem à vontade no palco – Parvati comentou quando os dois ficaram sozinhos.&lt;br /&gt;- Estava um pouco nervoso quando entrei, mas aquilo parecia tão natural pra você que acabei relaxando.&lt;br /&gt;- Que bom, porque ainda vamos fazer muito disso até o fim do ano.&lt;br /&gt;- E eu vou estar em cada uma das apresentações – Parvati ouviu a voz familiar e se virou espantada.&lt;br /&gt;- Lukas! – ela não esperava ver o namorado ali e ficou sem reação por alguns segundos antes de abraçá-lo – Por que não disse que viria?&lt;br /&gt;- Quis fazer uma surpresa. Você estava ótima – disse orgulhoso e segurou seu rosto, lhe dando um beijo apaixonado – Merlin, como senti falta disso.&lt;br /&gt;- Também senti sua falta.&lt;br /&gt;- Lusth – ele se virou para Ozzy com a mão estendida, que ainda estava parado na mesa se sentindo desconfortável.&lt;br /&gt;- Hölzenben – ele apertou sua mão, cordial – Como anda a vida de centro reserva profissional?&lt;br /&gt;- Não tenho do que reclamar. Como disse a Parv da última vez que nos falamos, estou vivendo um sonho que não sabia que tinha.&lt;br /&gt;- Que bom que está gostando. Sou um grande fã do Vancouver Canucks, assisti a seu último jogo pela TV no vilarejo. O gol que fez em cima do Blackhawks foi sensacional, o goleiro ainda deve estar sentindo o gosto do disco.&lt;br /&gt;- Foi um jogo e tanto mesmo. Olha, sei que nunca tivemos um bom relacionamento, mas Parvati diz que você a ajudou muito depois de tudo que aconteceu e qualquer um que tenha feito algo de bom a garota que eu amo merece o meu respeito – ele estendeu a mão outra vez e Ozzy a apertou – Podemos apagar o passado?&lt;br /&gt;- Já nem lembro mais dele. &lt;br /&gt;- Ótimo. E se é mesmo fã do Canucks, quando tiver uma folga dos estudos, ligue e coloco você no melhor lugar do estádio para assistir ao jogo.&lt;br /&gt;- Vou ligar, pode ter certeza. Preciso ir agora, Lucian não está muito bem e vou levá-lo para casa. Feliz Natal – e apertou a mão de Lukas outra vez – Aproveite sua nova vida, está vivendo o meu sonho – e Lukas sorriu, sem imaginar o quanto aquelas palavras eram verdadeiras.&lt;br /&gt;– Feliz Natal – Parvati o abraçou, algo que nunca haviam feito antes. Foi um abraço estranho – Nos vemos no casamento da Kat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se afastou do casal e deu uma última olhada antes de descer para o primeiro andar da casa de shows. Lukas havia puxado-a para um abraço e beijava sua testa, mas seu olhar ainda estava em Ozzy. Era um olhar triste e ele sabia o motivo. Abaixou a cabeça e desceu as escadas, triste também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ºººººº&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;25 de dezembro de 2015&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois não? – a voz no interfone ecoou na rua silenciosa.&lt;br /&gt;- Oi, boa noite. Estou procurando Edgar e Oscar Lusth, eles estão? – Parvati respondeu, tentando equilibrar as duas caixas que segurava enquanto mantinha o casaco nos ombros – É Parvati Karev quem fala.&lt;br /&gt;- Sim, reconheci-a pelo monitor – e o homem na pequena tela em sua frente sorriu – Eles estão em uma festa de Natal em família, muita gente lá dentro. Não posso sair daqui, mas se não se incomodar de procurá-los sozinha, pode entrar.&lt;br /&gt;- Eu os encontro, obrigada. Feliz Natal.&lt;br /&gt;- Feliz Natal – ele deu outro sorriso simpático e o portão automático abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O portão por si só já era intimidador, alto, negro e com um enorme L dos Lusth desenhado no meio, mas a casa era ainda pior. Não, não era uma casa. Definitivamente era uma mansão, Parvati pensou. Uma mansão vitoriana do século 17 que lembrava muito as repúblicas de Durmstrang, mas era dez vezes maior. Suas paredes eram de tijolo em um tom de bege, com colunas de madeira por todo lado em verde, todas muito bem trabalhadas com o símbolo da família. O telhado era de telhas verde água e lilás e as janelas eram quase todas ovais, com entalhes tão lindos que ela demorou mais que o normal percorrendo o caminho de pedras admirando-as. Os quartos não tinham varanda, exceto o do último andar, que ela sabia ser o quarto de Ozzy pelo que Jack havia dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está perdida, senhorita? – um elfo doméstico apareceu do seu lado e a tirou do transe. Seus grandes olhos negros piscavam amigáveis e ela sorriu.&lt;br /&gt;- Não, só estava admirando. É muito bonita.&lt;br /&gt;- Sim, o mestre tem uma bela mansão. É preciso muitos elfos como Elvis para mantê-la limpa, mas é um prazer trabalhar para a família Lusth.&lt;br /&gt;- Você é um elfo livre? – perguntou, mas imediatamente se arrependeu. Sabia que muitos elfos eram livres, mas o que não eram ainda se ofendiam com a hipótese.&lt;br /&gt;- Ah sim, Elvis é um elfo livre. Todos os elfos que trabalham aqui são livres, mestre Ilana não gosta de trabalho escravo – disse orgulhoso, fazendo Parvati sorrir.&lt;br /&gt;- Estou procurando Edgar e Oscar, sabe onde posso encontrá-los?&lt;br /&gt;- Mestre Edgar está logo ali – ele apontou para um banco na varanda da casa – Mestre Oscar está com os primos, vou procurá-lo para a senhorita.&lt;br /&gt;- Obrigada, Elvis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elfo entrou na casa apressado e Parvati se aproximou da varanda onde Edgar estava sentado sozinho. Estava todo enrolado em cachecóis e as grossas luvas que protegiam suas mãos estavam cobertas de neve. As crianças que corriam pelo jardim atirando bolas de neve uma nas outras indicavam que, minutos antes, ele fazia parte da brincadeira. Ela se aproximou e sentou ao seu lado, e só então ele levantou a cabeça para encarar quem o fazia companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi. Está perdida? – perguntou sem ânimo.&lt;br /&gt;- Não, estava procurando você – ela esticou uma das caixas que tinha na mão, a de madeira, para ele – Vim lhe trazer isso.&lt;br /&gt;- O que é? – ele pegou a caixa mesmo que desconfiado.&lt;br /&gt;- Não sei. Alexis... – sua voz morreu ao dizer o nome da irmã – Alexis queria que ficasse com isso.&lt;br /&gt;- Ela também falou com você no Halloween – não foi uma pergunta, mas ela assentiu assim mesmo – Sinto sua falta. Tudo que ela queria era que você e meu irmão entendessem que nunca fizemos parte dessa guerra e nos gostávamos de verdade. Ainda gosto, na verdade. É como se ela ainda estivesse aqui, não consigo esquecer o que sinto.&lt;br /&gt;- Eu sei, e eu sinto muito que tenhamos envolvido vocês nisso tudo. Sei o quanto minha irmã gostava de você e queria poder consertar as coisas, mas é tarde demais.&lt;br /&gt;- Meu avô diz que nunca é tarde demais para reconhecer seus erros.&lt;br /&gt;- Então nesse caso, pode me perdoar pelos meus? – ele a encarou com um olhar triste e distante, mas assentiu. &lt;br /&gt;- Era o que Alexis queria, que todos nos déssemos bem – ele olhou para a caixa no colo e abriu a tampa. Tinham muitas coisas dentro, mas a única que Parvati reconheceu foi um álbum de fotos. Edgar o abriu e um sorriso se espalhou em seu rosto. O primeiro desde o acidente – Nossas fotos de infância. Como o Lawyfer era baixinho quando criança.&lt;br /&gt;- Está incompleto – ela observou à medida que ele virara as páginas – Acho que ela quer que você o termine. &lt;br /&gt;- Obrigado – ele fechou o álbum e a abraçou antes de levantar e entrar na casa.&lt;br /&gt;- Sabia que essa foi a primeira vez que Eddie sorriu, desde que sua irmã e Jack morreram? – ela ouviu a voz de Ozzy e virou para vê-lo parado ao lado da porta por onde o irmão tinha acabado de passar, com uma caneca soltando fumaça em uma das mãos – Não ouvi toda a conversa, mas obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se aproximou do banco e ela ficou de pé, parada de frente para ele. Quando se despediram depois do show, Parvati sabia que ele estava chateado por causa da conversa com seu namorado. Lukas não sabia a verdade e estava sendo legal, a culpa era dela. E embora soubesse que nada que fizesse repararia o dado causado por aquela atitude que teve, não podia simplesmente fingir que nada aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vim só para falar com seu irmão, vim para lhe pedir desculpas.&lt;br /&gt;- Desculpa pelo que?&lt;br /&gt;- Pela vaga que era sua e dei a Lukas – ele abaixou a cabeça e soltou uma risada forçada – Vi que ficou chateado no sábado e tem todo o direito.&lt;br /&gt;- Parvati, pare – ele a encarou sério – Não vamos fazer isso.&lt;br /&gt;- Mas eu preciso me desculpar com você.&lt;br /&gt;- Está bem, já se desculpou, não precisa dizer mais nada. Está tudo bem, é sério. Eu quero ser auror, não ia poder jogar profissionalmente. Estou feliz que alguém bom como Lukas está no meu lugar.&lt;br /&gt;- Posso ao menos terminar de falar? Não vou me estender, mas ensaiei pra isso e não quero que tenha sido em vão. Prometo não tocar mais no assunto.&lt;br /&gt;- Você não vai deixar pra lá se eu disser não, não é? – ela fez que não com a cabeça e ele riu – Está certo, fale.&lt;br /&gt;- O que eu fiz foi errado, sei disso, mas não posso voltar atrás e desfazer. Acredite, se pudesse já teria feito isso e mudado muitas coisas, mas não é possível. Sei também que nada que eu faça vai compensar isso, mas ainda assim posso fazer o que está ao meu alcance para ao menos tentar – ela estendeu a outra caixa que havia trazido a ele – Feliz Natal.&lt;br /&gt;- Você comprou um presente? &lt;br /&gt;- Abra logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele largou o eggnogg que tinha na mão e desfez o laço na caixa, tirando a tampa. Seus olhos se arregalaram e a caixa foi ao chão quando ele pôs as mãos em seu conteúdo. Uma camisa do Vancouver Canucks estava esticada em suas mãos, com o autógrafo de todos os jogadores do time de Hóquei. Ozzy passou quase um minuto encarando a camisa em silêncio, então puxou Parvati para um abraço entusiasmado e em seguida segurou seu rosto, a beijando rápido. Só percebeu o que tinha feito quando a soltou e ela tinha a mesma expressão espantada que a dele quando viu o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Merlin, desculpa! – se apressou em dizer, sentindo o rosto esquentar. O dela já estava da cor de um tomate – Mil desculpas! Não estava pensando direito, foi a empolgação. Teria beijado até o diretor Ivanovich se ele me desse um presente desses.&lt;br /&gt;- Agora você me ofendeu.&lt;br /&gt;- Ok, um pouco exagerado, mas você entendeu. Desculpe.&lt;br /&gt;- Tudo bem, sem problemas. Posso assumir então que gostou do presente?&lt;br /&gt;- Se eu gostei? Digo até que isso compensa sim ter perdido a vaga. &lt;br /&gt;- Fico feliz que tenha gostado. Pedi a Lukas que me ajudasse com isso e ele nem hesitou.&lt;br /&gt;- Tenho uma coisa para você também – ele guardou a camisa na caixa – Vamos lá dentro, está na árvore.&lt;br /&gt;- Se não se importa, prefiro esperar aqui. A casa está muito cheia e bebi um pouco em casa, não estou em condições de me concentrar.&lt;br /&gt;- Certo, sem problemas. Volto logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entrou outra vez e Parvati se viu sozinha na varanda. A bagunça no jardim continuava, a guerra de bolas de neve cada vez mais intensa. Não pode evitar pensar que, muito provavelmente, todas aquelas crianças nunca morreriam. Como devia ser saber que é imortal desde o dia em que nasceu? Não ter a opção de escolher e simplesmente aceitar aquele destino como se fosse a coisa mais normal do mundo? Uma delas subiu a varanda correndo e se escondeu atrás dela, não devia ter mais que seis anos. Quando uma bola de neve destinada ao menino a acertou em cheio, ele sorriu pedindo desculpas e pulou a grade, fugindo para os fundos do jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi pega pela guerra? – Ozzy estava de volta com uma caixa pequena na mão e riu, apontando para seu casaco sujo de neve.&lt;br /&gt;- Servi de escudo para um deles, acabou de pular a grade e fugir.&lt;br /&gt;- Tommem. Ele sempre faz isso – ele esticou a caixa a ela e sorriu – Feliz Natal.&lt;br /&gt;- Uma caixa pequena assim... Devo ficar preocupada?&lt;br /&gt;- Eu beijei você num impulso, mas não sou louco. Não é nada demais, na verdade. &lt;br /&gt;- Ozzy... – ela abriu a caixa e tirou uma pulseira dourada com um pingente pendurado.&lt;br /&gt;- Existe uma tradição, um pouco idiota até, que é fazermos uma tatuagem em homenagem a nossa imortalidade no dia do ritual. Não acho que vou conseguir convencê-la a fazer parte disso, então a pulseira é para que saiba que é uma de nós, é parte da família. Esse símbolo é um-&lt;br /&gt;- Uróboro. O símbolo da Imortalidade.&lt;br /&gt;- Exato. &lt;br /&gt;- É lindo. Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a ajudou a prender a pulseira e Parvati a admirou em seu pulso, um sorriso sincero no rosto. Ficaram de frente um para o outro sorrindo, sem dizerem nada, por um longo tempo, até que o clima começou a ficar desconfortável e Parvati quebrou o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso voltar, disse a meu pai que sairia só por meia hora. Não quero que fique preocupado.&lt;br /&gt;- Quer que a leve pra casa? Sei que não fez seu teste de aparatação ainda.&lt;br /&gt;- Não precisa, o motorista me trouxe aqui, está esperando lá fora – ela o abraçou outra vez, o mesmo abraço desconfortável de uma semana atrás – Obrigada pelo presente.&lt;br /&gt;- Obrigado pelo meu também, foi o melhor que recebi acho que da vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles quebraram o contato depressa e Ozzy ficou observando Parvati descer a estrada de pedras que levava aos portões da mansão. Só quando já não podia mais vê-la entrou em casa. Parou no meio da sala e tirou a camisa que havia ganhado da caixa, sacudindo para que seus primos a vissem. Uma roda se formou ao seu redor no mesmo instante, e enquanto se gabava do presente para eles, já pensava em acordar cedo na manhã seguinte para mandar colocá-la em uma moldura de vidro e pendurar na parede do quarto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;I really can't stay - Baby, it's cold outside&lt;br /&gt;I've got to go away - Baby, it's cold out there&lt;br /&gt;This evening has been - Been hoping that you'd drop in&lt;br /&gt;So very nice - I'll hold your hands, they're just like ice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Baby It’s Cold Outside – Casey Abrams &amp; Haley Reinhart version&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-8911432990195215526?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/8911432990195215526/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=8911432990195215526' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/8911432990195215526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/8911432990195215526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2012/01/estao-prontos-georgia-se-aproximou-de.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-6531765786797013881</id><published>2011-12-24T16:05:00.000-02:00</published><updated>2011-12-24T16:06:40.948-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>16 de Dezembro de 2015&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, ainda não consigo acreditar que logo você, o cara mais meloso e certinho que conheço, esqueceu o aniversário de namoro! – Ozzy falou surpreso, enquanto observávamos o lago congelado. Estava frio, mas queria conversar sozinho com ele e havíamos trazido uma garrafa de whisky de fogo com a gente.&lt;br /&gt;- Eu não sei, Ozzy, coisas demais na minha cabeça. – Eu falei e ele levantou uma sobrancelha.&lt;br /&gt;- Quer uma ajudinha? Divide comigo!&lt;br /&gt;- Sem ler minha mente! – Eu falei preocupado e ele riu.&lt;br /&gt;- Tudo bem! – Ele falou ainda rindo. – Você pode dividir comigo o que quiser.&lt;br /&gt;- É, acho que preciso dividir... Cara eu não sei bem o que tem acontecido comigo. Estou confuso.&lt;br /&gt;- O que tem acontecido?&lt;br /&gt;- Várias coisas. Essa história do jornal clandestino, último ano de escola, sentimentos estranhos...&lt;br /&gt;- Ainda está pensando naquela garota da festa de Halloween?&lt;br /&gt;- Não. Na verdade ontem pensei um pouco, mas é porque a Lenneth me fez lembrar dela.&lt;br /&gt;- A Lenneth? – Ele perguntou e eu contei como ela estava parecida na hora da canção. – Mas por que a Lenneth iria fazer isso?&lt;br /&gt;- Ela disse que não foi ela... Mas não sei... Por um momento eu quis que fosse. – Eu admiti e ele arregalou os olhos.&lt;br /&gt;- Como assim, Lucian?&lt;br /&gt;- Ozzy... Eu estou gostando da Lenneth. – Ele quase engasgou com o whisky e começou a tossir.&lt;br /&gt;- Desde quando?! E como assim gostar? Que nível de gostar?&lt;br /&gt;- Gostar como mulher, como namorada... Já até sonhei com ela. – Eu falei, bebendo mais um gole. – Desde o início do ano, na verdade, desde as férias.&lt;br /&gt;- Por que não me falou?&lt;br /&gt;- Você já tinha muitas coisas na cabeça e com que se preocupar que não fosse com os sentimentos conflitantes de seu amigo. – Eu falei.&lt;br /&gt;- Lucian, justamente por ser meu amigo que eu queria te ajudar. – Ele falou, mas vi que percebeu a que coisas eu me referia.&lt;br /&gt;- E também porque eu senti vergonha... Me senti sujo, tive nojo de mim por estar gostando de outra garota enquanto estava namorando a Liseria. Tentei carregar isso sozinho.&lt;br /&gt;- Alguém mais sabe?&lt;br /&gt;- Agora, apenas você e o Orion.&lt;br /&gt;- O Orion?! – Ele ficou surpreso e começou a rir.&lt;br /&gt;- Um dia eu estava muito cabisbaixo e precisava dividir com alguém e ele ouviu. Sei como é estranho se abrir logo com ele, que odeia relacionamentos.&lt;br /&gt;- Muito estranho... Ás vezes tenho minhas dúvidas quanto ao Orion, mas se ele te ouviu tudo bem.&lt;br /&gt;- Eu sei... Mas foi importante me abrir com alguém. E agora estou me sentindo mais leve, tanto por ter falado com você quanto por ter pedido um tempo com a Lis. Preciso pensar... E ela não merece ter um namorado pela metade... Se eu já nem posso lembrar de nossos aniversários, tem algo de errado.&lt;br /&gt;Ozzy concordou e continuamos conversando por quase uma hora. Eu estava me sentindo bem agora, mais leve por dividir com meu melhor amigo o que estava acontecendo... Mas ainda era difícil decidir o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 de Dezembro de 2015&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje era o dia da apresentação e todos estavam agitados e nervosos.&lt;br /&gt;Eu e Lis não conversávamos desde o dia da briga e pelo que Julie, Leo, Parvati e a própria Lenneth me contavam, ela ainda estava muito irritada. E eu não a culpava. Me sentia mal por ter feito isso com ela e me culpava. Precisava dar um fim nisso. Ou eu voltava a namorar com Lis, só que 100% ou tinha que terminar...&lt;br /&gt;Nós não estávamos ensaiando para a apresentação, já que nosso número era junto, mas eu continuava lendo e relendo a música, muitas vezes cantando sozinho...&lt;br /&gt;A professora Georgia nos deu tempo para pensar e não insistia que ensaiássemos nem nada. Mas hoje de manhã eu sabia que tínhamos que decidir algo. Em respeito ao restante da escola e do público achava que devíamos tentar cantar, e depois resolvermos nossas diferenças.&lt;br /&gt;Mas estava decidido a terminar o namoro...&lt;br /&gt;Passei o dia 16 inteiro pensando nisso, ainda mais depois da conversa com o Ozzy. Liseria não merecia ser tratada dessa maneira. Escrevi muito no meu diário aquela noite, escrevendo como me sentia por ter tratado-a daquela forma e sobre o que sentia sobre Lenneth...&lt;br /&gt;Procurei a Liseria ainda de manhã e foi Lenneth que atendeu a porta da Avalon. Ela sorriu solícita para mim, mas eu sorri meio receoso. Ela me disse que Liseria não estava e pedi que a avisasse que eu a estava procurando.&lt;br /&gt;Voltei para a Kratos, mas no meio do caminho, encontrei com Reno.&lt;br /&gt;Obviamente, o jornal clandestino lançou uma nota sobre nossa briga, acusando de que se eu não podia nem manter um namoro, como poderia ser um bom editor e dizer que os textos eram meus? Eu não tive forças nem para me irritar, mas participei regularmente da reunião com o Diretor e retiramos os exemplares de circulação.&lt;br /&gt;Era sobre isso que Reno queria conversar.&lt;br /&gt;- Lucian, posso falar com você? – Ele perguntou e indicou o caminho para o vilarejo. Eu assenti e o segui. Nós fomos para a livraria de Ferania e ela nos arranjou uma sala reservada.&lt;br /&gt;- Alguma novidade, Reno?&lt;br /&gt;- Sim, uma bem importante. Descobri quem é o atual Arthur, o líder da Kings &amp; Shadows.&lt;br /&gt;- E qual é? – Eu logo perguntei, sério.&lt;br /&gt;- Laercus Fredereik Goulard. – Ele falou e eu me surpreendi.&lt;br /&gt;- O pai do Orion?!&lt;br /&gt;- Exatamente ele... – Ele falou e ficou calado uns instante, voltando a falar em seguida. – E eu acredito que o tal Antaris seja o que atende pelo nome de Mordred, filho de Arthur.&lt;br /&gt;- Peraí, você acha que Orion é o Antaris?! – Eu falei chocado e Reno balançou a cabeça.&lt;br /&gt;- Não tenho certeza. Nem sempre o filho de Arthur deve ser necessariamente filho biológico dele. Mas é certo que eles estão escondendo a verdadeira identidade de Mordred... Por isso gostaria de saber: você acha que Orion poderia ser o Antaris e Mordred?&lt;br /&gt;- Eu acredito que não! – Eu falei rapidamente. – Orion pode ser estranho, mas não acho que ele faria isso.&lt;br /&gt;- Tudo bem... Concordo com você. Em parte. Vou continuar pesquisando... – Ele falou, olhando um tempo para o nada. – E você e Liseria como estão?&lt;br /&gt;- Na mesma. – Eu respondi depois de um tempo.&lt;br /&gt;- Se gosta dela, corra atrás. Nunca deixe alguém que você ama ir embora. – Ele falou, levantando-se e apertando minha mão. – Boa apresentação hoje, irei assistir com certeza.&lt;br /&gt;Eu agradeci e ele saiu. Eu fiquei mais um tempo sentado pensando em suas palavras. Ele me fez mais certeza ainda de que não devia fazer isso com a Liseria e que deveria terminar nosso namoro. Pois o que eu sentia pela Lenneth crescia cada vez mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entrei na Kratos, uns 10 minutos depois da conversa com Reno, ela estava completamente vazia e fui logo para o meu quarto. Queria descansar um pouco antes de procurar a Liseria novamente. E depois, provavelmente precisaria conversar com a Georgia também, acho que não teríamos como apresentar...&lt;br /&gt;Então ouvi um barulho no meu quarto e abri a porta alarmado.&lt;br /&gt;Era Liseria. Ela estava sentada na minha cama e reuni a coragem para falar. Mas então ela me ouviu entrando e levantou os olhos.&lt;br /&gt;Ela chorava, seus olhos estavam vermelhos e misturavam dor, raiva e incredulidade. Então vi que ela segurava alguma coisa nas mãos e reconheci meu diário.&lt;br /&gt;- O que você está fazendo? – Eu perguntei, tendo como primeira reação a raiva por invadirem minha privacidade.&lt;br /&gt;- O que você está fazendo?! – Ela gritou, descontrolada. – O que você pensa que está fazendo, Lucian? Então é por isso que quis um tempo, para poder pensar mais em sua querida Lenneth?&lt;br /&gt;- Liseria, quem te autorizou a ler meu diário? – Eu perguntei irritado e fui até ela. Ela segurou o diário, mas eu o tirei dela e ela se levantou com raiva. – Isso são coisas pessoas!&lt;br /&gt;- Para o inferno com suas coisas pessoas! Então é verdade! Eu sempre soube! Sempre! Você sempre preferiu a Lenneth! Eu devia saber disso já!&lt;br /&gt;- Liseria, deixe-me falar! – Eu falei, alteando a voz. – Eu... Eu sempre gostei de você, enquanto namorávamos sempre fui fiel.&lt;br /&gt;- Ah, mas beijou uma garota no Halloween?! E não me falou!&lt;br /&gt;- Você viu isso também? – Eu perguntei chocado e ela começou a chorar mais. &lt;br /&gt;- Eu odeio você, Lucian! Eu te odeio. – Ela falou e passou por mim, me empurrando, mas eu a segurei.&lt;br /&gt;- Deixe-me falar! Eu preciso falar agora... – Eu falei e ela ficou calada. – Eu não queria que descobrisse assim, não era para você descobrir assim! Eu pedi um tempo pois precisava pensar.&lt;br /&gt;- É verdade então? – Ela perguntou, a voz fria agora.&lt;br /&gt;- Sim. – Eu falei e ela virou-me as costas, chorando. Eu a segurei novamente. – Liseria espere, deixe-me terminar. Eu nunca traí você. O que senti por você, o que sinto, é verdadeiro e nunca foi uma mentira. Esses anos em que namoramos foram muito importantes e cresci muito. Mas não posso controlar o que sinto. Eu estou gostando da Lenneth, cada vez mais.&lt;br /&gt;Liseria começou a chorar ainda mais. Ela começou a tremer e sentou-se na cama, tapando o rosto com as mãos. Eu sentei do seu lado e fiquei calado. Fomos namorados por tanto tempo, que nos conhecíamos muito bem e ainda gostava muito dela.&lt;br /&gt;- Liseria, eu ainda gosto muito de você. Mas não posso mais ficar te tratando assim. Acho que devíamos terminar. – Ela chorou ainda mais e eu mesmo comecei a chorar, tendo dificuldades de falar. – Me desculpe... Mas eu nunca traí você... Nunca faria isso.&lt;br /&gt;- Eu não quero mais nada entre nós, Lucian... Se é verdade que gosta dela, não há nada que possamos fazer. Ela gosta de você, sempre gostou e eu sempre soube disso. Não posso competir com ela. – Ela falou entre soluços. Eu tentei abraçá-la, para apoiá-la, mas ela se afastou, levantando-se rapidamente. – Me deixe em paz Lucian, não quero mais nada entre a gente.&lt;br /&gt;Ela saiu correndo do quarto e eu não a segui. Fiquei chorando no quarto, com as mãos no rosto. Depois de um tempo peguei meu diário e vi as marcas de lágrimas dela, as páginas que ela leu. Eu tinha certeza que tinha lacrado o meu diário! Quem teria aberto-o e deixado ali para ela ler? Não tinha como saber... A república estava vazia e Liseria não queria mais falar comigo. &lt;br /&gt;Acho que adormeci...&lt;br /&gt;Foi Ozzy que me acordou e quando olhei pela janela, vi que já era de tarde. Ele parecia preocupado e me perguntou o que houve. Eu contei que tínhamos terminado e tudo que tinha acontecido e acabei chorando novamente. Ele ficou calado e tentou me acalmar, mas depois de um tempo disse que a Georgia estava lá embaixo e que Liseria estava sumida. Fui logo falar com ela, pois já imaginava o que tinha acontecido. &lt;br /&gt;Georgia explicou que Liseria tinha pedido ao diretor para ir embora e que ele autorizara. Então expliquei para ela o que tinha acontecido entre nós e ela tentou me acalmar, dizendo que estava tudo bem. Eu disse que iria na apresentação, mesmo que tivesse que cantar sozinho, mas ela queria que eu ficasse na república. Mas eu não queria ficar parado pensando e os acompanhei.&lt;br /&gt;- Onde está Liseria? – Robbie perguntou, nervoso quando chegamos.&lt;br /&gt;- O que aconteceu, chefinho? – Leo perguntou quando viu meu semblante. Mas foi Georgia que respondeu.&lt;br /&gt;- Liseria está bem, mas não está em condições de cantar. Teremos que cancelar a apresentação deles dois. – Ela falou e todos começaram a falar juntos, pois faltavam poucos minutos para a apresentação e a nossa era a primeira.&lt;br /&gt;- Mas se mudarmos agora, o público pode ficar insatisfeito. – Finn comentou e alguns concordaram com ele.&lt;br /&gt;- Eu posso cantar sozinho. – Eu falei, mas Robbie me cortou.&lt;br /&gt;- Lenneth, por que não canta você? Você conhece a música e tem muita sintonia com o Lucian! – Ele terminou de falar e nós dois nos olhamos. Algo surgiu naquele olhar, não sei explicar o quê.&lt;br /&gt;- Lenneth você gostaria de cantar? – Georgia perguntou e Lenneth assentiu. – Lucian, e você?&lt;br /&gt;Eu fiquei um pouco calado, pensando. Voltei a olhar para Lenneth, antes de responder.&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt; - Então, vamos correr com os preparativos! – Georgia falou, batendo palmas e colocando todos para se moverem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já ouvia o barulho das pessoas entrando no teatro e já estava na posição para começar a cantar. Lenneth estava do outro lado do palco, pois entraríamos de lados opostos. Ela sorriu para mim, me encorajando.&lt;br /&gt;Eu corri até ela e a abracei com força.&lt;br /&gt;- Obrigado por existir. – Foi tudo que tive coragem de dizer e voltei correndo para meu lugar. Ela ficou me olhando sem entender, meio vermelha, de uma forma muito bonita. Mas logo ouvimos Georgia anunciando o espetáculo e nos concentramos em cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;We loved and laughed and played and joked &lt;br /&gt;Sang Christmas songs and talked to folks &lt;br /&gt;Sleighed the fields and skied the slopes then to the lodge for dinner &lt;br /&gt;But now it's time for us to go as our hearts melt like chimney snow &lt;br /&gt;There's just one thing I want to know can we do this next winter?&lt;br /&gt;Oh, oh, what a Christmas to remember &lt;br /&gt;You've made this a Christmas to remember &lt;br /&gt;Springtime feelin's in the middle of December &lt;br /&gt;Though the fire is hot we'll just have to let it simmer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N.A.: A Christmas to Remember, Kenny Rogers.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-6531765786797013881?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/6531765786797013881/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=6531765786797013881' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/6531765786797013881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/6531765786797013881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/12/16-de-dezembro-de-2015-cara-ainda-nao.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-4554801287601897536</id><published>2011-12-15T22:35:00.000-02:00</published><updated>2011-12-15T22:36:02.799-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lembranças de Lucian P. Valesti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 de Dezembro de 2015&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lucian, eu estou nervosa! – Lenneth falou sentada do meu lado, inquieta. – Essas garotas são excelentes!&lt;br /&gt;- Se acalma, você vai se sair muito bem, tenho certeza! – Eu a encorajei e apertei sua mão. Do outro lado dela, Robbie apertou sua outra mão.&lt;br /&gt;- Você vai ser a estrela, minha querida, não tenho dúvidas. Respire e se acalme! – Ele falou. – Você se lembra da letra da música, não lembra?&lt;br /&gt;- Sim. Mas e se na hora der branco? E se eu errar? – Lenneth falou, ficando com a voz um pouco fina demais. Julie se debruçou sobre mim para falar mais perto de Lenneth.&lt;br /&gt;- Você não vai errar. Você tem ensaiado para isso! – Ela falou e Lenneth sorriu. – Vai detonar esse monte de metida!&lt;br /&gt;- Lenneth Valkyrie Aesir. – O funcionário do teatro chamou e Lenneth pulou na cadeira. Ela se despediu de nós e entrou em uma sala lateral.&lt;br /&gt;Ele seria a próxima a se apresentar e enquanto isso assistíamos uma garota cantando uma versão, um pouco exagerada, de Total Eclipse of the Heart. Apenas eu, Robbie e Julie tínhamos vindo assistir à apresentação, pois fora muito corrido, além é claro de Reno.&lt;br /&gt;Hoje de manhã, a menos de 4 horas atrás, Lenneth apareceu na minha porta suando e nervosa e teve dificuldades de falar, mas então conseguiu dizer que Reno e Georgia haviam conseguido uma audição para ela em uma escola de música muito famosa. A audição seria hoje, dentro de algumas horas e ela tinha que estar em Sofia antes das 12. Como já eram 10 da manhã, estávamos atrasados, mas Reno disse que iria nos ajudar a chegar lá. Ela me pediu que fosse com ela, pois estava nervosa e além de mim, pediu que Julie e Robbie fossem juntos também, já que eram, respectivamente, a melhor amiga e o “treinador” dela. &lt;br /&gt;Eu deixei um recado com o Orion e pedi que ele avisasse a Liseria da emergência e que iria procurá-la assim que voltasse. Não pensei duas vezes e às 10:30, estávamos nós quatro no gabinete de Reno, que sorriu e nos conjurou uma chave de portal. Teríamos então 2 horas e meia para pensarmos em um figurino e uma música para Lenneth apresentar.&lt;br /&gt;A escolha da música era livre, mas eu e Robbie divergíamos na opinião. Ele achava que ela tinha que cantar algo mais clássico, mas eu achava que ela tinha que cantar algo que combinasse com ela, pois todas estaria cantando algo clássico. Julie ficou do meu lado e ganhamos por votação, então selecionamos uma música atual que combinava com Lenneth. Acabou que foi um equilíbrio entre minha opinião e a de Robbie. Selecionamos “The Phantom of the Opera”, mas na versão do Nightwish, e um dos professores da escola faria a voz masculina.&lt;br /&gt;Chegou a hora da apresentação de Lenneth e todos nós ficamos nervosos, enquanto a luz diminuía e uma neblina subia no palco. Ouvi os murmúrios de surpresa de todos e fiquei feliz ao perceber também que gostaram da criatividade. A neblina era obra de Reno, que conseguira com um dos funcionários um gerador de gelo seco.&lt;br /&gt;O piano começou a tocar, imitando um órgão, seguido por uma única guitarra, enquanto a música começava a tocar e Lenneth surgia no meio do palco, vestida em um vestido longo e branco, muito belo. Sua voz estava linda e ela não esquecia da letra e começou a atuar enquanto cantava também. De repente, o professor chegou, com uma capa negra e uma máscara e começou a cantar. O dueto dos dois foi magnífico, em uma boa sintonia. Fiquei admirado como um profissional sabia se adaptar tão bem aos outros. &lt;br /&gt;Mas o ápice da apresentação foi Lenneth conseguir manter a longa nota, enquanto o professor gritava “Sing my Angel”. O esforço era grande, dava para ver isso, mas ela manteve com perfeição, digna da cantora em quem ela se inspirava e me causou arrepios.&lt;br /&gt;Ao longo de toda a apresentação, eu não conseguia tirar os olhos de Lenneth... Ela estava linda... E a forma como ela cantava, envolta em neblina, com um vestido longo... Ela parecia aquela garota da festa do Halloween do ano passado e isso quase me fez perder o ritmo cardíaco.&lt;br /&gt;Quando ela terminou de se apresentar, fazendo uma referência para o público, nós batemos palmas de pé e vi quando Robbie enxugou uma lágrima e percebi que eu e Julie também tinha os olhos marejados, enquanto Reno ostentava um sorriso orgulhoso. A apresentação foi excelente.&lt;br /&gt;Lenneth voltou para o nosso lado e perguntou como foi, vermelha de cansaço e sem graça e choveram elogios. O fato dela parecer com aquela garota não me saia da cabeça e quando ela me abraçou, assim que desceu do palco, eu senti um perfume. Não soube como reagi, mas fiquei calado, esperando o momento certo... Era o mesmo perfume daquela garota...&lt;br /&gt;A Lenneth poderia ter sido aquela Dama de Branco?! Mas por que ela faria isso? E o que isso significaria para mim? Minha cabeça estava envolta em milhares de dúvidas...&lt;br /&gt;Tiveram mais algumas candidatas, totalizando mais umas 2 horas mais ou menos e depois o júri se reuniu por mais uma meia hora. Lenneth estava cada vez mais nervosa e até mesmo Reno fazia piada, tentando acalmá-la. Por fim os professores se reuniram no centro do palco e disseram que iriam anunciar as cinco vencedoras, em ordem de posição.&lt;br /&gt;As quatro primeiras vagas foram preenchidas por três garotas e um garoto, e a tensão no salão era enorme. Lenneth tremia, de mãos dadas a nós três e ficava batendo o pé no chão, nervosa. &lt;br /&gt;- A última qualificada, considerada por nós como a melhor, é... – Uma das professoras falou e Lenneth apertou minha mão com força. Ela olhou para mim e eu sorri, querendo acalmá-la. – Lenneth Valkyrie Aesir.&lt;br /&gt;Quando anunciaram seu nome, Lenneth começou a chorar e tapou a boca com as mãos, enquanto nós explodíamos em aplausos e comemoração. Ela me abraçou com força e eu a levantei do chão, rodopiando enquanto ríamos. Depois Robbie a abraçou também e Julie por último, antes de Reno abraçá-la com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do teatro eram umas 5 da tarde e Reno nos levou para comemorar e fomos tomar café em um bonito restaurante que ele conhecia. Ele disse que seria por sua conta e brindamos pela vitória de Lenneth, que estava radiante.&lt;br /&gt;As aulas da escola seriam principalmente nas férias, dando a chance dela conciliar o estudo de canto com o estudo em Durmstrang. Claro que ela teria que se empenhar mais, mas ela estava tão animada que nem isso a desanimava.&lt;br /&gt;Só saímos do restaurante por volta das 7 e Robbie e Julie pediram para visitar uma loja rapidamente, e acabou que eu e Lenneth ficamos sozinhos. Não resisti e falei.&lt;br /&gt;- Lenneth. – Eu a chamei e ela se virou para mim. Eu a abracei com força e senti eu perfume, confirmando minhas suspeitas. – Esse perfume... É o mesmo que a garota usava naquela festa de Halloween.&lt;br /&gt;- Que?! – Ela perguntou, meio confusa. Então ela entendeu e arregalou os olhos.&lt;br /&gt;- Me diga a verdade: era você? &lt;br /&gt;- Não! Eu comprei esse perfume hoje, junto do vestido! – Ela explicou sorrindo. Eu a encarei por mais uns instantes.&lt;br /&gt;- É verdade... Faz sentido, nunca te vi usando esse perfume... Mas é que você estava parecendo com ela. – Eu falei e me arrependi na hora, pois ela me olhou estranho.&lt;br /&gt;- Ainda pensando nela?&lt;br /&gt;- Não. – Me apressei a dizer. – Só que você parecendo com ela me fez lembrar, só isso, logo você. – Eu acabei falando, meio baixo e me apressei. – Deixa pra lá.&lt;br /&gt;Ela ia perguntar algo novamente, mas fui salvo pelos outros que chegaram. Reno perguntou se estávamos prontos e conjurou uma chave de portal, que usamos dentro de um beco, para ninguém ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos na escola pouco depois e continuamos conversando sobre o ocorrido, até que Robbie falou.&lt;br /&gt;- Marquem esse dia! O dia em que nasce uma estrela! A estrela que eu ajudei a fazer nascer! – Ele falou rindo e rimos juntos. Estávamos agora só nós quatro, pois Reno tinha ido na frente. – Dia 15 de Dezembro de 2015!&lt;br /&gt;Então eu gelei e fiquei parado, olhando para frente. Eles continuaram rindo, até que Lenneth percebeu e me olhou preocupada.&lt;br /&gt;- Aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;- A Liseria vai me matar...&lt;br /&gt;- O que foi? – Julie perguntou.&lt;br /&gt;- Hoje é nosso aniversário de namoro... 3 anos. – Eu falei, coçando a cabeça. Eles arregalaram os olhos.&lt;br /&gt;- Ai por Odin... – Robbie falou. – Como, logo VOCÊ, esqueceu? &lt;br /&gt;- Não sei, envolvido demais com isso tudo. &lt;br /&gt;- Vai logo atrás dela então. – Julie falou e eu me despedi deles correndo.&lt;br /&gt;Nunca corri tão rápido e logo cheguei na Avalon. Bati na porta alarmado e Leo que me atendeu. Eu logo perguntei da Liseria e ela levantou uma sobrancelha e soube que não era um bom sinal.&lt;br /&gt;- Ela saiu, Chefinho... Estava bem chateada.&lt;br /&gt;- Ai Odin... Para onde ela foi? &lt;br /&gt;- Ela foi na direção do lago. – Leo falou e eu agradeci e sai correndo.&lt;br /&gt;No caminho para o lago, passei pela Kratos e peguei o presente que tinha comprado para ela. Nem tive tempo de embrulhar e levei o vestido ainda embalado, enquanto corria.&lt;br /&gt;Encontrei Liseria sentada na beira do lago. Ela estava sentada no chão com um papel do seu lado e um embrulho. Vi que o papel estava amassado e o embrulho também e que ela estava chorando.&lt;br /&gt;- Liseria! – Eu falei quando cheguei perto. Ela me olhou de cima abaixo com olhos irritados e tristes. &lt;br /&gt;- O que foi Lucian?&lt;br /&gt;- Me desculpa. Eu... – Eu me sentei do seu lado, mas ela se levantou e ficou de pé diante de mim. Eu sabia que não tinha como me desculpar e não sabia o que fazer.&lt;br /&gt;- Está arrependido? Está me pedindo desculpas? Engula suas desculpas! – Ela gritou, jogando o papel e o embrulho em mim, com raiva. Ela me virou as costas e saiu pisando forte, mas eu me levantei e fui atrás dela.&lt;br /&gt;- Liseria, espera, me escuta por favor!  São tantas coisas na minha cabeça recentemente! Me fugiu completamente! – Eu a alcancei e a fiz virar-se para mim. Ela se debateu e se afastou de mim novamente, cruzando os braços e me encarando. – Olha, eu sei que não tenho desculpa, ter esquecido do nosso aniversário, é grave. Mas pedi que te avisassem, surgiu uma emergência.&lt;br /&gt;- Desde quando é emergência acompanhar sua “amiga” à Sofia? – Ela perguntou, dando ênfase as aspas. – Desde quando é certo colocar isso acima de sua namorada?!&lt;br /&gt;- Eu não coloquei acima...&lt;br /&gt;- Então porque você só veio me procurar agora?! Teve o dia todo para vir, mas estava lá se divertindo, enquanto apoiava a sua querida amiga e eu ficava que nem uma idiota aqui te esperando!&lt;br /&gt;- Liseria, por favor... – Eu tentei me aproximar, mas ela me empurrou com força e saiu chorando. – Liseria!&lt;br /&gt;Eu corri atrás dela e a segurei novamente. Eu não sabia o que fazer, pois tudo que ela falara era verdade.&lt;br /&gt;- Chega Lucian, estou cansada de ser sempre a segunda. Eu sou sua namorada, mereço respeito e atenção! Nem sei mais se sou sua namorada.&lt;br /&gt;- Você é. – Eu tentei falar, mas ela me olhou feio. Eu suspirei e vi que não tinha nada que eu pudesse fazer... – Liseria, eu preciso de um tempo para pensar. Não gostei do que fiz com você, você não merece o que eu fiz.&lt;br /&gt;Ela ficou calada, ainda me olhando zangada, mas vi que tinha ficado abalada quando pedi um tempo.&lt;br /&gt;- Eu preciso me achar. Preciso me ajeitar de modo a dar a você o que você quer e merece...&lt;br /&gt;- Tenha o tempo que você deseja, Lucian.&lt;br /&gt;Ela falou e passou correndo por mim. Ela chorava e me empurrou ao passar e eu soube que não deveria ir atrás dela agora.&lt;br /&gt;Se eu precisava de tempo para pensar, ela também precisava...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-4554801287601897536?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/4554801287601897536/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=4554801287601897536' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4554801287601897536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4554801287601897536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/12/lembrancas-de-lucian-p.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-343179320232601991</id><published>2011-12-12T23:50:00.000-02:00</published><updated>2011-12-13T00:02:37.745-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Sexta-feira, hora do almoço, dezembro de 2015&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já estavamos em dezembro e ao invés de pensar em compras e castanhas assadas, nossa preocupação eram os estudos, o show, e um lunático metido chamado Antaris, tocando o terror contra o nosso jornal, deixando  nosso chefinho, Lucian nervoso e com isso, sobrava para quem? Para nós é claro, mas se eu estivesse no lugar dele e alguém roubasse uma matéria minha, iria correr sangue na geleira.&lt;br /&gt;Robbie havia assumido a parte dos ensaios e também dos figurinos do show, e antes que ele enlouquecesse nos elvasse junto, Parv e eu começamos a ajuda-lo,  estavamos usando a hora do almoço para ver alguns dos ultimos desenhos dele, e na nossa mesa estavam Alec, Oleg e Finn. Estavamos animadas, pois os desenhos eram maravilhosos, quando ouvimos uma barulheira vinda de uma mesa distante, e era a mesa do Mitchell. Ele e vários colegas de time estavam rindo animados e brindavam com suco de abóbora.&lt;br /&gt;-É aniversário de alguém? Se tiver bolo quero um pedaço.- disse Robbie e Oleg, após engolir uma batata assada disse:&lt;br /&gt;- Uns dias atrás um olheiro esteve aqui observando os jogos de quadribol e Mitchell, foi convidado para atuar no time principal dos Abutres de Vratsa.Vai ganhar uma fortuna.&lt;br /&gt;- Ah qual é? Quadribol não pode pagar tão bem assim...- disse Finn desdenhoso, achei tão ridículo que quando dei por mim já estava falando:&lt;br /&gt;- Muito pelo contrário, Finn. Quadribol paga muito bem. Se Mitchell vai jogar nos Abutres, o olheiro deve ter sido McGregor ou Karkaroff, ambos foram bastão de ouro, como batedores várias vezes, pela Liga Européia, e mesmo fora dos campos, eles ainda recebem patrocínio, por testes em artigos e para atuar como olheiros pelo mundo, estima-se que o que eles receberam ano passado, tenha passado digitos.Ser um dos abutres, é um sonho para qualquer menino que suba numa vassoura.  – terminei de falar e meus amigos me olhavam espantados:&lt;br /&gt;- Quem é você e o que fez com a Léo? Sai deste corpo que não te pertence.- disse Parvati e Robbie completou:&lt;br /&gt;- Eu não disse que meu pai tinha conseguido a filha e herdeira que tanto queria?- rimos e voltamos ao nosso almoço e continuamos a ver os desenhos de Robbie, mas às vezes eu olhava para os lados da mesa de Mitchell e o via animado. Fiquei feliz por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, Finn!- disse empurrando-o e ele quase caiu da minha cama.&lt;br /&gt;- Léo, qual é? Sexo é normal e saudável, ainda mais quando as pessoas estão namorando há tempos, vamos aproveitar que Parv vai demorar a voltar...- e ele tentou me abraçar novamente e eu o empurrei, me levantando e arrumando a minha roupa.&lt;br /&gt; - Vamos esclarecer uma coisa: Não estamos namorando, estamos só ficando, isso não significa que tenho que fazer sexo levianamente, ainda mais no quarto que divido com outra pessoa. &lt;br /&gt;- Léo você está se guardando para o seu casamento?- ele perguntou e notei um pouco de sarcasmo em sua pergunta e estreitei os olhos:&lt;br /&gt;-Às vezes você age de forma tão idiota, sabia? Não estou me guardando, sou seletiva, e acho que mereço mais do que uma cama de solteiro numa república sem privacidade. Quer saber? É melhor você ir embora, porque eu estou ficando chateada com você.- disse e apontei para a porta.  &lt;br /&gt;- Ok, estou indo, estou vendo que você está nervosinha.- ele tentou me beijar e eu virei o rosto, e ele bufou e saiu batendo a porta. Comecei a arrumar minha mochila, para o dia seguinte, pois eu iria passar o fim de semana em Sofia, haveria reuniões do conselho das empresas e eu tinha que comparecer. Não demorou muito e Parvati entrou dizendo:&lt;br /&gt;- Opa, pelo jeito você e Finn, brigaram, ele saiu como uma cara muito zangada daqui. Estou com preguiça de sair do meu mundinho silencioso, então desembucha.- disse e puxou a mochila que eu arrumava furiosamente:&lt;br /&gt;- Ele tá nervosinho porque eu disse não, quando ele queria ir além, ‘porque é o normal, quando se está namorando’.- fiz uma imitação pobre da voz dele.&lt;br /&gt; - Ecaaa! Eu ia pegar você dois no flagra, tem noção que isso seria motivo para terapia?Teria que contar ao Doutor Pace, humm..talvez ele me desse alguns créditos por estar traumatizada...- ela dizia achando engraçado e eu olhei feio. Logo ela parou e disse:&lt;br /&gt;- Em parte, Finn tem razão, vocês vêm agido como namorados nos últimos tempos, seria normal avançar um pouco mais.&lt;br /&gt;- Só porque ficamos algumas vezes, tenho dado todo o apoio pela morte do pai dele, e nos conhecemos há tempos, tenho que transar com ele?- bufei e Parv me olhou séria:&lt;br /&gt;- Léo, se a pessoa em questão fosse o Mitchell, será que você estaria tão irritada assim?&lt;br /&gt;- Preciso mandar fazer um capacete do Magneto para mim, esta sua invasão de privacidade é irritante.- respondi enquanto Parv começava a rir presunçosa e respondeu:&lt;br /&gt;- Não preciso ouvir seus pensamentos para saber disso,  não depois de ver o quanto você olhava orgulhosa para ele, na hora do almoço.- abri e fechei a boca várias vezes, mas desisti de falar alguma coisa comprometedora quando ela voltou a rir.  &lt;br /&gt;o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sábado, pela manhã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião do Conselho estava muito diferente do que eu estava acostumada, contava com a presença de um homem da mesma idade que o tio Klaus ou mais velho, tinha as temporas prateadas, de boa aparência, junto dele havia um rapaz de cabelos claros, e ambos recebiam muita atenção tanto de George quanto de seu assessor e de alguns conselheiros.&lt;br /&gt;Como não fomos apresentados, ele mal me notou no lugar onde eu sempre me sentava, no fundo da sala com algumas pessoas na minha frente e eu preferia assim.&lt;br /&gt;Enquanto George Ivashkov atualizava o conselho sobre os últimos lançamentos e projeções de lucros, eu lia a pasta que meu advogado havia me passado. O senhor Greywolf havia feito tudo o que eu havia pedido de forma exemplar, inclusive me enviando um envelope lacrado, com instruções de ler em casa. Após ler os documentos sorri satisfeita, quando me chamaram a atenção:&lt;br /&gt;- Já terminou com sua revista? Talvez possamos começar a votar pelo fechamento da fábrica de azeites, na Sicilia.- me espantei mas me recuperei rápido dizendo:&lt;br /&gt;- Isto não estava na pauta da reunião.&lt;br /&gt;- Sou o presidente do grupo, e posso decidir o que pode entrar em pauta na última hora. Precsiamos fechar a fábrica da Sicília...- ele disse de forma arrogante.&lt;br /&gt;- Esta fábrica não tem dado prejuízo...E foi a primeira fábrica do vovô.&lt;br /&gt;- Mas também não dá lucro Não poderemos nem mesmo dar bônus de Natal sem mexer no patrimônio das outras empresas, e não acho justo, manter uma empresa por questões sentimentais. E após isso, teremos a apresentação Angus Callahan, a respeito de nossa sociedade. Então devemos votar...&lt;br /&gt;- Quais foram as tentativas de reerguer a fábrica? Não podemos fechar uma empresa apenas porque ela não tem dado lucro. - insisti e George ficou vermelho, enquanto o burburinho na sala começava.&lt;br /&gt;- Isso não é uma brincadeira de monopólio, há muito dinheiro envolvido...- George disse e eu me levantei. Graças a Odin, modéstia à parte, sempre vou muito bem arrumada a estas reuniões e eu estava de matar. George arregalou os olhos com a minha aparência e notei que tanto o homem quanto o rapaz, que talvez fosse irmão do Mitchell, me olhavam atentos.Não me intimidei.&lt;br /&gt;- Temos que levar em conta o fator humano. É época de Natal e muitos daqueles trabalhadores não conseguirão manter suas familias, até conseguirem uma nova colocação.Acho que devemos pagar o bônus de Natal e investir na fábrica, em muitos casos só o que é preciso é uma reeorganização. - sugeri e George, estava irritadissimo. &lt;br /&gt;- Leonora, você não acha mesmo que o conselho vai aceitar a sua sugestão de investir dinheiro em um navio que está afundando? O melhor seria fechar a fábrica, e os trabalhadores pode usar suas indenizações enquanto procuram um novo trabalho.&lt;br /&gt;- E você vai fechar a fábrica sem nem tentar reerguê-la? Isso é uma atitude de preguiçoso.E aviso que meu voto será contra. Garanto que muitos aqui, vão honrar a memória de minha avó e vão me apóiar.- disse olhando sério, para os conselheiros mais velhos, que foram amigos de vovó, e até eu mesma achei que fui longe demais. Uma veia na testa dele pulsava, dava para ver de onde eu estava, e ele me lançou um olhar irado dizendo:&lt;br /&gt;- Então você acha que conseguiria fazer  algo que eu em todos estes anos não tive capacidade para fazer, como por exemplo reestruturar uma fábrica? Acha que não pensei nisso? O que você pensa que eu venho fazer aqui todos os dias? Não me tornei o presidente destas empresas à toa. – e sua voz havia subido uma oitava, e sinceramente achei que ele fosse me expulsar dali, quando ele subitamente se acalmou e disse:&lt;br /&gt;- Faça!&lt;br /&gt;- Como é?- os conselheiros e os convidados olhavam para ele espantados.Senti um arrepio de apreensão e quis saber:&lt;br /&gt;- Você quer que eu reestruture a fábrica? Pirou?- e ele respondeu:&lt;br /&gt;- Acho que se você pode vir aqui dar palpite sobre como devemos gerir os negócios, é porque sabe como resolver problemas, e já que você é contra o fechamento da fábrica, você deveria reerguê-la, tenho certeza que vai se empenhar, já que tem um profundo apreço por ela, vai trabalhar direito. - até achei que ele estivesse me dando um voto de confiança e por alguma razão idiota, me senti animada com o voto de confiança, mas ao olhar em seus olhos, percebi que para ele aquilo era um jogo, e quis saber:&lt;br /&gt;- E se eu não conseguir, o que acontece?&lt;br /&gt;- A fábrica será fechada, os trabalhadores demitidos.Ah e é claro, você deverá me passar o controle de suas ações, claro que poderá assistir às reuniões, mas não terá voz ativa, será uma boa forma de aprendizado sobre como é o mundo dos adultos.Você tem até junho.&lt;br /&gt;- E se eu conseguir?- perguntei de queixo empinado e ele sorriu cínico.&lt;br /&gt;- Temos um acordo?- ele quis saber, e olhei ao redor e alguns dos amigos de minha avó me olhavam apreenssivos, e eu senti um pouco de medo, e até pensei em recuar, mas bati os olhos nos quadros ao redor da sala, e vi o retrato de minha avó, e ali tive a certeza de que deveria fazer o que era certo.&lt;br /&gt;- Nós temos um acordo, George.- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;‘Por favor vovó, aonde quer que esteja me ajude’&lt;/span&gt;.- eram os meus pensamentos enquanto George continuava a reunião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-343179320232601991?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/343179320232601991/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=343179320232601991' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/343179320232601991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/343179320232601991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/12/sexta-feira-hora-do-almoco-dezembro-de.html' title=''/><author><name>Leonora Ivashkov</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11362357318760157176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-3895677452828534321</id><published>2011-11-22T23:59:00.000-02:00</published><updated>2011-11-23T15:15:28.172-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Novembro, sábado, final da tarde....&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos em Sofia, nos dirigimos ao hospital para onde o pai do Finn havia sido levado,por sorte era o mesmo hospital onde o pai da Parvati trabalhava e quando chegamos na ala da emergência, encontramos a mãe do Finn, sentada numa cadeira com as lágrimas escorrendo por seu rosto. Quando nos viu, se jogou nos braços do filho e entre soluços dizia:&lt;br /&gt;- Estavamos conversando sobre as coisas da casa, e de repente ele desmaiou...Chamei uma ambulância, foi tudo muito rápido, disseram que foi um AVC....O que está acontecendo com ele? Estão lá há tanto tempo.- e quando ela o soltou, me abraçou com força:&lt;br /&gt;- Obrigada por vir também Léo, Sean vai gostar de te ver aqui, sabe o quanto ele te adora...&lt;br /&gt;Infelizmente algum tempo depois, o médico da emergência que atendeu tio Sean, veio dar a noticia de que ele não havia sobrevivido ao segundo AVC que tinha sofrido no hospital. &lt;br /&gt;Tomei todas as providências para o funeral e nossos amigos conseguiram vir da escola para dar uma força a Finn e sua mãe. Robbie, Ozzy e Lucian ficaram um tempo conversando sozinhos com ele, confortando-o e ele pareceu um pouco melhor, mas eu bem sabia que só o tempo iria amenizar sua dor.&lt;br /&gt;- Finn, tem certeza de que vão ficar bem? Posso ficar mais uns dias com vocês, ajudar no que precisar.- perguntei mais uma vez, ainda na estação de trem. Ele sacudiu a cabeça e disse:&lt;br /&gt;- Precisamos cuidar das coisas do papai e só eu e mamãe podemos fazer isso, para nos despedirmos, você sabe. Voltarei assim que possivel, e você me ajuda a me pôr em dia ok?- assenti sabendo que Finn mesmo que faltasse um mês na escola, não teria a menor dificuldade em acompanhar a matéria quando voltasse. – ele me puxou para um beijo demorado de despedida, e eu fui para o trem. Só quando a locomotiva partiu, eu me permiti chorar de saudades de tio Sean, minha avó, Jack, Alexis... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Porque os bons vão embora cedo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Novembro, quarta feira&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leonora, se você cantar deste jeito na apresentação, vai aumentar o índice de suicidios nas festas de final de ano, e não queremos isso, certo meu bem? – disse Robbie parando o meu ensaio, para o show de Natal.&lt;br /&gt;- Desculpe, Robbie, estou distraída hoje.- sorri sem graça e ele se aproximou e me segurou pelos ombros:&lt;br /&gt;- Eu também fiquei chateado com o que aconteceu com o pai do Finn e também estou preocupado com ele, mas se ele precisar de algo sabe onde nos encontrar certo?- assenti e ele continuou:&lt;br /&gt;- E você precisa estar afinadíssima, porque daqui a pouco Mitchell, vem pro ensaio de duplas, será que é por isso, o seu nervosismo?&lt;br /&gt;- Robbie, não começa. Mitchell e eu somos amigos e eu estou com o Finn, eu acho.&lt;br /&gt;- Sabe isso é uma coisa que eu não estou entendendo direito, mas como estamos sem tempo para um divã, vamos voltar ao ensaio. Solta a diva que existe ai dentro e mostre porque você vai arrasar neste show. – rimos e quando cantei, foi uma interpretação muito mais bonita.&lt;br /&gt;Quando eu estava terminando, vi Parvati, Ozzy e Mitchell chegando. Sentei-me perto do palco, e Mitchell me cumprimentou seco e se sentou ao meu lado, já que Robbie iria começar o ensaio de duplas com Ozzy e Parv, já que Ozzy não conhecia a música que iria cantar, precisava de um pouco mais de tempo para pegar o jeito.Depois deles, e de Lucian e Liséria cantarem sua música, subi ao palco com Mitchell e começamos a nossa interpretação, e logo Robbie interrompia e passava a mão nos cabelos exasperado:&lt;br /&gt;- Posso saber porque vocês não estão se olhando nos olhos como um casal fazendo as pazes quando cantam esta música? &lt;br /&gt;- Talvez porque nós não somos um casal?- Mitchell disse engraçadinho e Robbie o olhou feio:&lt;br /&gt;- Não vou discutir os vacilos de vocês agora, porque o consultório está fechado, então por favor, façam como a musica diz: 'deixem seus problemas lá fora', e sejam o casal apaixonado que eu preciso neste palco aqui e agora? Não vai doer e acredito que vocês até podem se divertir fingindo.- olhei para Mitchell e ele deu de ombros, me posicionei novamente e vi quando Mitchell relaxou os ombros e me olhou nos olhos, senti meu coração bater mais rápido, e algo em minha expressão deve tê-lo alertado, pois ele deu um pequeno sorriso e estendeu a mão, que segurei, entrelaçando meus dedos nos dele.&lt;br /&gt;Quando acabamos, ficamos de mãos dadas no palco, enquanto Robbie dizia satisfeito que tinha sido muito bom, era só corrigir a afinação, escolher o figurino, e estaríamos prontos. Nos olhamos e soltamos nossas mãos devagar. Peguei minhas coisas para voltar para a república, e ele caminhou junto comigo, saimos do castelo, e no caminho encontramos Orion:&lt;br /&gt;- Hey Léo, achei que você fosse precisar de companhia para voltar para a república.- após o episódio entre Lenneth e Patrick, todos os garotos ficaram um pouco paranóicos e começaram a ficar por perto para que não precisássemos circular sozinhas. Sorri e antes que eu respondesse, Mitchell disse:&lt;br /&gt;- Ela já está comigo, Goulard.- Orion olhou feio para Mitchell:&lt;br /&gt;- Prefiro que a Leonora responda: Então Léo, você vai voltar comigo ou com ele?- olhei para os dois e respondi:&lt;br /&gt;- Orion, obrigada por ter  vindo, mas Mitchell e eu temos que conversar sobre o nosso dueto.- Orion assentiu e foi embora.&lt;br /&gt;Quando ele estava longe o bastante, Mitchell parou e segurou pelos braços me virando para ele, todo tenso:&lt;br /&gt;- Finn sabe que você fica dando mole para este Orion? Achei que seu gosto tivesse melhorado.- reagi:&lt;br /&gt;- Isso vindo de você que sai com alguém chamada Courtney? Me poupe, Mitchell, isso é nome de corista em fim de carreira.E eu não lhe devo satisfação.- Parei e perguntei direta:&lt;br /&gt;- Você está com ciúmes do Orion? Do Orion?&lt;br /&gt;- Você estava com ciúmes da Courtney?- ele devolveu, nos encaramos e dissemos ao mesmo tempo:&lt;br /&gt;- Claro que não /Que piada.- ficamos nos olhando e senti suas mãos relaxadas subindo e descendo pelos meus braços. Tudo o que eu queria era que ele desse só mais um passo e me beijasse, mas na hora lembrei de Finn, e baixei os olhos, e ele me soltou, só ai percebi que já estávamos próximos da minha república:&lt;br /&gt;- Nosso número será um sucesso.- comentei na falta do que dizer e ele concordou:&lt;br /&gt;- Sim, será. Leonora, eu queria que nós...&lt;br /&gt;- Aham...- virei-me quando ouvi uma voz conhecida:&lt;br /&gt;- Léo!- era Finn e estava chegando com sua mochila, se aproximou de onde eu estava com Mitchell e me abraçou, me beijando:&lt;br /&gt;- Senti saudades!- logo ele me soltou e olhou para Mitchell e estendeu a mão.&lt;br /&gt;- Olá, Mitchell. Obrigado pela mensagem.&lt;br /&gt;- Por nada, fui sincero em cada palavra.- disse apertando a mão do Finn, depois ele se virou para mim e disse:&lt;br /&gt;- Bom, agora você está segura para voltar para sua república, até os ensaios, Leonora.- e partiu. Não tive tempo de me recompor pela partida de Mitchell, quando Finn me abraçou e beijou novamente, mas tudo o que eu pensava era que queria ter tido alguns minutos a mais com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;When was the last time you thought of me?&lt;br /&gt;Or have you completely erased me from your memories?&lt;br /&gt;Cause I often think about where I went wrong&lt;br /&gt;The more I do, the less I know.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I gave you the space so you could breathe,&lt;br /&gt;I kept my distance so you would be free,&lt;br /&gt;I hope that you find the missing piece&lt;br /&gt;To bring you back to me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why don't you remember, don't you remember?&lt;br /&gt;The reason you loved me before,&lt;br /&gt;Baby please remember you used to love me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota autora: trechos da música Don’t you remember, Adele&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-3895677452828534321?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/3895677452828534321/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=3895677452828534321' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/3895677452828534321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/3895677452828534321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/11/novembro-sabado-final-da-tarde.html' title=''/><author><name>Leonora Ivashkov</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11362357318760157176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-8511759430754580667</id><published>2011-11-21T19:16:00.000-02:00</published><updated>2011-11-21T22:57:09.497-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lembranças de Lucian P. Valesti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você não me contou? – Eu perguntei, um pouco irritado. Liseria deu de ombros e passou pomada na minha mão.&lt;br /&gt;- Porque ela me pediu que não falasse nada.&lt;br /&gt;- E você iria deixa-lo batendo nela, machucando-a?&lt;br /&gt;- Lucian, por Odin, isso já acabou. Você comprou as dores dos outros, ele foi punido e eles terminaram o namoro. Simples. – Ela respondeu, irritada também.&lt;br /&gt;- Não é simples. Isso só aconteceu porque a Julie veio falar comigo. Não posso perdoar o que ele fez.&lt;br /&gt;- Lucian, querido, eu concordo com você, mas não podíamos nos meter na vida dos dois! – Liseria falou, irritada.&lt;br /&gt;- Ele podia ter feito coisas muito piores. – Eu falei, teimoso e também bem irritado.&lt;br /&gt;- Ai seria culpa da Lenneth, por não falar nada. – Ela respondeu.&lt;br /&gt;- Seria culpa nossa por não termos percebido!&lt;br /&gt;- Aí está a questão. Você não se perdoa por não ter percebido nada antes e demorado a agir. – Ela falou, incisiva e eu abri a boca para falar, mas sabia que ela estava certa.&lt;br /&gt;- Sim, eu admito. Devia ter prestado mais atenção... Ela é minha melhor amiga. – Eu falei e logo Liseria amarrou a cara.&lt;br /&gt;- Sempre ela, não?&lt;br /&gt;- Ah não, vai começar com o ciúme bobo de novo? – Eu me apressei a dizer e Liseria fechou ainda mais a cara. Ela bateu com força na minha mão e eu reclamei de dor.&lt;br /&gt;- Vá pedir para sua “melhor amiga” passar então pomada e tratar de você sempre que se machucar. – Ela falou, levantando-se e saindo.&lt;br /&gt;- Tenho certeza que ela me ajudaria e não esconderia nada de mim! – Eu falei, antes dela bater a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha brigado com Patrick, na verdade, batido nele, há uma semana. No mesmo dia, ouvindo a todos os deuses, Lenneth terminou com ele, mas eu não deixava de ficar preocupado. Patrick ainda estava recebendo detenções de Renomaru e se eu conhecia meu professor, estavam sendo rígidas. Mas Patrick merecia muito mais do que simples detenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha que me controlar sempre que o via, pois toda vez que ele passava por mim, sentia vontade de bater nele mais um pouco. Pelo menos não era só comigo, e todos os nossos amigos tinham a mesma reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, a escola voltava a sua rotina normal e nós também. Tivemos uma notícia ruim recentemente, pois o pai do Finn faleceu de repente e foi um choque para ele e até mesmo para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fora proibido de ir para o vilarejo por uma semana e apenas hoje pude voltar a trabalhar na livraria de Fer. Ela me recebeu animada e conversamos sobre tudo que aconteceu. Eu contei pra ela sobre minha briga com a Liseria e ela falou que eu estava sendo cabeça-dura, mas pelo menos concordou comigo que Liseria também. Então comecei a ouvir uma música suave, vinda do andar de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font style="font-style:italic;"&gt;Fare thee well, little broken heart&lt;br /&gt;Downcast eyes, lifetime loneliness&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Whatever walks in my heart will walk alone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constant longing for the perfect soul&lt;br /&gt;Unwashed scenery forever gone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No love left in me&lt;br /&gt;No eyes to see the heaven beside me&lt;br /&gt;My time is yet to come&lt;br /&gt;So I'll be forever yours&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Lenneth cantando. Eu havia esquecido que ela tinha aulas de canto no andar de cima da livraria. Fui até a sala onde ela tinha aula e abri a porta devagar. Eu conhecia essa música, era uma música do Nightwish. A música era muito bonita, mas era triste, falando sobre corações partidos e uma busca eterna por carinho e amor. Fiquei parado na porta observando-a e vi como ela se esforçava para cantar e como gostava disso. Percebi que seus machucados estavam sumindo, e sua beleza permanecia a mesma de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem talento, Val. – Eu falei quando ela terminou de cantar. Ela se sobressaltou um pouco e ficou vermelha por eu tê-la ouvido cantar.&lt;br /&gt;- Obrigada, mas ainda tenho muito que aprender.&lt;br /&gt;- E sua professora? – Eu perguntei, sentando-me no sofá. Ela ficou atarefada mexendo em algumas partituras e não veio falar comigo. Parecia até querer evitar meu olhar.&lt;br /&gt;- Ela já deve estar chegando, eu vim um pouco mais cedo para ensaiar essa música... Queria muito cantá-la. – Ela falou e sorriu para mim. Nesse momento, a professora dela bateu na porta e eu me desculpei e sai, deixando-as ensaiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e Liseria nos resolvemos dois dias depois. Como sempre não conseguíamos ficar muito tempo brigados, mas voltamos a discutir no mesmo dia e nos afastamos por mais um dia. Só depois de três dias da primeira briga voltamos a nos falar normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje saia mais uma edição do nosso jornal, em que fizemos a cobertura da festa de Halloween. Infelizmente, também saiu o jornal clandestino, que agora se denominava Aurora Boreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um desastre essa nova edição deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não sabíamos como eles publicavam-na, pois todas as gráficas estavam informadas de não aceitar nenhuma publicação estranha daquele jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, na mesma manhã que nosso jornal saia, ele circulava entre os alunos. Haviam comentários e colunas sem o menor controle. Falavam mal de alunos abertamente, contavam sobre casos de namoros mal resolvidos, sobre quem havia ficado com quem, sobre quem tinha sido visto se agarrando em um local do jardim. Falaram sobre Lenneth, Patrick e eu, dizendo que eu queria impedir os homens “de verdade” de colocarem suas mulheres no lugar. Falaram mal até mesmo do diretor e de vários professores. Não haviam limites alguns. E claro, houveram ataques ao nosso jornal, além da publicação de meus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Diretor mandou recolher todos os jornais e disse que quem fosse pego com um exemplar receberia detenção e punição. Mas sempre haviam novas edições escondidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos alunos fingia não ligar para o jornal novo, com medo da represaria do Instituto, mas muitos se divertiam e comentavam as matérias com escárnio e gritaria. Estava saindo do controle!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font style="font-weight:bold;"&gt;---------------------------&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font style="font-style:italic;"&gt;- Caro Derfel, que honra tê-lo conosco! – Arthur falou, a voz cheia de escárnio na voz.&lt;br /&gt;- Foi difícil encontra-los, Vossa Majestade. – Lorde Derfel falou, fazendo uma referência a contra gosto. – Mudaram os locais de reunião e não fui informado.&lt;br /&gt;- Não? Era papel do Lord Gwaine avisá-lo. – Arthur falou e olhou para Gwaine, como se brigasse com ele, mas havia diversão na voz de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derfel encarou os rostos mascarados e encapuzados. Viu o olhar de apoio de muitos de seus companheiros e soube que ainda tinha apoio ali. Mas não podia brincar com Arthur. Ele não era o líder deles a toa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há motivos para puni-lo, eu sou inteligente o bastante para encontrar os locais de reunião. – Derfel falou, jogando um exemplar do Aurora Boreal. – Vocês estão fazendo um grande trabalho, por não serem vistos.&lt;br /&gt;- Obrigado, obrigado. – Arthur riu. – Mas devemos isso tudo a meu filho, Mordred. – Ele falou e um jovem saiu das sombras à sua direita. Ele tinha um ar metido e austero, sendo digno do título que carregava. – Mordred, acho que não conhece Lorde Derfel, ele era o responsável pelas iniciações.&lt;br /&gt;- Mas amoleceu. Eu conheço sua história. – Mordred falou rindo. A temperatura da sala cresceu na mesma proporção que a tensão. Uma tocha acendeu-se do lado de Mordred, quase queimando seu rosto.&lt;br /&gt;- Eu nunca amoleço, caro Mordred. Apenas aguardo a minha hora. – Derfel falou, o desafio claro na voz. – E sei quando atacar e como defender a mim e aos meus.&lt;br /&gt;- Fico feliz que continue o mesmo.. Derfel... Mas vamos dar início às cerimônias? – Arthur falou e acenou com a mão. Três garotos, sem camisas, saíram de uma porta lateral. Seus olhos estavam vendados, mas eles caminhavam com orgulho. – Daremos boas vindas a novos irmãos essa noite, se eles se mostrarem dignos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font style="font-weight:bold;"&gt;N.A.: Forever yours, Nightwish&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-8511759430754580667?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/8511759430754580667/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=8511759430754580667' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/8511759430754580667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/8511759430754580667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/11/lembrancas-de-lucian-p.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-5705338013667232979</id><published>2011-11-20T22:34:00.001-02:00</published><updated>2011-11-20T22:34:33.316-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Novembro de 2015 - Segunda-feira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E ela não ligou de volta ou tentou visitar?&lt;br /&gt;- Pela milésima vez, não! – respondi sem paciência e Ozzy bufou do meu lado – Eu não tentei ligar pra ela como minha mãe queria, temia entrar em pânico se ela começasse a fazer perguntas.&lt;br /&gt;- É, foi provavelmente uma sábia decisão. Isso não é bom, Parvati... – ele escorregou na poltrona – Se Kat está interessada em saber seu estado de saúde, pode estar suspeitando de alguma coisa.&lt;br /&gt;- Acha que ela desconfia do que fizeram?&lt;br /&gt;- Não, não acho que ela chegou a cogitar isso, mas ela está sentindo cheiro de coisa errada.&lt;br /&gt;- Quando eu pedi a atenção de todos, isso incluía os dois sentados na platéia! – ouvimos a voz da professora Georgia nos olhando de cima do palco – Pra cá, agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamos das poltronas e nos juntamos aos outros alunos no palco. Aquele era o meu primeiro para os shows, Leo e Robbie haviam me convencido a não abandonar o grupo e depois de uma conversa com a professora, ela havia aceitado minha volta. Estávamos todos um pouco desanimados naquela segunda, o pai de Finn havia morrido no fim de semana e todos nós fomos ao enterro, mas comparecemos ao teatro assim mesmo a pedido do próprio Finn, que ficou em casa por mais uns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fico muito feliz que não estejam mais brigando, mas quando estão na minha aula exijo total atenção – ela brigou assim que pisamos no palco.&lt;br /&gt;- Estávamos ouvindo lá de baixo – Ozzy falou e assenti, embora fosse mentira.&lt;br /&gt;- Ah é mesmo? E o que o Lucian vai cantar? – ela cruzou os braços esperando a resposta.&lt;br /&gt;- Jingle Bells? – ele arriscou e todo mundo riu.&lt;br /&gt;- Muito engraçado, Sr. Lusth, mas precisamos de cantores aqui, não comediantes – ela entregou uma partitura para ele e outra pra mim – Vocês vão fazer um dueto.&lt;br /&gt;- Baby It’s Cold Outside – ele leu o titulo da música e fez uma careta – Que música é essa?&lt;br /&gt;- Como pode não conhecer essa música? – olhei pra ele incrédula, quase irritada pela estupidez.&lt;br /&gt;- Sou obrigado a conhecer todas as músicas com temática natalina?&lt;br /&gt;- Não, só os clássicos.&lt;br /&gt;- Ok, chega – ela interrompeu – Se não conhece a música, dedique-se mais aos ensaios. Robbie estará aqui no teatro em todos os seus tempos vagos para ajudar.&lt;br /&gt;- Sim, e não vou querer discussões idiotas nos meus ensaios – ele falou autoritário e ri, mas ele me encarou sério e vi que não estava brincando.&lt;br /&gt;- Os outros dois duetos serão Leonora e Mitchell, com Have Yourself A Merry Little Christmas, e Lucian e Liseria, com A Christmas To Remember. Vamos fazer também dois números com grupos, um com as meninas e outro com os meninos.&lt;br /&gt;- Todas as músicas vão ser de natal? – Oleg perguntou sacudindo a partitura e vi que tinha escrito Let It Snow nela.&lt;br /&gt;- Sim, o show vai ser na véspera das férias de natal, no clube do vilarejo. O público vai ser adulto, muitas pessoas importantes, temos que manter o clima natalino.&lt;br /&gt;- Na boate do meu pai? – Ozzy perguntou surpreso.&lt;br /&gt;- Sim, mas só o primeiro show será nela. O próximo, em fevereiro, será em Sofia – todo mundo se agitou, mas ela interrompeu a animação com um único gesto – Em janeiro falaremos dele, agora vamos falar sobre a ordem das apresentações, Dario e eu já determinamos elas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela puxou um papel da pasta e começamos a ditar a ordem em que nos apresentaríamos no show, como seria cada apresentação e a possibilidade de encaixar uma apresentação solo para Leo e eu, dependendo do tempo que todas as outras apresentações tomariam. Eram quase 21h quando ela nos liberou e os ensaios começariam, oficialmente, no dia seguinte. E eu já estava animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ººººººººº&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa escala para o ensaio com Robbie começou na terça-feira mesmo. Logo depois da aula de Alquimia Ozzy e eu fomos para o teatro. Leo estava saindo quando chegamos, tendo terminado de passar a música de sua apresentação solo, já que Mitchell também estava na Alquimia conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robbie era muito exigente, mas já estávamos acostumados com o jeito enérgico dele quando o assunto é música e não tivemos nenhum problema. Ozzy apanhou um pouco para pegar o ritmo da música, que tinha um jeito diferente de ser cantada – ele precisava começar as partes dele antes que eu terminasse as minhas – mas no fim já estava errando menos. Mais algumas horas de ensaio e estaríamos afinados para o show. O problema maior seria a coreografia, afinal, não podíamos ficar parados feito duas estátuas no palco. Essa parte ia ficar por conta da professora e já estava prevendo muitos aborrecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do teatro às 17h, depois de quase duas horas de ensaio, e Alec, Oleg e Julie estavam entrando para começarem os seus. Os dois nos cumprimentaram animados, mas Julie evitou me encarar quando passou do meu lado. Abaixei a cabeça desanimada e Ozzy percebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela vai amolecer – ele falou caminhando ao meu lado – Julie é durona, mas vai ceder.&lt;br /&gt;- Jack disse que eu preciso fazer alguma coisa, mas não sei o que. Já tentei de tudo, mas ela ainda me culpa por tudo que aconteceu.&lt;br /&gt;- Você vai encontrar um meio de se aproximarem outra vez. Confie um pouco em si mesma e tenha paciência.&lt;br /&gt;- Paciência é a palavra de ordem, não é? – bufei e ele riu.&lt;br /&gt;- Ah, Oscar, Parvati,  que bom que os encontrei – o professor Wade nos interceptou no corredor – Podem me acompanhar, por favor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhamos-nos intrigados, mas assentimos e o acompanhamos até a sala de duelos, onde aconteciam as aulas do curso. Não fazia idéia do que ele queria, será que estávamos indo mal nas aulas? Nem ele nem a professora O’Shea tinham nos dado uma avaliação negativa até agora e não estávamos mais brigando, então não conseguia imaginar qual era o problema. Quando chegamos à sala um homem estava de costas se despedindo de outra dupla das aulas, uma menina da Avalon e outra da Andrômeda. Elas saíram e ele nos mandou esperar, indo falar com o homem, que quando virou o reconheci como Dr. Martin Pace, o psicólogo que havia conversado com todas as duplas do curso quando ele começou. Eles conversaram por alguns minutos e depois se despediram. O Dr. Pace passou por nós dois nos cumprimentando e desapareceu no corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entrem, por favor – ele sinalizou para entrarmos e apontou para as duas cadeiras na sua mesa.&lt;br /&gt;- Aconteceu alguma coisa, professor? – Ozzy perguntou preocupado – Não estamos indo bem?&lt;br /&gt;- Por que o Dr. Pace ainda está conversando com as duplas? – perguntei preocupada também.&lt;br /&gt;- É exatamente sobre isso que quero conversar. O Dr. Pace ainda está aqui, porque depois da avaliação inicial que ele fez das duplas e de alguns relatórios que ele fez depois de acompanhar as aulas, algumas duplas vão continuar com as sessões.&lt;br /&gt;- E nós somos uma dessas duplas? – Ozzy tinha o tom de voz mais desanimado do mundo. Se eu tivesse conseguido dizer alguma coisa, minha voz sairia parecida.&lt;br /&gt;- Dr. Pace observou que existe um problema com confiança e isso pode atrapalhar o desenvolvimento de vocês no curso.&lt;br /&gt;- Pensei que estávamos nos saindo bem – falei cansada.&lt;br /&gt;- Vocês não estão indo mal, mas acho que podem melhorar. E enquanto não resolverem o que quer que esteja atrapalhando, não vão evoluir nas aulas.&lt;br /&gt;- Certo, e o que precisamos fazer então? Só continuar com as sessões? Quantas? – Ozzy agora soava meio desesperado.&lt;br /&gt;- Dr. Pace já consultou a grade de vocês e as consultas serão as quintas às 15h. Quantas sessões serão ou se vão ser mais de uma por semana fica a critério dele. As sessões serão aqui e começam essa semana, ele estará esperando os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assentimos e levantamos, saindo da sala. Não estava acreditando que íamos ter que fazer terapia de casal por causa do curso. Já estava começando a me arrepender de ter escolhido ser auror, mas ao menos esse ano estávamos nos entendendo. Se fosse no ano passado, eu já teria apresentado minha carta de desistência. Agora tudo que tínhamos que fazer era convencer o psicólogo de que não tínhamos problema nenhum e não estender as consultas. Ozzy era um manipulador de mentes, não podia ser difícil, não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-5705338013667232979?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/5705338013667232979/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=5705338013667232979' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/5705338013667232979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/5705338013667232979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/11/novembro-de-2015-segunda-feira-e-ela.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-6190330655715217771</id><published>2011-11-15T23:39:00.000-02:00</published><updated>2011-11-16T00:09:21.606-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tarde da noite, novembro de 2025&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eles haviam ido a um dos muito eventos da fundação que ela havia criado em apoio a crianças com câncer e suas familias. E depois de ver como estavam as suas filhas, ela entrava de volta no quarto deles, e começava a se preparar para dormir. O ritual era sempre o mesmo: ela ficava de frente para o enorme espelho, enquanto tirava os brincos das orelhas, ele se aproximava  e abria o fecho de seu vestido, e fazia isso dando-lhe beijinhos pelo pescoço, enquanto ela comentava algum assunto:&lt;br /&gt;- Ele fez um acampamento para eles, na biblioteca e agora estão lá, dormindo os três. Não sei como ele tem tanta paciência.&lt;br /&gt;- Ele quer ser o melhor avô do mundo.- ele respondeu com a voz abafada.&lt;br /&gt;- Nossas filhas o adoram e ele parece sentir o mesmo por elas,  me pergunto como isso é possível...- ela parecia mesmo considerar o que dizia, porém não perdia um movimento das mãos fortes de seu marido, enquanto ele respondia:&lt;br /&gt;- Acho que esta é forma que ele tem de tentar consertar as coisas com você.&lt;br /&gt;- O passado não volta atrás. E o jogo como foi? Quero saber dos detalhes, você tem uma nova cicatriz no braço...- ela disse alisando o braço dele:&lt;br /&gt;- Sou um atleta, algumas cicatrizes fazem parte do trabalho e não tente mudar de assunto: é impossível alguém fingir tanto afeto por duas crianças tão sapecas quanto as nossas, e ele as ama. Dê um voto de confiança a ele, da mesma forma que fez com a sua mãe.- ela suspirou e enquanto o vestido descia, os dedos dele tocavam sua pele bem devagar, e ele acariciou a lateral do seu corpo, e espalmou a mão sobre a sua barriga, enquanto seus olhos se encontravam refletidos no espelho, ele disse:&lt;br /&gt;- Nossas filhas deixaram uma cartinha para o Papai Noel...&lt;br /&gt;- Já? Mas ainda nem entramos em dezembro...- ela respondeu e ele sorriu:&lt;br /&gt;- Você sabe que até a véspera de Natal elas vão mandar outras, mas esta tem o dedo dos padrinhos delas. Robbie e Parvati sugeriram que elas precisam de um closet, afinal elas já têm idade. &lt;br /&gt;- Desde quando duas meninas de 5 anos têm idade para ter um closet? Só Robbie e Parv para terem estas idéias.- ela resmungou e ele riu, e algo em sua risada a fez virar a cabeça e olhar para cima, pois ele era bem mais alto que ela:&lt;br /&gt;-Ó céus, você disse sim!- e ele abaixou a cabeça e deu uma mordidinha em seu ombro e assoprou logo em seguida:&lt;br /&gt;- O empreiteiro vem segunda pela manhã.E você sempre disse que um closet pode salvar a vida de uma garota, bem nossas duas filhas decidiram que precisam de um.&lt;br /&gt;- Você as mima demais... Isso não é bom, vai torna-las insuportáveis.- ela já sentia suas pernas vacilando.&lt;br /&gt;- Mas vamos impor condições: elas terão que manter o lugar arrumado. &lt;br /&gt;-  Sua filhas? Duvido. São muito bagunceiras, puxaram a você.- e antes que falasse mais alguma coisa, ele disse a ela:&lt;br /&gt;- Mas quando fazem um acordo conosco, elas cumprem. Quando você ia me contar que vamos ter mais um bebê?&lt;br /&gt;- Vamos? Que eu saiba não estou grávida...&lt;br /&gt;- Bom, acho melhor darmos um jeito nisso.- começaram a rir quando ele a pegou no colo e levou para a cama. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Novembro de 2015&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sábado pela manhã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acorda, Léo, tem um dia de sol lindo lá fora batendo na sua porta.&lt;br /&gt;- Diz que ele bateu na porta errada.- resmunguei afundando a cara no travesseiro, mas Robbie era mais forte que eu, e puxou meu travesseiro:&lt;br /&gt;- Você vai se levantar e vai comigo jogar softbol, Leonora Marie. Não serei o único a fazer programa de índio nesta geleira. Eu invoco o código sagrado dos amigos.- ele disse e eu me sentei na cama, fazendo cara feia:&lt;br /&gt;- Você devia esperar Parv chegar para invocar este código.Você vai jogar softbol? Você?&lt;br /&gt;- Ela foi esperta para fugir de nós, então só tenho você.E sim, por incrivel que pareça vou jogar, o que a gente não faz para queimar um balde de pipoca com manteiga, depois de uma noitada de filmes. Acho melhor você, se arrumar e vir comigo, você comeu uma barra grande de chocolate ontem.- e apenas esta lembrança me fez pular da cama e me mexer. Mesmo que fosse para participar de um jogo, onde eu não sabia o que fazer.&lt;br /&gt;Não demorou muito e Alec, Finn, Lucian e Orion, passaram na república, e desci encontrando Lis e Lenneth, prontas. Na rua, vimos que haviam outras garotas e rapazes de outras repúblicas, indo para o mesmo lugar. Todos queriam ter algo para fazer, antes de voltar para a maratona de provas. Fomos para o campo coberto, localizado nas imediações do castelo, e Ozzy já estava lá, conversando com Craig Ollafson, e logo Mitchell e Oleg se aproximaram com outras duas garotas, da Atlantis, uma república rival. Ele acenou para nós, e retribuímos.&lt;br /&gt;- Vamos lá pessoal, vamos formar os times! – gritou Ollafson e Ozzy juntou o nosso pessoal e Craig formou um outro time e como eu e Robbie éramos os últimos, Ozzy ficou conosco a contra gosto. Mas avisou que iria nos colocar na reserva. Claro que não reclamamos.&lt;br /&gt;Bem, isso não adiantou muito, pois na sexta corrida, Lis, acabou dando mau jeito no tornozelo, então Ozzy precisava de um novo recebedor. Como eu sabia que o recebedor seria aquele que iria correr mais pelo campo, e como Robbie e eu não queriamos a posição, disputamos no pedra, papel e tesoura e ele perdeu.&lt;br /&gt;Ozzy, olhava para o placar que estava contra nós em 12 a 8, e gritava as instruções para Robbie, que sempre corria das bolas, tornando o jogo engraçado. Finn era rebatedor e Mitchell também, e  a garota que estava com ele era lançadora do time adversário, e estava toda metida dando em cima dele, de uma forma totalmente vulgar, volta e meia, se esticava de forma a encostar o corpo nele. Não percebi que rosnava, até Robbie me chamar a atenção quando correu fugindo de outra bola:&lt;br /&gt;- Pára de olhar assim, Léo, ou ela vai virar uma estátua de sal.- Não deu tempo de responder, porque Finn se aproximou, indo para sua base, se preparando para rebater um lançamento:&lt;br /&gt;- Tudo bem com você, Léo? Parece nervosa.&lt;br /&gt;- Está tudo bem, comi pouco no café da manhã. – respondi enquanto via Mitchell e a garota trocarem um beijo rápido. Finn, me abraçou, e me deu um bombom:&lt;br /&gt;- Trouxe, porque sei que você precisa de açucar pela manhã.- disse e quando fui pegar, me deu um beijinho rápido, e dei risada, dizendo que o adorava, quando ouvimos um assobio e Ozzy gritando:&lt;br /&gt;- O casalzinho aí, pode ir se largando.Lenneth, cometeu faltas e não pode jogar este tempo, Léo, você vai ser a lançadora.&lt;br /&gt;- Desculpa, Léo, não entendo muito deste jogo.- disse Lenneth, passando perto de mim e eu dei de ombros rindo:&lt;br /&gt;- Eu também não. Hey, Coach, o que eu tenho que fazer?- e Ozzy explicou o que deveria fazer e eu me posicionei na minha base, esperando a minha vez, e do outro lado do campo eu via a garota e Mitchell se provocando novamente:&lt;br /&gt;- Porque eles não vão para um quarto?- resmunguei desgostosa e Robbie, passou correndo de uma outra bola novamente, e disse:&lt;br /&gt;- Faça alguma coisa, ganhe logo este jogo, não aguento mais correr destas bolas assassinas...- ri dele e me posicionei:&lt;br /&gt;- Leonora, agora é com você, do jeito que combinamos, ok?- disse Ozzy e balancei a cabeça afirmativamente.Lancei uma bola e o recebedor deles que era o Orion, a pegou. &lt;br /&gt;- Fora!- gritou Craig, depois de pegarem meu segundo lançamento, nesta hora Courtney, a garota que estava com Mitchell, provocou:&lt;br /&gt;- Hey, Ivashkov, está com artrite? Minha avó lança melhor e mais forte que você.- ela mal terminou de falar e eu não pensei direito, lancei a bola que estava na minha mão com toda a força e acertei bem no meio do peito dela, que foi a nocaute.&lt;br /&gt;-Ooops, achei que era para lançar na segunda base. Não era isso? – vi que Mitchell correu apra ela, que estava caida no chão, se contorcendo. De repente ergui os olhos e Finn me encarava soturno, e eu disse:&lt;br /&gt;- Será que está doendo muito? Desculpa.- disse alto fingindo me desculpar, olhando para os colegas, e muitos se dividiam entre rir e ir ver o que havia acontecido com a garota.&lt;br /&gt;- Garota, você matou os gêmeos dela, e acho que ela ainda nem terminou de pagar por eles.- disse Robbie, rindo a valer. &lt;br /&gt;Como os ânimos ficaram exaltados, Alec, Oleg e Lucian, correram até Ozzy , que estava batendo boca com Craig e outros membros do time adversário e tentavam controlar a confusão que se formou.&lt;br /&gt;- Agressão a jogadores, é errado, deste jeito nós vamos embora!- gritou Craig e Ozzy, respondeu:&lt;br /&gt;- Se você vai embora, está desistindo do jogo, então meu time ganhou.- e Craig gritava que não, e Ozzy dizia que sim, enquanto Lenneth e Liséria enxugavam as lágrimas de riso.&lt;br /&gt;Courtney se levantou com a ajuda de Mitchell e ela começou a fazer voz dengosa, dizendo que queria ir embora, e se ele a levaria. Vi bem, os olhos calculistas dela e fervi por dentro. Como alguém podia ser tão dissimulada e como os homens ainda caíam nestes truques?&lt;br /&gt;Com a confusão controlada, Ozzy chamou todo mundo para irmos comer e festejar nossa vitória no softbol, e ele para me zoar, levantou um brinde pedindo vivas para “a lançadora assassina”, e todos ríamos da piada. Depois do almoço, algumas pessoas foram embora e eu aproveitei a deixa, disse ao Finn para ficar com os garotos, que eu tinha coisas chatas para fazer e Lenneth aproveitou para voltar comigo e Orion na hora disse que nos acompanharia. Nos despedimos na porta da república, e logo subi para meu quarto, com Lenneth e ela quis saber, ao me ver pensativa:&lt;br /&gt;- Léo, sei que não somos tão próximas, mas você parece precisar conversar, e como Robbie e nem Parvati estão aqui, pode falar comigo se quiser. &lt;br /&gt;Minha primeira reação seria dizer que nada me incomodava, mas me vi perguntando:&lt;br /&gt;- Alguma vez, você já teve dúvidas sobre os seus sentimentos? Ao mesmo tempo que pensa amar alguém, começa a sentir o mesmo por outra pessoa e do nada faz coisas estranhas?- e ela me respondeu:&lt;br /&gt;- Sim, também tenho sentimentos em conflito, ainda não cheguei ao ponto de tentar matar alguém com uma bola de softbol, mas já fiz coisas malucas, sim. Então sou a última pessoa que poderia te dar algum conselho, mas acho que você deve prestar atenção aos seus sentimentos e descobrir a diferença entre amor e paixão. E quando descobrir, ir atrás de quem você ama.&lt;br /&gt;- Certo...E você vai fazer isso quando?- quis saber marota e ela riu:&lt;br /&gt;- Não sou o assunto aqui, mata-peitos.- caímos na gargalhada, e começamos a comentar sobre o jogo deixando de lado aquele assunto. Tomei um banho rápido, e quando estava secando o cabelo, bateram na minha porta avisando que eu tinha visitas. Desci, e encontrei Finn, ainda usando as roupas do jogo.Seus olhos estavam assustados e ele disse rápido:&lt;br /&gt;- Léo, é o papai.Ele está no hospital, você vem comigo?&lt;br /&gt;Peguei minha bolsa e sai de mãos dadas com Finn, e enquanto esperávamos o professor Maddox, para nos levar a Sofia via chave de portal, eu o abracei, para conforta-lo, quando o soltei, vi Mitchell indo embora. Nesta hora, o professor chegou e não tive mais tempo de pensar em meus sentimentos. Agora era o momento de me concentrar em Finn, e em ajuda-lo a passar pelo que estivesse em seu caminho da melhor maneira possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-6190330655715217771?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/6190330655715217771/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=6190330655715217771' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/6190330655715217771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/6190330655715217771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/11/tarde-da-noite-novembro-de-2025-eles.html' title=''/><author><name>Leonora Ivashkov</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11362357318760157176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-4710015528186626926</id><published>2011-11-10T21:47:00.000-02:00</published><updated>2011-11-10T21:48:13.735-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lembranças de Lenneth V. Aesir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de Setembro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está excelente, garota! – Robbie falou, batendo palmas quando parou de tocar o piano. Eu respirava com dificuldade, tentando recuperar o fôlego, mas me sentia tão viva e feliz.&lt;br /&gt;- Ainda tenho muito que aprender.&lt;br /&gt;- Com certeza. Falta a você duas coisas: uma inspiração e aulas. A vontade de cantar e aprender você tem, agora precisa canalizar isso. Consegue pensar em alguma cantora ou mesmo cantor que possa te servir como inspiração?&lt;br /&gt;- Tarja Turunen. – Eu falei, após pensar por poucos segundos. Sempre admirei a voz da Tarja, a ex-vocalista da banda trouxa Nightwish e a forma como ela se entregava as suas músicas. Uma das minhas maiores lembranças musicais era justamente ouvir “Phantom of the Opera” cantado por ela ao vivo em um show. Até hoje eu fico arrepiada lembrando daquilo e como quase chorei.&lt;br /&gt;- Excelente escolha, combina com seu tom de voz e estilo. Mas é uma inspiração digna de desafio. É uma das maiores cantoras líricas da atualidade. Mas se depender de mim, você vai superá-la! – Ele falou e me abraçou alegre. Começamos a rodopiar no palco, cantarolando músicas aleatórias. Era meio que um exercício que ele fazia comigo, para treinar meu tempo musical e também lembrar de várias músicas que ele começava a cantarolar ou assobiar.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo aqui? – Ouvi alguém perguntando e nos assustamos pelo tom de voz. Patrick estava na beira do palco nos olhando como se eu estivesse tendo uma relação com Robbie. Na mesma hora o meu humor foi pro saco.&lt;br /&gt;- Cantando e ensaiando, não está vendo? – Eu respondi, meio grosseira e vi quando ele ficou mais irritado. Ele marchou até nós e me puxou pelo braço, machucando-me.&lt;br /&gt;- Está me machucando! – Eu reclamei e tentei me soltar. Robbie parecia indignado com o que via e não se movia, enquanto Patrick parecia descontrolado.&lt;br /&gt;- Já te falei que não quero você assim tão agarrada com outros e que devia esquecer isso de cantar. – Ele falou e Robbie não se segurou mais. Ele empurrou Patrick para longe de mim e se colocou entre nós dois. Patrick era mais alto que Robbie e o olhava de cima.&lt;br /&gt;- Com quem pensa que está falando? Com alguma garota qualquer? Ela é minha amiga, estamos ensaiando e vamos fazer do jeito que quisermos. E se ela tem talento e quer cantar, não vai ser você a impedi-la. – Robbie falou, enfezado e Patrick estufou o peito.&lt;br /&gt;- Por mais que você seja gay, não o quero perto da minha namorada. E essas aulas vão acabar. – Patrick falou. &lt;br /&gt;- Não vão mesmo. – Robbie teimou e Patrick o empurrou. Nessa hora eu não conseguia me mexer, amedrontada e assustada com o que via diante de mim. Então só ouvi quando alguém entrou correndo no palco.&lt;br /&gt;- Ei, ei! – Era Lucian falando. Ele empurrou Patrick com força, afastando-o de mim e de Robbie. Robbie estava pronto para continuar brigando, mas vi que relaxou quando Lucian se meteu. – O que pensa que está fazendo?&lt;br /&gt;- Isso não te diz respeito, Valesti. – Patrick respondeu entre dentes, dirigindo um olhar zangado para ele.&lt;br /&gt;- Diz sim. Mexeu com meus amigos mexeu comigo. – Ele respondeu, encarando Patrick.&lt;br /&gt;- E com a gente também. – Ouvimos mais pessoas chegando, agora eram Ozzy, Alec, Finn e Oleg que vinham até nós. Alec logo correu para Robbie. Patrick os encarou de cima abaixo e decidiu que não podia mais fazer nada e saiu andando, sem nem olhar para trás, dando uma ombrada em Lucian antes de sair.&lt;br /&gt;- Você está bem? – Lucian perguntou, preocupado. Eu percebi então que tinha sentado no chão chorando. Ele me abraçou e eu chorei em seu ombro como sempre fazia quando éramos mais novos e eu tinha medo de alguma coisa, como quando Phillip me assustava. &lt;br /&gt;- O que esse cara tá pensando que é? – Ozzy perguntou, com raiva. Eles começaram a discutir, mas quando viram que eu estava chorando pararam e ficaram calados, tentando me apoiar.&lt;br /&gt;- Lucian, leva ela para a república. Ela precisa descansar. – Robbie falou, também preocupado. &lt;br /&gt;Lucian assentiu e me ajudou a me levantar. Saí do teatro com a cabeça deitada em seu ombro e fomos andando abraçados. Aquela sensação era boa... Ele não falou nada, apenas me acalmou com tranqüilidade e carinho e eu comecei a relaxar. Mas então a dúvida nasceu dentro de mim de novo e me afastei, limpando as lágrimas. Continuamos andando em silêncio, as mãos dadas, apesar da confusão que eu sentia. Tinha vontade de beijá-lo a qualquer custo e era difícil controlar.&lt;br /&gt;- Lenneth, por que você suporta isso? – Ele enfim perguntou. Eu fiquei um tempo calada.&lt;br /&gt;- Eu gosto dele.&lt;br /&gt;- Mesmo que goste, ele está passando dos limites. Podia ter machucado você ou o Robbie. – Ele falou preocupado. A confusão em meu coração me confundia...&lt;br /&gt;- Ele só está com ciúmes...&lt;br /&gt;- Do Robbie? De mim, do Ozzy eu até entenderia. Mas o Robbie tem um relacionamento com o Alec e não esconde de ninguém. Isso está ficando doentio. É perigoso para você.&lt;br /&gt;- Isso não te diz respeito, Lucian. – Eu falei sem pensar. Ele então parou de andar e ficou um pouco atrás de mim.&lt;br /&gt;- O que disse? – Ouvi incredulidade em sua voz.&lt;br /&gt;- É o que falei. Isso não interessa a você ou a ninguém, não se meta na minha vida. – Eu soltei, mas assim que terminei de falar vi o quanto o magoei. Seus olhos ficaram vazios e tristes.&lt;br /&gt;- Como quiser. – Ele falou zangado e passou por mim, andando rapidamente. Eu fiquei um tempo parada, sem acreditar no que tinha feito. Então comecei a correr atrás dele, chamando-o, mas ele me ignorou e sumiu por uma porta, quando o alcancei, ele já tinha ido embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai! – Eu reclamei, quando Liseria puxou meu braço para ver.&lt;br /&gt;- Quanto mais reclamar, pior vai ficar. – Ela falou simplesmente. Ela começou a massagear meu antebraço, onde um roxo em forma de mão estava marcado. Eu mordi os lábios, enquanto ela passava pomada. Julie andava de um lado para o outro, bufando. Parvati e Leonora não estavam conosco, em uma reunião do jornal. Era para Liseria estar lá também, mas ela conseguiu inventar uma desculpa para ficar comigo. &lt;br /&gt;- Você não pode deixar isso ficar assim. – Ela por fim falou, encarando o roxo em meu braço.&lt;br /&gt;- Não vai acontecer de novo. – Eu respondi, mas as duas me olharam incrédulas.&lt;br /&gt;- Você tem que terminar esse namoro. Ele está passando do carinho, está virando obseção! – Lis falou indignada. Eu olhei pedindo ajuda para Julie, pois ela sabia o porquê de eu não terminar o namoro.&lt;br /&gt;- Fale ao menos para os garotos. Se eles derem uma dura nele, ele vai parar com certeza. – Julie falou e Lis concordou, mas eu balancei a cabeça negativamente.&lt;br /&gt;- Me prometam que não vão falar nada! Me prometam! Nem para o Lucian, Ozzy, Finn, Alec, Oleg ou mesmo Robbie! Nada disso deve sair daqui! – Ela começaram a protestar, mas eu balancei a cabeça novamente. – Prometam! – Por fim, elas prometeram e eu respirei aliviada. – Se isso chegar a qualquer um deles, vocês sabem que eles não vão deixar barato. Querem ver nossos amigos envolvidos em uma briga por minha causa? &lt;br /&gt;- Não. – As duas concordaram, relutantes.&lt;br /&gt;- Então nada disso deve sair daqui. – Eu completei e me deitei, olhando para o teto. O braço doía e o roxo parecia feio, mas eu não podia falar para ninguém... Depois de um tempo as duas deitaram do meu lado e começamos a conversar sobre outras coisas, como a festa de Halloween que chegaria em um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa de Halloween&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mês de Outubro tinha passado voando. E teve muitos acontecimentos.&lt;br /&gt;Continuava namorando Patrick, que depois do incidente do palco, parecia mais calmo e parecia ignorar o que tinha acontecido. Eu havia imposto um tempo entre nós e o tratava friamente, mas ele continuava sempre perto de mim, apesar de não nos falarmos ou sairmos.&lt;br /&gt;Robbie me arranjara uma professora de canto e eu tinha aula todas as segundas, quartas e sextas a noite. A professora vinha sempre para o vilarejo e nos encontrávamos para termos aula. Estava fazendo isso escondida do Patrick, em uma sala da livraria da Fer. &lt;br /&gt;Isso implicava em ver cada vez mais o Lucian... Depois daquela minha mancada, eu o procurei no dia seguinte e me desculpei. Ele me perdoou, mas vi que ainda estava magoado. Eu nunca me arrependi tanto de algo como daquele dia... Ver no rosto dele a magoa e a tristeza por algo que eu tinha feito era horrível...&lt;br /&gt;Mas haviam notícias boas! A festa de Halloween finalmente estava ganhando vida e trabalhávamos para transformar nossa república em uma casa de vampiras sanguinárias! Estava sendo divertido e o baile em si prometia ser lindo, com todas as decorações antigas e o clima antigo, misterioso, charmoso e belo do Conde Drácula, que seria vivido pelo próprio Lucian.&lt;br /&gt;Outra notícia boa tinha sido dada pelo Renomaru. Em uma das aulas do clube de Alquimia, ele estava mais feliz do que nunca e iniciou a aula anunciando que sua esposa estava grávida de 4 meses. Comemoramos com ele e quase chorei, pois sabia como isso era importante para ele, ainda mais depois de terem perdido um filho há poucos meses. Ele disse que sua esposa estava passando bem e sendo tratada e monitorada pelos melhores médicos e curandeiros que eles conheciam e por isso eles achavam que tudo daria certo. Eu esperava que realmente desse certo!&lt;br /&gt;No dia da festa, a nossa república fez um Cassino Vampiro e todos nos vestimos como vampiras sanguinárias. Eu em particular, vestia uma saia vermelha curta, uma blusa branca com decote e manchada de sangue, uma meia calça branca, além de olheiras e dentes postiços. Havia sido muito divertido amedrontar os visitantes com nossa encenação bem feita. Me diverti muito!&lt;br /&gt;Na hora do baile em si, fomos todas juntas para o salão de festa, que já estava todo decorado em clima antigo. Era lindo, e eu me peguei imaginando como Durmstrang deveria ter sido há 400 anos atrás, como todo o seu clima imponente e majestoso. E o Lucian... Ele estava maravilhoso. A roupa antiga de Conde Drácula caia perfeitamente nele e lhe dava um ar majestoso. Ele estava recebendo todos com sorrisos galantes e misteriosos, totalmente envolvido com o papel. Quando ele me recebeu e dirigiu um olhar para mim, senti minhas pernas tremerem e quase derreti. Passei rápido por ele, para não ver Liseria, pois ele a recebeu com um beijo digno de um vampiro.&lt;br /&gt;Passei a maior parte da noite conversando e dançando com meus amigos, sempre todos juntos. Acho que era uma forma de cada um ajudar o outro com relação ao Jack. Ele teria adorado aquela festa e tenho certeza que estaria fantasiado de vampiro, para atuar junto de Lucian. Já podia pensar em Jack sem querer chorar, mas sempre ficava aquela sensação de vazio...&lt;br /&gt;Eu observava Patrick às vezes, preocupada por ele tentar fazer algo. Eu estava sempre acompanhada pelos meus amigos e nenhum dos garotos me deixavam sozinha, sempre olhando feio para Patrick. Ele estava conversando com seus amigos em uma mesa distante. Eu o vi bebendo várias vezes, o que não era anormal para ele. No que ele estava se tornando?&lt;br /&gt;Eu dançava uma música animada com Alec, quando de repente senti um puxão em minha mão. Eu reclamei e tentei me soltar, mas não consegui. Vi então que era Patrick e ele começou a me arrastar para fora da pista de dança. Alec o empurrou, mas Patrick o ignorou e eu fiquei com medo, pois todos começavam a olhar. Me virei para Alec.&lt;br /&gt;- Calma, eu resolvo isso. – Ele assentiu, mas ficou nos olhando. Saí com Patrick, ainda meio arrastada. Eu consegui me soltar nos jardins, estávamos perto de uma bela árvore enfeitada com luzes laranjas e vermelhas ao lado de uma das fontes, que barrava parcialmente a visão da porta do castelo. &lt;br /&gt;- O que pensa que está fazendo? – Eu falei irritada, virando minhas costas para a árvore e encarando-o com raiva.&lt;br /&gt;- Passando o baile com a minha namorada.  Você está tão linda... – Ele falou e tentou me beijar. Eu o empurrei e ele me olhou estranho, de cima abaixo. Me senti constrangida, pois seus olhos se demoraram em meu decote e minhas pernas.&lt;br /&gt;- Cuidado, ou vai perder a namorada. Ainda não perdoei as idiotices que você fez. – Eu falei, cruzando os braços. Ele deu de ombros.&lt;br /&gt;- Não precisa perdoar, como já falei você é minha namorada. – Ele frisou o termo “minha” e eu descruzei os braços, pronta para discutir. Então, ele se aproximou rápido de mim e me empurrou contra a árvore, pressionando seu corpo junto ao meu. Ele me beijou a força. Eu tentei me afastar, mas ele era mais forte que eu. Uma de suas mãos desceu pela minha cintura e apertou minha perna com força, tentando afastá-las e subiu pela minha coxa, por baixo da minha saia. Eu entrei em desespero e tentei gritar, mas ele continuava me beijando e eu mal conseguia respirar. Sua mão subiu pela minha cintura, por dentro de minha blusa e chegou ao meu busto. Eu mordi seu lábio com força o empurrei com nojo, gritando. Dei um tapa em seu rosto, mas ele chegou a apertar meus seios com força e me machucara. &lt;br /&gt;- Você está bêbado! Estou com nojo de você. – Eu falei irritada. Ele massageou o rosto e me olhou com raiva. &lt;br /&gt;- Quem é você para bater em mim? – Ele perguntou e me segurou pelos dois braços novamente, me sacudindo. Eu gritei novamente, assustada e comecei a chorar.&lt;br /&gt;Alguém o puxou pelo ombro e quando olhei deram um soco em seu rosto e ele foi jogado para trás. Lucian estava parado do meu lado, os olhos brilhando de raiva como eu nunca tinha visto. Ele se colocou entre eu e Patrick. Alec e Ozzy também estavam com ele, correndo até nós, acompanhado por dois dos professores vestidos de serviçais. Patrick cuspiu no chão e partiu para cima de Lucian, que conseguiu desviar, mas Patrick acertou um soco em sua barriga. Então Ozzy já estava perto da gente e deu outro soco em Patrick, enquanto Alec o empurrou com força.&lt;br /&gt;- Chega! – Um dos professores, pela voz identifiquei como Maddox, falou separando todos os garotos com um feitiço.  – Lokmov, detenção a partir de amanhã comigo. Os demais vou deixar voltarem para a festa, mas sem confusões!&lt;br /&gt;O outro professor mascarado, acompanhou Patrick na direção de sua república. Maddox olhou para mim e perguntou se eu estava bem. Eu disse que sim. Lucian massageava a barriga e eu o abracei, preocupada com ele e agradecendo. Ele se ofereceu para me acompanhar até a república, mas eu disse que não, ele era o anfitrião da festa. Ele teimou, mas para minha sorte Julie apareceu e eu fui com ela.&lt;br /&gt;Eu estava assustada. Eu estava apavorada na verdade... Não acredito no que Patrick tinha tentado fazer. Meus seios doíam e eu sentia asco de pensar que ele os tocara. Sentia nojo ao pensar no que ele queria fazer... Eu tinha certeza que ninguém vira o que ele tentara e na confusão da briga, ninguém reparou em minha roupa amassada. Mesmo que o Lucian tenha sido rápido, ele não viu a tentativa do Patrick, se não o próprio Maddox teria expulsado-o ali mesmo... Eu tinha medo até de falar isso para Julie, com medo das implicações disso tudo.&lt;br /&gt;Chegando na república que eu reparei como o pulso e o braço doíam, além do meu seio... Notei com terror que meu sutiã tinha sido rasgado... Mas o pior era a humilhação, o medo... Julie me ajudou e eu troquei de roupa, indo me deitar. Ela arregalou os olhos para as manchas no pulso e principalmente no seio e na coxa, mas eu não disse nada e ela se calou. Ela esperou até eu dormir, sentada do lado da minha cama. Eu estava chorando, me sentindo fraca... Não podia mais ter nada com o Patrick, não depois de hoje. Eu tinha medo dele agora... Se ele fizera aquilo tão perto de todos, o que não tentaria em outra ocasião? E se Lucian e os outros não tivessem chegado? Eu tremia só de pensar.&lt;br /&gt;Adormeci pensando nisso, mas principalmente em Lucian, que mesmo vestido de Drácula parecia um cavaleiro medieval, salvando-me como nas histórias que ele me contava quando criança. Adormeci lembrando da balada de Beren e Luthien, a favorita de nós dois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lucian, quero falar com você. – Julie falou assim que Lucian atendeu a porta. Era de manhã cedo, um dia após a festa de Halloween. Julie acordara cedo e foi logo para a Kratos, procurar por Lucian.&lt;br /&gt;Eles eram amigos há muito tempo e sabia que ele sempre acordava cedo. Hoje estava um pouco cansado, pois ficara até tarde atuando como o Conde e namorando com Liseria. &lt;br /&gt;- Pode falar, aconteceu algo? – Ele perguntou, esfregando os olhos.&lt;br /&gt;- A Lenneth vai me odiar. Mas prefiro ser perjura do que continuar vendo minha amiga sofrer e ter medo. – Ela falou e contou para Lucian sobre os machucados e agressões. Os olhos de Lucian iam se arregalando e adquirindo um brilho raivoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia que horas eram. Mas já era de manhã e devia ser cedo, pois o quarto estava silencioso.&lt;br /&gt;Percebi então que havia alguém sentada em minha cama e me sobressaltei, apoiando-me em meus cotovelos, então ouvi uma voz calma e relaxei, deitando-me lentamente.&lt;br /&gt;- Calma sou eu. – Era Lucian e sua voz era serena, mas marcada de preocupação. Ele estava sentado ao meu lado na minha cama e passava a mão em meus cabelos. Seus olhos desceram pelo meu corpo, parando no roxo em minha coxa. Ele me olhou nos olhos sem falar mais nada. Então ele pegou meu braço com delicadeza e olhou meu pulso machucado. Eu tentei afastar, mas ele resistiu, sem me machucar e olhou para a marca intensa.&lt;br /&gt;- Onde mais? – Ele perguntou, simples e friamente.&lt;br /&gt;Eu não disse nada, mas puxei o meu cabelo de lado e mostrei o roxo no braço. Ele apertou os lábios. Ele acariciou meu rosto e percebi como se controlava. Então eu me toquei que estava de camisola e me cobri com o lençol. Mas ele sabia da outra marca também. Eu sabia que ele tinha visto, pois enquanto estava apoiada em meu braço, ele a viu, já que a camisola era leve e fina. Eu senti uma sensação estranha com isso, que misturava nervoso, mas também ansiedade...&lt;br /&gt;Ele então se levantou e vi que Julie estava em pé perto da porta.&lt;br /&gt;- Cuide dela. – Ele falou e saiu pela porta rapidamente. Eu me levantei para ir atrás dele, mas Julie me segurou e me olhou séria.&lt;br /&gt;- Deixa isso com ele. &lt;br /&gt;Eu tentei discutir, mas ela foi irreversível e me obrigou a voltar para a cama. Mas era impossível dormir, sem saber o que aconteceria. Lucian não perdoaria Patrick pelo que tinha feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julie só me deixou sair da república na hora do café da manhã, por volta das 10. Então descobrimos o que aconteceu.&lt;br /&gt;Lucian invadiu a república do Patrick e o tirou de lá a força, jogando-o no chão do pátio das repúblicas. Os garotos da república diziam que deixaram Lucian entrar, pois ele sempre foi bondoso com todos, mas assim que ele chegou no quarto de Patrick, o tirou da cama a pontapés e empurrões. Acho que adivinhando alguma coisa, Ozzy e Finn estavam por perto e viram quando tudo aconteceu. Disseram que Patrick estava zonzo de sono e de ressaca e mal podia revidar. Lucian o xingou de várias coisas e o acusou de bater em mulheres, chamando-o de covarde. Ele disse que se queria se impor e bater, porque não batia nele, em vez de ficar machucando pessoas indefesas. Ozzy e Finn o seguravam, enquanto outros garotos ajudavam Patrick a se manter em pé. Ele tinha um olho inchado do soco de Lucian e de Ozzy na noite anterior e tossia, devido a um soco que levou na barriga agora de manhã, quando Lucian o acordou.&lt;br /&gt;A confusão só terminou quando os professores chegaram. Por sorte foi o Renomaru. Ele separou a briga com um olhar sério e deu uma bronca em Lucian. Reno, porém, perguntou ao redor e Ozzy confirmou as acusações de Lucian. Reno ficou enraivecido, mas não podia proteger ninguém. Ele mandou que levassem Patrick para a enfermaria e que ele estava proibido de sair de sua república por dois dias, a não ser para aulas. Ele receberia detenção com Maddox e com o próprio Reno por um mês. Lucian também seria punido e ficaria por duas semanas impedido de ir para a vila, apesar de ter livre acesso aos terrenos do castelo e república. Ele faria detenção com a professora Mira por 3 semanas.&lt;br /&gt;Eu tinha que dar um ponto final naquilo tudo.&lt;br /&gt;Procurei Patrick na enfermaria e ele sorriu ao me ver, como se nada tivesse acontecido. Fiquei longe dele, os braços cruzados, pois ele estava sentado na maca.&lt;br /&gt;- Que bom que veio me ver. – Ele começou, mas eu o cortei.&lt;br /&gt;- Acabou Patrick, não sou mais nem sua namorada, nem sua amiga. Quero que esqueça que eu existo. – Eu falei fria, agora com raiva dele. Seus olhos se arregalaram.&lt;br /&gt;- Não estou entendendo.&lt;br /&gt;- Não se faça de burro. Você é um idiota, mas não burro. Acabou. – Eu falei e ele tentou se levantar. Eu o empurrei de volta para a maca, sem me importar com seus machucados. – E se você se aproximar novamente de mim, se me tocar outra vez. – Eu falei, fechando os braços ao redor dos meus seios. – Eu juro que acabo com você. Vou denunciá-lo por abuso e tentativa de estupro. &lt;br /&gt;Eu virei as costas sem mais falar nada e não olhei para trás.&lt;br /&gt;Não acho que tenha sido um erro namorar o Patrick, pois eu precisava dar chances a outras pessoas. Mas foi um erro grave continuar com ele quando ele começou a se tornar possessivo... Isso tudo só servira para me deixar amedrontada perto dele... E nos últimos dias fortalecer o que eu sentia pelo Lucian... &lt;br /&gt;O sentimento era puro e singelo, mas o desejo por ele crescia cada vez mais... Uma parte de mim dizia que eu teria deixado as mãos do Lucian me tocarem... Que eu faria tudo por ele... E que eu adoraria que ele fizesse isso...&lt;br /&gt;E essa parte era cada vez mais forte, ameaçando ganhar da razão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E eu não podia deixar isso acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-4710015528186626926?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/4710015528186626926/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=4710015528186626926' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4710015528186626926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4710015528186626926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/11/lembrancas-de-lenneth-v.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-1395938791164062602</id><published>2011-11-09T11:40:00.001-02:00</published><updated>2011-11-09T11:40:46.449-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Um de nós devia ir com você – Robbie falava andando de um lado pro outro enquanto eu arrumava a mochila – Eu posso ir, não tenho planos pro fim de semana.&lt;br /&gt;- Não preciso de babá 24h por dia – disse rindo - Eu vou ficar bem, não vai acontecer nada.&lt;br /&gt;- Ah, então você também começou a ver o futuro? – disse debochado e Leo revirou os olhos.&lt;br /&gt;- Robbie, pare com isso! – ela disse atirando uma almofada nele – Parvati não é demente e já provou que não é mais suicida, dê um voto de confiança e deixe-a ir pra casa sozinha.&lt;br /&gt;- Obrigada! – sorri jogando a mochila nas costas e dei um beijo na bochecha dele – Se sair agora pego o trem de 17h e estarei em casa antes das 21h. Boa reunião no jornal, vejo vocês domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai da Atena junto com as alunas que também já não tinham mais obrigações naquela sexta-feira e seguimos para a estação de trem do vilarejo. Muitos alunos de outras repúblicas já estavam lá, comprando seus bilhetes e ansiosos para chegar em suas casas. O trem sairia às 17h em ponto levando também muitos moradores da região para Sofia e me misturei a eles na hora do embarque, procurando um vagão com desconhecidos para fazer a viagem. Já conseguia manter a concentração e ao mesmo tempo conversar com alguém, mas era muito menos trabalhoso se fizesse isso em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem as paradas que sempre acontecem na viagem das 21h, o trajeto até Sofia durou apenas três horas. Às 20h em ponto o trem parou na estação e as pessoas começaram a desembarcar. O motorista da minha mãe ia me buscar só meia hora mais tarde, então sai da estação sozinha. A praça da cidade estava apinhada de gente, acontecia algum tipo de festa. Não era nenhuma festa oficial, senão minha mãe teria me avisado, mas ainda assim era uma comemoração. Avistei um banco vazio próximo a estação e comecei a caminhar até lá, mas um carro passou a toda velocidade e quase me atropelou na calçada. O motorista vinha com a mão colada na buzina enquanto gritava e o barulho ensurdecedor dos gritos e vivas que acompanharam o carro tirou toda a minha concentração e aquilo foi o que bastou. Um segundo de falta de atenção e o pensamento de todas as pessoas na praça invadiram minha mente. Minha cabeça começou a girar e explodiu em dor. Passei a mão no rosto e vi que meu nariz estava sangrando. Então tudo ficou escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ºººººººººº&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Uma aglomeração se formou em volta do corpo caído na calçada. Um homem em um terno preto abriu espaço entre as pessoas e tentou reanimar a menina, sem sucesso. Sua expressão era de puro pavor. Ele pedia para as pessoas abrirem espaço e a deixarem respirar, mas ninguém obedecia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, ela precisa respirar! – ele gesticulava para a multidão, que se aglomerava cada vez mais – Senhorita Karev? Está me ouvindo?&lt;br /&gt;- Karev? – alguém falou atrás dele – É a filha da prefeita!&lt;br /&gt;- Saiam da frente! – uma mulher empurrou dois garotos e agachou ao lado do homem – Sou médica.&lt;br /&gt;- Ela desmaiou, eu acho. Não vi o que aconteceu! Quando cheguei para buscá-la ela estava caída no chão. Ah meu Deus, olha quanto sangue!&lt;br /&gt;- Calma, ela está respirando, só está desmaiada. O sangue é porque ela bateu a cabeça no chão, mas vai sobreviver. Você tem carro? – ele assentiu – Então a carregue até ele, vamos levá-la ao hospital. Ela precisa de uma tomografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem obedeceu e pegou a garota no colo com cuidado. A mulher ia abrindo caminho entre as pessoas sem nenhuma delicadeza e eles atravessaram a praça até onde seu carro estava estacionado. Era dia de jogo do time da cidade e o transito estava uma confusão, mas chegaram ao Hospital Geral de Sofia dez minutos depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dra. Lusth? – a enfermeira que estava na recepção se espantou – Pensei que tinha ido embora. Seu plantão não acabou?&lt;br /&gt;- Voltei rapidinho, você não me viu aqui – ela indicou o homem com a garota nos braços – Ela bateu a cabeça no chão e está sangrando, coloque-a num quarto e chame o Dr. Karev.&lt;br /&gt;- Não é melhor chamar um interno? Parece bem simples, ela provavelmente só vai precisar de uma tomografia – a enfermeira correu para indicar o caminho ao homem, checando o pulso da menina.&lt;br /&gt;- É a filha dele, acho que vai querer chamá-lo – e a enfermeira arregalou o olho e correu para o telefone.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ºººººººººº&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parv? – ouvi uma voz de criança me chamando – Parv? Você acordou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri os olhos devagar e um par de olhos verdes me encarava muito perto. Saltei assustada e Mason pulou pro outro lado da cama, gritando. Consegui regular a respiração outra vez e forcei um sorriso que o fez se acalmar, mas ainda estava assustada. Mason era meu primo de seis anos, filho de uma das irmãs de meu pai, e ele era uma cópia fiel de Jack. Todos na minha família tinham alguma semelhança, muitos primos se pareciam, mas as semelhanças entre Mason e Jack sempre foram um pouco assustadoras. Estiquei os braços ainda sorrindo e ele se aproximou, me abraçando. Ele sempre foi meu xodó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe, mas você me assustou – disse beijando sua bochecha e ele beijou a minha – O que está fazendo aqui? Alias, onde eu estou?&lt;br /&gt;- No hospital. Você bateu a cabeça no chão e desmaiou. &lt;br /&gt;- Não me lembro disso. E o que você faz aqui?&lt;br /&gt;- Mamãe e papai viajaram, foram esquiar na Suíça. Estou na sua casa até eles voltarem.&lt;br /&gt;- Parvati! – mamãe entrou no quarto com o rosto pálido, mas sorriu quando viu que estava acordada – Meu Deus, que susto que nos deu!&lt;br /&gt;- Como você está sentindo? – papai entrou logo depois dela e pousou a mão em minha cabeça, sorrindo também.&lt;br /&gt;- Um pouco de dor de cabeça. Não lembro de ter batido a cabeça no chão, mas lembro de me sentir tonta.&lt;br /&gt;- Você deve ter desmaiado e quando caiu, bateu a cabeça. Isso tem acontecido com freqüência? &lt;br /&gt;- Não, nunca desmaiei na escola – não era mentira, mas também não era toda verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que não podia contar a verdade a eles sem que me internassem outra vez. E tinha certeza que daquela vez eles iriam me colocar em uma camisa de força. Papai disse que não haviam encontrado nada na minha tomografia e que já podia ir para casa. Ele assinou minha alta e mamãe levou Mason e eu embora. Meu primo foi o caminho todo contando o que tinha feito desde que seus pais o deixaram com os meus e tentava ao máximo acompanhar as histórias, mas minha cabeça ainda doía muito e tudo que eu queria era deitar na minha cama e só acordar no dia seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ºººººººººº&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormi instantaneamente quando deitei a cabeça no meu travesseiro, a primeira noite sem ouvir o sonho alheio, algo que sempre acontecia dividindo o quarto com mais quatro meninas. Não tinha uma noite tranqüila de sono desde que havia voltado para a escola, então quando acordei na manhã seguinte estava me sentindo leve e relaxada. Mason estava mais uma vez me olhando de perto, mas não me assustei. Ele pulou pra cima da cama quando viu que tinha acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você precisa parar de fazer isso – disse lhe dando um beijo de bom dia.&lt;br /&gt;- Você saiu no jornal – e me entregou um exemplar do jornal do dia, com uma notinha pequena contando que a filha da prefeita havia desmaiado no meio da rua.&lt;br /&gt;- Ah que ótimo, me reconheceram – bufei e atirei o jornal no chão.&lt;br /&gt;- Tia Karen precisou sair e tio Demetri já foi pro hospital. Você me leva no parque?&lt;br /&gt;- Seus seguranças precisam ir?&lt;br /&gt;- Mamãe diz que não posso sair sem eles.&lt;br /&gt;- Tudo bem, vamos lá. Posso fingir que não tem ninguém nos seguindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei da cama e fui tomar banho para sair com Mason. A irmã do meu pai, tia Amélia, era uma atriz no mundo trouxa mesmo sendo bruxa. Já tinha feito vários filmes e era constantemente seguida por paparazzis, assim como seu marido e Mason. Ela tinha verdadeiro pavor de expor ele à confusão que era sua vida, então nunca o deixava sair com quem quer que fosse sem que ao menos um de seus seguranças particulares estivesse junto. Então quando finalmente fiquei pronta e saímos para o quintal, um armário estava parado do lado da porta pronto para nos acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parquinho que Mason gostava de brincar não era longe da minha casa. Estava cheio de crianças naquela manhã e sentei no gramado, mais afastada, enquanto ele corria pros brinquedos. Ele finalmente cansou uma hora depois e sentou do meu lado. O segurança veio atrás dele, mas se manteve distante o bastante para não ouvir o que conversássemos, mas perto o suficiente para protegê-lo se fosse preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você não foi brincar comigo? Você sempre brinca no balanço.&lt;br /&gt;- Se eu contar uma coisa, você guarda segredo? – ele fez que sim com a cabeça, ansioso – Ninguém pode saber.&lt;br /&gt;- Não vou contar pra ninguém, eu juro.&lt;br /&gt;- Eu posso ouvir o que as pessoas pensam e isso é ruim, porque eu não sei como impedir. Não posso ficar no meio de muita gente senão minha cabeça dói.&lt;br /&gt;- Foi por isso que você desmaiou ontem? – fiz que sim e ele fez uma cara de sábio que me fez rir – Por que você não foge pro seu lugar especial pra não ouvir as vozes?&lt;br /&gt;- Lugar especial?&lt;br /&gt;- É, como quando a família fica me olhando como se eu fosse o Jack, como se quisessem que eu fosse ele – sua voz ficou triste e tive que controlar a vontade de abraçá-lo – Isso me incomoda, então eu imagino que estou em outro lugar e não escuto mais ninguém falando ou me encarando. Sempre vou pra casa do lago do vovô. Por que você não tenta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri para ele e concordei em tentar, afinal, não tinha nada a perder. A casa do lago do vovô era o lugar onde eu sempre passava boa parte das férias na infância, com todos os meus primos. Era só ele e a vovó cuidando de uma verdadeira tropa, mas eles nunca se incomodaram ou tiveram problemas. Éramos muitos e bagunceiros, mas obedientes. Não íamos lá desde a morte do vovô, há dois anos, mas só tinha lembranças boas daquela época, então quando fechei os olhos a primeira imagem que vi a velha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma casa simples. Ela era toda feita de madeira e tinha dois andares, com quatro quartos espalhados na parte de cima. Uma era do vovô e da vovó e os outros eram cheios de beliches, para acomodar todos os netos. No andar de baixo tinha uma mesa enorme que acomodava todos, a cozinha onde vovó fazia as coisas mais gostosas do mundo e uma lareira, que era sempre acessa de noite para aquecer a casa. Relaxei mais e vi vovó na varanda, com uma Alexis de 4 anos no colo. Olhei para o quintal e vi minha versão de 6 anos passar correndo usando um maiô, com Julie e Jack também com roupas de banho correndo comigo. Nós três gritávamos enlouquecidos e corremos para o deque, mas ninguém sabia nadar e paramos na beirada. Vovô nos alcançou e pegou os três no colo com uma braçada só, nos fazendo cócegas. Riamos tanto que meu rosto ficou molhado de lágrimas. Vovó gritou da varanda que o lanche estava pronto e os netos começaram a aparecer de todos os lados, todos correndo para dentro da casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri os olhos e a imagem sumiu, mas não ouvia mais nada. O parque estava em silêncio. Os únicos sons eram a das crianças brincando, dos balanços indo de um lado pro outro e alguns poucos carros que passavam na rua. Nenhum pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Funcionou? – Mason me encarava curioso.&lt;br /&gt;- Você é um gênio – agarrei seu rosto e beijei sua bochecha – Vamos, vou comprar o maior sorvete que tiver na cidade, você merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamos da grama e Mason segurou minha mão enquanto atravessávamos o parquinho na direção da sorveteria da cidade. Ele escolheu o sorvete que queria e comprei um pra mim também antes de voltarmos para casa. Mamãe já tinha voltado quando chegamos e reclamou que o sorvete ia estragar o almoço, mas não parecia realmente braba. Abracei-a feliz e ela retribuiu o abraço. Lembrei-me do que Alexis tinha dito, sobre cuidar dela. Mamãe estava sempre pálida desde o acidente, mas era a primeira vez que a via sorrir de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Katarina passou aqui para lhe visitar, mas estava na rua com Mason. Pediu para deixar um abraço, mas não vai poder voltar mais tarde, tem uma viagem marcada com o noivo – mamãe falou enquanto nos acomodávamos na mesa para o almoço.&lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;- Dra. Lusth, quem socorreu você na rua e a levou direto ao seu pai. Você não a conhece? Conhece seu irmão, Oscar, estudam juntos. Sei que não se gostam muito.&lt;br /&gt;- Ah, ela – fui tomada por um pânico repentino, mas consegui disfarçar – Não sabia que ela era médica e que tinha me resgatado ontem.&lt;br /&gt;- Ela é uma excelente médica, trabalha com seu pai há anos. Devia ligar para ela, agradecer por ontem. Ela estava preocupada quando veio aqui.&lt;br /&gt;- Sim, vou ligar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe ficou satisfeita e mudou de assunto, passando a falar sobre planos para um passeio em família à noite, quando papai chegasse do hospital. Eu sorria e concordava com tudo que ela dizia, mas minha mente já estava longe. Por que Katarina havia voltado para me ver hoje? Se ela era uma médica tão boa quanto minha mãe diz, saberia que não aconteceu nada demais e que eu estava bem, podia ter apenas ligado, afinal, tínhamos nos conhecido há apenas duas semanas e não éramos tão próximas assim. Se ela se deu ao trabalho de vir até aqui esperando me ver, era porque desconfiava de alguma coisa. Precisava avisar Ozzy o mais rápido possível, mas algo me dizia que não íamos conseguir manter o segredo por muito mais tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-1395938791164062602?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/1395938791164062602/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=1395938791164062602' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/1395938791164062602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/1395938791164062602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/11/um-de-nos-devia-ir-com-voce-robbie.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-971762230786055676</id><published>2011-10-30T23:03:00.000-02:00</published><updated>2011-10-30T23:05:36.271-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sábado, 31 de Outubro de 2015&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como estou? – Leo virou a cabeça pra trás, mostrando as presas de vampiro falsas.&lt;br /&gt;- Está torto – respondi rindo – Ainda não acredito que vamos mesmo fazer parte disso.&lt;br /&gt;- Nem eu, mas se vestir de crupiê vampira não é tão ruim assim, vai – Leo arrumou a presa torta e se afastou do espelho – Pronto, vamos logo. Quanto mais rápido acabarmos com isso, mais cedo chegamos na festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei o estojo de maquiagem que tinha no colo e descemos as escadas para nos juntarmos as outras meninas. Nossa rapública tinha escolhido o tema Cassino Vampiro, então havíamos transformado nossa sala em um cassino digno de Las Vegas, misturado com muito sangue falso e caixões. Com as luzes apagadas era um pouco intimidador, mas o que realmente contava eram as representações. Cada uma tinha seu papel e quando os outros alunos começaram a chegar, a encenação começou. No início não achei que iam realmente se assustar, mas quando Liseria agarrou uma menina do 2º ano e fez menção de morder seu pescoço, ela deu um grito tão apavorado que todas as minhas incertezas evaporaram. No fim, tive que adimitir que foi divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai da Atena duas horas depois, quando as atividades nas casas mal-assombradas terminaram. Elas abriram às 19h, duas horas antes da festa no salão principal, para todos terem tempo de explorá-las e ainda assim não perder a festa. A caminhada dos alunos do 6º e 7º ano das repúblicas até o salão principal parecia um circo dos horrores. Tinham as crupiês vampiras da Atena, os zumbis da Kratos, as múmias da Osíris, carrascos da Spartacus e muitas outras bizarrices. Robbie nos alcançou a meio caminho do castelo, arrumando suas ataduras de múmia que já começavam a se desfazer. Alec vinha ao seu lado com uma maquiagem de zumbi tão perfeita que me deu arrepio. Os outros meninos da Kratos iam logo à frente e andavam se arrastando, fazendo da caminhada uma cena de um filme sobre o apocalipse zumbi. Jack adorava esse tipo de filme, não pude deixar de ficar triste em pensar no quanto ele ia gostar de fazer parte daquela brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei ao salão vi os professores tendo uma reunião. Eles seriam os encarregados de manter a ordem da festa e estavam vestidos de acordo com o tema. Cinco estavam vestidos como criados, quatro foram vestidos como um lacaio de carruagem e quatro estavam vestidos como aristocratas. Cada um ficaria posicionado em áreas de acordo com suas fantasias. Os aristocratas iam patrulhar a pista de dança e os servos o resto do salão, enquanto os lacaios ficariam no jardim de olho em qualquer casal que deixar o salão para visitar o jardim. Todos devidamente mascarados, era dificil dizer quem cuidada do que, embora eu duvidasse que a professora Mesic estivesse vestida como uma lacaia. Eles também estavam encarregados de distribuir máscaras aos alunos mais desligados que chegassem ao salão sem a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia cadeiras que pareciam ter sido tiradas do próprio castelo do Drácula, pufes e sofás e um lustre de cristal lindo sobre a pista de dança. As mesas estavam cobertas de toalhas de aspecto antigo com cortinas de renda branca sobre elas. Cada uma comportava até oito pessoas e estavam arrumadas com pratos de porcelana para o jantar, taças de cristal e talheres de ouro. No meio de cada mesa havia um vidro com rosas como centro de mesa. Havia uma vitrola antiga em um canto tocando música clássica, mas também um espaço reservado para o DJ tocar música popular após o jantar. Parecia que Durmstrang tinha desenterrado seu passado e o reunido no salão principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida seria servida em estilo buffet. Havia assado de carne, de frango e costela, batata gratinada, legumes misturados e muito pão francês. Havia sodas, espumantes, um ponche delicioso feito a partir de água de gilly e limonada para beber. Conforme os alunos iam chegando, o professores vestido como servos os sentavam nas mesas na ordem em que chegavam. Só depois de sentados eles poderiam levantar e com seus pratos entrar na fila para o buffet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mal reconheci o diretor quando ele caminhou até o pódio. Estava vestido com uma roupa linda de cavaleiro do século 17 completa, com uma máscara que tinha uma pluma de avestruz escandalosamente longa. Ele circulava pelas mesas satisfeito com o resultado do trabalho do grêmio e parecia estar gostando do estilo de festa que foi criado. Embora a maioria dos alunos mais novos chegasse no salão esbaforidos e assustados depois da visita às repúblicas, o clima no baile não poderia ser melhor. Uma festa divertida e comportada, como há muito tempo Durmstrang nao via. Lucian também chegou cedo ao salão. Como estaria interpretando o anfritrião da festa, foi liberado de ter que se fantasiar de zumbi. Ele estava vestido como Conde Drácula e recebia os alunos junto do diretor, dando as boas vindas à sua casa com as presas sujas de sangue artificial à mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do jantar, e de alguns casais mais desinibidos arriscarem alguns passos de valsa ao som da música classica, todo mundo voltou para o século 21 quando o DJ começou a tocar música atual. Todos tiraram suas máscaras e a festa começou de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ººººººº&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era quase meia noite, mas a festa ainda não dava indícios que que ia terminar. Apesar da comida ter sido quase toda devorada, ainda tinha muita bebida e disposição do DJ, então a pista de dança continuava fervendo. Eu já estava jogada na mesa, exausta. Com um salto alto que acabou com os meus pés depois de muito dançar e o excesso de alcool que havia me tirado o poder da concentração, já não estava mais conseguindo impedir que uma onda de pensamentos invadissem minha mente. Leo e Robbie ainda resistiam bravamente na pista, ela dançando animada com Finn e ele com Alec e Lenneth. A energia deles estava me esgotando. Ainda não estava a ponto de desmaiar, talvez o alcool tenha cooperado para isso, mas já estava com uma dor de cabeça insuportável, então enchi minha taça mais uma vez e levantei da mesa, saindo em direção aos jardins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos casais ocupavam os bancos do lado de fora, mas os quatro professores encarregados da vigilância externa estavam atentos. Agora que estavam sem as máscaras, via que os lacaios eram Mira Sakharov, Maddox, Marko Skoblar e Georgia Yelchin. Os quatro estavam conversando animados no canto do pátio, mas apesar da conversa parecer estar bastante divertida, mantinham os olhos bem abertos e não perdiam ninguém de vista. Eles estavam fazendo um pouco de vista grossa para os alunos do 7º ano, afinal, todos eram maiores de idade, mas os outros não estavam tendo folga. Passei por eles os cumprimentando com um aceno e caminhei até o lado mais afastado, onde os bancos ainda estavam vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A confusão na minha cabeça já estava bem menor quando sentei afastada das pessoas, mas quando olhei para meu lado direito, na direção do lago congelado, achei que já era tarde demais e tinha ficado louca. Parado a alguns metros de distância, ainda com as roupas do dia do acidente, Jack fitava a entrada do castelo com um sorriso saudoso no rosto. Levantei lentamente, certa de que estava vendo coisas e que aquilo era culpa do alcool, mas então ele me viu. Sentei outra vez, sentindo que estava entrando em estado de choque vendo ele caminhar na minha direção. Em um instante ele estava parado na minha frente, a poucos centímetros de distância, e meu coração estava disparado e meu rosto molhado de lágrimas sem eu nem ao menos ter percebido que chorava. Não sabia o que fazer. Devia falar com ele ou desmaiar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como? – foi tudo que conseguir dizer, depois de um longo tempo o encarando.&lt;br /&gt;- É Halloween. O véu entre os mundos fica mais fino, é a noite em que nós, fantasmas, podemos nos comunicar com os vivos – ele respondeu sorrindo, mas eu ainda não conseguia formar sentenças – Estava me perguntando se em algum momento você ficaria sozinha.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Porque você ia parecer maluca falando sozinha no meio do salão – ele riu, a mesma risada que eu lembrava – Ninguém mais pode me ver, só você.&lt;br /&gt;- Sinto muito. Devia ter deixado você dirigir – dessa vez as lágrimas que cairam foram sentidas – É minha culpa você e Alexis não estarem aqui.&lt;br /&gt;- O que aconteceu foi um acidente e já é hora de você parar de se culpar. Alexis e eu estamos bem, é com você que nos preocupamos. Muita coisa mudou, Parv. Você ganhou uma segunda chance, precisa provar que a mereceu.&lt;br /&gt;- Se estiver falando do Ozzy, não estamos mais brigando.&lt;br /&gt;- Não estou falando só dele. Você e Julie ainda não estão se falando. Ela sente falta de você, mesmo que brigassem na maioria das vezes. Sente falta da família por perto em Durmstrang.&lt;br /&gt;- Ela também me culpa pelo acidente, como seus pais.&lt;br /&gt;- Ninguém a culpa. Eles estavam ainda muito abalados, algumas coisas podem ter sido ditas sem pensar, mas ninguém realmente acha que a culpa foi sua.&lt;br /&gt;- Como eu conserto as coisas com ela?&lt;br /&gt;- Isso você terá que descobrir sozinha. Houve um tempo que vocês eram amigas, mas cresceram e as diferenças foram ficando mais evidentes. Talvez se pudesse lembrar como era aquela época... – Jack olhou para trás de repente e olhei por cima do seu ombro, mas não vi anda – Preciso ir. Alexis está me chamando.&lt;br /&gt;- Ela está aqui? Por que não a vejo?&lt;br /&gt;- Só podemos falar com uma pessoa, ela precisava encontrar Edgar.&lt;br /&gt;- Você não falou com a Julie?&lt;br /&gt;- Julie já seguiu em frente, minha aparição só a faria regredir – ele olhou para o lado agora e senti como se mais alguém estivesse ali. Ele sorriu e me encarou – Alexis quer que você faça um favor a ela. Tem uma caixa de madeira embaixo de sua cama e deve dar ela a Edgar. Quer também que você cuide da sua mãe, ela precisa de você. Ah, e ela está dizendo que sente sua falta.&lt;br /&gt;- Também sinto sua falta, maninha. Você não imagina o quanto. Pode deixar que vou entregar a caixa a ele.&lt;br /&gt;- Agora precisamos ir, nosso tempo está acabando.&lt;br /&gt;- Vou vê-lo outra vez?&lt;br /&gt;- Não. Você precisa seguir em frente – Jack se aproximou e beijou meu rosto. Tudo que senti foi um vento gelado quando sua boca tocou minha bochecha, mas era como se ele estivesse ali de carne e osso assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se afastou e, com um último sorriso, se foi. Não sei por quanto tempo fiquei parada fitando o lugar onde ele desapareceu, pode ter sido alguns minutos, como também podem ter se passado horas. De repente senti uma mão tocar meu ombro e quando olhei para o lado Ozzy estava sentado do meu lado. Ainda maquiado como zumbi, ele tinha um semblante preocupado, mas quando me perguntou o que havia acontecido, tudo que consegui fazer foi me atirar em seus braços e começar a chorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-971762230786055676?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/971762230786055676/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=971762230786055676' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/971762230786055676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/971762230786055676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/10/sabado-31-de-outubro-de-2016-como-estou.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-2082595935989849575</id><published>2011-10-24T20:51:00.000-02:00</published><updated>2011-10-25T10:50:31.322-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando Parvati veio me agradecer por ter impedido que ela desmaiasse na reunião do grêmio e pedir novamente que a ajudasse, parei de torturá-la e concordei em fazer o que havia prometido no começo do mês. Ela queria começar logo, mas pedi que tivesse calma e combinamos que tiraria o sábado para ensiná-la tudo que podia. Ela estava impaciente, mas aquilo levava tempo e isso era algo que não tínhamos de segunda a sexta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 10h em ponto estava parado no portão da escola e cinco minutos depois Parvati apareceu na estrada. Vinha vestida com um casaco pesado, o capuz cobrindo a cabeça e parte do rosto. A primeira vista não vi o iPod que estava sempre em sua mão e já considerei isso um progresso. Se não estava usando ele, era porque estava disposta a aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está atrasada – disse quando ela parou ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não respondeu e se limitou a me lançar um olhar irritado. Atravessamos os portões da escola em direção ao vilarejo. Era sábado, a maioria dos alunos estava aproveitando o dia de raro sol passeando pelas ruas e gastando suas economias nas lojas. A praça estava movimentada o bastante para começar a ensiná-la a controlar a mente, então sentamos em um dos bancos dela e imediatamente parei de bloquear os pensamentos para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podia dar um aviso antes – ela reclamou quando uma chuva de vozes invadiu sua cabeça de repente.&lt;br /&gt;- Nunca disse para ficar confortável, não faço isso sempre.&lt;br /&gt;- Ok, será que podemos deixar a implicancia de lado um pouco? Já pedi desculpas e agradeci por tudo que tem feito. O que mais quer que eu faça? Estou arrependida do que fiz, mas não posso voltar no tempo e consertar isso.&lt;br /&gt;- Está certa, desculpe. Não estamos aqui pra brigar, mas sim pra ensiná-la a controlar sua habilidade.&lt;br /&gt;- Exato. E como eu faço isso?&lt;br /&gt;- Está vendo aquele senhor sentado do outro lado, lendo o jornal? – ela assentiu – Quero que concentre seus pensamentos nele. Não pense em mais nada, apenas nele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me olhou meio desconfiada, mas fez o que pedi sem contestar. No começo fez algumas caretas, certamente porque as muitas vozes estavam atrapalhando sua concentração, mas depois de alguns minutos Parvati abriu um sorriso surpreso. Ela olhou pra mim animada, mas naquele instante sua concentração quebrou e ela voltou a ouvir tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Droga! Tinha conseguido, estava ouvindo apenas ele!&lt;br /&gt;- Sim, porque estava concentrada. &lt;br /&gt;- Mas sempre vou ouvir alguém? Não estou reclamando, é melhor que 50 alunos de uma vez só, mas nunca vou ter paz?&lt;br /&gt;- Não, você vai poder bloquear tudo, mas um passo de cada vez, ok? Primeiro precisa aprender a canalizar apenas uma mente para ouvir, depois vai aprender a desligar ela também. Outra vez, agora a mulher com o cachorro perto da estátua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos todo o resto da manhã fazendo a mesma coisa. Depois de uma hora ela já estava conseguindo conversar sem perder a concentração na pessoa e pedi que ela mudasse de foco a cada 10 minutos. Levou mais tempo que a primeira tarefa, mas ela finalmente conseguiu. Ainda que fosse continuar lendo alguma mente, não precisaria mais bloquear os pensamentos para ela não desmaiar. Eram quase 14h quando decidimos voltar pra Durmstrang, mas antes mesmo que saíssemos da praça fui pego de surpresa pela chegada da minha irmã, Katarina. Havia esquecido por completo que ela estaria no vilarejo naquele sábado e que tinha prometido almoçar com ela. Entrei em um desespero tão grande pela presença da Parvati e com o que ela poderia descobrir com uma única olhada pra ela que fechei sua mente por completo. Ela percebeu, pois estava focada em uma senhora que passava ao nosso lado, mas bastou um olhar alarmado para ela entender e não questionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maninho! – Katarina me abraçou e beijou minha bochecha – Desculpe o atraso, fiquei presa numa reunião chatíssima.&lt;br /&gt;- Nem percebi o atraso – sorri tentando parecer relaxado e virei para Parvati – Nos vemos no castelo?&lt;br /&gt;- Sim, nos falamos depois, bom almoço – ela respondeu depressa, mas quando fez menção de sair minha irmã segurou seu braço.&lt;br /&gt;- Bobagem, sua amiga é bem vinda no nosso almoço. Você é a filha da prefeita, não é? – Parvati assentiu e minha irmã sorriu solidária – Sinto muito por sua irmã. Fomos ao enterro, mas você ainda estava no hospital.&lt;br /&gt;- Obrigada – Parvati tentou soar normal, mas sua voz saiu rouca.&lt;br /&gt;- Acho que ela não quer falar sobre isso, Kat.&lt;br /&gt;- Tem razão, mil desculpas. Deixe-me compensar a falta de tato pagando seu almoço.&lt;br /&gt;- Obrigada, mas tenho mesmo que voltar ao castelo – Parvati tentou se esquivar. Meu olhar de pânico deve ter sido realmente convincente, porque ela estava tão ou mais apavorada que eu.&lt;br /&gt;- Não, não aceito não como resposta! – e agarrou Parvati pela mão, a rebocando para o outro lado da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ainda me lançou um olhar perdido, mas dei de ombros indicando que não tinha nada que pudéssemos fazer e as segui. Minha irmã tinha feito uma reserva para nós dois no Rainbow Room, mas uma rápida conversa com o maître e a reserva foi trocada para acomodar três pessoas. Quando nos sentamos à mesa o desconforto era visível, mas ou minha irmã não estava percebendo ou preferiu ignorar. Muito provavelmente ela achava que eu estava namorando Parvati e escondendo da família, e pensando bem, era melhor deixar que ela pensasse isso mesmo. Se descobrisse a verdade estaria em uma encrenca tão grande que não conseguia nem começar a pensar na dimensão das conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pensei que Joffrey viria com você. Liberou o pobre coitado dos preparativos pro casamento? – resolvi relaxar. Se não tinha jeito, o melhor era parecer o mais natural possível.&lt;br /&gt;- Você vai casar? – Parvati deve ter pensado o mesmo, porque já parecia mais a vontade.&lt;br /&gt;- Sim, na primeira semana de janeiro – Katarina respondeu animada – Seus pais já receberam o convite, quando chegar em casa para o natal eles com certeza vão avisá-la.&lt;br /&gt;- Adoro casamentos, não vou perder o seu – Parvati sorriu de volta e numa fração de segundos as duas já eram melhores amigas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo deveria ter me deixado em pânico, mas estava concentrado demais em não deixar que minha irmã invadisse a mente de Parvati para me preocupar. As duas engataram em um papo sobre casamento que em alguns minutos eu já estava bocejando. Minha presença na mesa foi completamente ignorada e agradeci por isso. Minha irmã já tinha percebido que era por minha causa que ela não conseguia ler Parvati e ela era muito mais forte e experiente que eu, estava custando toda a minha concentração para não deixá-la furar a barreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha atenção pra conversa foi atraída com a mudança do assunto casamento para a nossa festa de Halloween, que estava sendo feita às pressas. Enquanto experimentávamos os pratos sugeridos pelo garçom favorito de Katarina, contamos a ela nossas idéias para a decoração e das casas mal-assombradas. Ela adorou a idéia de transformarmos as repúblicas em casas do terror e ainda mais os temas, que seriam Fábrica de Brinquedos, Corredor da Morte, Cassino Vampiro, Apocalipse Zumbi, Maldição da Múmia, Labirinto das Almas Perdidas, Câmara de Tortura e Expresso da Agonia. Katarina aproveitou para dar algumas sugestões para a decoração do salão onde a festa principal seria montada e ainda deu muitas idéias sobre o problema com as fantasias. Por termos criado duas ambientações, a idéia de ir a rigor no Baile de Máscaras foi comprometida. Minha irmã então sugeriu que, já que a inspiração foi o Conde Drácula, porque não transformar o baile com ele de anfitrião? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lucian vai querer se vestir de Drácula – Parvati e eu falamos ao mesmo tempo e começamos a rir.&lt;br /&gt;- Com licença, volto em um instante – ela levantou da mesa e saiu em direção ao banheiro.&lt;br /&gt;- Por que está me bloqueando, maninho? – ela perguntou assim que Parvati se afastou – O que está escondendo?&lt;br /&gt;- Não estou escondendo nada, só achei que podia acabar com a sua diversão.&lt;br /&gt;- Você nunca fez isso com seus outros amigos, o que tem de especial nela? – sua voz era cheia de malícia, mas era melhor ela pensar assim do que descobrir a verdade.&lt;br /&gt;- Kat, tive todo um ano longe de você pra treinar, não vai conseguir me arrancar nada.&lt;br /&gt;- Sabe que tenho meus meios de torturá-lo, não? E também posso desfazer o convite para ser meu padrinho – continuei sorrindo debochado pra ela e ela riu – Brincadeira, nunca ia deixá-lo de fora do casamento, mas falei sério sobre a tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia responder, mas Parvati voltou à mesa na hora e o assunto morreu. Voltamos a falar da nova idéia de ambientação pro salão principal enquanto saboreávamos a sobremesa e já eram quase 16h quando deixamos o restaurante. Katarina se despediu de nós com abraços calorosos e aparatou de volta a Bulgária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então ela também pode ler mentes? – Parvati perguntou assim que ficamos sozinhos outra vez.&lt;br /&gt;- E muito bem. Entrei em pânico, tive que passar o almoço todo bloqueando as tentativas dela de saber o que queria esconder.&lt;br /&gt;- Ela faz isso com todo mundo?&lt;br /&gt;- Na maioria das vezes, quando ela não conhece a pessoa não resiste à tentação de espiar. E como eu não deixei, ela ficou ainda mais curiosa. Kat é muito forte, se eu consegui mantê-la afastada é porque meus poderes estão aumentando.&lt;br /&gt;- Tirando a parte que ela tentou invadir minha mente, gostei da sua irmã.&lt;br /&gt;- Ela também gostou de você. Devo me preocupar?&lt;br /&gt;- Eu me preocuparia – sacudi a cabeça e ela riu – Quer tomar um café? &lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessamos a rua na direção do Café Cultural e ocupamos um dos sofás vazios, cada um com uma xícara gigante na mão. A maioria do conselho do grêmio estava lá e aproveitamos para contar das novas idéias. Como tínhamos previsto, Lucian logo se candidatou a ir de Conde Drácula e já começamos a bolar as mudanças na decoração e também um bom argumento para fazer os professores entrarem na brincadeira. Ia ser uma semana tumultuada, mas no fim valeria à pena. Teríamos um Halloween tão bom quanto o do ano passado, sem precisar invadir o vilarejo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-2082595935989849575?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/2082595935989849575/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=2082595935989849575' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/2082595935989849575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/2082595935989849575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/10/quando-parvati-veio-me-agradecer-por.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-1283417224823272887</id><published>2011-10-18T18:53:00.001-02:00</published><updated>2011-10-18T18:53:34.492-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cinco dias já haviam se passado desde a minha tentativa frustrada de suicídio. Leo e Robbie não me davam folga e não conseguia dar um passo sem ter pelo menos um dos dois na minha cola. Eles ainda não sabiam do fora que havia levado de Ozzy e não estava nos meus planos contar tão cedo, já era ruim o bastante ter que me lembrar daquela conversa sem ter que vê-los com a expressão de “bem feito” estampada no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, depois do passa-fora, estava decidida a retomar a vida que tinha deixado em junho, quando sai de férias. Ainda não estava pronta para abandonar o iPod, mas me esforçava ao máximo para não usá-lo o dia inteiro. Quando o desligava precisava de muita concentração para não enlouquecer. E fora o enjôo, que ainda não tinha acabado. Passava o dia inteiro me sentindo mal, com ânsia de vomito, mas felizmente desde domingo não tinha colocado mais nada pra fora.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se estava colocando minha antiga vida em ordem, precisava reunir o conselho do grêmio estudantil. Odiava admitir, mas Ozzy estava certo: estávamos a apenas duas semanas do Halloween e não havia sinal de que teríamos algum tipo de celebração. Terça era o melhor dia para marcar as reuniões, então enviei um recado a cada membro do conselho e às 19h já estava na sala esperando cada um chegar. E cada um que entrava tinha a mesma expressão de espanto no rosto e todos, sem exceção, pensavam naquele momento que eu nunca ia reassumir o posto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está mesmo pronta pra isso? – Robbie perguntou sentado na cadeira mais próxima.&lt;br /&gt;- Não – respondi tentando sorrir, já começando a ter dor de cabeça com o excesso de pensamentos – Boa noite, pessoal.&lt;br /&gt;- Então ainda temos um grêmio? – Maria disse em tom de deboche, que ignorei – Muito bom, estava achando que íamos passar o ano sem função.&lt;br /&gt;- Sim, ainda temos um grêmio. Peço desculpas pela ausência nas últimas semanas, precisava de um tempo, mas isso acabou porque temos muito que fazer. E quero começar a reunião dando boas vindas aos dois novos membros do conselho, Nina Petrova e Mitchell Callahan – os dois levantaram e foram cumprimentados pelos outros – Feito isso, vamos à nossa festa de Halloween.&lt;br /&gt;- Sim, por favor! – Yanic, que estava sentado na outra ponta da mesa, ergueu os braços – O que vamos fazer? Só temos duas semanas.&lt;br /&gt;- Não temos como fazer outra festa no vilarejo, isso pede tempo e infelizmente não temos, então temos que fazer a festa aqui dentro da escola – Lucian falou e assenti.&lt;br /&gt;- Sim, terá que ser aqui dentro. Temos duas semanas, podemos providenciar uma decoração bem elaborada sendo em um espaço fechado. Idéias para o tema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o meu erro. Enquanto cada um estava falando ao mesmo tempo, mesmo que cada um tivesse um pensamento diferente na cabeça, eu estava conseguindo me manter concentrada. Quando pedi sugestões e o falatório tomou conta da mesa, perdi o controle. Um queria falar mais alto que o outro, cada um com mil idéias na cabeça e tentando falar cada uma delas em voz alta, um discordando do outro e querendo mostrar que sua idéia era melhor, enfim, um caos. A confusão de vozes na minha cabeça era tanta que fiquei tonta. A sensação era que meu cérebro ia entrar em combustão a qualquer instante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão daquelas nove pessoas discutindo começava a ficar embaçada quando vi uma gota de sangue cair na mesa. Levei a mão ao rosto e percebi que meu nariz estava sangrando. Limpei depressa antes que alguém visse e de repente tudo ficou em silêncio. Além das palavras que estavam de fato sendo pronunciadas, não ouvia mais nada. No mesmo instante soube que Ozzy estava fazendo isso, mas quando olhei para ele, ele não me encarava. Mantinha o olhar fixo em Mitchell, que estava sentado de frente para ele, como se estivesse muito interessado em sua idéia para a festa, mas na verdade não estava ouvindo uma única palavra. Estava apenas concentrado. Sem as vozes pude pensar com mais clareza e saiu da boca de Nina a idéia que chamou minha atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Baile de máscaras do século 17 – ouvi-a dizer em meio a uma confusão de idéias malucas – Todos vestidos a rigor.&lt;br /&gt;- Isso! – bati a mão na mesa com tanto entusiasmo que todos se assustaram – Nina, sua idéia é perfeita!&lt;br /&gt;- Que idéia? – Valéria perguntou confusa – O que ela falou?&lt;br /&gt;- Baile de Máscaras do Século 17 – Nina repetiu surpresa por ter gostado.&lt;br /&gt;- E todos vestidos a rigor – completei, repetindo o que ela tinha dito – Durmstrang tem todo o clima para um baile nos moldes do século 17, isso parece o castelo do Conde Drácula.&lt;br /&gt;- Conde Drácula nasceu em 1431, não é do século 17 – Lucian me corrigiu, embora suspeitasse que ele só estivesse sendo preciso.&lt;br /&gt;- Não importa, ele é um vampiro, passou pelo século 17.&lt;br /&gt;- Na verdade, isso é uma lenda – Lucian não se conteve – A verdadeira história é que-&lt;br /&gt;- Lucian, agora não – disse em tom de aviso e ele riu, pedindo desculpas – Baile de máscaras, o que acham?&lt;br /&gt;- É, acho que vai ficar legal – Leo me apoiou – E as roupas são magníficas, vamos todos ficar muito sofisticados.&lt;br /&gt;- E a decoração já está praticamente feita se a festa for no salão principal, só vamos precisar dar alguns retoques – Robbie completou e a mesa acabou animando.&lt;br /&gt;- Ótimo, então está decidido. Vamos começar a falar da decoração e o que cada um vai fazer.&lt;br /&gt;- Ainda não – Yanic levantou a mão, me interrompendo – E os calouros? Sempre pensamos em alguma coisa voltada pra eles.&lt;br /&gt;- Bem lembrado – Ozzy falou pela primeira vez desde que chegou à sala – É o nosso último ano, temos que caprichar. E se me permitem uma sugestão... Casa Mal-Assombrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O falatório recomeçou, mas felizmente dessa vez estava protegida e pude prestar atenção. Era verdade, precisávamos bolar algo voltado para os calouros de Durmstrang e nada gritava mais “diversão” que uma casa mal-assombrada. Não que eu tivesse qualquer pretensão de entrar em uma, mas pregar peça e dar sustos nos novatos era sempre divertido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui que cada um falasse na sua vez e ficou decidido que as repúblicas seriam transformadas em casas mal-assombradas, cada uma com seu tema próprio, que seria decidido pelo seu presidente, e que somente os alunos do 6º ano poderiam ajudar os veteranos na organização. Elas funcionariam a noite inteira, paralelas a festa que aconteceria nos jardins e salão principal. E decidido isso, começamos a discutir a decoração da festa principal. Quando saímos da sala já passava das 21h, mas pela primeira vez desde que voltara a Durmstrang, estava satisfeita com alguma coisa. A sensação de dever cumprido era, sem dúvida, revigorante. E sim, na primeira oportunidade, agradeceria Ozzy pelo que fez, por mais duro que isso fosse, afinal, eu precisava mudar. E quer mudança maior que ser grata a ele por qualquer coisa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-1283417224823272887?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/1283417224823272887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=1283417224823272887' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/1283417224823272887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/1283417224823272887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/10/cinco-dias-ja-haviam-se-passado-desde.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-4968435077922487283</id><published>2011-10-13T22:58:00.001-03:00</published><updated>2011-10-13T22:58:49.967-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;“O Jornal da Escola acha que pode me calar, mas eu digo que não e essa é a mostra do que eu posso fazer.&lt;br /&gt;Não vou me calar e nego as acusações de roubo. Quem está me acusando é o verdadeiro responsável por adquirir sem autorização meus textos e ainda dizer que sou uma farsa. Ainda tem a audácia de proibir que eu escreva!&lt;br /&gt;Por isso convido todos a participar comigo de um novo jornal. Sem limitações, sem censura, onde todos podem escrever o que quiser.&lt;br /&gt;Mas não posso permitir que qualquer um escreva. Aqueles interessados deverão descobrir nessa edição como fazer as matérias e como fazê-las chegar até mim.&lt;br /&gt;Que as estrelas brilhem por todos,&lt;br /&gt;Antaris”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esse o trecho que me levou à sala do diretor naquela manhã de Sexta-Feira.&lt;br /&gt;Era o dia de lançamento da minha primeira edição, após a homenagem à Jack e Alexis, onde começaria a editar o jornal. Como sempre fazíamos, a edição foi finalizada na Quinta e colocada na gráfica da escola para que o jornal fosse rodado. Na Quarta eu recebi um pacote com outro texto do tal Antaris e irritado eu o destruí. Editei então uma nota na edição de hoje, em que eu denunciava-o como ladrão e dizia que nenhum de seus textos eram verdadeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu sabia que ele poderia tentar influenciar na edição do jornal, eu mesmo estive na gráfica naquela noite, acompanhando a tiragem do mesmo. Só me ausentei por alguns minutos, eu e o funcionário da gráfica, quando ouvimos uma barulheira do lado de fora. E o resultado foi o trecho acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que abri o jornal naquela manhã, antes de qualquer um por acordar mais cedo do que todos, eu fiquei com raiva e sabia que aquele trecho ia dar confusão. Não sei como ele fez isso, ou melhor, cheguei a conclusão de que não é uma única pessoa, mas sim um grupo que está publicando meus textos roubados. Eles haviam retirado a minha nota do jornal e acrescentado aquele trecho escrito pelo Antaris, substituindo a minha coluna de histórias, com outra história minha roubada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai correndo da república e fui atrás de da professora Mira, pois os professores deveriam ser avisados o mais rápido possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lucian? O que faz tão cedo acordado? – Ela perguntou, após eu tomar coragem e bater em sua porta. Ela já estava acordada, se arrumando para sair e tomar café.&lt;br /&gt;- Me perdoe, professora, você precisa ver isso. – Eu falei e entreguei o jornal para ela. Ela começou a ler e vi seus olhos ficarem arregalados, e em seguida olhou para mim. – Por Odin, ele passou dos limites...&lt;br /&gt;- Professora, se isso cair nas mãos dos alunos vai dar muita confusão. – Eu falei, preocupado e ela assentiu.&lt;br /&gt;- Vá chamar a Ferania e alguém do jornal, retirem essa edição de circulação. Eu vou procurar o diretor agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu assenti e sai correndo. No caminho para a casa de Ferania, que ficava na vila vizinha, eu passei pela Avalon e chamei Leo e Lis. Expliquei correndo para elas o acontecido e elas saíram correndo atrás das edições imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei à casa de Ferania, ela já corria na direção contrária com uma edição na mão e pelo seu olhar ela também havia visto aquilo. Não precisamos falar mais nada e saímos correndo para recolher as edições. Mas foi em vão. Algumas poucas edições conseguiram ser abertas e logo o assunto espalhou-se pela escola. A notícia de que tentamos retirar a edição de circulação se espalhou e por isso mesmo ela ficou ainda mais popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor Valesti, como me explica isso? – O Diretor Ivanovich perguntou, massageando a cabeça. Eu estava sentado em sua sala, acompanhado por Ferania e Mira, além de Reno e professora Ivana. &lt;br /&gt;- Eu não sei professor. Ontem à noite eu mesmo estive na tiragem do jornal, mas ouve um barulho estranho do lado de fora e eu e o gráfico fomos olhar. Ela deve ter sido alterada nesse instante. – Eu expliquei. O Diretor assentiu.&lt;br /&gt;- Eu não o culpo, Lucian, então não se culpe. Isso já passou dos limites. Quando a Mira e a Ferania me falaram sobre os roubos de textos, achei que ele pararia quando seus textos roubados fossem negados de serem publicados, mas não imaginei que isso fosse acontecer.&lt;br /&gt;- Igor, esse trecho é muito sério. Ele está desafiando a autoridade da Escola. Se ele realmente publicar qualquer texto e matéria enviada a ele, consegue imaginar o tipo de coisa que pode sair nesse novo jornal? – Ivana perguntou e o diretor suspirou.&lt;br /&gt;- Sim, Ivana, isso me preocupa e muito. Esse tal Antaris passou dos limites, ele será punido assim que for descoberto, assim como qualquer um que o esteja ajudando. – Ele falou.&lt;br /&gt;- Severamente, eu espero. – Reno falou. Eu olhei para ele e me perguntei o que fazia ali, claro agradecia sua presença, pois quando cheguei ele e Ferania estavam me defendendo para o diretor.&lt;br /&gt;- E será, Reno. Não posso permitir que esse jornal clandestino ganhe força e que esse lunático faça tudo sem ser punido. – O diretor falou e o semblante de Reno ficou mais sério antes de falar.&lt;br /&gt;- E tem outro problema... – Reno começou e jogou uma edição em cima da mesa do diretor. – Olhe as palavras cruzadas.&lt;br /&gt;- Como assim? São palavras-cruzadas comuns não são? – Eu perguntei, mas assim que os outros professores olharam-na eles ficaram mais apreensivos.&lt;br /&gt;- Não, Lucian, não são. – Mira falou. Eu ia perguntar o que queriam dizer, mas Reno respondeu por mim.&lt;br /&gt;- Reis e Sombras. – Ele falou.&lt;br /&gt;- O que? – Eu perguntei. Já ouvira falar da R&amp;S, mas achei que tinha sido desmantelada há alguns anos.&lt;br /&gt;- Palavras cruzadas é a forma que a Reis e Sombras costuma convocar seus membros para as suas reuniões. – Ferania explicou e Mira completou.&lt;br /&gt;- Eles escondiam charadas dentro das palavras cruzadas, com seus codinomes e locais secretos. – Ela falou e me mostrou que algumas linhas em diagonais formavam “O Rei os convoca, para a masmorra abaixo do sol”. Eu li e reli a frase, mas sem entender.&lt;br /&gt;- Achei que tínhamos desmantelado-a a alguns anos atrás. – Eu falei.&lt;br /&gt;- Não totalmente, ela apenas se escondeu nas sombras e sossegou, esperando que nós a esquecêssemos. – Ivanovich falou e vi que agora ele estava realmente preocupado.&lt;br /&gt;- Igor, não sabemos o que eles podem fazer a partir daqui. Se esse Antaris conhece os códigos da Reis e Sombras, ele é um deles ou conhece membros dela. E se ele for o Rei? – Ivana falou.&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei... Vou deixar um vigia permanente na gráfica, assim como vou avisar a qualquer gráfica da região que não aceite nenhum trabalho sem antes entrar em contato comigo antes. – Ele falou e todos assentimos. – Lucian, continue publicando o Expresso normalmente e coloque uma nova edição em circulação ainda hoje. Faça uma nota sobre o ocorrido, pode ser direto e dizer que se trata de impostores, mas não cite a R&amp;S. É isso que eles querem que façamos.&lt;br /&gt;- Sim, senhor. – Eu respondi e ele continuou.&lt;br /&gt;- Mira, Ivana e Ferania prestem atenção nos alunos e vigiem qualquer tentativa de levar textos para fora da vila. – Elas assentiram e ele se virou para Reno por fim. – Reno, quero que investigue a R&amp;S a fundo.&lt;br /&gt;- Pode contar comigo, Igor. – Reno falou e todos saímos da sala. Reno pediu para falar comigo e as outras professoras foram em frente. Mira e Ferania iriam convocar a equipe do jornal.&lt;br /&gt;- Lucian, quero que tome cuidado. – Ele falou, olhando sério para mim. – Talvez eu me ausente por alguns dias, mas tome cuidado. Procure não provocar muito esse tal de Antaris. Ainda não sabemos quem ele é e, pior, o que pode fazer.&lt;br /&gt;- Eu não tenho medo, Reno, é isso que ele quer, que eu me sinta acuado. – Eu respondi e Reno suspirou.&lt;br /&gt;- Eu concordo, mas tome cuidado. A R&amp;S é capaz de coisas monstruosas. Igor não vai deixar isso barato, já tivemos problemas demais com ela no passado. Eu vou investigar e manterei você informado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reno falou e se despediu de mim indo com pressa para seu gabinete. Eu fui correndo para a sala do jornal, pronto para editar uma nova edição de emergência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;--------------&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Diário de Lucian P. Valesti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos problemas do Jornal, minha cabeça andava a mil com o meu problema sentimental.&lt;br /&gt;Estava me sentindo um lixo, com nojo de mim mesmo.&lt;br /&gt;Namorava a Liseria há 2 anos, e no ano passado beijei, ok, em minha defesa posso dizer que fui beijado, por uma garota completamente estranha. Até hoje eu não sei quem era ela e às vezes me pego imaginando quem seria.&lt;br /&gt;Mas pior do que isso era o que eu estava sentindo esse ano. &lt;br /&gt;Desde aquele dia em que vi Lenneth e Patrick brigando eu percebi que estava gostando da Lenneth.&lt;br /&gt;Eu não entendia o porquê disso! Passei minha vida inteira com ela ao meu lado, sempre como minha melhor amiga e nunca senti nada por ela? Por que agora?!&lt;br /&gt;Estava confuso... Isso poderia ser simplesmente ciúme de amigo? Não tinha certeza, pois estava muito forte...&lt;br /&gt;Isso estava me matando aos poucos. Sem conseguir colocar para fora isso tudo ou mesmo entender eu guardava tudo para mim e comecei a me fechar para o mundo exterior. Queria muito conversar com alguém, mas não queria sobrecarregar o Ozzy. Ele já estava passando por grandes dificuldades e tentava ajudar a Parv e eu não queria atrapalhar...&lt;br /&gt;E quanto a Patrick ou Ayala? Eu sentia vergonha de contar para eles o que estava se passando na minha cabeça... Sentia vergonha de estar gostando de outra garota além da minha namorada e vergonha de admitir que era da Lenneth...&lt;br /&gt;Liseria percebeu algo essa tarde. Ela me perguntou por que eu estava estranho e distante, mas consegui dizer que era por causa do jornal. Dói muito pensar que a estou enganando e mais ainda pelo fato de que eu ainda gosto da Lis. &lt;br /&gt;Se eu tivesse deixado de gostar dela seria mais fácil, pois sempre concordamos que o dia que um deixasse de gostar do outro, deveríamos ser sinceros um com o outro. Mas estava gostando das duas e não sabia como administrar isso.&lt;br /&gt;Minha única forma de extravasar esses sentimentos é escrevendo esse diário, aqui no armazém da livraria, para onde venho com cada vez mais freqüência.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;--------------&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que foi, Lucian, você está bem? – Orion me perguntou, na biblioteca. Eu levantei o olho do diário sobressaltado e o olhei. Percebi que tinha cochilado e por sorte o diário estava tampado.&lt;br /&gt;- Desculpa, acho que cochilei. – Eu falei.&lt;br /&gt;- Você desmaiou ai isso sim, te chamei da porta, mas não respondeu. Não vai pro treino do Hóquei não? – Ele perguntou e só então percebi que ele já estava quase que com todo o uniforme. Então me toquei da hora e levantei sobressaltado, jogando o material na mochila.&lt;br /&gt;- Caramba perdi a hora!&lt;br /&gt;- Vamos, eu te acompanho até a república e depois vamos juntos. – Ele falou rindo e saímos andando pelos terrenos da escola, agora meio desertos. – Mas é sério, está tudo bem?&lt;br /&gt;- Está sim, por que pergunta?&lt;br /&gt;- Você anda muito aéreo, pensativo até demais. Parece sempre com algo engasgado ou preocupado com algo. – Ele respondeu, dando de ombros.&lt;br /&gt;- É por causa do jornal, esse tal Antaris está me dando nos nervos. – Eu respondi. Essa desculpa estava ficando cada vez mais fácil. &lt;br /&gt;- Nossa, é horrível o que ele está fazendo. – Ele comentou e eu concordei.&lt;br /&gt;- E começar com essa história de jornal alternativo! É loucura! O diretor ficou irado. – Eu comentei.&lt;br /&gt;- E o que vão fazer?&lt;br /&gt;- Ainda não sei. Vamos tentar investigar, mas o Jornal vai continuar sem publicar nada dele e fazer propaganda negativa dele.&lt;br /&gt;- Boa sorte, conte comigo para a campanha negativa! – Ele falou e chegamos à república. Ele esperou sentado na cama dele, enquanto eu me arrumava. Me vesti rapidamente e voltei para o quarto, só faltando o taco de hóquei. &lt;br /&gt;- E a Lenneth? Aconteceu alguma coisa entre ela e o Patrick? – Ele perguntou.&lt;br /&gt;- Não que eu saiba, porque pergunta? – Eu perguntei, esquivo.&lt;br /&gt;- É que eu tenho visto os dois pouco juntos, parecem que estão brigados... Como você se sente com isso? Afinal ela é sua amiga.&lt;br /&gt;- Eu tento não me meter. – Eu falei evasivo... Porém, os últimos dias pesaram em minha consciência e senti a necessidade de falar para alguém. E o Orion era um cara legal, um pouco chato e estranho às vezes, mas bem legal. – Na verdade, Orion, eu não sei o que estou sentindo.&lt;br /&gt;- Como assim? – Ele perguntou e eu sentei na minha cama, olhando para a janela.&lt;br /&gt;- Vou ser direto. Acho que estou começando a gostar da Lenneth. – Eu falei e ele ficou em silêncio um pouco e notei que estava surpreso.&lt;br /&gt;- E a Lis?&lt;br /&gt;- Esse é o problema. Ainda gosto dela, não sei como agir.&lt;br /&gt;- Mas isso não é só ciúme de amigo, não? &lt;br /&gt;- Eu não tenho certeza... Não consigo parar de pensar na Lenneth e sempre que a vejo perto do Patrick fico com raiva. Fora que eu tenho sonhado com ela.&lt;br /&gt;- Mas sonhar não tem problema ué.&lt;br /&gt;- Tenho sonhado em beijá-la e mais de uma vez eu tive vontade de beijá-la. É muito forte. Ai cara, estou com nojo de mim mesmo.&lt;br /&gt;- Putz, pode falar, eu sou seu amigo lembra? Estou aqui ao menos para te ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele falou isso e sentou do meu lado. Eu sorri agradecido e me abri pra ele, contando tudo que sentia. Contei também da garota do Halloween passado e ele ouviu quieto, sem me julgar. Ele me disse para dar um tempo para mim mesmo, para ver no que daria isso tudo. Ele pode não ter ajudado muito, mas apenas de poder falar disso com alguém serviu para me deixar mais leve e tranqüilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-4968435077922487283?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/4968435077922487283/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=4968435077922487283' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4968435077922487283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4968435077922487283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/10/o-jornal-da-escola-acha-que-pode-me.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-8289780700053386106</id><published>2011-10-13T18:02:00.000-03:00</published><updated>2011-10-13T18:03:31.983-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Depois da tentativa frustrada de Parvati de se suicidar e de explicar toda a situação a Leo, Robbie e Finn, Ozzy resolveu desencanar. Sabia que ela ainda ia dormir por um bom tempo e não ia mais se preocupar. Queria ajudar, mas sua paciência já tinha acabado. Se suas tentativas de explicar as coisas com calma não estavam surtindo efeito, ia começar a falar da maneira que sabia que ela ouvia. E se ela ia gostar ou não, ele já não se importava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado levantou cedo e foi direto para a ala hospitalar. Há dois anos seu irmão tinha feito a mesma coisa que ela, mas por diversão, queria testar seus limites. Ele havia ingerido quase a mesma quantidade de comprimidos e dormiu por 24 horas, então Ozzy sabia que Parvati já devia estar perto de despertar. A enfermeira já estava de pé quando bateu na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sinto muito, Sr. Lusth. Ela ainda não acordou e não posso deixar que fique aqui.&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu posso ficar – disse encarando-a. Já havia aprendido a manipular mentes muito bem – É melhor que eu esteja aqui quando ela acordar.&lt;br /&gt;- Acho melhor o senhor estar aqui quando ela acordar – ela sorriu e lhe deu passagem.&lt;br /&gt;- Pode esperar no seu quarto, chamarei quando for embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela obedeceu e sumiu por trás de uma porta. Parvati ainda estava do mesmo jeito que ele havia deixado na quinta-feira a noite. Puxou uma cadeira para perto de sua cama, colocou os pés no colchão e abriu o livro que tinha nas mãos. Pouco mais de uma hora depois, ela abriu os olhos. Acordou assustada, tentando puxar o ar desesperadamente, como se estivesse sendo salva de um afogamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, Bela Adormecida – Ozzy disse cheio de sarcasmo, sem tirar os olhos do livro que lia – Ou devo dizer Courtney Love? &lt;br /&gt;- O que está fazendo aqui? – ela tentou se sentar na cama, mas ainda estava tonta e caiu sobre o travesseiro.&lt;br /&gt;- Certificando que não vai tentar se enforcar com o lençol. As marcas não saem com facilidade, ia ficar com um colar roxo por uns bons dois meses.&lt;br /&gt;- Vai embora! – disse virando de lado e o movimento a fez sentir-se mal. Ozzy levantou calmamente e lhe entregou um balde bem a tempo.&lt;br /&gt;- Você engoliu 20 comprimidos que deveriam tê-la matado, vai vomitar a semana toda até sair tudo.&lt;br /&gt;- O que você quer comigo? Já não fez o bastante?&lt;br /&gt;- Sabe, você devia estar mais agradecida. Salvamos sua vida, lhe demos uma segunda chance. Ao invés de estar nessa coisa de rebelde sem causa devia estar feliz.&lt;br /&gt;- Feliz? Quer que eu fique feliz por ter matado duas pessoas, mas sobrevivido a isso?&lt;br /&gt;- Se não se importa com a sua vida, pense um pouco nas pessoas que gostam de você. Já parou pra pensar em como sua mãe ficaria se as duas filhas dela tivessem morrido? Nunca lhe ocorreu que você é o motivo para ela ainda querer sair da cama todo dia de manhã? Que ela só encontra forças pra continuar porque você sobreviveu? – ela não soube o que responder e ele aproveitou para continuar – E Leo e Robbie? Já pensou em como eles ficariam se você morresse? Pode achar que isso é uma punição, mas não é. Você ganhou uma segunda chance. A pergunta é: o que vai fazer com ela? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ozzy não esperou ela responder. Pegou o livro em cima da cadeira, chamou a enfermeira avisando que ela tinha acordado e saiu da ala hospitalar. Parvati continuou encarando a porta fechada depois que ele saiu, ainda sem ter uma resposta para sua pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ºººººººº&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passava da hora do almoço quando Alec e Oleg saíram juntos da república para visitar Parvati. Mesmo depois de despertar e não aparentar estar em perigo, a enfermeira insistia em observá-la por mais algumas horas por causa do mal estar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou bem, já disse! – eles ouviram a voz da garota quando abriram a porta da ala hospitalar – Não preciso de babá o dia inteiro.&lt;br /&gt;- Você tentou se matar! – Robbie abaixou a voz para falar – Não vamos mais perder você de vista.&lt;br /&gt;- E não adianta fazer cara feia – Leo lhe deu uma bronca - Se sente culpa pelo acidente, vá fazer um trabalho comunitário. Usar aquele macacão laranja já é punição suficiente.&lt;br /&gt;- Olá... – Alec bateu na porta já aberta para que notassem que não estavam sozinhos – Viemos ver como está a paciente.&lt;br /&gt;- Está impaciente – Robbie respondeu – Quer sair, mas não para de vomitar. A enfermeira não vai deixá-la ir a lugar nenhum enquanto estiver assim.&lt;br /&gt;- Então talvez seja melhor relaxar, você não vai melhorar por mais alguns dias – Oleg respondeu se aproximando com o irmão – O irmão do Ozzy fez isso uma vez e passou mal por quase uma semana.&lt;br /&gt;- Que ótimo – Parvati respondeu mal humorada, o rosto pálido de tanto vomitar.&lt;br /&gt;- Ninguém mandou engolir os remédios. Se não morreu por isso, alguma punição deveria ter – Leo disse séria, ainda irritada pelo que a amiga havia feito.&lt;br /&gt;- Sinto muito pelo que fizemos – Oleg apoiou os braços na ponta da cama e encarou Parvati – Não tínhamos o direito de decidir sua vida, só fizemos o que achamos que era certo. Não culpe Ozzy por isso, a culpa foi minha. Eu sabia como fazer o feitiço, eu dei a idéia. Eles só ajudaram, mas fui eu quem fez tudo.&lt;br /&gt;- Não, eu que tenho que pedir desculpas – Parvati respondeu em um tom de voz que não parecia em nada com o seu habitual – Eu exagerei na reação. Vocês salvaram a minha vida e eu estou agradecida por isso.&lt;br /&gt;- Sim, ela está arrependida de ter agido como uma idiota e vai cooperar mais – Robbie completou o que a amiga disse e ela assentiu – Não vai mais se negar a entender.&lt;br /&gt;- É muito pra digerir, mas vou colaborar mais – ela tentou sorrir, mas o mal estar era tão grande que não estava conseguindo fazer um bom trabalho – Então, como isso funciona? Se não posso morrer, porque estou me sentindo como lixo?&lt;br /&gt;- Você não pode morrer, mas isso não quer dizer que não pode se machucar – Oleg respondeu rindo – Não somos um dos X-Men, não nos regeneramos como o Wolverine. &lt;br /&gt;- Apesar da comparação idiota, meu irmão está certo – Alec segurou o riso – Podemos nos machucar e ficar doentes como qualquer pessoa, mas sempre vamos nos recuperar. Algumas vezes demora mais, dependendo do seu estado, mas sempre ficamos bem.&lt;br /&gt;- A menos que arranquem sua cabeça, ai nem mesmo o Wolverine conseguiria regenerar isso – Oleg completou e até mesmo Parvati riu – No fundo, não somos totalmente Imortais. Sempre tem um meio de morrer.&lt;br /&gt;- Não dê idéias a ela! – Leo se alarmou, mas todo mundo começou a rir.&lt;br /&gt;- Não vou tentar arrancar minha cabeça! – Parvati se defendeu.&lt;br /&gt;- Tudo que sei é que de agora em diante não vou mais deixar que use uma faca sem supervisão – Leo ergueu as mãos como se não pudesse fazer nada para evitar aquilo.&lt;br /&gt;- Resumindo, se você se jogar de uma ponte, tudo que vai conseguir é uma coleção de fraturas e muita dor. Vai sofrer meses em um hospital cheia de gessos pelo corpo e muitos hematomas, mas vai sair de lá como se nada tivesse acontecido quando as fraturas curarem. Então não se jogue de uma ponte, é uma idiotice – Alec concluiu.&lt;br /&gt;- Não vou me jogar de uma ponte – ela assentiu achando graça, mas o sorriso foi morrendo aos poucos – Onde está o Ozzy? Acho que devo um pedido de desculpas a ele – os dois trocaram um olhar sem graça – Ele me odeia, não é? Pode falar, não me importo.&lt;br /&gt;- Não, ele não odeia você, ele só está um pouco chateado – Alec tentou amenizar – Ele disse que já fez a parte dele em lhe contar o que aconteceu e que não vai mais interferir, já que não quer entender.&lt;br /&gt;- A verdade é que ele vai voltar a interferir, mas não agora – Oleg completou – Dê um tempo a ele, deixe que esfrie a cabeça e ele vai ajudá-la com o problema das vozes.&lt;br /&gt;- Ele é mesmo o único que pode me ajudar? Não tem mais ninguém?&lt;br /&gt;- Bom, a única outra pessoa que conhecemos com esse dom é a irmã dele, mas como ninguém além de nós sabe o que aconteceu, não podemos contar com a ajuda dela.&lt;br /&gt;- Ninguém sabe o que vocês fizeram? Isso vai causar problemas pra vocês, não é?&lt;br /&gt;- É, com certeza, mas não tem problema – Alec riu, mas era uma risada nervosa – Só precisamos descobrir como contar a eles, mas tudo vai ficar bem.&lt;br /&gt;- Não é como se pudessem nos matar por isso, sabe? – Oleg disse debochado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos riram da brincadeira e os dois começaram a contar a Parvati tudo que sabiam e podiam sobre as famílias Imortais. Era tanta coisa para ouvir e absorver que ninguém viu a tarde passar. E graças ao bom humor dos irmãos, a novidade já não parecia mais tão difícil de suportar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ºººººººº&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já começava a anoitecer quando a enfermeira, convencida que o mal estar de Parvati não era grave, a liberou. Leo e Robbie queriam que ela voltasse com eles para a republica para descansar, mas depois de dormir por mais de 24h, descansar era a última coisa que ela queria. Com muita relutância eles concordaram em deixá-la sozinha por alguns minutos. Ela tinha um assunto a resolver e já seria difícil o suficiente fazer sozinha, com platéia seria impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passada rápida na Kratos e ela soube que Ozzy estava no rinque de Hóquei. Sempre que ele estava irritado com alguma coisa, frustrado, descarregava no gelo. Irritava Parvati saber isso, mas era algo que ela não podia evitar. E ele estava mesmo lá. Com metade do uniforme dos Ducks e uma dúzia de discos espalhados pelo gelo, Ozzy batia neles com o taco com tanta raiva que a maioria estava passando longe do gol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! – ela gritou da borda do campo – Ozzy!&lt;br /&gt;- Estou ocupado – ele olhou rápido para ver quem chamava e voltou à atenção para os discos.&lt;br /&gt;- Quero conversar com você.&lt;br /&gt;- Não temos nada pra conversar, já disse tudo que sabia – ele acertou um disco com força e ele bateu no vidro por cima do gol – Se quer saber mais alguma coisa, pergunte ao Alec. Ele é o compreensivo do grupo.&lt;br /&gt;- Reagi mal, estou arrependida – ela insistiu e entrou no rinque, deslizando com cautela até onde ele estava – Quero pedir desculpas.&lt;br /&gt;- Já pediu, agora sai do gelo antes que caia – ele rebateu outro disco, esse certeiro no gol – Se bater a cabeça no chão só vai sujar o gelo de sangue e não vai morrer por isso.&lt;br /&gt;- Não, não vou sair. Precisamos conversar – ela cruzou os braços, teimosa – Eu errei, mas eu não fui a única. Eu admito isso, mas você age como se eu fosse a única culpada.&lt;br /&gt;- Não, não temos. Você já sabe o que aconteceu, já deu seu show e minha paciência já esgotou. Agora sai do gelo.&lt;br /&gt;- Não estou falando do acidente, e você sabe disso. &lt;br /&gt;- Não quero falar sobre isso.&lt;br /&gt;- Mas nós precisamos – ela insistiu – Somos parceiros agora, ou já esqueceu? Temos que confiar um no outro e não vamos conseguir isso enquanto não conversarmos.&lt;br /&gt;- Bom, isso não vai acontecer agora – ele se afastou depressa e acertou três discos em seqüência.&lt;br /&gt;- Você prometeu me ajudar com as vozes. Prometeu me ensinar a controlar isso. É seu dever como meu parceiro me apoiar e me ajudar com meus problemas.&lt;br /&gt;- É, mas isso foi antes de descobrir que minha parceira é suicida. Não acho que internar você está na lista de deveres.&lt;br /&gt;- Você é um imbecil.&lt;br /&gt;- Pode ser, mas não sou irresponsável, cumpro as minhas obrigações. Quando for embora, pode fazer o favor de procurar a professora Mira e dizer que não vai cumprir seu dever como presidente do grêmio e liberá-la para escolher outro? Já estamos em outubro e ela não nos deixa reunir o grupo para começar os preparativos pro Halloween por sua causa.&lt;br /&gt;- Não vai dizer que está irritado por causa disso?&lt;br /&gt;- Não, isso é só uma coisa a mais na lista de irresponsabilidades suas que me tiram do sério. Agora sai do gelo! – ele agarrou seus braços e a rebocou para fora do rinque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parvati não conseguiu lutar contra ele e acabou se deixando arrastar. Ozzy a largou do lado de fora do rinque e voltou aos discos ignorando sua presença. Ela ainda bufou por algum tempo, mas se deu por vencida e foi embora. Ela havia pisado na bola e para conseguir o que queria, agora teria que correr atrás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-8289780700053386106?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/8289780700053386106/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=8289780700053386106' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/8289780700053386106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/8289780700053386106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/10/depois-da-tentativa-frustrada-de.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-5176693311895116519</id><published>2011-10-05T12:39:00.000-03:00</published><updated>2011-10-05T12:48:50.508-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;"Para toda beleza há um olho em algum lugar para vê-la. &lt;br /&gt;Para toda verdade há um ouvido em algum lugar para ouvi-la. &lt;br /&gt;Para todo amor há um coração em algum lugar para recebe-lo." &lt;br /&gt;                                            (Ivan Panin)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quinta feira, após o almoço....&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta feira, costumava ser o melhor dia da semana para mim. Eu tinha aula apenas na parte da manhã e o resto do dia livre para fazer o que quisesse, optei por resolver um problema que me atormentava há algum tempo. Eu já havia feito contato com minha mãe e havia pedido a ela que viesse me encontrar no vilarejo, pois precisavamos conversar. Claro que sua primeira resposta foi um não, então tive que usar outros meios para convencê-la. &lt;br /&gt;Nos encontramos num restaurante novo, numa parte mais afastada do vilarejo, e ela não estava satisfeita em me ver. Mal sentei na mesa e ela já disse:&lt;br /&gt;- O que você quer?&lt;br /&gt;- Olá mãe! Estou contente em vê-la com saúde.- eu disse e ela me olhou sarcástica:&lt;br /&gt;- Se estiver esperando que eu retribua o cumprimento, esqueça. Tem noção dos diversos compromissos que tive que desmarcar para estar aqui neste fim de mundo?&lt;br /&gt;- Tem noção da vontade que tenho de votar contra no négócio com os americanos, só para contrariar a ‘ele’?- disse e ela entendeu que o ‘ele’, era George Ivashkov. Ela franziu os olhos:&lt;br /&gt;- O...Que...Você...Quer?&lt;br /&gt;- Quero saber quem é o meu pai.&lt;br /&gt;- George Ivashkov.- ela respondeu e se levantou e eu disse tensa:&lt;br /&gt;- Isso não é verdade e se você não me contar, eu vou...&lt;br /&gt;- Vai o quê? Pedir ao conselho que vote contra George e percam milhões? Não, você não vai fazer isso,então não venha com ameaças que não pode cumprir. Ainda não esqueci suas atitudes grosseiras ao me expulsar do que é meu por direito.&lt;br /&gt;-  Eu tenho o direito de saber a verdade, é a minha vida.- eu disse e me detestei pelo leve tremor na voz e ela riu:&lt;br /&gt;- Sabe... A velha não a treinou tão bem assim.Quando você tentar ameaçar a mim, venha com alto poder de fogo, ou então mantenha-se a distância que é o lugar onde você pertence.- e foi embora. &lt;br /&gt;Respirei fundo para me recuperar do breve encontro com aquela que apesar de tudo era a minha mãe, e aproveitei que estava em um local com bom acesso em internet e linhas telefônicas, precisava fazer algumas ligações e pesquisas.Ela tinha razão...Quando você for &lt;em&gt;‘puxar a faca para alguém esteja disposto a enfiar até o cabo’.&lt;/em&gt;-o-o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que Ozzy e Alec contaram a mim e ao Robbie, sobre a imortalidade deles e agora de Parv, os três me deixaram na minha república e foram embora. Ao entrar na Atena, logo fui cercada pelas colegas de casa, que após ouvirem que Parvati estava dormindo na enfermaria do castelo, não acreditaram muito na história de que ela havia misturado bebida alcóolica com seus remédios por ‘acidente’ e por isso havia tido uma reação parecida com uma overdose.&lt;br /&gt; Como algumas garotas da casa, nunca gostaram de nós, e poderiam começar a espalhar rumores, que chegariam até tia Karen e ela viria feito um tornado até a escola, falei que o que aconteceu com Parvati poderia acontecer com qualquer pessoa desavisada sobre a mistura de de remédios e álcool, mas que se o diretor aparecesse por lá, suspeitando de algo tão ruim, quanto uma hipotética tentativa de suicídio ou mesmo uma overdose, é claro que ele não encontraria nada ilegal. Isso bastou para que as perguntas parassem e todas voltassem aos seus quartos e seus assuntos. Contei a verdade apenas para Lis, que não era dada a fofocas, e era uma pessoa leal aos amigos,mesmo que não fossem tão próximos. Quando vi a roupa que ia usar para sair aquela noite, caída no chão, foi que me lembrei do meu encontro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;br /&gt;Sexta feira final do dia....&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a reunião no jornal, Robbie e eu passamos na enfermaria  e Parv ainda estava dormindo. Deixei Robbie junto com Alec e me dirigi ao vilarejo, iria ao meu encontro.&lt;br /&gt;Cheguei ao restaurante, e logo fui direcionada á mesa onde um rapaz moreno com idade em torno de 30 anos, já me aguardava. Ele se levantou e me cumprimentou:&lt;br /&gt;-Senhorita Ivashkov, sou Arhur Greywolf,seu advogado em enviou.&lt;br /&gt;-Obrigada por vir, assim tão de repente.Desculpe por ontem.- e ele sorriu e eu notei que ele era bonito, muito bonito para a verdade. (Foco Léo, foco).&lt;br /&gt;-Estou habituado a solicitações de emergência, tomei a liberdade de pedir algo para você.- ele disse quando o garçom das bebidas, apareceu com uma água de gilly para mim e um wiscky com gelo para ele. Levantei a sombrancelha curiosa e ele sorriu:&lt;br /&gt;- Procuro conhecer os hábitos das pessoas para quem vou trabalhar,não gosto de desonestos.- disse franco e eu sorri:&lt;br /&gt;- Acho que vamos nos dar bem senhor Greywolf.&lt;br /&gt;- Sua amiga está melhor?- oolhei espantada com medo do que ele já poderia ter ouvido por ai, quando ele me tranquilizou:&lt;br /&gt;- Isso foi o que o seu advogado me disse quando você não apareceu ontem à noite.- assenti e perguntei depois de tomar um gole do meu drink:&lt;br /&gt;- Ela está bem, obrigada. Aos negócios?&lt;br /&gt;- Diga o que quer.- Comecei a dizer a ele o que queria quando...&lt;br /&gt;- Léo? O que faz aqui?-olhei para o lado e era Finn, usando roupa de garçom e olhava de mim para Greywolf.&lt;br /&gt;- Não sabia que você trabalhava aqui, Finn.&lt;br /&gt;- Só quando o dono precisa de ajuda extra, ele é amigo do meu pai.- e continuou encarando o rapaz que o encarava de volta analiticamente.- ficou um clima desconfortável e antes que eu dissesse alguma coisa, Greywolf fez os pedidos e Finn logo foi fazer o seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terminar o jantar, eu ja tinha dito tudo o que queria de Greywolf e ele se ofereceu para me levar até a república. Recusei, educadamente e disse que ficaria mais algum tempo. Não demorou muito e Finn se aproximou, já com suas roupas normais:&lt;br /&gt;- Seu acompanhante foi embora e te deixou sozinha?&lt;br /&gt;- Não era um encontro, eram negócios. Não que isso seja da sua conta. Eu estou indo embora.- respondi me levantando e seus rosto ficou um pouco vermelho,mas ele disse:&lt;br /&gt;- Eu posso ir com você? Faz tempo que não conversamos e com tudo o que tem acontecido...- concordei e fomos caminhando juntos para nossas repúblicas.&lt;br /&gt;- Passei mais cedo na enfermaria da escola, Parv ainda dormia.- ele disse e eu assenti:&lt;br /&gt;- Sim, ela ainda está apagada.&lt;br /&gt;- Bom considerando o acidente, a clínica de ‘repouso’, e depois descobrir que é uma imortal, isso abalaria qualquer um, ainda mais se você estiver mergulhada em sofrimento.- o olhei espantada e ele deu de ombros:&lt;br /&gt;-Ozzy e Alec me contaram tudo. Fico feliz por eles terem tido a oportunidade de salva-la.&lt;br /&gt;- Eles vão nos ver envelhecer e morrer, Finn. Parv não vai ter que se preocupar com as rugas, com a lei da gravidade...Ozzy nunca vai precisar de remédios para calvície ou impotência. – eu disse e ele riu:&lt;br /&gt;- E também vão estar por perto quando nossos filhos e netos precisarem de ajuda, já pensou nisso? Estarão vivos e com saúde.- disse me colocando de frente para ele. Olhei-o nos olhos e respondi:&lt;br /&gt;-Não, não havia pensado nisso, é um ótimo argumento para impedir os pensamentos suicidas da minha melhor amiga: Ser a eterna babá das minhas crianças, será um objetivo de vida para Parvati Karev. Ela vai reclamar muito pelo trabalho não remunerado. - ri e ele me puxou mais para perto e eu não recuei quando ele me beijou. &lt;br /&gt;- Finn...não estamos voltando...- eu disse meio tonta depois do beijo, e ele riu:&lt;br /&gt;- Estamos só nos divetindo, Léo. Vamos deixar as coisas sérias, para quando elas forem realmente sérias ok?- fiz que sim com a cabeça e tornei a beijá-lo, havia sentido muito a falta dele. &lt;br /&gt;Quando Robbie soubesse, ele iria me bater, e Parv...Ah eu adoraria que ela me batesse por causa destes momentos de fraqueza, seria um sinal de que ela estava ficando melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-5176693311895116519?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/5176693311895116519/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=5176693311895116519' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/5176693311895116519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/5176693311895116519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/10/para-toda-beleza-ha-um-olho-em-algum.html' title=''/><author><name>Leonora Ivashkov</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11362357318760157176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-2891675178162838361</id><published>2011-09-30T18:51:00.001-03:00</published><updated>2011-09-30T18:51:51.491-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ozzy deixou a Atena com uma Parvati desacordada nos braços e sendo seguido por uma Leonora aos prantos, direto para a enfermaria da escola. Por sorte já estava tarde e não tinham mais alunos circulando no caminho que levava ao castelo. Quanto menos pessoas soubessem do ocorrido, menor teria que ser o controle de danos. E já estava ruim o suficiente uma república inteira ter sido alarmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando chegarmos à enfermaria, não conte que ela tomou o vidro inteiro – Ozzy advertiu Leo – Deixe que eu falo com ela.&lt;br /&gt;- Está maluco? Como ela vai salvar a Parv se não contarmos o que aconteceu?&lt;br /&gt;- Se contar a ela que Parvati tentou se matar acha que não vão mandá-la de volta aquele manicômio hoje mesmo? – Leo não respondeu nada e eles chegaram à porta da enfermaria – Espere aqui, vai ficar tudo bem. Confie em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entrou na enfermaria e fechou a porta com o pé depressa, impedindo Leonora de entrar. A enfermeira veio correndo e levou um susto ao ver a palidez no rosto da garota e de como seus lábios estavam roxos. A aparência era de alguém a beira da morte. Ozzy a colocou em uma das macas e tentava parecer preocupado da maneira que a situação pedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu com ela? – a enfermeira empurrou Ozzy para o lado e pegou o pulso de Parvati – Quase não está respirando direito!&lt;br /&gt;- Ela está tomando um remédio para depressão e esqueceu que tinha tomado um whisky de fogo depois do jantar. &lt;br /&gt;- Merlin, não se deve tomar isso com nenhuma bebida alcoólica!&lt;br /&gt;- Eu sei, ela também, mas a aula do curso de auror foi tão exaustiva que ela esqueceu. Ela vai ficar bem?&lt;br /&gt;- Não sei – ela pegou uma poção do armário e voltou depressa, empurrando pela boca de Parvati – Não sei mesmo. Ela ainda está respirando, isso é um bom sinal, mas misturar um remédio forte assim com álcool pode ser fatal. Ela vai precisar ficar em observação.&lt;br /&gt;- O que eu posso fazer pra ajudar&lt;br /&gt;- Não me atrapalhar está de bom tamanho – ela falou ríspida, mas pareceu se arrepender ao notar uma preocupação verdadeira no rosto dele – Ela não vai acordar agora, não há nada que possa fazer. Mando lhe chamar quando ela melhorar, mas por hora, volte para a sua república.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ozzy olhou uma última vez para a maca onde Parvati estava desmaiada e saiu. Leonora ainda estava aos prantos e agora estava acompanhada de Robbie. Alec tentava acalmar os dois, sem entender o que estava acontecendo. Assim que pisou de volta no corredor os três correram até ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo amor de Merlin, o que aconteceu? – Alec perguntou angustiado – Leo não para de chorar e não consegue falar coisa com coisa. E Liseria entrou na Kratos atordoada atrás de Lucian e tudo que conseguiu dizer era que Parvati estava morrendo!&lt;br /&gt;- Ela tomou 20 comprimidos do remédio pra depressão de uma vez só – ele respondeu sério – Tentou se matar.&lt;br /&gt;- Merlin do céu! – Robbie caiu sentado no banco – Por que ela fez isso??&lt;br /&gt;- Foi minha culpa! – Leo sentou do lado dele e os dois se abraçaram – Ela entrou tão atordoada no quarto e eu não dei importância, estava mais preocupada em escolher roupa pra um encontro!&lt;br /&gt;- Não foi culpa sua, Leo – Alec sentou ao lado dela e afagou seu cabelo – Parvati vai ficar bem, ela não vai morrer.&lt;br /&gt;- Como você pode ter tanta certeza disso? Não viu o estado que ela estava quando Ozzy a tirou do quarto. Estava tão pálida que já devia estar morta!&lt;br /&gt;- Ozzy, é hora de contar a eles – Alec olhou o amigo com uma expressão séria e determinada – Não podemos ajudar muito se as únicas pessoas em quem ela confia estiverem no escuro.&lt;br /&gt;- Contar o que? – Robbie olhava de um pro outro totalmente perdido – Do que vocês estão falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois trocaram um olhar preocupado, mas sabiam que não tinham escolha senão contar a Robbie e Leo toda a verdade. Se queriam ajudar Parvati de verdade, eles precisavam saber. Ozzy sentou ao lado de Robbie e com a ajuda de Alec começou a contar tudo que tinha dito a Parvati minutos antes. A reação dos dois foi diferente dela. Primeiro não pareciam acreditar em toda aquela história de Imortais, mas depois Robbie se lembrou de já ter lido sobre o assunto e convenceu Leo. Em seguida ficaram chocados por saber que Parvati havia morrido no acidente. Quando compreenderam que os dois, junto com Oleg, tinham trazido ela de volta a vida e conseqüentemente a transformado em uma Imortal, voltaram a não acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, espera – Robbie ergueu a mão para interromper a história – Está querendo que a gente acredite que Parvati nunca vai morrer? Que vai viver pra sempre?&lt;br /&gt;- Impossível – Leo apoiou o amigo – Isso não existe! A menos que você seja um vampiro, não é possível.&lt;br /&gt;- Ainda pouco acreditou na história, porque agora não acredita mais? – Alec questionou e os dois ficaram sem uma resposta – Qual é a diferença?&lt;br /&gt;- Porque você está dizendo que minha melhor amiga nunca vai morrer! – Leo respondeu como se ele fosse um idiota de não entender – Está dizendo que ela vai ficar eternamente linda e bela e sem rugas, e todos nós vamos envelhecer.&lt;br /&gt;- Estão falando sério? – Robbie parecia estar absorvendo melhor a idéia – Ela morreu mesmo e vocês a trouxeram de volta? – os dois assentiram e ele abraçou Ozzy, enquanto Leo abraçava Alec – Obrigado por trazer ela de volta.&lt;br /&gt;- Ela não estava pronta pra partir, não podíamos deixá-la morrer – Ozzy respondeu – Mas ela não gostou de saber, disse que a condenamos a viver eternamente com a culpa do acidente.&lt;br /&gt;- Ela precisa parar de se culpar para aceitar isso – Alec completou – Ela não confia em nós, mas confia em vocês. Vocês podem ajudar.&lt;br /&gt;- Ela vai entender – Leo secou as lágrimas – Vamos fazê-la entender que ela ganhou uma segunda chance e não vai desperdiçar essa!&lt;br /&gt;- Sim, uma segunda chance – Robbie também secou suas lágrimas, mais calmo – Dessa vez vai ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro continuaram conversando sobre os últimos acontecimentos e sobre como a vida de Parvati seria diferente. Seria preciso muita paciência para acomodá-la em uma vida que não pediu e claramente não queria, mas eles iam conseguir. Eles não concordavam em muitas coisas, mas uma era consenso: segundas chances são feitas para serem aproveitadas. E eles não iam deixar que a amiga desperdiçasse a sua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-2891675178162838361?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/2891675178162838361/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=2891675178162838361' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/2891675178162838361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/2891675178162838361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/09/ozzy-deixou-atena-com-uma-parvati.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-7192472164991552148</id><published>2011-09-27T13:10:00.001-03:00</published><updated>2011-09-27T13:10:21.279-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Outubro estava chegando e com ele as tão esperadas aulas do curso da Academia de Auror. Todos que tinham pretensão de se tornar auror se inscreveram no curso no começo do ano passado, mas apenas aqueles com as melhores notas e desempenho exemplar nas aulas de DCAT foram selecionados. Oleg e eu estávamos entre os escolhidos e às 16:50 já estávamos na sala de DCAT no 3º andar. Contei aproximadamente 20 alunos, mas a surpresa foi ver que Parvati estava entre os 20. Nunca me passou pela cabeça que ela quisesse ser auror e muito menos que estaria na aula, já que vem evitando qualquer tipo de contato com as pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores entraram na sala às 17h em ponto e a turma se acomodou nas primeiras mesas, mas ela ficou mais afastada. Por mais que eu tentasse, não conseguia evitar olhar na sua direção a todo instante. Ainda precisava encontrar uma maneira de contar a ela tudo que aconteceu, mas qualquer tentativa de aproximação era imediatamente cortada. Não fazia idéia de como ia fazê-la me escutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde – um homem moreno com uma cara séria falou – Me chamo Micah Wade e essa é minha parceira Shannon O’Shea. Somos nós que vamos fazer vocês se arrepender por ter escolhido essa profissão.&lt;br /&gt;- O curso vai até junho e à medida que os meses forem passando, as aulas vão ficando mais exaustivas. Esperamos que todos que estão aqui estejam realmente comprometidos, porque não nos importamos de expulsar alguém do programa faltando apenas uma semana pro término.&lt;br /&gt;- A proposta do curso é preparar vocês para o que vão encarar na academia, mas também para a vida de um auror formado, então vamos começar com algo muito importante: parceria.&lt;br /&gt;- Nenhum auror trabalha sozinho, é preciso sempre ter um parceiro. No primeiro dia como auror vocês vão ser designados a trabalhar com outro auror e essa parceria vai ser pra sempre. &lt;br /&gt;- Só existem duas maneiras de uma parceria acabar – o auror chamado Micah começou a andar entre as mesas – Ou um dos dois se aposenta ou morre.&lt;br /&gt;- Seu parceiro é aquela pessoa que vai sempre dar cobertura e estar lá pra tirar você de alguma encrenca, que vai salvar sua vida. E você vai fazer o mesmo por ele. Uma parceria é baseada em confiança, você confia sua vida à outra pessoa e ela faz o mesmo.&lt;br /&gt;- Como a base da parceria é a confiança, vocês serão divididos em pares e vão trabalhar assim o ano inteiro. Se não gosta ou conhece seu parceiro, aprenda a administrar isso. Vocês vão precisar confiar um no outro e se ajudar, não só aqui nessas aulas, mas em qualquer coisa. Se o seu parceiro se meteu em confusão e vai apanhar, vá até lá e o ajude, esse é o seu dever. &lt;br /&gt;- As duplas já foram formadas, com a ajuda do professor Marko – a auror chamada Shannon puxou um pergaminho da bolsa – Quando ouvirem seu nome procure sua dupla e comecem a se conhecer melhor. A aula de hoje vai ser para vocês conhecerem bem a pessoa com quem vão passar o resto do ano e depois vamos falar um pouco sobre o nosso trabalho.&lt;br /&gt;- E nem pensem em pedir para trocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles começaram a ler os nomes das duplas e a turma começou a se dividir. Já sabia que não iam me deixar trabalhar com Oleg se a proposta era trabalhar a confiança, seria fácil demais, e isso se confirmou quando a auror chamou o nome dele e o juntou com Mitchell Callahan. Os dois se cumprimentaram animados e começaram a conversar. Conhecíamos Mitchell, mas não bem o bastante. Acho que essa seria a oportunidade perfeita. As duplas já estavam acabando quando ouvi meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oscar Lusth – ela consultou o pergaminho mais uma vez – Parvati Karev.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem olhar pro lado sabia que todos os olhares na sala estavam voltados para nós dois. Em outros tempos ia amaldiçoar aquela escolha, mas agora via aquilo como a minha chance de ouro. Ela não seria louca de pedir para trocar e ia ter que me deixar se aproximar. Mais cedo ou mais tarde, confiaria em mim o suficiente para ouvir o que tinha a dizer. Mas quando parei ao lado dela no fundo da sala, soube o que fazer para que ela me escutasse naquele instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei que não tivemos um começo muito bom, mas estamos presos um ao outro. Vamos ter que nos adaptar – disse sentando ao seu lado e ela só assentiu, sem dizer nada – Tire esses fones, não vai conseguir ouvir a aula com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxei os fones de seu ouvido e sua reação foi tentar pegá-los de volta desesperadamente. A expressão de pânico no rosto dela deixou claro o quanto aquela novidade a estava torturando, mas antes que conseguisse pegar os fones de volta, ela parou. Olhou pra mim confusa e acabei rindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu?&lt;br /&gt;- Eu disse que também posso ouvir. Estou bloqueando o som, ao menos por um tempo.&lt;br /&gt;- Como você faz isso?&lt;br /&gt;- É fácil, mas leva um tempo até conseguir. &lt;br /&gt;- Diga como faço isso agora.&lt;br /&gt;- Não, não aqui e não agora. Depois da aula nós conversamos. &lt;br /&gt;- Ozzy...&lt;br /&gt;- Parvati, por favor. Preciso contar muitas coisas a você e aqui não é o lugar pra isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me encarou outra vez sem dizer nada. Mais uma vez, a dúvida estava lá. Ela ainda não sabia se podia confiar em mim, mas ao mesmo tempo sabia que precisava. Por fim acabou assentindo e continuei ao seu lado, bloqueando os pensamentos para que ela pudesse assistir à aula sem os fones. Não trocamos mais nenhuma palavra até o fim da aula e quando deu 21h e fomos liberados, ela me acompanhou sem hesitar até o pátio. Não tinha ninguém ali, todos que saiam das aulas iam direto para as repúblicas, então não teria uma oportunidade e lugar melhor para contar tudo de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem, estou aqui, diga como parar isso – ela falou quando paramos perto dos bancos.&lt;br /&gt;- Primeiro preciso que você entenda porque pode ler pensamentos – respondi sentando no banco, mas ela não fez o mesmo. Continuou em pé, de braços cruzados – Você já ouviu falar sobre as famílias de Imortais, certo? – ela assentiu e continuei – Alec, Oleg e eu, nós fazemos parte dessas famílias. Quando nós completamos 16 anos passamos pelo ritual que nos tornou Imortais.&lt;br /&gt;- Vocês três? – ela pareceu surpresa e assenti – Certo, consigo acreditar. Isso explicaria porque sua família é tão grande, mas o que isso tem a ver comigo?&lt;br /&gt;- Quando completamos 16 anos, desenvolvemos certas habilidades. Cada um tem a sua e algumas são únicas, como Alec e Oleg, que podem controlar os elementos. Juntos eles fazem muitos estragos, como você já viu no clube de Alquimia. O meu é ler pensamentos. Essas habilidades só se revelam depois que passamos pelo ritual. Você sabe como ele é feito?&lt;br /&gt;- Li uma vez que vocês morrem e são trazidos de volta, é isso? – assenti e por um instante ela pareceu não entender, mas então a compreensão ficou estampada em seu rosto – O que você está tentando me dizer?&lt;br /&gt;- Nós estávamos lá. Chegamos minutos depois do acidente e vimos o estrago. Descemos a colina desesperados, mas já estavam todos mortos. O homem do caminhão, Jack, Alexis... E você – os olhos dela começaram a se encher de lágrimas, mas me obriguei a continuar para não desistir – Oleg pode ver espíritos, ele viu Jack e Alexis indo embora, eles não tinham nada pendente e fizeram a travessia, mas você ficou. Você não estava pronta pra partir. É assim que voltamos, nossos espíritos demoram alguns minutos para atravessar e nos trazem de volta antes disso acontecer. É por isso que os rituais só são feitos por anciões, para não haver erros.&lt;br /&gt;- Eu morri? – ela encostou-se ao muro, já sem conter as lágrimas – Como isso é possível? Vocês não podem...&lt;br /&gt;- Oleg sabia como fazer e Alec e eu... Nós ajudamos. Trouxemos você de volta. &lt;br /&gt;– Eu... Eu sou como vocês? – ela parecia tanto chocada quanto horrorizada.&lt;br /&gt;- Sim. Quando você volta através das palavras do ritual, se torna uma Imortal.&lt;br /&gt;- Não...&lt;br /&gt;- Você não estava pronta, era o certo a se fazer.&lt;br /&gt;- NÃO! – ela explodiu, as lágrimas já cobrindo todo o rosto - Não cabia a vocês decidir isso!&lt;br /&gt;- Nós salvamos a sua vida.&lt;br /&gt;- Não, vocês só a pioraram! Como se já não fosse ruim o bastante a perspectiva de me culpar pelo acidente até a minha morte, agora vou passar toda a eternidade carregando esse fardo!&lt;br /&gt;- O acidente não foi sua culpa, Parvati.&lt;br /&gt;- Era eu atrás do volante, não era? Fui eu quem jogou o carro de encontro com aquele caminhão.&lt;br /&gt;- Isso tudo, eu sei que é muito pra absorver, mas você vai ver que não é uma coisa ruim. Nós vamos ajudá-la.&lt;br /&gt;- Não, vocês já fizeram o bastante, me deixem em paz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela saiu correndo do pátio, mas não tentei ir atrás. Era muita coisa para absorver e ia levar um tempo, o melhor a se fazer era dar a ela o espaço necessário. Mais cedo ou mais tarde ela ia aceitar e nos procurar para que possamos ajudá-la a entender melhor o que mudou em sua vida. Levantei do banco e comecei a fazer o caminho de volta para as repúblicas com calma, mas uma gritaria vinda da Atena me fez parar. As meninas estavam histéricas e a porta abriu de repente, com Liseria saindo desesperada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ozzy! – ela correu pra fora da varanda e agarrou meu braço – Rápido, precisamos de ajuda!&lt;br /&gt;- O que houve? – perguntei correndo com ela pra dentro da república, já assustado.&lt;br /&gt;- É a Parvati! – ela começou a chorar e subimos as escadas correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos ao quarto delas, Parvati estava jogada no chão e Leonora estava debruçada em cima dela, aos prantos. Uma tampa de remédio estava perto das duas e vi que o frasco vazio dele estava em sua mão. Ela estava pálida e os lábios já estavam roxos. Estavam todas em um pânico tão grande que foi difícil manter a calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela tomou todo o vidro de antidepressivo! – Leo falou soluçando – Por favor, tem que levar ela pra enfermaria, é pesada demais, não conseguimos levantá-la!&lt;br /&gt;- Calma, ela vai ficar bem – abaixei-me ao lado dela e peguei Parvati no colo – Vai ficar tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai da república com ela desacordada em meus braços e Leo veio atrás de mim, ainda chorando. Todas as meninas estavam assustadas e muitas choravam achando que ela ia morrer, mas eu sabia que ia ficar tudo bem. O que me preocupava no momento era saber que ela preferia morrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-7192472164991552148?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/7192472164991552148/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=7192472164991552148' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/7192472164991552148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/7192472164991552148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/09/outubro-estava-chegando-e-com-ele-as.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-4613439907184656889</id><published>2011-09-20T18:56:00.000-03:00</published><updated>2011-09-20T18:58:14.610-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembranças de Lucian P. Valesti&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;A volta ao castelo sem o Jack fora difícil para todos. Jack sempre foi importante para nosso grupo de amigos, incluindo o time de hockey e tantos clubes e atividades. Alexis também fazia falta, principalmente para Parvati, meu irmão e para o Edgard. O irmão do Ozzy estava muito mal, pois tinham começado a namorar apenas uma semana antes do acidente e eu o observava sempre, tentando ajudar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É difícil dizer quem mais sofria, mas acho que Parvati, Julie e Ozzy eram essas pessoas, por razões distintas. Parvati e Ozzy carregavam com eles a idéia de que a culpa da morte era deles e nada que eu dissesse fazia Ozzy mudar de pensamento. Tentava ajudar Parvati também, mas ela voltara ao castelo fechada em um casulo, na forma de fones de ouvidos e casaco que jamais retirava. Julie tentava ser forte, como sempre foi, e eu, Lenneth e Liseria a ajudávamos pessoalmente. Era difícil demais para ela perder o irmão gêmeo e a prima pequena. Ela se abria conosco, mas principalmente com Lenneth e nós a ajudávamos sempre. Acho que ela era a única que sabia que precisava seguir em frente. Os próprios Jack e Alexis iriam querer isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pensando em todos eles eu fiz meu primeiro texto como editor-chefe do Expresso. Escrevi sobre Alexis e Jack, dedicando a primeira edição inteira a eles. Fiquei feliz ao perceber que os alunos queriam isso e recebi muitas palavras de carinho e agradecimento, de várias pessoas. Até mesmo Parvati e Ozzy me agradeceram pelo que escrevi e Julie também.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aceitar o cargo de Editor-Chefe foi uma honra que eu não esperava receber. Sempre me dediquei ao jornal, mas nunca quis os cargos mais ligados à liderança dele, me contentando em ser apenas jornalistas. Achei que Parvati ou Leonoroa seriam selecionadas para Editor-Chefe, e me surpreendi quando Parvati disse que ia sair do jornal e mais ainda quando a Mira e a Ferania indicaram meu nome para o cargo. Fiquei sem responder por uns segundos, até que o sorriso acolhedor e confiante de Liseria me fez sair do topor e eu aceitei o cargo feliz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Percebi então que esse cargo vinha a calhar. Ele significava que eu estaria na linha de frente na batalha contra aquele tal Antaris. Na verdade, suspeito que tenha sido esse um dos motivos para eu ser selecionado como editor-chefe. Ferania e Mira sabiam que eu não toleraria mais textos dele e comigo como líder do jornal, essas matérias nunca seriam publicadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse ano prometia surpresas e várias novidades, eu sabia disso. Só não tinha noção do tamanho das mudanças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;--------------------------------------&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Lucian, mais uma vez! – Robbie falou, voltando a tocar o piano. Eu comecei a cantar, mas não adiantava o quanto tentasse, não alcançava o tom certo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Robbie, não está dando. Não consigo me concentrar. – Eu falei, dando de ombros. Robbie bufou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Temos que continuar, você está longe de estar pronto para cantar essa música.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu sei, mas... – Eu falei e indiquei a platéia, que era o grupo menos empolgado e alegre possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estávamos todos lá: Alec, Oleg, Finn, Ozzy, Leo, Liseria, Lenneth e Julie. Apenas Parvati não estava. Tentávamos continuar com os ensaios, mas as memórias das músicas cantadas por Jack ainda nos assombravam e apesar de estar mais calmos, ainda era difícil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Robbie suspirou e desistiu, e descemos juntos o palco, indo nos juntar aos outros. Me sentei ao lado de Liseria, que logo deitou a cabeça em meu ombro. Lenneth estava abraçada a Oleg e me olhou rapidamente quando me sentei. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Lembram de como ele gostava de tocar violão? – Ozzy perguntou e começou a dedilhar algumas notas no violão e ouvimos quietos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Lembram quando ele tentou ensinar ao Finn como tocar e o Finn conseguiu arrebentar todas as cordas? – Lenneth falou e todos sorrimos. Os sorrisos agora eram mais comuns e passamos um bom tempo conversando e nos lembrando de coisas boas do Jack.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas o melhor ainda era ele ensaiando com o Ozzy. – Julie falou e todos sorrimos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um momento de silêncio caiu sobre nós novamente e Liseria me abraçou mais forte e eu sabia que ela estava se segurando. Ozzy estava ao lado de Julie e vi que ela apertava sua mão com força, enquanto Lenneth segurava as lágrimas abraçada a Oleg. Nesse momento, a porta do teatro se abriu e Patrick entrou correndo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Me desculpem a demora, me atrasei na aula de Literatura... O que aconteceu? – Ele perguntou ao notar todos esfregando os olhos. Seu olhar parou em Lenneth que saia do abraço de Oleg e vi que seus olhos se estreitaram. Ele ficou em pé rigidamente até Lenneth se sentar e sentou ao lado dela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nada, você não entenderia. – Ela respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É serio, aconteceu alguma coisa? É o Jack? – Ele perguntou novamente e Lenneth assentiu, mas respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim, Patrick, mas já falei que você não entenderia. – Ela respondeu novamente e vi como ele ficou irritado com isso, e olhou irritado para nós. Ele abraçou Lenneth possessivamente, encarando Oleg.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vamos continuar ensaiando? – Liseria falou, querendo quebrar a tensão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Acho que não tem mais clima. Vamos nos reunir de novo amanhã, quem sabe consigo trazer a Parv? – Robbie falou e começamos a sair em grupos. Patrick foi o primeiro a levantar e saiu do teatro rapidamente. Lenneth foi atrás dele, revirando os olhos ao passar por mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não sabia que o Patrick era tão possessivo. – Eu comentei, enquanto eu e Lis íamos para as repúblicas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nem eu. O olhar dele para o Oleg foi doentio. – Ela respondeu, apertando minha mão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você acha, digamos, perigoso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não sei, Lucian, mas não devemos nos meter. Lenneth é bem grandinha para saber se cuidar. – Ela respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu sei, mas fico preocupado. Com ela e agora até com o Oleg. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O Patrick não seria maluco de fazer qualquer coisa. – Ela respondeu e eu concordei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-------------------------------------&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse ano eu mantinha meu trabalho na livraria da Ferania e a experiência que eu tinha com a livraria de minha família, aliada à energia de Ferania e seus primos proporcionou um crescimento nas vendas da livraria. Alunos de Durmstrang e moradores da vila estavam organizando grupos de leitura na livraria e eu sempre participava, quando era possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O depósito da livraria, afastado do centro da vila, estava cada vez mais com a minha cara. Ferania me deu a liberdade de torná-lo mais habitável. Eu adorava aquele local. Era um pequeno chalé, mais ou menos do tamanho de uma república.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele tinha tudo que eu gostava: pilhas de livros, estantes e mais estantes, uma poltrona reclinável, uma lareira e uma vista maravilhosa para os bosques ao redor da vila. Nos meses frios, quando a neve caia, o cenário parecia uma pintura de tão belo e sereno, com os flocos de neve cobrindo tudo ao redor, as árvores, a trilha, deixando tudo em um belo tom de branco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu tomei a responsabilidade de organizá-lo, e ninguém conhecia-o tanto quanto eu. Colei em uma das paredes um mapa da Terra-Média, além de pendurar escudos e espadas que encontrei jogados dentro de um baú. Fer disse que deviam ser de seus pais, pois eram bem antigos, e ela logo se entusiasmou de pesquisar sobre eles. Ela era a única que ficava comigo no depósito, pois passávamos horas conversando sobre história e mil outros assuntos. Seus primos raramente iam lá, pois gostavam de mim e aprenderam a me dar esse pequeno espaço. Era para lá que eu gostava de fugir quando queria descansar ou pensar. Liseria entendia que eu precisava de um espaço e foi apenas uma vez conhecer o local, dizendo que era a minha cara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Voltava do depósito, com uma pilha de livros nos braços quando ouvi vozes alteradas, uma feminina e outra masculina. Estávamos afastados da vila e fiquei preocupado, me aproximando com cautela. Só então reconheci as vozes e larguei a pilha no chão correndo até elas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você não manda em mim, Patrick, entenda isso. – Ouvia Lenneth falar atrás de uma árvore a poucos metros de onde eu estava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu não estou mandando. Mas não quero mais que fique de abraços com outros garotos. – Ele respondeu, sua voz mais alterada que a dela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E você acha que eu vou aceitar? Vou deixar de ficar com meus amigos porque você está com ciúmes idiotas? – Ela respondeu e eu cheguei nessa hora. Patrick estava perto dela e parecia muito irritado. Lenneth estava irritada como eu nunca vi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ei o que está acontecendo aqui? – Eu perguntei, me colocando entre os dois. Eles me olharam de forma estranha. Patrick pareceu ainda mais zangado, enquanto Lenneth pareceu surpresa e até sem jeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não te diz respeito. – Patrick respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não fale com ele assim! – Lenneth falou, alteando a voz e vi que Patrick ficou vermelho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Calma, não vamos nos exaltar. Patrick, vá esfriar a cabeça. É melhor, depois vocês conversam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E por que eu obedeceria você? – Ele falou, levantando o queixo. Eu fiquei com raiva dele também e um sentimento estranho de proteção subiu pelo meu pescoço. Me senti pronto para brigar, mas Lenneth pousou a mão em meu braço e eu me acalmei. Respirei fundo e o olhei novamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Patrick, estou querendo ajudar, é melhor você ir se acalmar. Ela precisa de um tempo. – Eu falei. Ele me olhou de cima abaixo, sendo que eu era mais alto que ele, e depois olhou para Lenneth. Ele virou as costas indo até a vila. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Senti quando a tensão em Lenneth diminuiu e quando ela segurou minha mão eu vi que ela tremia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ei o que houve? – Eu perguntei e ela começou a chorar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu senti uma mistura de sentimentos. Senti raiva de Patrick por tê-la feito chorar, senti vontade de abraçá-la, senti vontade de correr atrás de Patrick e o socar. Mas o mais estranho deles foi sentir vontade de beijá-la... Eu me assustei com esse pensamento e notei como ela estava linda, mesmo chorando. Ela sentou-se no chão e eu me sentei ao seu lado, abraçando-a. Ela chorou em meu ombro por um longo tempo e não falamos nada, enquanto eu apenas fazia carinho em seus cabelos, falando calmamente com ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela não quis me dizer porque chorara, mas me fez prometer que não procuraria o Patrick por causa disso. Ela também quis que eu prometesse que não ia arranjar briga com ele. Eu engoli o orgulho e prometi a ela que sim, e só então ela se acalmou e sorriu. Novamente aquela vontade de beijá-la.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu me levantei logo e a ajudei a se levantar e voltei para pegar os livros, tomando o cuidado de não demonstrar nenhum daqueles sentimentos estranhos. Tomamos café com Ferania e lá Lenneth conseguiu se acalmar. Eu sabia que ela estava melhor, pois a conhecia bem e não conseguia mais tirar os olhos dela.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-4613439907184656889?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/4613439907184656889/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=4613439907184656889' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4613439907184656889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4613439907184656889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/09/lembrancas-de-lucian-p.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-5439518491320042177</id><published>2011-09-14T23:20:00.000-03:00</published><updated>2011-09-15T09:43:19.133-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Expresso Polar, Setembro de 2015&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é meu primeiro trabalho como editor-chefe e quero que ele seja especial. Nesse primeiro artigo quero mostrar para vocês o que me proponho a ser: verdadeiro e sincero, sem esconder ou mudar nada que vá até vocês.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-p3QIeDpfCG0/TnHy01PAdXI/AAAAAAAAABE/UHwG0vZOlIs/s1600/JackeAlexis-PB.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 276px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652565996783826290" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-p3QIeDpfCG0/TnHy01PAdXI/AAAAAAAAABE/UHwG0vZOlIs/s320/JackeAlexis-PB.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com orgulho que aceitei o cargo, e me senti muito feliz de poder trabalhar e ajudar mais o jornal que sempre gostei a crescer. Trabalhar nesse jornal tem sido uma alegria e muita diversão.&lt;br /&gt;Mas tudo esse ano fica escondido ou debaixo de uma nuvem de tristeza e um sentimento de vazio se apodera de todos.&lt;br /&gt;Aceitar o cargo, receber os parabéns de todos, pareceram vazios e sem sentido, sem um garoto sentado ao meu lado. Um amigo que sempre participou comigo no jornal, sempre se animando com minhas matérias e me ajudando quando eu tinha um bloqueio.&lt;br /&gt;Refiro-me ao Jack, o nosso e meu grande amigo.&lt;br /&gt;É por isso que deixo essa surpresa para vocês. Essa edição será feita em homenagem a ele, e a sua prima, a também querida Alexis. Começarei meu trabalho dedicando a eles essa edição. Ela será curta, apenas com esse meu artigo, mas sei que importante para todos.&lt;br /&gt;A perda deles, tão cedo e precocemente, foi um baque para todos da escola. Para mim foi uma dor maior, ser o primeiro a saber, e o responsável por dar as más notícias a todos...&lt;br /&gt;Jack sempre foi uma inspiração para todos, desde alunos a professores e funcionários. Nunca teve problemas com ninguém, nunca discutiu com nenhum aluno ou desrespeitou um único professor. Conviver com ele foi uma benção que eu tive a sorte de ter e, apesar do pesar, me alegro de ter conhecido uma pessoa como ele.&lt;br /&gt;Ele sempre se preocupou com todos. Quantas vezes éramos eu e ele que segurávamos o time de Hockey? Ou que evitávamos brigas desnecessárias? Enquanto escrevo essas palavras eu acabo sorrindo, me lembrando de tudo que passamos e fizemos juntos.&lt;br /&gt;Sorrio sim, pois sinto uma dor forte por ele não estar aqui, mas as lembranças com ele são intensas e especiais e nunca sairão da minha mente. E acho que é isso que devemos sempre carregar conosco, as lembranças boas que temos com ele, seu sorriso, sua energia alegre e divertida.&lt;br /&gt;Jack era incrível. E eu digo isso com todas as palavras. Ele era esportista, estudioso, divertido, alegre, bondoso, carinhoso e educado. Eu desafio a uma pessoa sequer falar algo contrário disso. Mas ele nunca deixou isso tudo subir a sua cabeça, sendo sempre humilde e educado com todos, um exemplo a ser seguido, que eu mesmo me espelhava para ser alguém melhor. Fanático por Star Wars, quantas vezes eu assisti as duas trilogias com ele? Lembro-me até hoje de um dia que ele obrigou a todos a fazer uma maratona e assistimos os seis filmes em um único dia! Foi cansativo, mas muito engraçado. Tudo bem, eu obriguei todo mundo a assistir Senhor dos Anéis no dia seguinte, as versões estendidas!&lt;br /&gt;Ele nos deixou um vazio no coração de todos. Para Penelope, sua namorada, foi uma dor profunda, perder um namorado tão carinhoso e bondoso quanto ele. Para mim, para todos do time de Hockey, da República, todos da escola, para seus familiares. Para Julie foi uma perda sem comparação, ele não era apenas seu irmão gêmeo, mas também seu melhor amigo. Mas sabemos que ele nunca nos quereria tristes, que ele iria nos querer sempre alegres. E principalmente, sempre juntos.&lt;br /&gt;E quanto a Alexis? Conheci-a bastante, pois sempre foi a melhor amiga de meu irmão, Lawfer, e de Edgar, mas pedi que os dois me ajudassem a escrever esse texto, e agradeço aos dois por isso. Edgar e Alexis possuem uma história tão dramática quanto Penélope e Jack. Eles tinham tomado a coragem para se declarar apenas uma semana antes e mal tinham começado o namoro, a conhecer o que o amor é.&lt;br /&gt;Desde a primeira vez que eu vi Alexis, quando ela foi a minha casa com meu irmão e o Edgar, nas férias do Natal do primeiro ano deles, eu vi como ela era uma menina doce, meiga e carinhosa. Uma garota forte, inteligente, cheia de vida e felicidade e acima de tudo confiante. Ainda jovem já era a líder de seus amigos, a responsável, a inteligente. Sua presença sempre alegre iluminava a todos ao seu redor.&lt;br /&gt;Nada era capaz de abalar sua alegria, nada. E isso eu admirava e muito. Ela era capaz de passar por qualquer situação com um sorriso alegre no rosto, pronta para superar o que fosse necessário. Uma característica essencial para que seu sonho se tornasse realidade: ser Curandeira. E ela tinha o dom para isso, pois era capaz de ajudar qualquer um e apenas sua presença nos fazia se sentir melhor.&lt;br /&gt;Alexis se espelhava em sua irmã, Parvati, que, como toda irmã mais velha, era o ídolo dela. Alexis via como Parvati era forte, inteligente e nada a abalava e a imitava. Parvati pode ter seus defeitos, mas sempre foi um exemplo para Alexis, que conhecia o seu lado que poucos conhecem. Muito do que Alexis tinha e era, ela aprendera com a irmã mais velha. Parvati era a inspiração para Alexis. Assim como o Jack, a Alexis não iria querer ver nenhum de nós triste, ela iria querer nos ver juntos.&lt;br /&gt;Jack e Alexis nos deixaram cedo, mas sei que viveram suas vidas plenamente, sempre alegres e sempre aproveitando tudo que eles podiam. Sei que nunca se arrependeram de nada. E me sinto orgulhoso de ter conhecido-os e saber que viveram tão bem e tão felizes.&lt;br /&gt;A dor é intensa, eu sei, e vai nos acompanhar eternamente. Mas devemos dar valor àqueles momentos que tivemos com eles. Devemos lembrar de seus sorrisos e sorrir com eles. Lágrimas fazem bem, mas lágrimas demais não.&lt;br /&gt;O mais importante disso tudo é que devemos aprender a dar valor aquilo que temos, a todos. Não podemos deixar isso para amanhã ou depois, tem que começar imediatamente. E é importante também não procurarmos culpados e causas. Tudo acontece por uma razão. A morte deles teve uma razão, desconhecida para nós no momento, e talvez para sempre, mas teve uma razão.&lt;br /&gt;Eu finalizo essa homenagem com um peso menor nos ombros. Sei que posso e que todos podemos glorificar a memória deles e nunca nos esquecermos de tudo que vivemos e aprendemos com eles. Acima de tudo devemos nos manter juntos, nos apoiarmos mutuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos ser perseverantes e fortes como a nossa querida e pequena Alexis.&lt;br /&gt;Devemos ser humildes e felizes como nosso querido Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E devemos sempre amá-los, sempre nos lembrarmos de seus momentos alegres e felizes.&lt;br /&gt;Deixo-os aqui, esperando poder dar a vocês todos, a cada familiar, cada amigo, um pouco de consolo. Um pouco de carinho.&lt;br /&gt;Como já dizia nosso Jack: “Que a força esteja com vocês”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Lucian Platinus Valesti, Editor – Chefe do Expresso Polar.&lt;br /&gt;Setembro de 2015.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sorrindo para todos que pegassem o jornal estava uma foto de Alexis e Jack abraçados, fazendo aquilo que sempre faziam, sorrindo e acenando alegres.&lt;br /&gt;E havia também uma foto de toda a turma junto: Alec, Oleg, Ozzy, Finn, Julie, Lucian, Liseria, Lenneth, Jack, Penelope, Parvati, Robbie, Leonora, Edgar, Alexis, Lawfer e Orion. A última foto com todos juntos, tirada no gramado da casa de Lucian, semanas antes do acidente. Um dos raros momentos em que Jack conseguira reunir todos.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-5439518491320042177?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/5439518491320042177/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=5439518491320042177' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/5439518491320042177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/5439518491320042177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/09/expresso-polar-setembro-de-2015-esse-e.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-p3QIeDpfCG0/TnHy01PAdXI/AAAAAAAAABE/UHwG0vZOlIs/s72-c/JackeAlexis-PB.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-276334481608068408</id><published>2011-09-13T18:06:00.000-03:00</published><updated>2011-09-13T18:07:48.611-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Algumas anotações de Leonora Carrara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa volta para a escola não foi em grande estilo como eu imaginava. Com Parvati tentando se ajustar à nova realidade, ficava dificil, fazer as coisas que costumávamos fazer antes, então alguns alunos nos olhavam assustados quando entrávamos para as aulas quietos e nos sentávamos no fundo da sala. E mesmo os professores, optaram por não falar nada conosco, então éramos deixados em paz. Parvati agora usava casacos com capuz, onde a ajudamos a costurar pequenos bolsos onde cabiam seu iPod e fones de ouvido. Ela também tinha um rádio a pilha, caso houvesse alguma interferência no castelo, e sua música alta fosse interrompida. Robbie e eu no começo até tentamos conversar com ela sobre isso, mas ao ver o seu olhar de pânico, em nossa primeira noite em nosso quarto na República, nos convenceu a fazer o que ela queria, pelo menos por enquanto, então Robbie e eu sempre estavamos por perto, para que ela não tivesse que falar com as pessoas. &lt;br /&gt;As coisas nunca mais seriam as mesmas para nenhum de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o-o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as aulas terminaram eu era a garota gorda e rica, que namorava o amigo de infância. Em nossa volta eu era uma garota muito, mas muito rica, sem namorado e com um corpo de fazer inveja às líderes de torcida dos times de hóquei, elas me olhavam com raiva, e eu adorava é claro. Minha transformação havia sido tão surpreendente que chamava a atenção dos garotos que antigamente se dirigissem um carro e eu atravessasse na faixa de pedestres, eles me atropelariam, mas agora? Sempre havia algum convite para sair, uma cantada um bate papo sem compromisso entre as aulas. Robbie e eu ríamos destas coisas e eu ate comecei a aceitar alguns convites, afinal eu queria saber como era estar do outro lado. &lt;br /&gt;Numa noite, acabei indo até o vilarejo tomar um café com Orion, e confesso que só aceitei pois fui movida pela curiosidade, afinal, todos sabem que ele não se envolve com ninguém. Acabei vendo que Mitchell estava no mesmo café, com uma garota, do 6º ano, e não parecia se divertir. E depois de algum tempo de conversas comuns, Orion começou um monólogo sobre o quanto ele era inteligente, seus projetos de sucesso no futuro, eu olhava disfarçadamente para a mesa de Mitchell e a garota parecia ser do tipo que também gostava muito de si mesma, e quando ela puxou um espelho da bolsa para se admirar, e ele sorriu e piscou para mim. &lt;br /&gt;Voltei meu olhar para um distraído Orion e aleguei ter um trabalho para terminar, e ele me levou de volta para a república, e até trocamos um beijo, que me fez sentir que beijava um peixe. Mal esperei ele ir embora, e entrei na república, não me contendo e limpando os lábios.&lt;br /&gt;Comecei a subir as escadas, quando ouvi uma batida na porta, e quando a abri e fui puxada para fora por Mitchell, que me encostou na parede e me beijou. Quando parou para respirar, abri a boca para perguntar o porque daquilo, mas ele me interrompeu com outro beijo. Acabei sorrindo enquanto o beijava e ele riu junto. Afinal, conversar pra que?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o-o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos voltando para a nossa república, quando passamos perto de um grupo de garotas que ao nos verem começaram com risinhos e provocações, Parvati e Robbie passaram ignorando-as, e eu até ia fazer o mesmo quando ouvi:&lt;br /&gt;- Lá vai o trio de patetas: o gay nerd, a balofa camuflada e a pé de chumbo assassina.- não aguentei e fui até elas:&lt;br /&gt;- O que foi que você disse, Layla?- perguntei à líder do bando, a nova chefe de torcida dos Dukes:&lt;br /&gt;- Apenas disse a verdade, ou seu amigo não é gay, você não é gorda, e sua líder não respeita limites de velocidade?- e elas voltaram a rir e eu as olhei de cima a baixo com raiva. &lt;br /&gt;- Quero que você pare com estas provocações ou vai se dar muito mal.- Acho que alguma coisa em meu olhar deve ter alertado às outras porque as risadas começaram a morrer:&lt;br /&gt;- Você não pode mais ameaçar as outras pessoas impunemente, Leonora,  se o diretor ficar sabendo, pode te expulsar. Todos sabem disso, você não assusta mais.- ela disse presunçosa, e eu senti vontade de unhar a cara dela e fazer um bom estrago. Mas respirei fundo e disse o mais calma possivel:&lt;br /&gt;- E quem está fazendo ameaças? Estou te alertando, como membro do jornal da escola, que se você não calar esta sua boca mal siliconada, o diretor, toda a escola e até mesmo seus pais, ficarão sabendo o porque do seu nariz mal operado viver entupido.Aliás, todas vocês vivem resfriadas ultimamente, não é?- olhei para as garotas e ela ficaram vermelhas. Layla empinou o queixo:&lt;br /&gt;- Todos sabem que você é da coluna de fofocas, ninguém acredita em suas mentiras.- e eu ri cínica:&lt;br /&gt;- Onde há fumaça há fogo e minhas matérias deixam de ser fofoca quando se tem provas para corroborar, e se você não sabe o que esta palavra significa, quer dizer...&lt;br /&gt;- Eu sei o que isso significa.- ela me cortou irritada e eu continuei sorrindo:&lt;br /&gt;- Você sabe que se isso sair no jornal da escola, é o primeiro passo para sair no Profeta Diário, e vai respingar em todas as repúblicas...Sinceramente? Eu não ligo se isso acontecer. E ai? Quer pagar pra ver?- como ela ficasse calada me olhando com ódio eu completei:&lt;br /&gt;- Acho que agora estamos entendidas. – virei as costas e caminhei até onde Parvati e Robbie me esperavam.&lt;br /&gt;- Não precisava ter saído feito uma leoa para me defender, eu não ligo para o que falam. – ele disse sério, e como eu o olhasse de volta ele disse logo:&lt;br /&gt;- Mas eu adorei assim mesmo. Vai conta logo, o que você disse que fez as hienas sossegarem?- ele quis saber e eu sorri:&lt;br /&gt;- Disse a Layla, que iria contar em detalhes no jornal, sobre os retoques que ela fez, naquele cirurgião caro de Sofia, afinal ele também é médico de Camille. Inclusise sobre aquele em particular. – disse apontando para a linha abaixo da cintura e Robbie riu, Parvati deu um meio sorriso, mas algo no seu olhar, me fez pensar em que ela de alguma forma sabia toda a verdade, e não pude evitar um pequeno arrepio na nuca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-276334481608068408?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/276334481608068408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=276334481608068408' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/276334481608068408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/276334481608068408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/09/algumas-anotacoes-de-leonora-carrara.html' title=''/><author><name>Leonora Ivashkov</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11362357318760157176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-1928933203021880252</id><published>2011-09-09T22:33:00.000-03:00</published><updated>2011-09-09T22:34:02.387-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando os alunos se reencontraram na plataforma da estação de Sofia, nem todos exibiam um semblante feliz por estar retornando para mais um ano na escola. Aqueles que todos os anos eram os mais animados e movimentavam a viagem de trem estavam quietos. Trancados em um vagão no meio do trem, Ozzy, Alec, Oleg, Lucian, Finn e Julie fizeram uma viagem silenciosa. Não viam motivo para conversar. Tudo naquela viagem, que era a última e havia há tanto tempo sido planejada, perdera o sentido sem Jack. Tudo os fazia lembrar o amigo. Em outro vagão, no inicio d trem, Parvati fitava a paisagem pela janela com um fone no ouvido e um capuz escondendo o rosto, alheia a conversa entre Leo e Robbie. Voltar para Durmstrang não estava sendo fácil aquele ano. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De volta à rotina de aulas, a mudança de comportamento daqueles afetados pelo acidente ficou ainda mais visível. Sempre bagunceiros e divertindo os alunos ao atrapalhar as aulas, ninguém mais interrompia o professor com piadas. Ninguém sequer conversava. Os treinos de Hóquei, que recomeçaram na 2ª semana de aula, passaram a ser apáticos. Os Ducks, campeões na temporada anterior, já não eram mais favoritos ao bicampeonato. Ozzy, capitão do time, não conseguia mais manter seus jogadores focados, estavam todos abalados demais com a perda do companheiro de time para pensar em jogo. Ele se sentia culpado pelo acidente e a idéia de que pode ter causado a morte de seu melhor amigo o torturava. Não podia contar a ninguém, não o levariam a sério, e as únicas pessoas que conheciam seus motivos não acreditavam em sua culpa, mas ele não conseguia se perdoar. Era mais fácil se culpar e dar um motivo a morte tão brutal do amigo do que pensar que ele partiu sem razão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se Ozzy se culpava por ter dito a Parvati que batesse com o carro, ela se culpava por estar ao volante. Parvati não conseguia, e nem queria, se perdoar por ter tomado as chaves da mão de Jack e dirigido enquanto estava tão alterada. E o pior, por ter sobrevivido. Parvati não compreendia por que um acidente daquela gravidade havia tirado a vida de sua irmã e de seu primo, mas poupado a sua, a culpada por ele ter acontecido. Ela não aceitava aquilo e sempre que cruzava com a prima, via em sua mente o mesmo questionamento. Julie agora não dividia mais o quarto com as meninas da sua turma. Assim que voltou a Durmstrang, pediu a presidente da casa para mudar e agora estava alojada no quarto de Lenneth, no 3º andar. Parvati entendia sua raiva e não tentava se aproximar, pois sabia que não ia suportar ouvir alguém dizer o que ela dizia para si mesma todos os dias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As tardes de quinta-feira eram sempre ocupadas com a aula de Educação Física e para que os alunos relaxassem da já puxada rotina dos N.I.E.M.s, Maddox pediu que se dividissem em duas equipes e se divertissem um pouco com um simples jogo de queimada. A partida corria bem e todos estavam gostando de descarregar um pouco do estresse atirando bolas uns nos outros, mas a coisa ficou séria quando Derek chutou uma bola no rosto de Ozzy. Querendo apenas um motivo para estourar, o garoto partiu pra cima do colega e em um instante uma roda se formou no meio do campo e os dois trocavam chutes e socos no meio dela. Maddox correu com a varinha em punho e com um único feitiço apartou a briga. Os garotos caíram de costas na grama, cada um pra um lado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Quero os dois fora do campo agora! - Maddox gritou furioso - Noah e Alec, levem os dois pra enfermaria pra cuidar dos machucados e se certificar que não vão mais brigar. Derek e Ozzy, da enfermaria direto para suas repúblicas e 10 pontos a menos para cada casa!&lt;br /&gt;- Anda, vamos embora - Alec puxou Ozzy pelo braço para o amigo levantar do chão.&lt;br /&gt;- Não precisa me segurar, não vou atacar ele - Ozzy reclamou e o amigo o soltou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alec e Noah levaram os amigos até a enfermaria e depois de terem os ferimentos no rosto limpos e cuidados, Noah rebocou Derek de volta a Osíris antes que algo mais acontecesse. Alec esperou até que eles já estivessem bem afastados para começar a andar com Ozzy para a Kratos. Foram o caminho todo calados, mas Alec quebrou o silêncio quando passaram em frente a Atena. Parvati estava sentada sozinha na varanda, o rosto escondido por um capuz e um olhar perdido. Só então eles perceberam que ela não estava na aula de Educação Física. Ozzy parou de andar quando a viu e Alec parou ao seu lado, o encarando sério.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- O que foi?&lt;br /&gt;- Você sabe o que precisa fazer, não é? &lt;br /&gt;- Não preciso fazer nada.&lt;br /&gt;- Sim, precisa. Ela precisa saber o que aconteceu, você tem que contar a ela.&lt;br /&gt;- Por que eu? Você e Oleg também são perfeitamente capazes de explicar tudo. &lt;br /&gt;- Só você pode ajudá-la e sabe muito bem disso. Não é só explicar o que houve, é ajudar nas mudanças.&lt;br /&gt;- Nós nos odiamos, ela não vai me ouvir.&lt;br /&gt;- O modo como você agiu quando estava tentando salvá-la, ninguém faz isso por alguém que odeia.&lt;br /&gt;- Preferia ter salvado o Jack.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas vocês não se odeiam. O que aconteceu pra vocês chegarem a esse ponto?&lt;br /&gt;- Não aconteceu nada, só não vamos com a cara um do outro.&lt;br /&gt;- Se você diz... Tenho que voltar pra aula, nos vemos mais tarde. Faça a coisa certa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alec deixou o amigo sozinho na estrada das repúblicas e voltou para o campo. Ozzy ficou parado em frente à Atena por um bom tempo, tentando decidir o que fazer. Ele sabia que tinha que contar a ela porque estava viva e o que isso significava, sabia que tinha que lhe dizer que as vozes que ouvia não significavam que estava maluca, mas ele não sabia como. Seu relacionamento com Parvati era complicado, tinha um passado que desencadeou dois anos de brigas e trocas de insultos que acabaram em tragédia e ele agora não sabia como lidar com a situação. Ainda devia odiá-la, ou a morte de Jack e Alexis deveria apagar tudo que aconteceu? Como falar com ela, sabendo que era o culpado por tudo aquilo que estava acontecendo? Até onde ela acreditaria nele, se chegar a ouvi-lo? Quando ele decidiu se aproximar, ainda não sabia o que ia dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi – Parvati levantou os olhos para ver quem estava parado na sua frente e voltou a encarar o vazio – Queria conversar com você, pode tirar o fone do ouvido?&lt;br /&gt;- Não tente querer ser legal só porque acha que deve isso ao Jack. Por favor, me deixa em paz.&lt;br /&gt;- Não estou tentando ser legal, só quero conversar – ele ignorou seu pedido e sentou ao seu lado – Há algumas coisas que precisa saber.&lt;br /&gt;- E por que é você quem tem que me contar?&lt;br /&gt;- Porque só eu posso explicar o que está acontecendo com você. Sou o único que pode ajudar.&lt;br /&gt;- A única maneira de me ajudar é me deixando em paz! – Parvati levantou irritada do banco e começou a caminhar na direção da porta – Não finja que se importa, não preciso de pena!&lt;br /&gt;- Eu sei o que você está sentindo, sei das vozes! – Ozzy ficou de pé também e ela parou de costas pra ele – Você não está louca. Eu sei o que causou isso.&lt;br /&gt;- Não, você não sabe o que eu estou passando, ninguém sabe!&lt;br /&gt;- Também posso ouvi-los, o tempo todo. Então sim, eu sei o que você está passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parvati o encarou e por um instante Ozzy viu em sua mente que ela estava considerando aceitar sua ajuda. Por mais doloroso que fosse, ela queria deixar que ele a ajudasse, mas não durou muito tempo. O que antes era dúvida havia se transformado em raiva. Ela não confiava mais nele. A mágoa ainda existia e talvez nunca fosse passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me deixe em paz – disse por fim e virou de costas outra vez, batendo a porta da república ao entrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-1928933203021880252?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/1928933203021880252/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=1928933203021880252' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/1928933203021880252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/1928933203021880252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/09/quando-os-alunos-se-reencontraram-na.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-4003950480506100752</id><published>2011-08-26T23:56:00.000-03:00</published><updated>2011-08-26T23:57:12.210-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hospital Psiquiátrico de Sofia, 27 de agosto de 2015.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você precisa sair daqui – Robbie disse sentado no pé da minha cama.&lt;br /&gt;- Falta menos de uma semana pra voltarmos a Durmstrang, não podemos ir sem você – Leo completou, de pé ao meu lado.&lt;br /&gt;- Não sei se quero voltar.&lt;br /&gt;- Pare de dizer bobagens, você precisa voltar – Robbie ficou de pé e encarou Leo sério – Você vai sair daqui amanhã.&lt;br /&gt;- E como espera que isso aconteça? – perguntei desanimada – Meus pais não vão me deixar sair.&lt;br /&gt;- Vão, se você parar de dizer que escuta vozes.&lt;br /&gt;- Não são vozes, são pensamentos – os corrigi, começando a me irritar. Ninguém acreditava em mim – Como agora, vocês estão pensando que eu sou uma maluca.&lt;br /&gt;- A gente acredita em você, Parv – Leo segurou minha mão – O problema é que isso soa sim como maluquice. Pare de repetir que pode ouvir o que as pessoas estão pensando e vão lhe dar alta.&lt;br /&gt;- É o único jeito. Quando seu pai entrar e perguntar se continua ouvindo vozes, minta – Robbie se aproximou e parou ao lado do outro lado da cama – Sua mãe disse que quando você não estivesse mais convencida de que pode ouvir pensamentos, ia lhe tirar daqui.&lt;br /&gt;- Minta. Depois ajudamos você a descobrimos como lidar com isso na escola.&lt;br /&gt;- Sim, vá pra casa, dê um jeito nessa cara de doente e não se atreva a não estar naquela estação dia 1º de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assenti com um sorriso fraco no rosto e eles beijaram minhas bochechas cada um de um lado antes de saírem, pois meus pais já estavam do lado de fora esperando para entrar. Como sempre faziam, me beijaram na testa e perguntaram como eu estava, se ainda estava ouvindo vozes. Fiquei um segundo em silêncio antes de responder, mas fiz o que Robbie e Leo disseram e menti. Fui o mais convincente que meus anos de teatro na escola permitiram e eles acreditaram. Podia ouvir seus pensamentos de alivio. Papai chamou o médico responsável pelo meu caso e depois de alguns minutos de conversa, ele concordou em me dar alta e me incentivou a voltar a minha rotina. Ainda não sabia como seria estar de volta a Durmstrang, mas precisava sair daquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ºººººº&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi alta do hospital na manhã seguinte, meus pais estavam lá cedo para me buscar. Voltar para casa foi doloroso. Como era de se esperar, meus tios estavam lá quando cheguei. Eles me receberam muito bem e se diziam felizes por eu estar de volta, mas seus pensamentos me culpavam pelo acidente. Não fiquei com raiva deles, eu também me culpava. Meu tio tinha razão, se eu não estivesse dirigindo, Jack e Alexis ainda estariam aqui. Julie sequer olhou para mim. Quando entramos na sala, ela se levantou do sofá e se trancou em seu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu quarto estava do jeito que havia deixado, um mês atrás. E a primeira coisa que notei foram os patins de Jack encostados no meu guarda-roupa. Ele havia largado lá para eu não esquecer que íamos patinar no dia seguinte, apesar da minha relutância. Peguei o par de patins pretos cheios de rabiscos no couro e sentei na cama. Não sei quanto tempo fiquei em silêncio com ele no colo, mas mais tarde, quando comecei a arrumar minhas coisas para voltar a Durmstrang, foi a primeira coisa que guardei na mala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ºººººº&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem certeza que não quer que a acompanhe até a estação? – mamãe perguntou ainda abraçada a mim – Não me importo em me atrasar.&lt;br /&gt;- Tudo bem mãe, não precisa. O pai do Robbie vai nos levar, pode ir pra prefeitura.&lt;br /&gt;- Prometa que não vai fazer nenhuma bobagem e que vai me chamar se tiver algum problema – mamãe segurou meu rosto com as mãos e me encarou séria – Eu paro o que estiver fazendo e vou ao seu encontro.&lt;br /&gt;- Eu vou ficar bem, mãe – ela continuou me encarando séria – E se precisar, vou lhe chamar.&lt;br /&gt;- Ok. Faça boa viagem – e beijou minha testa, me soltando do abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei meu malão e sai de casa, acenando uma última vez para mamãe na porta antes de entrar no carro do pai de Robbie. Leo já estava lá dentro e pegamos a estrada em direção à estação de Sofia. Fui o caminho inteiro calada, com o olhar fixo na paisagem do lado de fora do carro. Era inevitável passar naquela estrada sem lembrar do acidente. Já estávamos quase nos aproximando da estação quando o carro passou em frente ao cemitério da cidade. Soltei um grito tão alto no carro que o pai de Robbie pisou no freio com força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe, tio – soltei o cinto apressada e Robbie e Leo me olhavam assustados – Se importa se pararmos aqui um instante?&lt;br /&gt;- Não, tudo bem – ele respondeu ainda um pouco assustado, mas entendeu o que eu queria – Robbie, vá com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci do carro e Robbie e Leo vieram atrás de mim. Não trocamos uma única palavra, mas eles apontaram a direção que eu deveria ir e ficaram alguns passos atrás, apenas me observando. Não foi difícil encontrar os túmulos de Jack e Alexis, eram os únicos com flores colocadas recentemente. Estavam sepultados um ao lado do outro e me ajoelhei entre os dois, abaixando a cabeça. Não rezei. Também não chorei. Fiquei em silêncio diante dos dois túmulos, pensando em como havia magoado tantas pessoas e em como isso havia levado àquele momento. Fiquei ajoelhada alguns minutos e quando levantei, pedi desculpa por tudo que tinha feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robbie e Leo ainda estavam parados há alguns passos de distancia, respeitando meu espaço, e me estenderam o braço para voltarmos ao carro. Tio Klaus estava esperando pacientemente no carro e nos deixou na estação minutos depois, se despedindo apressado porque estava atrasado para uma reunião. A plataforma já estava lotada de alunos e tirei meu iPod da mochila, colocando os fones no ouvido e ligando a música alta. Era a única forma de não ouvir os pensamentos de todas aquelas pessoas. Quando entramos no trem, puxei o capuz do casaco para esconder os fones e meu rosto, que exibia uma cicatriz, e procuramos um vagão vazio para ocupar. Aquele não ia ser um ano fácil, mas eu sabia que precisava encará-lo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-4003950480506100752?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/4003950480506100752/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=4003950480506100752' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4003950480506100752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4003950480506100752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/08/hospital-psiquiatrico-de-sofia-27-de.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-4027162709474388354</id><published>2011-08-14T23:12:00.000-03:00</published><updated>2011-08-14T23:16:39.550-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No mesmo dia que voltei fui com Robbie e Finn, visitar Parv e quando chegamos na clínica ela estava dopada. O máximo que nos deixaram fazer foi vê-la dormindo por uma janelinha de vidro na porta, dali fiz questão de ir até a casa dos pais dela, e dar o meu apoio. Quando vi tia Karen, corri até ela e a abracei apertado. Acabamos chorando juntas por um tempo pois lembramos de nossos entes queridos que haviam morrido. O único que parecia mais controlado era tio Demetri, porém eu sabia que aquela calma, era uma fachada, pois por dentro ele devia estar despedaçado, mas com a mulher a filha precisando dele, alguém tinha que se manter firme. Quando nos acalmamos um pouco, tio Demetri ainda me contou que minha avó, já fazia tratamento para o coração fraco há vários anos, e que era uma questão de tempo, até ela sofrer algum ataque e não resistir. Agradeci a ele e a tia Karen por tudo o que fizeram por vovó, e meu respeito, admiração e carinho por eles cresceu mais ainda. &lt;br /&gt;Eu e Robbie estávamos esperando a nossa vez de entrar no quarto da clinica onde Parvati estava internada. Depois da visita dos seus pais, fomos liberados para ir em frente, respiramos fundo e quando entramos, fiz o possivel para me controlar, pois aquela garota pálida, de olhos inchados, com cabelos sem brilho, lábios descorados e que horror, e sem gloss...&lt;br /&gt;Não, aquela não era a Parvati Karev que eu conheci a vida toda...&lt;br /&gt;- Oi Parv, como você está hoje?- quis saber Robbie e ela demorou alguns segundos focando os olhos nele, e esboçou um leve sorriso e respondeu excessivamente calma:&lt;br /&gt;- Vou indo bem.- aproximei-me e toquei sua mão e ela ficou alguns segundos olhando a minha mão e levantou o rosto para mim, dizendo com um sorriso cansado:&lt;br /&gt;- Você demorou... Mas está bonita.- engoli o soluço que se formou e disse com uma falsa animação:&lt;br /&gt;- Precisei me esconder e dar um jeito em mim, agora estou aqui para cuidar de você. Vamos pentear os cabelos? Trouxe um batom novo que é a sua cara e mais coisas que vão te deixar incrível.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;‘Ah Parv, você precisa sair desta e voltar para casa. Seus pais precisam de você...Eu e Robbie precisamos de você, muito. E o branco ovo deste camisolão sem formas não combina com o tom da sua pele’.&lt;/span&gt;  - era o que eu pensava enquanto eu e Robbie penteávamos os cabelos dela, e ela encarava o nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o-o-o-o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a minha volta, todo o tempo que eu tinha ou estava no hospital, ou estava em reuniões nas empresas que havia herdado. Meu pai estava se movimentando de forma a tentar bloquear as minhas ações através do Conselho, usando o argumento de que se eu não havia sequer terminado a escola, como poderia administrar  todo aquele patrimônio? Então por causa destas manobras, eu sempre era convocad a dar explicações aos acionistas sobre os meus planos para as empresas, e até mesmo opinar em pequenas coisas. Embora, eu não tivesse um curso de administração, eu passei anos acompanhando minha avó e vendo as suas decisões nos mais diversos assuntos, e quando ela não entendia algo, ela procurava ajuda especializada, e foi o que fiz. Outra de suas lições, era sempre pedir ajuda de quem eu confiasse, então procurei o pai de Robbie, pois gostava muito de sua familia e vovó o respeitava muito como empresário. Marcava reuniões com tio Klaus, e ele me ajudava dando orientações sobre assuntos que eu não entendia, com isso sobrava pouco tempo para pensar em Finn. E o pior nesta situação , era que eu não sentia falta dele como namorado, mas sim como amigo.&lt;br /&gt;Fui até a casa dos meus pais, buscar minhas coisas que estavam lá, pois iria mudar para a casa que herdei de vovó, e levei minha gata Condessa, que insistia em me seguir a todo lugar desde a minha volta. Enquanto ela havia ido explorar a casa, estava no meu antigo quarto separando os sapatos que iria levar nas malas, quando ouvi um miado esganiçado e uns xingamentos. Corri ao corredor e Camille, segurava minha gata pelo cangote de forma violenta e a jogou longe, acertando-a na parede.&lt;br /&gt;- Este bicho pulguento destruiu o meu vestido da festa de hoje à noite.- quando vi aquilo não pensei muito e avancei sobre Camille lhe dando alguns bons tapas na cara, e graças aos ensinamentos de Apolo, deixei-a com um dos olhos roxo, antes que os empregados nos separassem. Mandei que me soltassem, fui até minha gatinha e a peguei no colo cuidadosamente e após verificar que ela estava bem, a levei embora, mas enquanto acariciava seu pêlo branco, lhe prometia uns mimos por ter destruído o vestido da idiota da Camille. &lt;br /&gt;Quando cheguei em casa, Finn estava me eperando. Contei a ele o que havia acontecido e ele prontamente me ajudou a cuidar da minha gatinha e ficamos um tempo junto conversando e rindo como sempre fizemos, em certo momento ele começou a me beijar e ficou empolgado, até comecei a corresponder, mas de repente me veio à mente, ele sendo acossado pela minha irmã no funeral da minha avó e não sabendo ou querendo se livrar dela.  Eu o afastei.&lt;br /&gt;-Não estou com cabeça para isso agora.Acho que na realidade, devemos ser apenas amigos Finn, estou com muitos problemas e não quero me distrair.&lt;br /&gt;- Distração? É isso o que sou agora?&lt;br /&gt;- Desculpe, não quis ofender, mas também acho que você tem maturidade o suficiente para perceber que no momento a vida da minha melhor amiga, está uma bagunça e ela é minha prioridade agora.&lt;br /&gt;- Sim, claro, Parvati precisa de toda ajuda possivel, ela também é minha amiga.&lt;br /&gt;- E você tem estado ocupado fazendo testes para alguns times não é?Não haveria tempo apra um namoro ‘a sério’.&lt;br /&gt;- Estou esperando a resposta daquele time italiano que fui na semana passada fazer os testes.O técnico gostou muito da minha forma de jogar e ia estudar uma boa proposta. Então você acha que é melhor darmos um tempo? - ele quis saber visivelmente triste.&lt;br /&gt;- Não, quem dá tempo é juiz de futebol, o melhor é terminarmos. E quem sabe um dia, a gente possa retomar de onde paramos.- disse direta e objetiva demais e ele franziu os olhos:&lt;br /&gt;- Você não está terminando por causa do Callahan não é? &lt;br /&gt;- Se estivesse terminando com você por causa dele, eu te diria Finn, nunca houve segredos entre nós e não começaria agora não é? Afinal sei que você me conta tudo.- disse olhando-o nos olhos e percebi sua expressão culpada.Ali eu soube que havia acontecido alguma coisa entre ele e Camille.&lt;br /&gt;- Er..Sim, claro. Mas saiba que você pode contar comigo para tudo, sempre ok?- assenti com um sorriso nos lábios e nos abraçamos. Não sentia raiva dele por não me contar, sentia tristeza por perceber algo que sempre me recusei a ver: Finn era um fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o-o-o-o-o-o-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma de minhas novas atribuições, era frequentar alguns eventos sociais, e depois de verificar que Condessa estava bem instalada, a deixei em casa, se esbaldando com uma lata de atum, e fui para uma festa da Associação Empresarial de Sofia. Fui cumprimentada por várias pessoas que me conheciam e de muitos recebi os pêsames por minha avó. Depois da entrega de alguns prêmios, começou o coquetel e eu olhava com suspeita para um canapé de salmão quando ouvi uma voz conhecida:&lt;br /&gt;- O salmão passou do ponto. Melhor pegar o de lagosta.- e me virei para Mitchell que estava todo elegante. Não pude evitar um olhar avaliador, quando o olhei nos olhos, ele sorriu:&lt;br /&gt;- Olá Leonora, você está linda.&lt;br /&gt;- Obrigada, você também está muito bonito.- respondi e ele pegou dois drinks da bandeja de um garçon que estava perto e me ofereceu um.&lt;br /&gt;- Nunca o vi nestes eventos.Aliás nem sabia que você é como diria vovó: ‘um partidão’.- comecei a conversa e ele riu:&lt;br /&gt;- Ficou surpresa por eu não ser um pobretão ou por eu saber diferenciar salmão e lagosta?- revirei os olhos.&lt;br /&gt;- Os dois, mas você não tem o perfil de quem gosta de vir a estes lugares.- comentei e ele respondeu:&lt;br /&gt;- Estou fazendo um favor ao meu pai. Ele e meu irmão estão na China, e era importante que alguém da familia viesse aqui hoje. São os tais ‘contatos de negócios’.- ele respondeu  e  assenti, nesta hora senti o perfume enjoativo de Camille.&lt;br /&gt;- Não acredito que você teve a ousadia de vir aqui depois do que me fez. Quer arruinar os negócios de papai?- eu a encarei firme:&lt;br /&gt;- Quem vai arruinar algo para ele, é você. Você sempre foi péssima em feitiços de glamour. E sob esta luz o olho roxo que fiz em você no outro dia, continua aparecendo apesar deste monte de maquiagem. Mercadoria avariada não tem bom preço no mercado.- provoquei e quando ela avançou, Mitchell colocou um braço na frente, defensivo:&lt;br /&gt;- Senhoritas: Escândalos não farão bem a ninguém. - ela olhou superior para Mitchell e quis saber:&lt;br /&gt;- E você é?- antes que Mitchell respondesse, o meu pai, quer dizer, George Ivashkov se aproximou animado e disse:&lt;br /&gt;- Camille, que bom que já conheceu Mitchell Callahan. Tenho certeza que serão ótimos amigos.- e ele me olhou superior e disse:&lt;br /&gt;- Leonora.&lt;br /&gt;- Senhor.- respondi no mesmo tom e Camille sorriu predadora para Mitchell e seu pai disse:&lt;br /&gt;- Tenho certeza que a Vésper e a Galway farão ótimos negócios juntos...- olhei de George para Mitchell e comentei:&lt;br /&gt;- Não sabia que iríamos fazer negócios com um grupo estrangeiro...&lt;br /&gt;- Papai não tem que lhe dar satisfações dos negócios que faz. Já eu gostaria muito de saber sobre este assunto.- disse Camille jogando charme para Mitchell e ele sorriu enquanto olhava para George.&lt;br /&gt;- Tenho certeza que tudo vai correr bem, e eu gostaria muito de explicar sobre isso à sua filha durante uma dança.- Camille levantou a mão e a ofereceu a Mitchell mas ele a ignorou e se virou para mim:&lt;br /&gt;- Vamos dançar Leonora?- primeiro o olhei pasma e depois assenti. Ele tomou minha mão e fomos para a pista de dança.Quando ele me abraçou apertado, levantei o olhar para ele, e quis saber:&lt;br /&gt;- Este é o seu jeito de falar de negócios?- e ele sorriu:&lt;br /&gt;- Não, eu só acho gostoso abraçar você. E nunca dançamos juntos, depois vamos sair daqui e comer alguma coisa decente, estou morrendo de fome, e talvez falar de negócios.&lt;br /&gt;Não esperamos a música terminar para sair dali e irmos até um restaurante fast food, nos empanturrar de hamburgueres e batatas fritas. Falamos sobre muitas coisas aquela noite, menos sobre negócios. Eles podiam esperar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-4027162709474388354?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/4027162709474388354/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=4027162709474388354' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4027162709474388354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/4027162709474388354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/08/no-mesmo-dia-que-voltei-fui-com-robbie.html' title=''/><author><name>Leonora Ivashkov</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11362357318760157176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-1882970962726707222</id><published>2011-07-31T16:34:00.000-03:00</published><updated>2011-07-31T16:36:42.585-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ele não é meu pai...&lt;br /&gt;Será que minha avó sabia disso?&lt;br /&gt;Tudo o que ele sempre quis, agora é meu... Ah vovó porque você fez isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de andar bastante,comecei a correr sem rumo e nem percebi que minhas lágrimas caiam, quando esbarrei em alguém saindo de uma loja. Quase derrubei a mulher, mas ela era ágil, se aprumou e ainda me segurou:&lt;br /&gt;- Leonora? O que foi que houve? Porque está chorando?- olhei e era Sasha,a dona da boate Luxury, atrás dela estava o seu segurança, Apolo. Ele era enorme, todo músculos e muito sério.Mas me encarou de forma gentil.&lt;br /&gt;- Está com algum problema? Quer que chamemos aos seus pais?&lt;br /&gt;- Eles me odeiam...eles me disseram...- respondi com a voz embargada e ela ficou em duvida:&lt;br /&gt;- Os pais não odeiam aos filhos, Leonora, às vezes numa discussão falam coisas ruins, mas não quer dizer que são verdadeiras.&lt;br /&gt;- O que você sabe da minha vida? Nada, então por favor não queria explicar a minha familia.- disse grosseira.&lt;br /&gt;- Desculpe, não devia ter dito nada, sinto que com a morte de sua avó, tudo deva estar confuso na sua cabeça, e espero que tudo se resolva. Vamos embora Apolo.&lt;br /&gt;- Não, não vá...Perdoe-me Sasha...Você não tem culpa de nada.&lt;br /&gt;- Gostaria de tomar um café? Quem sabe um chá, você parece precisar.- ela disse eu respondi amargurada:&lt;br /&gt;-Quero sumir do mundo, para poder ter tempo de saber o que vou fazer com a minha vida e... não quero perturbar meus amigos, eles estão de férias.&lt;br /&gt;- E você vai ficar andando de um lado a outro assim? – dei de ombros e ela após olhar para o segurança disse:&lt;br /&gt;- Se quiser você pode ficar um tempo em minha casa para se acalmar.&lt;br /&gt;- Na boate?  Não é o que eu chamaria de o lugar mais isolado do mundo. - E ela riu:&lt;br /&gt;- Eu não misturo o meu trabalho com minha vida pessoal.Tenho uma casa, como todo mundo.&lt;br /&gt;- Sim, claro não quis ofendê-la.- disse sem graça, enxugando o rosto e ela sorriu:&lt;br /&gt;- Garanto que seria o último lugar do mundo em que alguém iria procurá-la. Você poderá ficar no quarto de hóspedes e somente eu, Apolo e os empregados da casa, saberiam de sua presença, e todos são de confiança e muito discretos. E acho que você deveria avisar a  algum adulto onde você está, afinal não é seguro, ir para a casa de estranhos. - e eu respondi:&lt;br /&gt;- Não sei porque, mas confio em você, e sei que ficarei bem.- segui Sasha e Apolo para um carro e após rodarmos algum tempo, paramos numa casa de 2 andares, de arquitetura tradicional, num bairro de classe média alta, afastado do centro de Sofia, e era uma casa de extremo bom gosto e cheia de conforto. Havia inclusive piscina aquecida e uma academia nos fundos. Por incrível que pareça, eu tive a sensação de entrar em um lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o-o-o-o-o-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já estava naquela casa, há mais de dois dias e havia trocado poucas palavras com a sua anfitriã, pois quando anoitecia a mulher saía para administrar o seu negócio. Mas as poucas conversas eram divertidas, e haviam descobertos muitos gostos em comum.E durante as manhãs, Sasha dormia. O único que tinha alguma energia pela manhã, embora trabalhasse á noite, era o guarda costas, Apolo. E numa destas manhãs, ele ensinou a garota a como usar a esteira para correr, a usar os punhos e descarregar as frustrações num saco de areia ou mesmo que braçadas na piscina, faziam milagres para quem tem a cabeça cheia de problemas, e para quem sempre havia demonstrado aversão aos esportes, a garota passou a ser uma praticante assídua. &lt;br /&gt;Observando por uma porta de vidro, Sasha, observava enquanto a garota corria na esteira, ouvindo música alta. Sorriu consigo, enquanto o guarda costas se aproximava e sem se virar, disse:&lt;br /&gt;- Ainda acha que fiz mal em trazê-la para cá?&lt;br /&gt;- A garota é maluquinha, mas gente boa. Mas ainda acho perigoso, você se tornar amiga dela.  &lt;br /&gt;- Já não preciso ter medo de nada e de ninguém, meu caro.Eu sei me defender.&lt;br /&gt;- Sim, sabe, pois eu a ensinei bem, mas dizendo o óbvio: ela não é a sua filha, Mariska.&lt;br /&gt;- Por favor, um assunto de cada vez. E deixe-me ter a ilusão de como seria ter a minha filha crescida andando por esta casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o-o-o-o-o-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos logo Finn...&lt;br /&gt;Dois garotos, um loiro e um moreno, com a aprência de jovens em férias, andavam pela rua de um bairro de classe alta, de Sofia e pareciam discutir:&lt;br /&gt;- Já viemos aqui ontem, Rob e a Leo não voltou, e os empregados se recusam a nos dar alguma informação. Não acha que é melhor, procurarmos as autoridades?- disse o loiro.&lt;br /&gt;- Ah sim, procuramos a polícia e dizemos que nossa amiga, a herdeira de um conglomerado de empresas multimilionário desapareceu por conta própria e que queremos saber aonde ela está, para trocarmos receitas de bolo. Afinal, ela nos deve sartisfações, e nem preciso acrescentar que só isso, já bastaria para o pai dela pedir para o conselho que tire tudo que vovó deu para a Leo. - e o garoto de cabelos escuros, deu um leve empurrão no garoto loiro.&lt;br /&gt;- Dããã! Vamos continuar procurando por ela, agora mais que nunca. – caminhavam em direção a casa,quando encontraram um garoto conhecido voltando pela mesma calçada.&lt;br /&gt;- Robert, Finnegan. – disse o rapaz como cumprimento e o moreno disse dramático:&lt;br /&gt;- Mitch, por favor diga que você está vindo da casa da Léo e que tem alguma noticia dela?&lt;br /&gt;- Estou vindo da casa de meu tio, acabei de voltar de um mochilão pela Europa, e não tenho notícias da Leonora. E só pra constar: É Mitchell.  O que aconteceu com ela?- e o garoto loiro disse:&lt;br /&gt;- Acho que não devemos incomoda-lo com isso, afinal você e Léo não têm mais nada em comum.- e tentou passar pelo garoto e Mitchell o segurou pelo braço dizendo:&lt;br /&gt;- Ela e eu terminamos, mas eu me importo com ela, quer você goste ou não, o que houve? – quis saber Mitchell e Finn respondeu provocador:&lt;br /&gt;- Acontece que ela é a minha namorada, e isso é assunto meu...&lt;br /&gt;- Você não está fazendo um bom trabalho se não sabe aonde ela está. Quero saber o que aconteceu. Agora!- ficaram se encarando a ponto de começar uma briga, quando ouviram:&lt;br /&gt;- Parem de bancar os machos disputando território. Isso nem é tão excitante quando passa no Animal Planet. Leonora, sumiu desde o funeral da avó e não disse a ninguém aonde ia. E eu preciso dela, Parvati pirou. Você pode nos ajudar a procura-la?&lt;br /&gt;- E os pais dela? Devem saber aonde a filha está...- quis saber Mitchell, depois de soltar o braço de Finnegan.&lt;br /&gt;- Curtindo férias em Aspen. Eles não se dão muito bem, acho que deu para notar isso no funeral da vovó.- Von Hoult explicou e o garoto chamado Mitch após pensar alguns segundos, pegou um celular e depois de discar, começou a falar em um idioma diferente.&lt;br /&gt;- O que foi isso, Mitch? Porque o seu inglês soava diferente?- quis saber  Robert depois que Mitchell desligou:&lt;br /&gt;- Falei escocês.(ante o olhar intrigado, respondeu) - Uma longa história e não tão interessante.- antes que falasse mais alguma coisa, duas enormes Land Rovers de cor preta, chegaram derrapando pela rua e quando parou perto deles, as portas se abriram e de cada uma saltaram quatro homens de ternos e usando óculos escuros, todos pareciam seguranças.&lt;br /&gt;- Algum problema senhor Callahan?- quis saber o mais forte deles e de cabeça raspada.&lt;br /&gt;- Quero que me explique Gunther, como se eu fosse um menino de cinco anos, porque eu não fui comunicado do desaparecimento de Leonora Ivashkov?- quis saber Mitchell tenso.&lt;br /&gt;- Paramos de protege-la quando o seu namoro terminou, senhor. Já acionei nossos contatos e todos estão em alerta procurando a senhorita Ivashkov.- e um som de mensagem recebida no celular, fez o careca desviar o olhar e depois voltou a encarar Callahan.&lt;br /&gt;- Não há nenhum corpo nem no necrotério e nem no hospital com as características da senhorita Ivashkov, ela deve estar escondida na casa de algum amigo, já estamos rastreando os seus passos.- e Mitchell, respondeu sério, enquanto se dirigia a um dos carros:&lt;br /&gt;- Encontre-a!  - e se virando para os dois rapazes que o olhavam espantados.&lt;br /&gt;- Vamos até a casa de meu tio, ficaremos mais confortáveis enquanto esperamos, já está quase na hora do jantar. Gunther...- e o segurança o olhou tenso:&lt;br /&gt;- Não preciso dizer, que você tem o tempo do jantar para nos trazer alguma noticia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o-o-o-o-o-o-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte pela manhã, os três rapazes estavam parados em frente, à antiga casa da avó de Leonora, quando uma limousine, preta e reluzente deslizou pela rua e parou. Quando o motorista, um negro alto e forte, abriu a porta, pernas bem torneadas, usando saltos altos e um vestido de griffe, deslizaram para fora, e uma garota de corpo bem feito e com cabelos bem penteados, usando maquiagem sutil, saltou. Ela os olhou e disse sorrindo:&lt;br /&gt;- Uau! Um comitê de boas vindas.- dos rapazes o primeiro a sair do choque foi Robert, que chegou perto dela e a agarrou num abraço apertado e quando a soltou disse:&lt;br /&gt;- Como você sumiu assim?&lt;br /&gt; - Eu estava com.... Quer dizer, eu estava em um spa, e...Como souberam que eu votlava hoje?&lt;br /&gt;- Spa? Você estava num spa? Como você sumiu assim? Tem noção da nossa preocupação?O segurança do Mitch, nos avisou que você estava voltando hoje.&lt;br /&gt;- Desculpe Robbie, mas eu preecisava de um tempo para mim. Mitchell tem seguranças? Desde quando?&lt;br /&gt;- Você foi uma vaca Leonora, o mundo aqui fora pegando fogo e você relaxando num spa? Claro que você está maravilhosa, amei as luzes, mas eu não a perdôo pela aflição que me fez passar, tem ideia de que perdi alguns anos de minha vida? Está vendo estas linhas aqui na minha testa? – disse apontando o indicador para o rosto.&lt;br /&gt;- Não há linhas aí...&lt;br /&gt;- Mas elas estão ai, eu sinto, é só eu relaxar.&lt;br /&gt;- Sinto muito mesmo Robbie, prometo passar um longo tempo me desculpando, agora quero mostrar para Parv, o novo visual. Onde ela está?- e enquanto isso, o motorista levou a mala dela para dentro da casa e quando voltou ela disse:&lt;br /&gt;- Obrigada Apolo, por tudo.&lt;br /&gt;- Ao seu dispor senhorita, sempre que precisar.- e foi embora, enquanto &lt;br /&gt;- Leo, você não soube?- quis saber Finnegan e só então ela olhou para ele. Lançou um olhar caloroso para Mitchell e após um breve cumprimento, ele se foi, e ela tornou a olhar para o namorado.&lt;br /&gt;- Soube do quê? Quando fiquei no spa, não quis receber nenhuma noticia de fora.&lt;br /&gt;- Leonora, uma semana depois que você sumiu, Alexis, Parv e Jack sofreram um acidente de carro.&lt;br /&gt;- Ai que horror!  Como eles estão? Vamos vê-los, trouxe presentes...&lt;br /&gt;- Jack e Alexis....Eles morreram, Leo. E a Parvati depois que saiu do coma e soube, pirou pois se sente culpada. &lt;br /&gt;- É claro que ela não tem culpa de nada. Eu sou uma imbecil, se eu não tivesse sido tão fraca, teria ficado e estaria aqui quando ela precisou.- eu disse chateada e Robbie me consolou:&lt;br /&gt;- Você não tinha como adivinhar, e sim não devia ter sumido.Ela ficou frenética atrás de você, mas daí aconteceu o acidente e ela surtou. Agora ela está numa clinica, tipo um hospício, para ganhar carimbo de maluca só falta a camisa de força.Ela diz que pode ouvir o que as pessoas estão pensando.&lt;br /&gt;- Ai céus, está esquizofrênica. Mas ela não pode ficar lá Robbie, daqui a pouco surgem os amigos imaginários que cultuam extra terrestres e daí não tem volta. - eu disse firme e ele me olhou descrente:&lt;br /&gt;- Ah não? E o que você sugere? Que a gente sequestre a filha pirada da prefeita de Sofia? Eu já fiz visitas lá, e o lugar é seguro. Afinal, guarda ‘maluco’.- disse fazendo aspas com os dedos.&lt;br /&gt;- Não nada de sequestro, por ora, nós só vamos estar lá para a Parv, mesmo que seja para limpar a baba dela.&lt;br /&gt;- Ela vai te matar quandou souber que você a chamou de louca babona.- disse Robbie.&lt;br /&gt; - Se com isso ela voltar ao normal, posso correr o risco. E se ela, em algum momento de lucidez ver que nós estamos ao lado dela, pode melhorar e nem vamos precisar fazer nada errado. E te garanto Robbie: se precisarmos tomar alguma medida drástica, sei quem pode nos ajudar.&lt;br /&gt;- Santo Kurt Cobain, aonde você esteve e com quem, Leonora Marie? – e eu sorri marota  enquanto cantava baixinho, só para Robbie ouvir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt; I'm a bitch, I'm a bitch&lt;br /&gt;Oh the bitch is back&lt;br /&gt;Stone cold sober as a matter of fact&lt;br /&gt;I can bitch, I can bitch&lt;br /&gt;`Cause I'm better than you&lt;br /&gt;It's the way that I move&lt;br /&gt;The things that I do&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-1882970962726707222?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/1882970962726707222/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=1882970962726707222' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/1882970962726707222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/1882970962726707222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/07/ele-nao-e-meu-pai.html' title=''/><author><name>Leonora Ivashkov</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11362357318760157176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-806090772663552410</id><published>2011-07-30T15:36:00.000-03:00</published><updated>2011-07-30T15:38:20.745-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;‘It has been said that time heals all wounds. I do not agree.&lt;br /&gt;The wounds remain. In time, the mind, protecting its sanity, covers them with scar tissue, and the pain lessens, but it is never gone’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rose Kennedy&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje era o dia do meu enterro. Meu e da minha prima, Alexis. Nossa família está arrasada. Foi despedaçada de uma hora pra outra de uma maneira muito bruta. Vendo-os daqui, não parece que um dia vão se recuperar, mas sei que vão ficar bem. As expressões duras e machucadas que vejo enquanto cercam nossos caixões uma hora irão se desfazer e a dor não vai passar, mas vai diminuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pais estavam de pé ao lado do meu caixão, ambos com os rostos molhados de lágrimas. Papai tentava ser forte para consolar minha mãe, mas todos conseguiam sentir o seu sofrimento. Julie estava de pé ao lado deles, papai apertando seu ombro esquerdo. Ela não chorava. Mantinha uma expressão séria e concentrada, mas que não transmitia nada mais que pura dor. Estava sendo especialmente difícil para ela. Não éramos apenas irmãos, mas irmãos gêmeos e melhores amigos. Desde que nascemos, dependemos um do outro, nos apoiamos e nos ajudamos. Brigamos muitas vezes, mas um estava sempre lá quando o outro precisava. Agora ela teria que aprender a viver sem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lord make me a rainbow, I'll shine down on my mother&lt;br /&gt;She'll know I'm safe with you when she stands under my colors, oh and&lt;br /&gt;Life ain't always what you think it ought to be, no&lt;br /&gt;Ain't even grey, but she buries her baby&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus tios estavam ao lado da minha família. Tio Demetri estava com a mesma expressão de Julie, mas tia Karen não conseguia esconder a tristeza. Ela chorava sem parar e estava sendo amparada pelo marido. Alexis só tinha 15 anos, sempre foi o xodó de toda a família Karev. Parvati não estava lá. Ainda estava no hospital, em coma, e quando acordar alguém terá que contar a ela que não sobrevivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vai se culpar e dizer que ela é quem deveria ter morrido no nosso lugar. Não é verdade. Todos têm seu tempo, e não era o dela. Não a culpo pelo acidente. Ela estava dirigindo e estava alterada, mas foi um acidente. Parvati não tinha a intenção de bater de frente com aquele caminhão e teria que aceitar que tudo não passou de uma terrível fatalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If I die young bury me in satin&lt;br /&gt;Lay me down on a bed of roses&lt;br /&gt;Sink me in the river at dawn&lt;br /&gt;Send me away with the words of a love song&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos foram os últimos a chegar ao enterro. Ozzy estava em casa, se recusando a sair. Foi preciso uma comitiva formada por Oleg, Alec, Lucian e Finn para convencê-lo de que seu lugar era lá, ao lado do irmão, que precisava mais do que nunca do seu apoio. Por fim todos chegaram ao cemitério e Edgar se afastou do consolo dos pais e abraçou o irmão com força, enterrando o rosto em seu paletó. Ozzy afagou seus cabelos e chorou junto dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There's a boy here in town says he'll love me forever&lt;br /&gt;Who would have thought forever could be severed by&lt;br /&gt;The sharp knife of a short life, well&lt;br /&gt;I've had just enough time&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alec procurou consolo no abraço do namorado e Robbie se sentiu aliviado ao poder descarregar um pouco do peso que estava sentindo naquele abraço. Estava sendo um verão difícil para ele. Tinham coisas demais ocupando sua mente e o preocupando. A perda de dois amigos, Parvati em coma no hospital e Leonora que havia desaparecido e não sabia o que estava acontecendo. Tudo estava pesando em seus ombros e ele não sabia o que fazer ou com o que se preocupar primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A penny for my thoughts, oh no I'll sell them for a dollar&lt;br /&gt;They're worth so much more after I'm a goner&lt;br /&gt;And maybe then you'll hear the words I been singin'&lt;br /&gt;Funny when you're dead how people start listenin'&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos caixões desceram e as pessoas começaram a cumprimentar meus pais, minha irmã e meus tios. Foram longos minutos ouvindo o quanto as pessoas sentiam e recebendo condolências. Muitos professores de Durmstrang estavam ali, tão abalados quanto os amigos que também vieram. Muitos eu nem conhecia tão bem, mas já havia trocado uma palavra ou outra. Nossa morte havia afetado mais pessoas do que eu poderia imaginar. Depois de um tempo mamãe desmaiou e tio Demetri precisou socorrê-la. Queria poder abraçá-la e dizer que tudo ficaria bem, mas ela teria que descobrir isso com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela está bem? – Alexis sentou ao meu lado e observou a comoção no cemitério em volta de minha mãe. Chewie, seu Cocker Spaniel que havia morrido ano passado estava lambendo seu rosto. Ele estava lá para nos receber quando chegamos, sentado obediente ao lado do vovô.&lt;br /&gt;- Vai ficar - Chewie lambeu minha orelha, feliz por nos ter de volta – Só precisa de um pouco de ar.&lt;br /&gt;- Eddie não parece bem – ela suspirou ao falar dele – Começamos a namorar a menos uma semana, ele foi meu primeiro beijo.&lt;br /&gt;- Ele vai ficar bem também – sorri para ela – Ozzy vai ajudá-lo.&lt;br /&gt;- E quem vai ajudar o Ozzy?&lt;br /&gt;- Parvati – e ela me olhou descrente – Você entendeu porque ela não fez a travessia, não é? – e ela fez que não com a cabeça – Parvati não estava pronta. Você e eu estávamos felizes, não deixamos nada pendente, mas ela ainda não aprendeu tudo.&lt;br /&gt;- Mas ela não sobreviveu por acaso, foram seus amigos.&lt;br /&gt;- Sim, verdade, mas se ela estivesse pronta teria nos seguido. Ela precisou voltar, ainda tem muitas coisas a aprender.&lt;br /&gt;- E Ozzy vai ajudar ela com isso? Não vejo isso acontecendo.&lt;br /&gt;- Eles vão se ajudar. Vai ser demorado e difícil, mas um precisa do outro mais do que nunca agora e com o tempo eles vão compreender isso.&lt;br /&gt;- Estou preocupada com ela. Não há nada que possamos fazer?&lt;br /&gt;- Muito pouco, mas não se preocupe, vou fazer tudo que estiver ao meu alcance – ela sorriu ainda preocupada e cocei atrás da orelha de Chewie, que latiu feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morremos cedo, é verdade. Mas não deixamos de fazer nada enquanto vivemos. Foi por isso que não ficamos, embora Oleg não tenha compreendido quando nos viu fazer a travessia. Parvati ainda precisava entender e aprender muitas coisas. Ia ser um longo caminho até que ela chegasse a esse entendimento, mas estaríamos aqui para guiá-la no que pudéssemos. Íamos ser seus anjos da guarda. Ela ia ficar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The sharp knife of a short life, well&lt;br /&gt;I've had just enough time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;N.A.: If I Die Young – The Brand Perry&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-806090772663552410?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/806090772663552410/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=806090772663552410' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/806090772663552410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/806090772663552410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/07/it-has-been-said-that-time-heals-all.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-3179131596970163686</id><published>2011-07-29T23:24:00.001-03:00</published><updated>2011-07-29T23:24:18.481-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Lucian, o Reno é o melhor professor que existe, eu já disse isso? – Ozzy comentou, pela quarta vez pelo menos. &lt;br /&gt;- Sim, Ozzy, umas cinco vezes só hoje. – Eu falei rindo. Estávamos sentados na sala da minha casa e Ozzy não escondia o nervosismo. Todos os seus equipamentos de Hockey estavam prontos em uma mochila que eu ajudei a organizar. Reno combinara de ir buscar o Ozzy na hora marcada para o treino e ele por vez quis esperar em minha casa. Todos nossos amigos já tinham ido para a festa de Sófia, ainda estava cedo é verdade, mas todos queriam aproveitar ao máximo essa festa. Eu disse que só iria depois que Ozzy fosse fazer seu teste.&lt;br /&gt;- É ele! – Ozzy falou e levantou para atender a porta. &lt;br /&gt;- Fique a vontade, a casa é sua né? – Eu falei rindo e o acompanhei, mas ele me ignorou e abriu a porta. Era Reno realmente e eu esperava seu sorriso calmo e acolhedor, mas ele estava sério e irritado.&lt;br /&gt;- O que houve? – Eu e Ozzy perguntamos juntos. Reno entrou resmungando e se virou para nós.&lt;br /&gt;- Um problema. Eu acabei de ligar para o Vancouver Canucks para confirmar seu teste e descobri que houve um grande problema.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? Eles não querem me dar o teste? – Ozzy perguntou e vi os seus olhos afundarem.&lt;br /&gt;- Pior. Eles deram sua entrevista para outra pessoa, há duas semanas atrás. O técnico pareceu confuso ao falar comigo, dizendo que eles já tinham contratado a pessoa que eu indiquei.&lt;br /&gt;- Mas como? A duas semanas o Ozzy mal tinha descoberto da entrevista! – Eu falei, chocado.&lt;br /&gt;- Eu pedi que ele conferisse e me dissesse o nome da pessoa contratada. Ele alegou que houve uma troca de nomes. &lt;br /&gt;- Quem tomou minha vaga? – Ozzy perguntou e notei sua voz ao mesmo tempo triste e com raiva.&lt;br /&gt;- Quero que fique calmo, Ozzy, não podemos fazer nada agora. Mas vou arranjar outro teste para você a qualquer custo. Foi o Lukas Oliver Hölzenben.&lt;br /&gt;- O que?! AQUELE IDIOTA?! – Ozzy explodiu e tentamos acalmá-lo.&lt;br /&gt;- Ozzy, fica calmo, houve um engano! – Eu falei, mas ele andava de um lado para o outro da minha sala, bufando.&lt;br /&gt;- Exatamente ele. Como ele conseguiu eu não sei. Ozzy me desculpa, não poderei fazer nada hoje. Mas prometo que te ajudarei novamente. – Reno falou e Ozzy agradeceu a ele, sabendo que Reno não tinha culpa. Reno se despediu de nós e eu fechei a porta. Ao me virar Ozzy deixava toda a sua raiva transparecer e começou a gritar.&lt;br /&gt;- Foi aquela vadia da Karev! Ela me paga, Lucian, ela me paga! – Dizendo isso, ele sacou a varinha e desaparatou. Eu xinguei e tentei segurá-lo, mas era tarde demais.&lt;br /&gt;Eu sabia que tinha que ir atrás dele imediatamente, mas como? Eu faria os testes de aparatação na semana seguinte. Parvati só poderia estar na casa de sua família, por sorte junto de Julie e Jack e acreditei que eles seriam capaz de impedir Ozzy de fazer uma burrice. Peguei o carro dos meus pais e dirigi rapidamente para lá, mas eles moravam em um terreno afastado do centro de Sófia. Assim que abri o carro, liguei para Oleg do meu celular. Ele atendeu depois do quarto toque.&lt;br /&gt;- Oi Lucian, está perdendo o início da festa! O Ozzy já foi?&lt;br /&gt;- Oleg! – Eu gritei no telefone e ele logo ficou preocupado. – Vocês precisam ir para a casa do Jack agora! Ozzy saiu daqui possesso. A Parvati cancelou o teste dele para os Vancouvers!&lt;br /&gt;- Por Odin... – Oleg praguejou. – O que o Ozzy vai fazer?&lt;br /&gt;- Você acha que eu sei? Eu estou indo pra lá de carro agora, mas vou demorar muito. Vá rápido Oleg, tenho um mal pressentimento.&lt;br /&gt;Não precisei dizer duas vezes e Oleg desligou o telefone, mas ouvi ele chamando Alec. Os dois chegariam antes de mim com certeza. Para chegar mais rápido que eu pudesse lá, peguei um atalho numa estrada de terra e dirigi mais rápido do que estou acostumado, mas cheguei na casa dos Karev em menos de 15 minutos. Eu não vi nem sinal de Ozzy ou dos gêmeos, mas corri para a porta e toquei a companhia. A casa estava silenciosa demais para o que eu esperava encontrar. Foi Nina, a amiga de Julie que atendeu, e logo atrás estava Julie.&lt;br /&gt;- Lucian? Estávamos de saída agora. – Nina falou e eu entrei na casa pedindo desculpas, ela pareceu um pouco assustada, mas Julie logo entendeu.&lt;br /&gt;- Eles já saíram Lu. Os gêmeos vieram buscar o Ozzy. – Julie falou e sua voz estava cansada. – Eu estava só esperando a Nina para irmos para a festa, eles devem estar lá já.&lt;br /&gt;- E a Parvati? Julie, o que ela fez foi horrível! Ela destruiu os sonhos do Ozzy! – Eu falei irritado. Julie concordou comigo e vi seus olhos duros.&lt;br /&gt;- Eu concordo. Mas o Ozzy falou tantas besteiras aqui, Lu. Ele disse coisas horríveis. Minhas primas e meu irmão saíram pouco antes deles.&lt;br /&gt;- Ele saiu da minha casa possesso. Tive que ligar para o Oleg e pedir a ajuda deles. – Eu falei e me sentei, respirando mais aliviado.&lt;br /&gt;- Eles chegaram a tempo. Não passou por eles na estrada? – Nina perguntou.&lt;br /&gt;- Não, eu peguei um atalho. Vocês querem carona? – Eu perguntei indicando o carro.&lt;br /&gt;- Eu aceito, ia chamar um taxi agora. – Julie falou e saímos juntos da casa.&lt;br /&gt;Julie sentou ao meu lado no carona e Nina sentou atrás. Estava um clima tenso no carro, mas conseguimos conversar mais calmamente após um tempo. Julie me perguntou se Lis iria na festa e eu disse que sim. Ela comentou que Lenneth iria com Patrick e notei que ela não gostava muito dele. Perguntei o porque, quando ouvi as sirenes.&lt;br /&gt;Fizemos uma curva na estrada e me deparei com um acidente horrível. Um carro batera de frente a um caminhão. O carro estava todo amassado e os vidros da frente estavam destruídos. O caminhão estava amassado também e vi os paramédicos retirando o corpo do motorista dali. Senti quando Julie segurou meu braço com força.&lt;br /&gt;- Lucian, pára o carro! É o carro do Jack! – Ele gritou e eu parei o carro imediatamente, pois ela já abria a porta e saia dele quase em movimento.&lt;br /&gt; Nina e eu saímos do carro também e fui para o lado de Julie. Ela olhava com olhos vidrados para o carro, sem piscar e parecia ter medo de olhar em volta. Eu segurei sua mão, mas não obtive um aperto de volta. Nina segurou a outra mão dela, enquanto eu olhava ao redor aterrorizado. &lt;br /&gt;Era o carro do Jack. E havia muito sangue em todos os lugares.&lt;br /&gt;Os policiais e paramédicos andavam ao redor e vi um grupo deles subindo com macas cobertas por sacos. Julie soltou um pequeno grito e começou a chorar intensamente. Nina a abraçou e chorava também. Eu vi que também chorava.&lt;br /&gt;- Não olhe. – Eu falei, abraçando-a também. Mas ela estava em choque, sem reação.&lt;br /&gt;Eu olhei para Nina e pedi que cuidasse dela e fui até os policiais. O chefe deles me viu e me reconheceu, pois era freqüentador da minha livraria. Eu quis saber sobre o acidente e ele me disse que haviam três mortos. Apenas um deles sobreviveu e ele não sabia como.&lt;br /&gt;Ele me levou até os corpos e levantou o saco para eu vê-los. Quase vomitei, mas me segurei e reconheci Jack e Alexis. Eu comecei a chorar mais intensamente. Jack fora um amigo para mim em todos esses anos e um excelente amigo. Alexis era amiga do meu irmão, sempre carinhosa e meiga, e começara a pouco tempo a namorar o Edgar. O chefe de polícia me segurou pelo ombro e eu disse que avisaria seus pais, mas eu falei que ligaria para eles.&lt;br /&gt;Voltei para Julie, que continuava no mesmo lugar, e ajudei Nina a fazê-la sentar no meu carro. Chamei um dos paramédicos para olhá-la, enquanto eu pegava seu celular e ligava para Tio Viktor, pai de Jack e dela. O telefone demorou a atender e precisei ligar duas vezes, mas finalmente a voz alegre dele atendeu.&lt;br /&gt;- Julie, cadê você? A festa está ótima! E seu irmão?&lt;br /&gt;- Tio Viktor, é o Lucian.&lt;br /&gt;- Lucian? Está tudo bem? Cadê a Julie? – Ele falou, sua voz pesada, pois notara meu tom de voz.&lt;br /&gt;- Tio. Não sei como falar. Você deveria voltar para casa. Aconteceu um acidente na estrada. – Eu falei, mas comecei a chorar.&lt;br /&gt;- Fica calmo, Lucian, me conte o que houve? – Ele falou e ouvi no fundo ele chamando a esposa e pegando as chaves do carro.&lt;br /&gt;- O Jack e a Alexis. Sofreram um acidente. – Eu consegui falar entre lágrimas. Eu tinha me afastado para que Julie não me ouvisse. – A Parvati está em estado grave.&lt;br /&gt;- E meu filho, minha sobrinha? – Ele perguntou, mas quando eu fiquei calado ele respondeu. – Estou indo para aí agora.&lt;br /&gt;Ele desligou o telefone e eu voltei para Julie. Ela continuava a olhar para frente, sem perceber nem Nina, nem o paramédico ou eu. Eu contei que Parv tinha sobrevivido, mas ela pareceu não me ouvir.&lt;br /&gt;--------------&lt;br /&gt;Eu tive a péssima tarefa de avisar a quem pudesse e todos pareciam não acreditar. &lt;br /&gt;O funeral foi poucos dias depois e muito triste. Eu entrei na sala um pouco no início e vi as fotos sorridentes de Jack e Alexis em grandes quadros. Haviam flores por todos os lugares e nossos amigos do Instituto estavam por todos os cantos, se apoiando e chorando. Haviam professores também e o próprio Ivanovich conversava tristemente com Tio Viktor.&lt;br /&gt;Eu sai logo depois e fui para a casa do Ozzy. Ele estava trancado lá desde o dia do acidente e não queria ir ao velório. Eu, Alec, Oleg e Finn tentávamos convencê-lo a ir, mas ele não queria.&lt;br /&gt;- Foi culpa minha. – Ele repetiu mais uma vez, enquanto olhava para frente.&lt;br /&gt;- Não foi culpa sua Ozzy, foi uma fatalidade. – Finn respondeu, mas Ozzy olhou para mim e para os gêmeos e repetiu.&lt;br /&gt;- Foi culpa minha! – Ele falou. Eu sabia da condição dele e de sua família e ele já tinha me dito isso. Ele achava que ele tinha hipnotizado-a e causado o acidente e nada que nós falássemos mudava isso.&lt;br /&gt;- Ozzy, vamos ao funeral. Jack merecia isso. – Oleg falou, mas Ozzy o olhou com tristeza.&lt;br /&gt;- Ele merecia estar vivo! Falando e rindo conosco! Não metido em um caixão! – Ele falou, quase gritando.&lt;br /&gt;- Ozzy, ele foi nosso amigo, está sendo duro para todos! Mas não pode se abater assim. Pense nos outros. Seu irmão está arrasado! A Julie ainda parece em estado de choque. Isso é egoísmo seu. – Eu falei e ele me olhou irritado.&lt;br /&gt;- Lu está certo, Ozzy. Seu irmão está sofrendo tanto quanto a gente ou até mais, era a namorada dele. – Alec falou e Ozzy nos olhou por um longo tempo. Pensar em seu irmão acho que o fez se decidir.&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu vou. – Ele falou e se levantou.&lt;br /&gt;Esperamos enquanto ele se arrumava e fomos juntos para o funeral.&lt;br /&gt;Assim que entramos no salão e os outros nos viram, Edgar saiu correndo de perto dos pais e se jogou nos braços de Ozzy, abraçando-o com força. Ele parecia não ser mais capaz de chorar e Ozzy acariciou sua cabeça. Julie nem notou nossa entrada, estava ao lado dos pais e evitava falar com qualquer um. Karen, a mãe de Parvati e prefeita de Sófia, estava série e mantendo a compostura, mas muito triste e agora conversava com Ivanovich. &lt;br /&gt;Fui na direção dos meus amigos, junto de Finn, Oleg e Alec, enquanto deixávamos Ozzy e seu irmão a sós. Lis chorava abraçada a Lenneth, que também chorava muito. Patrick estava sentado do lado delas, imponente. Assim que cheguei perto, apertei sua mão e ele me desejou suas condolências. Quando ouviram minha voz, Lis e Lenneth se afastaram e me olharam, as duas com olhos cheios de lágrimas. Lis se levantou e me abraçou, chorando em meu pescoço. A abracei também, tentando ser forte, mas então Lenneth se levantou e me abraçou também. Eu abracei as duas tentando confortá-las, mas eu comecei a chorar também. De relance vi que Patrick não gostou de Lenneth procurar a mim e não ele, mas ignorei isso. Tinha coisas muito mais sérias para pensar e me preocupar. Dois jovens estavam mortos, dois amigos, tão cedo e de forma tão horrível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-3179131596970163686?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/3179131596970163686/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=3179131596970163686' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/3179131596970163686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/3179131596970163686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/07/lucian-o-reno-e-o-melhor-professor-que.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-2446068796875885416</id><published>2011-07-27T19:20:00.001-03:00</published><updated>2011-07-27T19:20:39.151-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Acalme ele, Jules. E quando ele estiver raciocinando outra vez, vamos conversar – Jack apontou para Ozzy com um olhar sério e saiu atrás de Parvati.&lt;br /&gt;- Essa garota vai me pagar, Julie – ele cuspia as palavras, ainda nervoso – Isso não vai ficar assim, ela não pode destruir a vida das pessoas desse jeito e sair impune! Era o sonho da minha vida! Sabe o quanto eu queria isso?&lt;br /&gt;- Sim, eu sei – ela sentou ao seu lado e passou a mão em suas costas – O que ela fez foi cruel e garanto que vai pagar por isso, mas não vai ser você que vai fazer justiça. Vou contar a minha tia e ela mesma vai se encarregar de puni-la.&lt;br /&gt;- Queria que ela fosse um garoto, porque minha vontade quando entrei aqui era arrebentar ela toda.&lt;br /&gt;- Sei que não é o momento, mas lembra ano passado, quando você estava colocando talco no secador de cabelo dela e eu disse para não fazer isso, porque minha prima não tinha limites e não ia parar até machucá-lo de verdade?&lt;br /&gt;- Tem razão – ele apoiou a cabeça nas mãos – Não é hora pra isso.&lt;br /&gt;- Ozzy! – a porta tornou a abrir e Oleg e Alec entraram esbaforidos.&lt;br /&gt;- Chegaram um pouco tarde, Hardy Boys – Julie os olhou zangada – O estrago já foi feito.&lt;br /&gt;- Ah cara, o que você fez? – Alec andava de um lado para o outro, preocupado.&lt;br /&gt;- Gritou meia dúzia de verdades na cara dela e a xingou de tudo que vocês possam imaginar – Julie respondeu pelo amigo.&lt;br /&gt;- Não conseguimos segurá-lo – Oleg explicou – Quando Lucian ligou pra contar o que tinha acontecido, ele já tinha saído furioso de casa. Viemos pra cá porque sabíamos que ele ia atrás dela arrumar confusão.&lt;br /&gt;- Melhor vocês levarem ele pra festa da cidade, pra espairecer um pouco.&lt;br /&gt;- Não, não quero mais ir pra festa nenhuma – Ozzy levantou do sofá – Meu dia já foi estragado.&lt;br /&gt;- Vai pra festa sim, ficar em casa só vai fazer você se irritar mais – Julie falou em um tom mandão – Vá pra festa, se distraia e fique longe da Parvati.&lt;br /&gt;- Você não vai? – Alec perguntou vendo que a amiga ainda não estava arrumada.&lt;br /&gt;- Não ando nessas motos de vocês – eles riram – E tenho que esperar a Nina. Mantenham-no longe de confusão até eu chegar, acham que podem fazer isso?&lt;br /&gt;- Sim mestre Yoda – Oleg fez uma reverencia e Julie riu – Vamos Anakin. Temos que tirar a raiva de dentro de você antes que seja seduzido pelo lado negro da força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alec e Oleg escoltaram Ozzy para fora da casa e voltaram às motos estacionadas no jardim. O caminho até o centro de Sofia não era longo, mas a mansão dos Karev ficava em uma região afastada e para sair dela eram obrigados a passar por uma rodovia longe da civilização. Os gêmeos iam ladeando Ozzy, sempre atentos a qualquer movimento, mas a escolta foi interrompida quando passaram por um caminhão parado na beira da estrada. Ele estava com a frente da carreta completamente destruída e o motorista pendurado no vidro quebrado do painel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está morto? – Alec perguntou ao irmão, que se aproximou do caminhão.&lt;br /&gt;- Sim – confirmou, voltando para junto dos outros – No que ele bateu?&lt;br /&gt;- Ali – Ozzy apontou para outro veiculo. Tinha capotado e rolado da ribanceira - Aquele não é o carro do Jack? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três se olharam apavorados e desceram a ribanceira correndo. Era o carro de Jack, eles já tinham certeza disso, mas não havia ninguém dentro dele. Oleg e Ozzy agacharam para ver se o amigo estava preso nos bancos, mas o grito de Alec entregou a localização do corpo. Corpos. Quando os dois viraram para onde o garoto estava, viram o corpo de Jack estirado ao seu pé, uma menina loira que eles reconheceram como a namorada de Edgar perto dele e um pouco mais a frente, Parvati. Os três estavam mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- NÃO! JACK! – Alec se jogou aos pés do amigo, chorando.&lt;br /&gt;- Não, não. Não pode – Ozzy correu até ele, também chorando – Jack, não.&lt;br /&gt;- Jack e Alexis já fizeram a travessia – Oleg falou com uma voz sem emoção. Ele ainda estava parado perto do carro, em choque. – Parvati ainda está aqui.&lt;br /&gt;- Como você sabe? – Ozzy perguntou secando as lágrimas.&lt;br /&gt;- Posso ver suas almas. Jack acenou e disse que estava bem. Estava de mãos dadas com Alexis.&lt;br /&gt;- Não! Jack, volte! – Ozzy começou a gritar desesperado – Podemos salvar você!&lt;br /&gt;- Pare Ozzy – Alec segurou sua mão, mas ainda chorava muito – Não podemos fazer nada.&lt;br /&gt;- Parvati! – Ozzy correu até o corpo da garota – Ela ainda está aqui? – Oleg confirmou com a cabeça – Podemos salvá-la. &lt;br /&gt;- Não, não podemos. Não sabemos fazer isso e é contra as regras. – Alec sentou no chão, sem sair do lado de Jack e Alexis.&lt;br /&gt;- Eu sei como – Oleg falou ainda sem emoção na voz – Vovô me ensinou. Disse que não devia fazer até ser um ancião, mas sei como funciona.&lt;br /&gt;- Então faça! – Ozzy segurou a mão da garota que até alguns minutos estava amaldiçoando – Salve-a!&lt;br /&gt;- Ozzy, pare com isso! – Alec ficou de pé, assustado com a reação do amigo – Eles morreram, não podemos fazer nada.&lt;br /&gt;- Nós devemos isso ao Jack. Eu devo isso a ele.&lt;br /&gt;- Você não deve nada, isso não foi culpa sua.&lt;br /&gt;- Foi sim! Disse a ela para bater com o carro! – Ozzy agora estava em pânico – Eu a hipnotizei!&lt;br /&gt;- Pare agora mesmo! – Alec o enfrentou – Você não fez nada, foi uma fatalidade.&lt;br /&gt;- Posso fazer – Oleg agora se aproximou dos corpos – Mas não consigo sozinho, preciso que me ajudem. Não sou forte o bastante.&lt;br /&gt;- Eu ajudo! – Ozzy ficou de pé e afastou Alec com as mãos – Vamos logo, antes que ela faça a travessia.&lt;br /&gt;- Vocês não podem fazer isso, estarão quebrando umas 50 regras.&lt;br /&gt;- Ninguém precisa saber, só vamos salvar sua vida – Oleg ajoelhou ao lado do corpo de Parvati.&lt;br /&gt;- Está louco? – Alec agora gritava – Como ninguém vai saber? Ela vai voltar diferente, vai ser como nós! Quem vai explicar a ela sobre isso? Não contem comigo!&lt;br /&gt;- Ela vai estar viva, não importa quem vai contar – Ozzy o encarou com um olhar suplicante – Por favor, Alec. Não vamos conseguir sem você. Só quero salvar a vida dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alec tentou resistir, mas acabou cedendo ao apelo do amigo e se juntou a ele e ao irmão. Os três de ajoelharam em volta do corpo sem vida de Parvati e Oleg mandou que Ozzy colocasse um dos dedos em um ponto do corpo dela para ser usado como fio de ligação, mas não explicou o motivo. Ozzy obedeceu, pressionando o polegar direito em um ponto qualquer da sua cintura. Os outros dois juntaram as mãos e Oleg começou a entoar uma canção que nem Alec nem Ozzy compreendiam, mas reconheceram como sendo a canção usada pelos anciões nos rituais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oleg repetia as palavras cada vez mais depressa, acelerando a canção. Alec e Ozzy apenas observavam sem interromper e viram quando Oleg olhou para o lado e assentiu com a cabeça, mas eles não viam ninguém. No instante seguinte Ozzy sentiu como se algo tivesse mergulhado para dentro do corpo. Oleg olhou para o corpo e uma expressão de alivio tomou conta de seu rosto, misturado a algumas lágrimas que caíram durante a canção. Ozzy então entendeu que a canção estava chamando a alma de Parvati de volta a seu corpo e ela obedeceu ao comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está feito – Oleg quebrou o contato com o irmão e ficou de pé, secando as lágrimas com as mãos e olhando para o corpo do amigo próximo a eles - Desculpa Jack, queria ter feito isso por você.&lt;br /&gt;- Ela está respirando – Ozzy encostou o ouvido no peito dela – Está muito fraco, mas está respirando. &lt;br /&gt;- Então vamos embora – Alec ficou de pé também – Chamei a ambulância quando Oleg foi checar de o caminhoneiro estava vivo, eles já devem estar chegando e não quero ter que explicar como ela sobreviveu.&lt;br /&gt;- Ela vai ficar bem? – Ozzy levantou, mas ainda estava inseguro – Mal está respirando e está muito machucada.&lt;br /&gt;- Ela agora é uma Imortal, vai sobreviver – Alec o puxou pela manga da camisa – Já fizemos tudo que estava ao nosso alcance, o resto é com os paramédicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ozzy ainda relutou em deixar o local, mas Oleg ajudou o irmão a puxá-lo para longe e os três subiram a ribanceira de volta para a estrada. Deram uma última olhada nos três corpos estirados na grama e ainda com lágrimas cobrindo seus rostos, subiram nas motos e partiram ao ouvirem o som da sirene da ambulância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-2446068796875885416?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/2446068796875885416/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=2446068796875885416' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/2446068796875885416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/2446068796875885416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/07/acalme-ele-jules.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-8443562294224333164</id><published>2011-07-27T11:11:00.000-03:00</published><updated>2011-07-27T11:13:11.992-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"De todos os animais, o homem é o único que é cruel. É o único que inflige dor pelo prazer de fazê-lo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mark Twain.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parvati, visita pra você – Alexis bateu na porta do meu quarto e a abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lukas entrou com um sorriso que ia de uma orelha a outra e me puxou da cama para um abraço apertado. Ele me girou pelo quarto e quase caímos no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, o que aconteceu? – comecei a rir da empolgação dele.&lt;br /&gt;- Você é a melhor namorada do mundo.&lt;br /&gt;- Isso eu já sei, mas porque está me lembrando disso?&lt;br /&gt;- O teste no Vancouver Canucks – ele agarrou meu rosto e me beijou – Acabei de voltar do Canadá e a vaga é minha!&lt;br /&gt;- Lukas, isso é maravilhoso! – abracei-o feliz – Mas pensei que o teste era só daqui a duas semanas.&lt;br /&gt;- Era, mas liguei pra lá e expliquei que já estava no país de férias, eles concordaram em conversar comigo antes.&lt;br /&gt;- Parabéns, você mereceu essa vaga.&lt;br /&gt;- Não sei como conseguiu isso, mas vou ser eternamente grato a você. Esse era meu emprego dos sonhos.&lt;br /&gt;- Eu sei disso, por isso consegui a entrevista. Digamos apenas que eu conheço as pessoas certas.&lt;br /&gt;- Só tem um problema... – a voz dele perdeu um pouco da empolgação – Vou precisar me mudar até o final de julho, os treinos começam em agosto. Vamos ficar longe.&lt;br /&gt;- Lukas, eu volto pra Durmstrang em setembro e você já se formou, já íamos passar um ano separados. Vamos fazer assim, você vai pro Canadá, eu volto pra escola e nos encontramos nos seus finais de semana de folga. E ai ano que vem, quando eu estiver formada, conversamos. Quem sabe não vou para o Canadá com você?&lt;br /&gt;- Você é mesmo a melhor namorada do mundo.&lt;br /&gt;- Outra vez, falando o óbvio. Por que não para de repetir isso e me recompensa?&lt;br /&gt;- É pra já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lukas me pegou no colo e me derrubou na cama, caindo por cima de mim. Não tinha sido simples conseguir aquele teste pra ele, mas se ele conseguiu a única vaga disponível no time, tinha valido a pena o esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ºººººº&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Duas semanas depois&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que a viagem a Nova York foi brutalmente interrompida pela morte da avó da Leo, voltamos todos para a Bulgária. Tínhamos muitos planos para as férias, outras viagens, mas Robbie já havia decretado que estavam todas suspensas, a menos que Leo dissesse o contrário. Ninguém sabia bem como confortá-la, ela não nos deixava muitas brechas para isso, então tudo que fizemos foi dar a ela tempo e espaço para que se recuperasse sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus novos planos não incluíam muitas coisas. Com todas as atividades para as próximas duas semanas canceladas, Robbie se viu preso a viagens de negócios com o pai e eu acabei confinada em casa com Alexis, Jack e Julie. Os três tinham acabado de voltar de uma viagem à França e me ocupava em dividir com eles as histórias de Nova York e começar a planejar nossa road trip pela costa do Mar Negro. Partiríamos em três semanas, só nós quatro, e Alexis estava especialmente animada. Era a primeira vez que nossos pais a deixavam viajar conosco sem um adulto supervisionando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o dia da partida não chegava, procurávamos outras coisas para nos manter ocupados, como uma festa que acontecia todo ano na última semana de julho em Sofia. Não era o tipo de evento que eu adorava, mas mamãe sempre tinha que ir e acabávamos sendo arrastados com ela. Era divertido, não nego, mas esse ano não estava animada. Leo não ia comigo e Robbie ainda não tinha voltado da Alemanha, com quem ia falar mal dos mal vestidos espalhados pela praça? Mamãe já estava no local do evento desde cedo e me preparava para sair com minha irmã e meus primos quando a campainha tocou. Julie abriu a porta e Ozzy entrou feito um furacão na sala, gritando meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sua vadia! – ele gritou apontando o dedo pra mim. Levantei do sofá, já furiosa.&lt;br /&gt;- Olha como fala comigo, está na minha casa!&lt;br /&gt;- Você tem idéia do que fez? – ele ainda gritava, vermelho de raiva – Você acabou com o meu futuro!&lt;br /&gt;- Ai Merlin, que drama! – debochei – Isso é pra aprender a não se meter comigo.&lt;br /&gt;- Então você nem nega, não é? – ele riu, mas era de nervoso – Sua filha da-&lt;br /&gt;- Ei! – Jack apareceu na sala, atraído pelos gritos – Ozzy, olha como fala com ela.&lt;br /&gt;- Falo com essa vagabunda como eu quiser, você sabe o que ela fez? Cancelou minha entrevista com o dirigente do Vancouver Canucks, alegando erro nos nomes, e mandou o namoradinho no meu lugar duas semanas antes! Ele ficou com a minha vaga!&lt;br /&gt;- Você fez isso? – Julie saiu do estado de transe pela gritaria.&lt;br /&gt;- Fiz, e faria de novo. Ele foi contar pro diretor que eu estava com a pasta roxa, quase fui expulsa!&lt;br /&gt;- Está maluca? Não falei nada com ele e nem com ninguém!&lt;br /&gt;- Você foi o único que nos viu com a pasta e ele só não nos expulsou porque não podia provar. Só você poderia ter nos dedurado.&lt;br /&gt;- Ah, então você acabou com o meu sonho baseado em uma suposição? Por que você acha que só eu poderia ter contado a ele? Já lhe ocorreu que ele sempre desconfia de vocês duas pra tudo de ruim que acontece na escola e só precisou somar 2 + 2 pra descobrir as autoras do roubo?&lt;br /&gt;- Parv, você foi longe demais – Julie o apoiou e me irritei mais ainda.&lt;br /&gt;- Se estão esperando que eu diga que estou arrependida, podem desistir. Não estou. E faria outra vez.&lt;br /&gt;- Não vim aqui esperando ouvir um pedido de desculpas, não se preocupe. Sei que você é egoísta e prepotente o suficiente pra não sentir remorso. É por isso que só tem dois amigos de verdade, ninguém gosta de você além dos seus dois comparsas. Ninguém confia em você. Acha que manda na escola e todos fazem o que quer e dão risada das suas piadas, mas na verdade estão todos rindo de você. Se ouvisse o que falam pelas suas costas, perderia umas boas noites de sono. Eu tenho pena de você, sabia? Por que vai ser uma daquelas velhas ricas que não tem amigos e quando morrer, sozinha em casa, vão levar dias pra achar o corpo porque ninguém vai sentir sua falta.&lt;br /&gt;- Já chega – Jack se pôs entre nós dois e Julie já segurava o braço de Ozzy, que avançada contra mim – Vá embora, depois conversamos.&lt;br /&gt;- Não, ele não vai a lugar nenhum desse jeito, vai se acalmar antes! – Julie puxou Ozzy pra longe de mim.&lt;br /&gt;- Não queria interromper a confusão, mas realmente quero ir pra festa – Alexis apareceu na sala pronta pra sair – Eddie está me esperando.&lt;br /&gt;- E você fique longe do meu irmão! – ele apontou o dedo pra Alexis, que se assustou – Não quero ele metido com a irmã dessa vadia.&lt;br /&gt;- Não grita com a minha irmã! – agora era eu que gritava e botava o dedo na cara dele – E sou eu que não quero ela metida com aquele esquisito do seu irmão. Sei lá se aquele garoto vai surtar de uma hora pra outra e atacar minha irmã.&lt;br /&gt;- Eddie não é psicopata como você!&lt;br /&gt;- Parvati, para com isso! – Alexis segurou meu braço – Parem de discutir! Nenhum dos dois tem que se meter na nossa vida!&lt;br /&gt;- Vamos embora – agora era Jack que me puxava na direção da porta – Vamos pra festa, você se acalma no caminho.&lt;br /&gt;- Tudo bem, mas eu dirijo.&lt;br /&gt;- Ah, vai dirigir? Então faz um favor pra humanidade e joga esse carro contra um muro. – ele falou frio, me encarando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a chave do carro no balcão e sai batendo a porta. Minha mão tremia, de tanta raiva que estava sentindo. Alexis saiu logo depois e Jack vinha atrás dela. Ele tentou tomar as chaves da minha mão, mas o olhei atravessado e ele desistiu, me deixando dirigir. Estava tão nervosa que minhas mãos não ficavam firmes no volante e eu ainda bufava de raiva. Era muito audácia dele entrar na minha casa e me ofender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parv, ele estava nervoso e não pensou direito quando disse aquelas coisas, mas você também passou dos limites – Jack falou ao meu lado e o olhei furiosa.&lt;br /&gt;- Não ouse defende-lo! Você ouviu do que ele me chamou?&lt;br /&gt;- Sim, ouvi, e também não gostei, mas o que você fez foi sério.&lt;br /&gt;- Ele não tinha o direito de entrar na minha casa e me ofender! – comecei a gritar dentro do carro, fora de controle – E ainda me chamar de vadia! Não vou deixar isso barato!&lt;br /&gt;- Parv, calma – Jack se dividia entre olhar a estrada e me acalmar – Presta atenção no volante, depois a gente fala disso.&lt;br /&gt;- Garoto insuportável e arrogante! – continuei gritando – Quem ele pensa que é?&lt;br /&gt;- PARVATI, CUIDADO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para frente, mas era tarde demais. A luz forte do farol do caminhão já estava a milímetros do carro. As lembranças me invadiram como um turbilhão. Era como se cada defesa, cada fachada, cada insegurança que tinha na vida tivessem sido arrancadas. Estava ali em carne e osso indo de encontro à morte. E então fechei os olhos, sentindo o impacto do carro contra o caminhão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-8443562294224333164?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/8443562294224333164/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=8443562294224333164' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/8443562294224333164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/8443562294224333164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/07/de-todos-os-animais-o-homem-e-o-unico.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-5853259118102828016</id><published>2011-07-26T18:14:00.000-03:00</published><updated>2011-07-26T18:15:44.981-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Não vai atender? – Eu perguntei, quando o celular da Lenneth continuou tocando.&lt;br /&gt;- Agora não. Depois falo com o Patrick.&lt;br /&gt;- Está tudo bem? – Phil perguntou.&lt;br /&gt;- Sim, é só que ele cisma de ficar me ligando o tempo todo durante as férias.  Agora estou ocupada! – Ela falou sorrindo, enquanto dava de ombros.&lt;br /&gt;- Voltando ao assunto dessa conversa, então. – Ayala falou, após olhar de forma curiosa para Lenneth. Voltamos nossa atenção para meu notebook, que estava aberto com um programa que ele havia carregado e rodado. O programa tinha feito um escaneamento completo dele, e Ayala usara seus conhecimentos para ir mais a fundo na memória do meu computador.&lt;br /&gt;- Diga. – Eu falei sério. Era nossa primeira semana de férias e Ayala chegara naquele mesmo dia, trazendo meu notebook com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo dia em que descobrimos sobre o roubo dos meus textos, enviei meu notebook para que Ayala pudesse dar uma olhada nele. Ferania em pessoa se providenciou em mandá-lo pelo correio trouxa. E hoje, eu, Phil, Ayala e Lenneth nos reunimos na casa de Lenneth para conversar sobre isso. Lis, Ozzy e Jack também participariam da reunião, mas Lis estava na França visitando sua família, Jack viajando com seus pais e Ozzy ocupado com alguns compromissos de família, algo sobre um visitante em sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu usei um programa rastreador e consegui descobrir algumas coisas. Quem roubou seu texto utilizou a sua senha para isso. Você a deu para alguém?&lt;br /&gt;- Não, apenas a Lis conhece a senha do meu notebook além de mim e do meu irmão. – Lawfer estava na casa do Ozzy, brincando com Edgar. – E confio plenamente neles.&lt;br /&gt;- Eu sei que confia e já imaginava sua resposta. Então, encontrei em seu computador alguns programas que fazem a cópia de seus dados e senhas salvos. Ele não estava programado para enviar esses dados pela rede, pois imagino que o ladrão não queria isso. O programa enviava os dados salvos para um arquivo temporário que foi copiado para um pen drive, ou outro dispositivo quando ele foi inserido. Assim ele obteve sua senha.&lt;br /&gt;- E também meus textos? – Eu perguntei, sentindo a raiva.&lt;br /&gt;- Não, de início foram apenas suas senhas. Depois, exatamente 2 semanas depois de ter copiado suas senhas. O seu computador foi acessado usando sua senha durante a noite, no horário entre 18 e 20 horas da noite.&lt;br /&gt;- É quando vocês estavam no treino de Hockey, não é? – Lenneth falou e eu assenti.&lt;br /&gt;- Ele acessou seu computador por 15 minutos e conseguiu copiar os textos da pasta “Memórias de Taugor”. Ele também copiou alguns textos avulsos, totalizando mais de 30 arquivos roubados. – Ele falou, indicando-me uma lista com 30 arquivos meus. Em quantidade de textos era muito mais do que isso, pois alguns arquivos continham séries completas ou quase finalizadas. &lt;br /&gt;- Então, é alguém da República? – Phil perguntou, o tom sério.&lt;br /&gt;- Provável, ou alguém com acesso a ela. Pode ser qualquer um... – Lenneth falou, olhando para todas aquelas informações com os olhos sérios.&lt;br /&gt;- Eu acredito que é alguém próximo, ao menos de nossa República. Nem todos sabem como eu gosto de escrever e sobre a existência dos meus textos. – Eu comentei e eles concordaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos a conversar sobre esse assunto por mais pelo menos meia hora, quando a mãe da Lenneth, Tia Freya bateu a porta trazendo doces para todos. A reunião pouco durou depois disso, todos muito ocupados em comer os deliciosos bolos que ela tinha trazido para a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ayala e Phil saíram alguns minutos depois, perto do final da tarde, pois iriam no mercado do centro de Sofia. Eu e Lenneth nos sentamos em um balanço em seu jardim e começamos a conversar, colocando o papo em dia. Nas férias era comum passarmos muito mais tempo juntos que durante as aulas, principalmente pelo fato de sermos de turmas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jardim de Lenneth sempre foi um dos meus locais favoritos, pela sua beleza e como era bem tratado. Os pais dela adoravam a natureza e sua mãe era apaixonada por jardins. Passamos muito de nossas infâncias ali, principalmente nesse balanço, em meio a gargalhadas e brincadeiras com Ozzy, Phil e mais tarde Ayala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lenneth estava vestida com blusa branca com listras rosas que eu dei a ela em seu último aniversário e uma calça cinza, pois ela sentia frito, enquanto eu estava de camisa e bermuda, acostumado ao frio. A abracei para tentar espantar o frio e continuamos conversando, mas pela primeira vez eu senti uma sensação incômoda ao abraçá-la. Não era uma sensação ruim, pelo contrário, era boa, mas me parecia como se fosse errado. O que era estranho, pois sempre fomos próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi um latido alto e familiar e logo depois a campanhia tocou. Nos levantamos do balanço curiosos de ver quem era e chegamos perto da entrada do jardim, quando Tia Freya surgiu, conversando com alguém que nos foi uma grande surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estava vindo chamá-los, vocês têm visitas. – Ela falou sorrindo para Reno.Notei que ele parecia abatido, e que seu sorriso parecia um pouco triste.  Reno sorriu para nós dois e Huan, meu labrador, passou correndo por ele. Ele se jogou em mim e lambeu meu rosto quando me derrubou no chão. Logo em seguida saiu correndo para o jardim latindo animado, enquanto um garoto com uns 10 anos o seguia correndo. Assim que vi o garoto eu não tinha dúvidas de quem era seu pai. Ele tinha os olhos de Reno, assim como o cabelo, mas o rosto era idêntico ao de sua esposa.&lt;br /&gt;- Boa tarde a todos. Tomei a liberdade de trazer seu cão conosco, Archer gostou tanto dele. – Ele falou sorrindo, esticando a mão para me ajudar a levantar. Eu me levantei rindo.&lt;br /&gt;- Tudo bem, e Huan pelo visto adorou a oportunidade de sair de casa. – Eu falei, observando meu cachorro correr livre pelo jardim, enquanto Archer o seguia, sorrindo alegremente.&lt;br /&gt;- O que traz o senhor aqui, professor? – Lenneth perguntou curiosa.&lt;br /&gt;- Não estamos na escola, Lenneth, e já falei que não precisam me chamar de professor e senhor. – Ele falou e nos fez repetir o seu apelido, e chamamos de Reno enquanto ríamos.&lt;br /&gt;- Tudo bem, Reno. – Ela falou sorrindo. Ele sorriu também, mas percebi novamente que tinha um olhar triste e fiquei preocupado.&lt;br /&gt;- Está tudo bem?&lt;br /&gt;- Bem, sim. – Ele falou, enquanto caminhávamos para uma mesa e nos sentávamos. Ele deixou seu olhar fixo em seu filho por um longo tempo antes de voltar a responder. Via ali tristeza e alegria juntos. &lt;br /&gt;- Reno? – Lenneth perguntou, ficando preocupada e tocando sua mão de leve. Ele pareceu acordar e nos olhou novamente.&lt;br /&gt;- Desculpem, esses últimos dias têm sido corridos... Eu vim à Sófia para falar com o Ozzy, e pensei em procurá-los também. Fazer uma visita.&lt;br /&gt;- Algo muito urgente? – Eu perguntei apreensivo.&lt;br /&gt;- Acho que desabafar não seria muito... – Ele falou sua voz tornando-se cansada. – Sabia que minha esposa e a mãe de sua namorada, Liseria, são amigas e trabalham juntas? – Ele perguntou de repente e eu assenti.&lt;br /&gt;- Sim, a Lis me falou isso já. Ela diz que sua esposa é uma excelente estilista e trabalha com a mãe dela, que também é estilista.&lt;br /&gt;- Sim. O apoio delas está sendo muito bom para Julie. – Ele falou e aguardamos que falasse. – Minha esposa teve um aborto ontem a noite. É o segundo aborto em menos de um ano. – Ele falou suspirando e vi que segurava as lágrimas. &lt;br /&gt;Ele voltou a olhar o filho e entendi sua dor. Reno podia ser ranzinza e chato muitas vezes, muito exigente e tudo mais, mas era uma pessoa excelente. Se ele tratava seus alunos tão bem e com tanto carinho eu imaginava seu filho. Dava para ver em seu olhar o amor que sentia pelo filho e pensar que ele perdera um segundo filho em um ano era doloroso.&lt;br /&gt;- Reno, não sei nem o que te dizer. – Vi que Lenneth não conseguia segurar as lágrimas e apertou a mão dele com carinho, enquanto tentava limpar as lágrimas discretamente. Eu apertei sua mão também e ele nos devolveu com um aperto forte, mas sem derramar lágrimas.&lt;br /&gt;- Seu filho sabe? – Eu perguntei olhando para ele também.&lt;br /&gt;- Sabe, contei a ele hoje de manhã. Por isso o trouxe comigo. A Julie está muito abalada e precisa descansar e eu não podia deixar de vir. E não faria bem para o Archer ficar triste também.&lt;br /&gt;- Vocês terão muitos filhos ainda, tenho certeza. – Eu falei e ele me olhou sorrindo.&lt;br /&gt;- Espero Lucian. Mas não tenho certeza. Os médicos e curandeiros dizem que podemos não ter mais filhos. – Ele falou, gaguejando. Lenneth não conseguia mais falar e vi quando ela virou o rosto, segurando as lágrimas. Eu senti a dor que aquelas palavras tinham para Reno e tentei dar meu apoio a ele.&lt;br /&gt;- Reno, se há algo que nos ensinou nesses anos é que não devemos nos dar por vencidos e acreditar enquanto ainda houverem esperanças. – Eu falei e Reno me olhou nos olhos. Via força que ele tinha e acho que consegui passar um pouco da força que eu queria dar a ele.&lt;br /&gt;- Obrigado Lucian e Lenneth. Essa visita me fez bem. Ozzy também foi um bom amigo e me apoiou. – Ele falou. Nesse momento Archer foi correndo até nós e Reno voltou ao seu rosto alegre para o filho. Lenneth levantou e ficou as minhas costas, como se me abraçasse, para esconder as lágrimas dele.&lt;br /&gt;- Pai, eu achei esse graveto, você consegue fazer algo com ele? – Ele perguntou sorrindo.&lt;br /&gt;- O que quiser. – Reno falou. Ele fez pequenos símbolos na madeira com a própria unha e tocou-a de leve. Um pequeno raio percorreu o graveto e ele mudou de forma, assumindo a forma de um freesbie. Archer o pegou alegre e jogou para Huan que saiu correndo atrás dele.&lt;br /&gt;- Você não disse o por quê de vir visitar o Ozzy. Pensei que gostaria de estar com sua esposa. – Lenneth falou, voltando a se sentar ao meu lado. Ela estava de mãos dadas a mim, e eu a apertava com força.&lt;br /&gt;- É para o bem dele. Consegui uma entrevista no Vancouver Canucks para ele. – Ele falou e eu não segurei uma exclamação. Vancouver Canucks era o time dos sonhos do Ozzy.&lt;br /&gt;- É o time favorito dele, ele sempre quis jogar neles!&lt;br /&gt;- Eu sei, por isso mesmo que me empenhei em conseguir essa entrevista. Não poderia deixar de vir e dar essa notícia ao Ozzy, fora que falei com o treinador do time que eu mesmo o levaria até lá. Não poderia faltar com vocês também. – Ele disse, sorrindo. Eu não sei bem o porquê, mas o “também” dele me soou de forma estranha. E acho que ele percebeu, pois olhou em meus olhos profundamente.&lt;br /&gt;- Eu preciso ir, queria apenas visitá-los. Torçam pelo Ozzy. Se ele passar no teste, estaremos ajudando-o a realizar seu sonho. – Ele falou, levantando-se. Archer pareceu triste ao ir embora, mas prometi que deixaria que Reno levasse Huan algum dia para visitá-lo e disse que a próxima vez que tivéssemos filhotes, mandaria um para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Archer me agradeceu feliz, abraçando-me com força. Na hora da despedida eu abracei Reno com força e desejei que ele fosse forte, e Lenneth também o abraçou, deixando de lado o fato de ser nosso professor. E acho que foi bom para ele, que sorriu de forma alegre para nós e saiu de mãos dadas com Archer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dei por mim, continuava de mãos dadas com Lenneth e ela tinha a cabeça deitada em meu ombro, ainda comovida com a história. Huan latia alegre, enquanto eu segurava sua coleira com a outra mão. Abracei Lenneth e voltamos para casa, enquanto ela dizia que eu seria um excelente pai, e eu dizia que ela seria sempre uma manteiga derretida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-5853259118102828016?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/5853259118102828016/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=5853259118102828016' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/5853259118102828016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/5853259118102828016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/07/nao-vai-atender-eu-perguntei-quando-o.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-7734669238697602117</id><published>2011-07-25T20:59:00.000-03:00</published><updated>2011-07-25T21:06:07.542-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Anotações de Leonora Carrara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava na república, fazendo as malas para voltar para casa para as férias de final de ano letivo, quando bateram na porta do meu quarto, e era uma segundanista me avisando que Finn estava na sala me esperando. Estranhei, pois não haviamos combinado de sair. Desci e eo encontrei sentado no sofá, segurando um embrulho.&lt;br /&gt;- Oi Finn, aconteceu alguma coisa?- disse beijando-o nos lábios e ele disse aflito:&lt;br /&gt;- Léo, você precisa me ajudar.&lt;br /&gt;- Ok ajudo, mas o que aconteceu?- perguntei preocupada e ele me esticou o embrulho, que peguei num reflexo, e ele miou nervoso.&lt;br /&gt;- Ai Mérlim isso é um gato? Vivo? -  empurrei de volta, mas ele não pegou.&lt;br /&gt;- Sim, é uma gata e ela ia ser sacrificada, porque ninguém queria ficar com ela. É lá da loja de animais, pedi para o dono que me desse, e a trouxe para você.&lt;br /&gt;- Então você tem que leva-la para sua casa, oras.Eu não preciso de um gato.&lt;br /&gt;- Não posso, sabe que meu pai tem alergia a animais, seria questão de tempo até ele ter uma crise de asma e descobrir a Condessa em casa. Por favor, Leo, fica com ela? Você ainda tem as coisas do outro gato, nem vai gastar nada...&lt;br /&gt;- Condessa? Uma gata vira-lata com o nome de Condessa?- disse irônica e a gata resmungou me encarando, e eu olhei de volta para os olhos verdes dela.&lt;br /&gt;- Mas você sabe que seres vivos e eu não combinam. É como usar tecido sintético na praia. - disse vendo a gatinha branca, se esticar, manhosa.&lt;br /&gt;- Ela é limpinha, e é muito bonitinha, leve-a com você, por favor?- e ele tinha um jetio de me pedir favores, que me amoleciam.&lt;br /&gt;- Ok, eu levo, mas se ela ousar arranhar algum dos meus sapatos, ou espalhar pêlo nas minhas roupas, eu a devolvo a você.- disse séria e Finn sorriu:&lt;br /&gt;- Combinado, sabia que podia contar com você.- e me deu um beijo tão demorado, que esqueci completamente de onde eu estava.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o-o-o-o-o-o-o-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana na Itália com a minha avó estava chegando ao fim, e como semrpe nossas férias jutnas foram ótimas. Passeamos muito, fizemos compras, conversávamos bastante, e na última noite, iriamos jantar na villa dos Salvatori, já que eles eram muito amigos de minha avó.&lt;br /&gt;Quando chegamos na casa do avô de Damon, o senhor Vincenzo veio nos receber e não demorou encontrei Damon, após cumprimentar todos os primos, e parentes e convidados, e começamos a conversar e ele estava todo animado contando sobre a sua entrada na Academia de Aurores de Londres, e queria saber sobre a minha vida; a noite ficou mais animada ainda, quando começaram a cantar músicas italianas em um karaokê, e eu não fiz feio, cantando uma das favoritas de minha avó, ‘Io che non vivo senza te’ , e ao final todos cantavam as músicas, típicas, e foi muito divertido. &lt;br /&gt;Voltamos para Sofia, na véspera da viagem para Nova York, e após me despedir de minha avó e ouvir todas as suas recomendações, pegar os presentes que ela estava enviando para Parv e Robbie, nos abraçamos forte, e combinamos de nos reencontrar em uma semana. Fui dormir na casa de Parvati, pois ficaria mais fácil para nós sairmos todos juntos. Nós três mal conseguimos dormir, tamanha a animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estavamos no quarto dia de viagem, e nosso dia havia começado cedo, com Robbie nos tirando da cama antes das seis da manhã para um autêntico café a ‘la bonequinha de luxo’. Era engraçado ver a nós três parados em frente à Tiffany's, tomando café e comendo bagel, enquanto a cidade que nunca pára, parecia estar em camera lenta. &lt;br /&gt;E depois fomos até a Brodway, onde conseguimos entrar no teatro onde era encenado Wicked, e o zelador até nos pegou, mas quando soube que éramos da Bulgária nos deixou cantar uma música naquele palco, e não nos fizemos de rogados. Olhamos para Robbie e como haviamos visto Wicked duas vezes naquela semana, cantamos “Defying  Gravity’. Voltamos para o hotel, animados e mal haviamos tirado os sapatos, bateram na porta. Achamos que fosse o serviço de quarto, e quando Robbie abriu a porta, vimos tia Karen, a mãe de Parv entrar. Olhei para Parvati e nossa reação foi instantânea:&lt;br /&gt;- Nós não fizemos nada de errado.- dissemos juntas e tia Karen sorriu tensa:&lt;br /&gt;- Eu sei que não. Não foi por isto que vim.&lt;br /&gt;- Aconteceu alguma coisa, mamãe?-  Parv disse se aroximando da mãe e ela fez que sim e me encarou:&lt;br /&gt;- Leonora, eu vim conversar com você, sobre a sua avó.&lt;br /&gt;- Vovó? O que aconteceu com ela? Ficou doente? - perguntei preocupada e já comecei a procurar a minha bolsa, e tia Karen se aproximou de mim e me segurou pelos ombros, me fazendo parar e olhar para ela:&lt;br /&gt;- Leonora, foi o coração dela. Ela morreu dormindo.- tudo o que fiz foi olhar para tia Karen negando com a cabeça, mas os seus olhos cheios de lágrimas, me confirmavam a triste verdade. Senti que um buraco negro se abriu e eu caí nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o-o-o-o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fila de cumprimentos estava enorme, as pessoas cumprimentavam rapidamente meus pais e minha irmã, e se demoravam mais comigo, e no caso de alguns amigos de minha avó, como o avô de Damon, eu o consolei ao invés de ser consolada, pois ele estava devastado. Notei o olhar preocupado de Damon, e quando ele me abraçou, ele disse:&lt;br /&gt;- Estou com você Leonora Marie, para o que precisar, sempre.- dei um meio sorriso e assenti. Finn estava o tempo todo ao meu lado, mas eu não o procurava. Parv e Robbie seguravam as minhas mãos, mas eu não segurava de volta. Não conseguia retribuir o carinho, eu só conseguia pensar no que eu faria sem a minha avó. Ouvi ele bufar e prestei atenção. &lt;br /&gt;Era Mitchell que vinha em minha direção e não estava sozinho. Havia uma linda oriental com ele e ela segurava o seu braço.Devia ser a nova namorada dele.&lt;br /&gt;- A Lucy Liu é bonita.- Robbie comentou e Finn disse:&lt;br /&gt;- Foi ela que vi com ele...&lt;br /&gt;- Leonora, sinto muito eu gostava muito de sua avó.- disse Mitchell segurando a minha mão, assenti com a cabeça e a garota se aproximou, e me puxou de surpresa para um abraço:&lt;br /&gt;- Sinto muito pela sua perda, meu irmão me contou o quanto sua avó era maravilhosa. – fiquei sem reação e só assenti. Tornei a olhar para Mitchell e ele hesitava em sair de minha frente, mas se decidiu quando Finn passou o braço por meus ombros de forma possessiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o serviço terminou, as pessoas mais próximas, se reuniram na casa de minha avó para  comer alguma coisa. Minha mãe e minha irmã, quiseram bancar as donas da casa, e eu não estava disposta a discutir com elas. Porém, a cada ordem delas, os empregados me procuravam e só obedeciam após o meu assentimento. Subi ao meu quarto para pegar um agasalho, e quando voltei, ouvi uma movimentação na biblioteca, a porta estava semi aberta e vi Finn, encostado na mesa e minha irmã Camille, colada a ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- ...Não faça isso, eu namoro a Leo...&lt;br /&gt;- Como você tem estômago para namorar aquela baleia?&lt;br /&gt;- ...Gosto dela...&lt;br /&gt;- Mas gosta de mim também, eu vejo o jeito que você me olha...&lt;/span&gt;- e ele ficou vermelho. Para mim aquilo foi a gota d’água. Voltei para a sala, não podia deixar os amigos de minha avó sozinhos.Ela não gostaria disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  a última pessoa foi embora, Robbie, Finn e Parv queriam ficar comigo, mas eu assegurei a eles que estava bem. Robbie e Parv me abraçaram e Finn tentou me beijar, mas eu virei o rosto, alegando estar com um cisco no olho. Depois que ele saíram, subi para o meu quarto e não demorou muito, comecei a ouvir barulhos estranhos pela casa. Fui verificar e eram minha mãe e minha irmã, revirando a casa. &lt;br /&gt;- O que pensam que estão fazendo?- eu quis saber e minha mãe respondeu:&lt;br /&gt;- Vou ver o que pode ser aproveitado e o que não, tudo o que há nesta casa, agora é meu.- e  os empregados de minha avó as olhavam assustados.&lt;br /&gt;- Parem com isso já! Ninguem vai tirar nada daqui.- eu disse tensa e minha irmã respondeu:&lt;br /&gt;- Vovó não está  esta mais aqui para ajudar você, Leonora. A casa é da mamãe, afinal era a filha dela.- e Martha, que trablhou por mais de 20 anos com minha avó disse:&lt;br /&gt;- Ninguém deve mexer nas coisas da dona Marie, sem a leitura do testamento, foi o que o advogado disse.&lt;br /&gt;- Nenhum advogado vai me dizer o que posso ou não fazer dentro do que é meu.- disse minha mãe e nesta hora saquei a varinha:&lt;br /&gt;-  Vovó acabou de morrer e ninguém vai mexer nas coisas dela. Não vou pensar duas vezes antes de atacar pra valer.E se isso não resolver, eu vou armar o maior escândalo, digno ds páginas policiais.Aliás, posso ligar agora para a prefeita Karev.  - minha mãe, vendo que eu falava a sério, recuou:&lt;br /&gt;- Aproveite seus ultimos momentos aqui.O advogado virá amanhã para ler o testamento e depois disso vou mandar derrubar esta casa e destruir tudo que tem aqui dentro, pois sei que isso é o que mais ofenderia a minha ‘querida mamãe’. &lt;br /&gt;Não consegui dormir aquela noite, minha gata Condessa, subiu em meu colo e passou a noite em vigília comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte pela manhã, o doutor Jarrod, advogado de minha avó, se apresentou e procedeu a leitura do testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;‘Eu Leonora  Marie Altobello Carrara, comunico estou em pleno uso de minhas faculdades mentais, com atestado firmado em cartório, pelo doutor Demetri Karev deixo todo o meu patrimônio para minha neta e única herdeira, Leonora Marie Carrara Ivashkov, patrimônio este constituído de todas as propriedades em meu nome, das ações das empresas das quais sou sócia, e também de toda a carteira de ações das empresas do conglomerado Ivashkov. Para minha filha Christine, meu genro George e minha outra neta Camille, deixo 5 galões para cada um. É o máximo que vão receber de meu dinheiro. Esta é a minha vontade e se alguém tentar contestar este testamento, todo o meu patrimônio deverá ser revertido para entidades que cuidam de crianças doentes...’-&lt;/span&gt; e depois que ele leu tudo, meus pais e minha irmã começarm a esbravejar revoltados.  O advogado os ignorou e se dirigiu a mim:&lt;br /&gt;- Senhorita Ivashkov, eu era o advogado de sua avó e estou á sua disposição para passar toda a papelada para o advogado que você constituir.&lt;br /&gt;- Gostaria de continuar contando com os seus serviços legais, doutor Jarrod.Minha avó o tinha em alta conta, e eu sei que preciso de pessoas de confiança ao meu lado. - e nos despedimos. Meus pais continuavam a discutir, os ignorei e comecei a sair da biblioteca, quando ouvi:&lt;br /&gt;- Tem que haver um jeito de contestar isso. Aquela criatura não pode ter ficado com tudo.&lt;br /&gt;- Onde se viu, uma bastarda tendo mais poderes do que eu nas empresas...&lt;br /&gt;Quando ouvi aquilo,comecei a tremer, e me apoiei na cadeira para não cair. De todas as ofensas que eu já tinha ouvido, aquela era pior. &lt;br /&gt;- Como é que é?&lt;br /&gt;- Você não passa de uma bastarda, não pode ficar com tudo o que é nosso por direito.- gritou Camille e quando olhei para o homem que eu achava que era meu pai, ele me olhava com desprezo. Senti uma raiva tão grande daquelas pessoas e disse fria:&lt;br /&gt;- Quero que vocês saiam de minha propriedade agora.&lt;br /&gt;- Você não pode fazer isso...- disse Camille e eu respondi:&lt;br /&gt;- Já estou fazendo. Martha, leve-os para fora e se eles se recusarem, chame a polícia por invasão de propriedade. - mandei os criados acompanharem meus pais e minha irmã, antes deles saírem da casa, eu disse alto:&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Áccio tudo o que me pertença&lt;/span&gt;...- e saíram algumas jóias dos bolsos de minha mãe e irmã, elas ficaram muito indignadas, mas foram embora antes que eu as acusasse de roubo. &lt;br /&gt;Subi para meu quarto e me troquei, coloquei um tênis e agasalho e dentro do bolso dele havia algum dinheiro. Iria sair para caminhar um pouco,  e pensar em tudo que havia ouvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-7734669238697602117?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/7734669238697602117/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=7734669238697602117' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/7734669238697602117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/7734669238697602117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/07/anotacoes-de-leonora-carrara-estava-na.html' title=''/><author><name>Leonora Ivashkov</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11362357318760157176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-98429058714167229</id><published>2011-07-18T17:57:00.001-03:00</published><updated>2011-07-18T17:57:50.461-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Cuidado para com a fogueira que acendes contra teu inimigo; ela poderá chamuscar a ti mesmo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;William Shakespeare&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era fim de tarde quando uma mulher alta, cabelos loiros com um corte sério e caminhar firme e decidido se dirigia à rua das republicas. Era alguém importante, pois os alunos que estavam nas varandas de suas casas viravam a cabeça ao vê-la passar. Traçou uma reta até a porta da Atenas e bateu três vezes. Uma garota de não mais que 13 anos abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde. Estou procurando Parvati Karev, ela está?&lt;br /&gt;- Ahn, sim – a menina gaguejou ao reconhecer a mulher na sua frente – Vou chamá-la pra senhora.&lt;br /&gt;- Não é necessário, apenas diga qual é seu quarto. Eu mesma a encontro.&lt;br /&gt;- Quarto andar, 2ª porta à direita.&lt;br /&gt;- Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu às escadas com passadas duras e nem bateu na porta quando a encontrou. Quando entrou no quarto, sua filha estava sentada na cama atirando roupas na mala, enquanto conversava com a melhor amiga, Leonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As audições foram ótimas, já estou ansiosa pra começarem os ensaios – Leonora falava enquanto dobrava suas roupas.&lt;br /&gt;- E você viu a cara do Robbie quando a professora Yelchin anunciou que Dario Stanislav ia estar na bancada com ela, a Mira e a Ferania? – as duas riram – Achei que ele fosse desmaiar.&lt;br /&gt;- Ham-ham – a mulher para a porta pigarreou.&lt;br /&gt;- Mãe? – Parvati levantou depressa – O que está fazendo aqui?&lt;br /&gt;- Aconteceu alguma coisa, tia? – Leonora também ficou de pé.&lt;br /&gt;- Sim. Gostaria que você me explicasse porque recebi uma carta do diretor me informando que minha filha não poderá cursar o 7º ano em Durmstrang.&lt;br /&gt;- Como é que é? – Parvati puxou o pergaminho amassado da mão da mãe – Ele está me expulsando?&lt;br /&gt;- O que vocês fizeram agora?&lt;br /&gt;- Nada! – as duas responderam juntas.&lt;br /&gt;- Bom, vamos ver o que é esse “nada” – a mulher tomou a carta de volta – Vamos agora ver o diretor, anda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parvati não viu alternativa senão seguir sua mãe. E ela nem ousaria desobedecer. Sua mãe era prefeita da cidade de Sofia e embora fosse uma mãe carinhosa, era uma mulher muito rígida. Não tolerava indisciplina e sempre cobrava comportamento exemplar das duas filhas, principalmente se o comportamento inadequado pudesse refletir em seu cargo. E uma expulsão refletiria até demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podem entrar – Igor Ivanovich já estava à espera delas – Sentem-se, por favor.&lt;br /&gt;- Boa tarde, Igor – Karen o cumprimentou – Não era dessa forma que esperava revê-lo.&lt;br /&gt;- Lamento que tenha tido que vir até aqui, mas queria explicar meus motivos pessoalmente.&lt;br /&gt;- Diretor, eu não fiz nada, isso não é justo! – Parvati se defendeu.&lt;br /&gt;- Não fez nada, Srta. Karev? E quanto a pasta roxa, com os arquivos de cada aluno que ia apresentar na reunião de pais e mestres que tive que cancelar? Nega que a roubou?&lt;br /&gt;- Sim! Não roubei nada, nem sei que pasta é essa! – ela mentiu. Jamais confessaria.&lt;br /&gt;- Que história é essa de pasta roxa? – Karen interrompeu, perdida.&lt;br /&gt;- Sua filha roubou um arquivo importante da escola e sumiu com ele, anulando assim tudo que tinha arquivado nele sobre seu comportamento ao longo desses 6 anos.&lt;br /&gt;- Eu não roubei nada!&lt;br /&gt;- Igor, pode provar isso que está dizendo? Não que não acredite que minha filha possa ter feito isso, mas acho que estou no direito de pedir uma prova.&lt;br /&gt;- Parvati é a única aluna nessa escola com audácia suficiente para invadir um escritório privado e roubar um documento. Ela e Leonora Ivashkov.&lt;br /&gt;- Ele não tem prova de nada, está só supondo.&lt;br /&gt;- Posso não ter provas desse roubo, mas sua lista é extensa. As reclamações dos alunos e professores são sempre as mesmas, você atrapalha as aulas e intimida os alunos. Ano passado uma aluna foi amarrada a um dos postes do campo de quadribol apenas de roupa intima. Vai negar isso também?&lt;br /&gt;- Não, isso não nego que fiz, não escondi de ninguém – ela deu de ombros, indiferente – Estava dando em cima do meu namorado, precisava aprender que não devia ter se metido comigo.&lt;br /&gt;- A história da pasta foi apenas o ponto final, mas tenho motivos de sobra para sua expulsão. Não quero lidar com mais reclamações no próximo semestre, onde todos os alunos do 7º ano extrapolam todos os limites para deixar sua marca antes de se formar – e ele fez uma careta quando falou.&lt;br /&gt;- Igor, vamos ser racionais aqui. Minha filha errou, mas você não tem provas do roubo dessa tal pasta contra ela, apenas a sua certeza. Ela estudou seis anos aqui, fez amigos, não é justo que tenha que abandonar tudo faltando apenas um ano para se formar.&lt;br /&gt;- O que não é justo é continuar permitindo que os alunos sejam aterrorizados por sua filha. Isso sim não é justo, Karen.&lt;br /&gt;- Está falando como se eu fosse um monstro!&lt;br /&gt;- Não um monstro, mas alguém que não tem limites.&lt;br /&gt;- Agora você está ofendendo a educação que dei a ela, Igor – Karen agora parecia ofendida – Sei muito bem que minha filha não é um exemplo a ser seguido, mas não posso ter controle sobre tudo que ela faz quando estou longe. Garanto que a eduquei muito bem, e nada do que acontece aqui foi ensinado por mim ou por seu pai.&lt;br /&gt;- Não quis ofender, me desculpe. Mas mantenho minha decisão, nem ela e nem Leonora Ivashkov voltam em Setembro.&lt;br /&gt;- Deve haver um jeito de fazermos algum acordo.&lt;br /&gt;- A única maneira de permitir que fiquem é que entrem na linha – ele olhou sério para Parvati, que não lhe deu importância – Não quero ouvir mais nenhuma reclamação sobre elas, nem dos professores e muito menos dos alunos.&lt;br /&gt;- Isso pode ser arranjado – Karen olhou para a filha severa – Posso dar minha palavra que as duas iram mudar de atitude no próximo semestre, ou eu mesma venho aqui levá-las embora.&lt;br /&gt;- Vai fazer o que sua mãe está dizendo?&lt;br /&gt;- Posso tentar – respondeu de má vontade.&lt;br /&gt;- Não tente, faça – e Karen levantou, puxando a filha pelo braço.&lt;br /&gt;- Que fique claro que só estou fazendo isso em nome da nossa amizade, Karen – Igor ficou de pé também – Não costumo dar uma segunda chance a esse tipo de atitude, mas sei que vai cumprir sua palavra se elas saírem da linha.&lt;br /&gt;- Vou mantê-las na linha. Vamos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karen apertou a mão do diretor e saiu rebocando a filha de seu escritório. Caminharam juntas de volta à Atenas sem trocarem uma única palavra. Ela cortava qualquer tentativa da filha de se explicar, apenas ordenando que continuasse andando. Voltaram ao quarto e Leonora ainda estava lá, esperando ansiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então? Você foi mesmo expulsa? – perguntou aflita.&lt;br /&gt;- Não, mamãe reverteu a situação – respondeu ainda cautelosa.&lt;br /&gt;- Escutem bem, vocês duas – Karen encarou as duas com uma expressão furiosa no rosto – O diretor não tinha provas, mas sei muito bem que ele estava certo sobre essa tal pasta que sumiu. E não faça essa cara de sou uma coitada, minha mãe não liga pra mim, pois esta mãe aqui liga e conheço muito bem as duas, dona Leonora! – ela cortou logo o teatro quando Leonora começou a soar ofendida – Não permiti que ele expulsasse as duas porque não tenho tempo para procurar outra escola que as aceite, tendo uma gravidade dessa na ficha, e porque sua avó não tem mais idade para lidar com esse tipo de aborrecimento. Fiz um trato com o diretor, que é meu amigo, e pretendo mantê-lo. As duas vão entrar na linha, pois se uma única coruja chegar à Sofia contento reclamações, venho pessoalmente até aqui e arrasto as duas para fora. Estamos entendidas?&lt;br /&gt;- Sim senhora – as duas responderam cabisbaixas.&lt;br /&gt;- Ótimo, porque não gosto de ter minha palavra quebrada.&lt;br /&gt;- Tia, minha avó recebeu uma carta do diretor também? – Leonora perguntou preocupada.&lt;br /&gt;- Não, ele me chamou aqui primeiro. Ela não precisa saber disso, se não me der motivos para contar.&lt;br /&gt;- Não darei!&lt;br /&gt;- Assim espero – e olhou para a filha – Prepare-se, porque quando chegar em casa vai bater um longo papo comigo e seu pai - e saiu pela porta.&lt;br /&gt;- Ai Merlin, acho que vou desmaiar – Leonora botou a mão na testa, dramática.&lt;br /&gt;- Poupe-me de ter que carregá-la até a enfermaria, por favor – Parvati se jogou na cara, enfezada – Quero saber quem foi que nos dedurou.&lt;br /&gt;- Se ele não tinha provas, não foi ninguém. Ele sempre implicou com a gente, só estava querendo um bode expiratório pra dar a história como encerrada.&lt;br /&gt;- Não sei... Ele parecia muito certo, tenho certeza que fomos deduradas e você sabe muito bem por quem.&lt;br /&gt;- Ozzy? Não, ele não faria isso. Ele nos viu, mas disse que não ia falar nada.&lt;br /&gt;- E você confia nele? – Parvati levantou e parou na janela, encarando a rua das republicas – Foi ele. E se ele pensa que isso vai ficar por isso mesmo, está muito enganado.&lt;br /&gt;- O que você vai fazer?&lt;br /&gt;- Acertar onde dói mais. Acabou a trégua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonora não pediu mais detalhes e Parvati também não estendeu o assunto. Quando se tratava de uma vingança, e contra Ozzy, Leonora aprendeu que o melhor era não saber dos planos e tentar ao máximo não se envolver. Independente do que ela fosse fazer, era melhor ficar longe da confusão. Já sabia que, o que quer que fosse, teria conseqüências catastróficas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-98429058714167229?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/98429058714167229/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=98429058714167229' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/98429058714167229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/98429058714167229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/07/cuidado-para-com-fogueira-que-acendes.html' title=''/><author><name>um Imortal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10882656677634316045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_F9NUEPTmnRI/TGhHveFIrMI/AAAAAAAAAAM/Jhp941PHsm4/S220/Uroboro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-426887498016986424</id><published>2011-07-06T20:40:00.000-03:00</published><updated>2011-07-06T20:41:17.492-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Ozzy, eu quero saber quem foi o responsável por isso. – Eu falei, jogando o jornal nas suas mãos assim que o encontrei. Ele, Jack, Oleg e Finn conversavam enquanto caminhavam para a aula e eu os encontrei no meio das escadas do segundo andar. Ozzy não fazia parte do Jornal, mas foi um dos primeiros que pensei que poderia me ajudar. E Jack fazia parte do Jornal, ele também me ajudaria.&lt;br /&gt;- O que é isso, Lu? O que aconteceu? – Ele perguntou, preocupado pelo meu semblante.&lt;br /&gt;- Leia que você vai entender. – Eu me limitei a falar e ele correu os olhos pelo jornal enquanto falava.&lt;br /&gt;- Aqui não tem nada além do que vimos ontem na versão do jornal... Peraí, que isso? – Jack perguntou, quando seus olhos bateram no meio da página. – Antaris? Quem é esse?&lt;br /&gt;- Lucian, Taugor não é um nome criado por você? Você podia ter nos dito que ia colocar seus textos no jornal. – Oleg comentou.&lt;br /&gt;- Eu não coloquei Jack. A não ser que eu tenha tido minha mente lida por alguém, alguém roubou meus textos e está postando-os como se fossem dele! – Eu falei, a raiva difícil de controlar. Eu sou uma pessoa calma e tranqüila, mas meus textos são parte de mim, uma parte muito querida que carrego comigo há anos. Taugor em especial era um conjunto de crônicas que eu levei anos escrevendo. E alguém simplesmente o tinha roubado.&lt;br /&gt;- Lu deve ter algo errado, tem certeza que você não mandou nada? Ás vezes alguém encontrou alguma carta antiga que mandou pro jornal e decidiu postar. – Finn falou tentando ser sensato, mas eu queria tudo menos ser sensato.&lt;br /&gt;- Tenho certeza absoluta Finn, eu nunca sequer o imprimi! Alguém conseguiu mexer em minhas coisas de alguma forma.&lt;br /&gt;- Vamos no jornal, vamos ver se descobrimos alguma coisa. – Ozzy se apressou a dizer e os outros concordaram.&lt;br /&gt;Nós cinco fomos para a sala do jornal que àquela hora estava vazia. Não encontramos nada ali então decidimos ir olhar na gráfica responsável pelas edições dos jornais. Ali descobrimos com o funcionário responsável que a versão que enviamos na noite anterior estava diferente da correta, com a inclusão daquela parte extra.&lt;br /&gt;- Você recebeu essa versão quando? Foi hoje de manhã como de costume? – Jack perguntou, conhecendo a forma como o jornal operava.&lt;br /&gt;- Sim, o Editor-Chefe, o Oliver, esteve aqui e disse que havia uma modificação do jornal. Então me entregou essa nova versão.&lt;br /&gt;- Obrigado. – Eu agradeci e já saia dali. Os garotos me seguiam calados, pois me conheciam bem para saber que aquilo era demais para mim. Quando chegamos ao castelo, Ozzy me segurou pelo ombro.&lt;br /&gt;- Calma Lucian, assim não vai adiantar nada.&lt;br /&gt;- Estou tentando ficar calmo, Ozzy, mas roubaram coisas pessoais, e se já não fosse crime suficiente, publicaram minhas obras com outro nome! – Eu falei com raiva. – Quero encontrar logo o Lukas.&lt;br /&gt;- Tudo bem. Mas acho que devíamos falar primeiro com a Mira ou com a Ferania, elas podem ajudar. – Jack falou e eu concordei com ele.&lt;br /&gt;- Mas acho que o Lukas pode nos esclarecer algo. – Oleg concordou comigo.&lt;br /&gt;- Muito bem, vamos fazer o seguinte: eu vou com você falar com o Lukas, e enquanto isso o Oleg, Jack e Finn procuram a Mira tudo bem? Ela ainda não deve ter chegado na sala de aula. A essa hora acho que a Ferania está no vilarejo e podem demorar a encontrá-la. – Ozzy falou e concordamos, mas Jack quis vir conosco, para evitar que eu, ou Ozzy, voássemos no pescoço do Lukas.&lt;br /&gt;Lukas era do último ano e sabia que naquele horário estaria nas aulas de Feitiços. Olhei no relógio e vi que ainda eram 8:45 e a sala de Feitiços era ali perto, então teríamos como achá-lo antes da aula. E foi como pensei. Assim que chegamos no corredor de Feitiços, vi que Lukas conversava com um colega de república na porta da sala.&lt;br /&gt;- Oliver! – Eu chamei, quando cheguei perto correndo. Paramos perto dele para recuperarmos o fôlego, mas eu logo falei. – Preciso falar com você.&lt;br /&gt;- O que houve, alguma coisa importante? – Ele perguntou, mas se despediu do amigo e nos acompanhou até o início do corredor.&lt;br /&gt;- Lukas, aconteceu o seguinte: hoje de manhã quando vimos o jornal, tinha uma coluna que não estava na versão que vocês finalizaram sexta. – Ozzy falou por mim.&lt;br /&gt;- Sim, eu resolvi fazer uma alteração. Achei que poderia ceder espaço da minha coluna para o novo texto. Resolvi deixar a entrevista com o Müller para a próxima semana.&lt;br /&gt;- Onde conseguiu aquele texto? – Ozzy perguntou.&lt;br /&gt;- Eu o recebi essa manhã. Veio em um envelope que pedia que fosse publicado. Como achei muito bom decidi arriscar e postar no jornal.&lt;br /&gt;- Envelope? Estava assinado? – Eu perguntei e Lukas me olhou.&lt;br /&gt;- O que houve com você, Lucian?&lt;br /&gt;- Esse texto é meu, e eu não autorizei sua reprodução.&lt;br /&gt;- Então porque me mandou?&lt;br /&gt;- Não fui eu que mandei, Lukas! – Eu falei exasperado. – Alguém o roubou de mim.&lt;br /&gt;- Você tem como provar? – Ele perguntou depois de alguns segundos calado. Seus olhos pareciam calculistas naquele momento. – E o que você espera que eu faça?&lt;br /&gt;- Quero que você me diga como conseguiu o texto! Quero ver esse envelope. E quero que seja retirada do jornal.– Eu falei, tentando controlar a voz.&lt;br /&gt;- E por que eu faria isso? O texto foi um sucesso e não há nada que me prove que você é realmente o autor. – Ele deu de ombros e eu fiquei irritado. Algo no modo como ele falava me fez ver que ele não dava a mínima de quem era o texto, já que aumentava a popularidade do jornal. Ozzy se colocou entre nós no momento em que ia empurrá-lo, tomando a dianteira da conversa.&lt;br /&gt;- Olha Lukas, esses textos são importantes para o Lucian. Se ele não os quer publicados, não serão.&lt;br /&gt;- Novamente, Lusth, o que eu ou o jornal tem a ver com isso? – Ele falou, a voz agora cheia de orgulho, justamente por ser o Ozzy a falar com ele.&lt;br /&gt;- Basta vocês três. – Ouvimos a voz da professora Mira no corredor e todos viramos para ela. Ela parecia ter corrido um pouco e vinha junto de Oleg, Finn e Jack. – Aqui não é lugar nem momento para falarmos sobre isso. E estou chocada em ouvir o que você falou Lukas. Convocarei uma reunião extraordinária do Jornal para o horário do almoço. Quero todos presentes.&lt;br /&gt;Ela falou autoritária e nos mandou voltar as nossas aulas, e ficou esperando até que Lukas entrasse na sala de Feitiços e nos acompanhou de volta para a sua classe. Ela tinha pedido que avisassem à turma que se atrasaria e foi nos procurar, pois sabia que podia ter confusão. Antes de entrarmos na sala, porém, ela falou comigo.&lt;br /&gt;- Lucian, se esses textos são seus mesmo, quero que leve os originais para a reunião, está bem? Não se preocupe, me simpatizo com seus sentimentos com relação a eles. Mas deixe para falar disso na hora da reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;--------------&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã nunca demorou tanto para passar. Não consegui prestar muita atenção nas aulas, nem mesmo da Mira, e Liseria tentava me acalmar. Ela conseguiu e disse que me apoiaria na reunião de hoje. Beijei sua mão por isso e a amei mais.&lt;br /&gt;No final da aula de Transfiguração corri até a república e peguei meu Notebook, assim como quaisquer anotações que eu tivesse. Quando entrei em Durmstrang conseguira autorização para manter o Notebook comigo durante as aulas. Por isso alguns locais do castelo e das redondezas foram liberados para o uso de tecnologia trouxa. A sala do jornal, meu quarto na república e mais recentemente, na livraria da Ferania, estavam livres para o uso.&lt;br /&gt;Quando entrei na sala do Jornal, já estavam todos ali, sentados na mesa de discussão. Jack, Liseria e Edgar, irmão mais novo do Ozzy e amigo de meu irmão Lawfer, me olhavam com simpatia. Parvati, Leonora e Robie pareciam sem entender o porque da reunião, enquanto Lukas parecia sem jeito, pois provavelmente Mira chamara sua atenção. Ferania me olhava preocupada, sabendo como eu me sentia, e Mira também me olhava com calma.&lt;br /&gt;- Muito bem, podemos dar início a essa reunião extraordinária. – Mira deu início e logo Robbie levantou a mão.&lt;br /&gt;- Professora, por que essa reunião tão repentina? Achei que só iríamos nos reunir novamente na sexta.&lt;br /&gt;- Eu não tenho nada preparado no momento. Claro, posso inventar alguma fofoca, digo dividir com vocês algum rumor de última hora, mas seria meio apressado. – Leonora falou e Ferania respondeu.&lt;br /&gt;- Nas pedimos essa reunião para pedir matérias adiantadas, Leonora. Gostaríamos de discutir a última edição que saiu hoje de manhã. – Ela falou e pegou um exemplar diante dela, abrindo na página 5. – É com relação à coluna “Contos de Antaris”.&lt;br /&gt;- Eu vi que ela foi adicionada, mas não dizia quem a estava assinando. – Florence falou. – E não estava na versão que eu o Lukas enviamos para a gráfica.&lt;br /&gt;- Não, não estava. Eu a modifiquei essa manhã, desculpe, Florence, recebi essa coluna de última hora e achei que seria bom publicá-la. Foi bem recebida pelo público. – Ele respondeu me olhando torto, e todos concordaram com ele. Mas levantei a voz acima dos burburinhos.&lt;br /&gt;- Sim, mas esses textos foram roubados e não autorizados pelo autor original. – Eu falei e abri meu notebook. Na tela aparecia o mesmo texto que fora publicado. Houve um silêncio na sala quando falei que era um texto roubado.&lt;br /&gt;- O que você quer dizer com roubado? Nunca publicamos algo roubado. – Robert falou e vi que ele estava chocado.&lt;br /&gt;- O texto que foi publicado essa manhã eu escrevi ao longo dos últimos anos. Eu não pretendia publicá-lo, na verdade isso nunca passou pela minha cabeça. Porém, alguém mexeu nas minhas coisas e os pegou sem minha autorização.&lt;br /&gt;- E hoje de manhã descobrimos que foi publicado. Não assinaram a coluna, pois seria loucura, mas está claro que pretenderam publicar o texto sem o consentimento do Lucian. – Jack completou.&lt;br /&gt;- E qual o problema com isso? – Parvati perguntou, olhando incrédula para nós todos. Eu a olhei ainda mais incrédula e senti uma pontada de raiva.&lt;br /&gt;- Eles não foram autorizados, Parv. – Leo respondeu por mim.&lt;br /&gt;- Mas foram um sucesso! Todos gostaram do textos. Não vejo razão para termos essa reunião “extraordinária” . – Ela falou, fazendo o símbolo de aspas no ar. Respondi com raiva na voz.&lt;br /&gt;- Me diz uma coisa Parvati. Se alguém roubasse algum diário seu, algum recadinho seu para um namorado ou uma amiga, você iria gostar? E se além disso publicassem isso no jornal? Como se sentiria? Se você for ficar feliz, me avisa que eu mesmo faço isso na minha coluna, com coisas suas. – Eu respondi ríspido e todos notaram a tensão no ar. Parvati inflou-se no mesmo instante e abriu a boca para falar, mas vi quando Robbie deu uma pequena cotovelada nela e a fez se calar.&lt;br /&gt;- Não podemos deixar que isso acontece. Seria contra a imagem de nosso jornal. Fora que se continuarmos publicando esses textos roubados, parecerá que estamos dando apoio a quem quer que tenha feito isso. – Lis falou e todos concordaram com ela, apenas Parvati resolveu ficar quieta.&lt;br /&gt;- Mas temos que pensar nos leitores. Lucian, me desculpe, eu entendo perfeitamente seus sentimentos e odiaria que tivesse algo meu roubado e publicado. Com certeza teria armado um barraco muito maior do que você possa imaginar. – Leonora falou, gesticulando e olhando para mim e vi que ela estava sendo sincera. – Mas pense bem, os leitores adoraram a história, eu inclusa! Eles vão querer saber o final dessa novela.&lt;br /&gt;- Novela? – Eu falei, arregalando os olhos e a tensão da sala se desfez em gargalhadas e eu não pude deixar de rir.&lt;br /&gt;- Desculpa, você entendeu o que eu quis dizer. Odeio ficar sabendo da fofoca pela metade. – Ela deu de ombros. – Ao menos me conte o final disso tudo.&lt;br /&gt;- A Leonora tem um ponto. – Edgar respondeu. – Lucian, seus textos são excelentes e todos gostaram. Não gostei de terem roubado eles de vocês, mas se você os publicasse, eu apoiaria.&lt;br /&gt;- Eu também. É algo que você merece e deve fazer. – Ferania logo se apressou a dizer e todos no jornal votaram no mesmo ponto.&lt;br /&gt;- Lucian, você tem o dom da escrita e isso não deveria ficar escondido. Todos gostaram do que viram, então concordo que devemos continuar postando. – Mira falou e eu fiquei um tempo calado. Nunca tinha pensado em publicar, talvez por medo de não ser aceito ou então por não querer ser conhecido demais. Mas eles estavam me apoiando e incentivando.&lt;br /&gt;- Eu não sei. Nunca tinha pensado nisso... – Eu respondi.&lt;br /&gt;- Não precisa ser agora. Você pode esperar um pouco mais e continuar escrevendo e quando tiver mais seguro de suas obras, publique-as conosco. Retiraremos a coluna “Contos de Antaris” e lhe daremos uma nova coluna, além da que você já tem. – Ferania falou animada e me contagiou.&lt;br /&gt;- Eu... Eu vou pensar, mas gostei da idéia. – Respondi animado. – Mas e os textos roubados? O que impede de não terem sido outros? Posso mandar meu notebook para um amigo e ele pode descobrir tudo que foi acessado.&lt;br /&gt;- Faça isso então, assim saberemos o que foi roubado de você. – Mira falou. – Então entramos em um acordo: qualquer texto enviado por esse “Antaris” deverá ser descartado do jornal e entregue a nós, para que possamos investigar. Vou pedir ajuda ao Diretor quanto a esse assunto, caso ele se repita.&lt;br /&gt;- Eu fiquei com a impressão de que esse “Antaris” pretende continuar mandando esses textos. Ele deve mandar para mim novamente, pois fui eu que recebi o primeiro, mas não os publicarei mais. – Lukas falou, entregando o envelope que recebera para as professoras. Ferania logo lançou um feitiço sobre ele, para tentar identificar algum traço mágico, mas não havia nada, a pessoa tinha sido cautelosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;--------------&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos três edições do jornal foram publicadas sem mais incidentes.&lt;br /&gt;Mas isso não significa que não houveram tentativas.&lt;br /&gt;Em todas as segundas-feiras pela manhã, o Lukas recebeu uma cópia de uma nova história para ser publicada, novamente assinada por “Antaris”. Na terceira edição, a Florence também recebeu uma cópia da mesma história. Nelas havia uma carta em anexo, questionando o porque das remessas anteriores não terem sido publicadas. Mas ainda não tínhamos pista de quem quer que fosse que estava mandando aquelas cópias para eles.&lt;br /&gt;Quanto aos leitores, recebemos muitas cartas pedindo que voltássemos com a coluna de “Antaris”. Como não queríamos um escândalo, respondemos que a coluna fora apenas um teste e que ainda estávamos em dúvida sobre sua publicação.&lt;br /&gt;Animado pelos leitores, pelas professoras, por meus amigos, mas principalmente por Liseria e Lenneth eu decidi postar um texto. Dei à nova coluna o nome de “Memórias de Chronos” e publiquei nela meu primeiro texto, na última edição do ano do jornal. A história publicada falava sobre a criação de Lognus, que tinha uma ligação com o texto roubado e publicado anteriormente. Estava animado com a resposta do público e não conseguia esperar que chegasse a sexta-feira. A última edição do ano sempre era especial, pois fazíamos uma retrospectiva do ano e das matérias, preparando uma edição maior e com mais detalhes.&lt;br /&gt;Eu trabalhei particularmente nessa edição, ajudando todos a preparar essa edição especial. Ela foi excelente pois nos permitiu lembrar de todos os fatos acontecidos ao longo do ano. Lembramos da Festa de Halloween, das partidas de Quadribol e de Hóquei, dos ensaios e audições da Yelchin e tudo mais. Eu acabei me lembrando daquela garota misteriosa e descobri que ainda tinha a foto que o Ozzy conseguira para mim. Ainda tinha curiosidade de saber quem era e porque fizera aquilo. Mas estava tão perto de encontrar Antaris, quanto de encontrar a Dama de Branco, como a apelidei.&lt;br /&gt;Entreguei essa edição para a gráfica pessoalmente a pedido da Florence e do Lukas, na quinta- feira a noite.&lt;br /&gt;Mas meu humor tornou-se negro na sexta de manhã.&lt;br /&gt;Abri o jornal assim que acordei, com os garotos animados ao meu redor, todos querendo ver meu primeiro texto publicado oficialmente. Porém, minha coluna havia sido retirada e no lugar dela estava outro texto roubado, novamente assinado por Antaris. E ele ainda se atreveu a dizer que o jornal havia se negado a publicar seus textos e por isso demorara tanto para escrever novamente.&lt;br /&gt;Nunca senti tanto ódio como naquele dia e prometi a mim mesmo que descobriria quem era ele e que ele me pagaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38450348-426887498016986424?l=durmstrang-institute.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/feeds/426887498016986424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38450348&amp;postID=426887498016986424' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/426887498016986424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38450348/posts/default/426887498016986424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://durmstrang-institute.blogspot.com/2011/07/ozzy-eu-quero-saber-quem-foi-o.html' title=''/><author><name>Lucian P. Valesti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17057169209060312910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vhLbff5WcMQ/TKpePdPsmhI/AAAAAAAAAAM/gQIVUCS9Wps/S220/Lucian.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38450348.post-7393210619929654023</id><published>2011-06-30T13:23:00.001-03:00</published><updated>2011-06-30T13:23:43.682-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Robbie! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi a voz de Lenneth e parei no meio do jardim. Ela vinha correndo esbaforida atrás de mim, sacudindo um pedaço de papel. Quando me alcançou, apoiou as mãos na cintura e tomou alguns segundos para recuperar o fôlego. Seu rosto estava vermelho e não era do frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você anda depressa demais e é meio surdo – finalmente falou, a voz ainda soando cansada – Estou correndo atrás de você e gritando seu nome desde a rua das republicas. &lt;br /&gt;- Desculpe, estava ouvindo algumas coisas pro ensaio – e tirei o fone do ouvido, mostrando a ela – Onde é o fogo?&lt;br /&gt;- Encontrei a música pra audição – e me estendeu o papel que vinha sacudindo. Estava todo amassado.&lt;br /&gt;- Você foi mesmo fundo quando disse pra procurar algo que não era a sua cara – disse ao ver a música que havia escolhido – Kanye West não é o tipo de música que escolheria pra você, mas sim pro Oleg.&lt;br /&gt;- Fiz o dever de casa. Podemos fazer uma versão só com o piano dela? – perguntou esperançosa. Devia ter gasto todo o tempo livre procurando uma música que servisse.&lt;br /&gt;- Acho que podemos fazer isso. Acompanhe-me até o teatro, temos algum tempo livre antes dos outros chegarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendi o braço e ela o segurou, me acompanhando até o teatro. Se conseguíssemos mudar toda a melodia daquela música, sua apresentação seria uma das mais bonitas das audições. Pensava que o teatro ainda estaria vazio, mas fomos pegos de surpresa (e um pouco de choque) ao nos depararmos com Parvati e Ozzy no palco. Eles estavam sentados ao piano e Parvati arriscava algumas notas, no que me parecia uma tentativa de ajudar Ozzy com a afinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é bom – Lenneth comentou em voz baixa. Eles ainda não tinham notado nossa presença – Acha que consegue manter esse suborno até a formatura?&lt;br /&gt;- Pode ter certeza que vou procurar um meio de estender o acordo – chegamos até o palco e bati palma, assustando os dois – O amor é lindo, o que mata é a falsidade.&lt;br /&gt;- Não estamos brigando – Ozzy já se defendeu e ri.&lt;br /&gt;- Eu sei, estão sendo muito obedientes, mas não deixa de serem falsos – agora eles que riram – O que estão fazendo aqui? Ainda falta uma hora pro ensaio.&lt;br /&gt;- Já escolhi minha música! – Parvati saltou do piano, animada – Queria que você ouvisse e me ajudasse com a melodia, porque mudei ela toda.&lt;br /&gt;- Claro que você mudou. Qual é a música?&lt;br /&gt;- Baby It’s You, dos Beatles. Vai me ajudar, não é?&lt;br /&gt;- Claro, mas primeiro vocês vão me ajudar – expulsei Ozzy do piano e tomei meu lugar – Temos que fazer dessa música algo bonito e tocado no piano.&lt;br /&gt;- Kayne West? – Ozzy pegou o papel e riu – Boa sorte.&lt;br /&gt;- Já tenho uma idéia de como pode ser o refrão – Lenneth sentou ao meu lado no piano – Algo mais ou menos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela começou a tocar e cantar a estrofe que tinha criado e todo mundo reagiu igualmente surpreso. Primeiro porque não sabíamos que ela tocava piano e segundo porque ela havia criado sozinha uma melodia linda. Quando parou de tocar, parecia tímida ao ver nossas reações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei tocar e cantar ao mesmo tempo – ela encolheu os ombros – Ficou bom?&lt;br /&gt;- Ficou ótimo! E você pode cantar e tocar ao mesmo tempo perfeitamente bem. Sua apresentação vai ficar muito melhor se for você mesma ao piano.&lt;br /&gt;- Mas eu não toco tão bem quanto você, sei apenas o básico.&lt;br /&gt;- Não tem problema, temos duas semanas para ensaiar. Se você conhece todas as notas, pode tocar a música. Vamos criar o resto da melodia e então você vai aprender a tocá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lenneth concordou, embora ainda parecesse incerta de que conseguiria, e começamos a trabalhar no arranjo da música. Com todo mundo dando palpite, antes dos outros chegarem já tínhamos ele todo pronto. Deixei Ozzy a ajudando a escrever a partitura e comecei a ajudar Parvati no arranjo da sua música. Quando ela começou a cantar o que tinha criado percebi que teríamos que começar do zero, mas mais uma vez quatro cabeças pensam melhor que uma e quando todo mundo finalmente chegou, já tínhamos uma boa idéia de como poderíamos fazer. Anotei o progresso que fizemos e prometi que ficaríamos depois do ensaio para finalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei Robbie, temos uma aluna nova! – Oleg vinha arrastando Julie pela mão.&lt;br /&gt;- Pensei que ia pensar durante o verão.&lt;br /&gt;- Todo mundo falou tão bem do primeiro ensaio que acabaram me convencendo a me inscrever logo.&lt;br /&gt;- Ótimo! E já tem alguma idéia do que quer fazer?&lt;br /&gt;- Nenhuma – e todo mundo riu.&lt;br /&gt;- Fique pensando um pouco então e já presto socorro. Leo, já decidiu sua música? &lt;br /&gt;- Ainda não, são tantas tão boas! – e sacudiu a mão cheia de partituras.&lt;br /&gt;- Então também fique ai de castigo pensando um pouco. Alguém já escolheu o que quer fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liseria levantou a mão empolgada e a chamei pro palco. Tinha escolhido cantar Let It Be, e como a música já tem um arranjo perfeito, tudo que tivemos que fazer foi ensa
